Política
Governo da Bahia vai orientar municípios nas inscrições para o PAC Seleções
O prazo para projetos, nos eixos de Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia e Infraestrutura Social e Inclusiva, segue até 31 de março
Para garantir que o maior número de obras nos municípios baianos seja contemplado na segunda edição do Novo PAC Seleções, do Governo Federal, o Governo do Estado montou uma operação especial de acompanhamento e orientações junto aos prefeitos e prefeitas. O prazo para inscrições de projetos, nos eixos de Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia e Infraestrutura Social e Inclusiva, segue até 31 de março. No total, o Governo do Estado e 346 municípios selecionados receberão R$ 8,4 bilhões para realização de 1.596 obras e equipamentos.
“Estamos diante de uma oportunidade única de transformar nossas cidades, garantindo investimentos que promovam qualidade de vida e crescimento econômico para a nossa população. Esse é um momento de união e trabalho conjunto. Pedi aos prefeitos e prefeitas que se mobilizem e apresentem projetos, porque os recursos do Governo Federal não têm partido, são para todos que quiserem trabalhar e melhorar a vida do povo”, afirmou Jerônimo Rodrigues.
A declaração foi feita nesta segunda-feira (10), em Brasília, durante transmissão de reunião virtual com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, que contou com a participação de mais de 200 gestores municipais baianos. Na oportunidade, o governador Jerônimo explicou como será o acompanhamento do governo estadual.
“A Casa Civil do Estado proporcionará uma estrutura de apoio aos municípios para que atrasos não aconteçam. Temos prazos, e a nossa intenção é dialogar com cada município para que a Bahia seja amplamente atendida. Estamos nos colocando à disposição para ajudar nossos municípios e levar as obras aos baianos”, garantiu.
O ministro Rui Costa enfatizou que, nesta edição do programa, serão priorizados os municípios que apresentarem bom desempenho no cumprimento dos prazos e que já deram início às obras da primeira etapa. “Queremos garantir que 100% das obras cadastradas sejam realizadas. Por isso, as prefeituras precisam enviar seus documentos o quanto antes”, alertou.
Apoio aos gestores municipais
Com detalhamento de critérios e procedimentos para que os municípios possam acessar os recursos disponibilizados pelo PAC Seleções – 2ª edição, a transmissão ao vivo promovida pela Representação do Governo da Bahia em Brasília teve como objetivo capacitar os gestores municipais para a elaboração e submissão de projetos alinhados às prioridades do programa, assegurando que as demandas locais sejam contempladas nas próximas etapas.
A parceria entre o governo estadual e federal busca fortalecer a infraestrutura e os serviços essenciais nos municípios baianos, contribuindo para a redução das desigualdades regionais e o desenvolvimento sustentável do estado.
O encontro contou também com a presença do secretário especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, André Ceciliano; de representantes dos ministérios da Saúde, Educação, Esportes e Cidades, além dos secretários estaduais da Saúde, Roberta Santana, e de Relações Institucionais, Adolpho Loyola. Também participaram o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho, e outros gestores.
Política
Seminário do Bahia Sem Fome destaca redução da fome e fortalecimento da rede de cozinhas comunitárias
Evento reúne cerca de 500 participantes em Salvador para discutir segurança alimentar e apresentar resultados do programa, que contribuiu para a saída de 1,3 milhão de baianos do mapa da fome
Cerca de 500 pessoas participam, nesta quarta-feira (26), do 5º Seminário Estadual do Bahia Sem Fome, realizado no Fiesta Bahia Hotel, em Salvador. Promovido pelo Governo do Estado, o encontro segue até quinta-feira (27), reunindo gestores públicos, representantes da sociedade civil, especialistas e integrantes de cozinhas comunitárias para debater políticas públicas de segurança alimentar e nutricional.
De acordo com dados apresentados durante o evento, no início das atividades do programa, a Bahia contava com aproximadamente 2 milhões de pessoas em situação de fome. Ao longo dos últimos quatro anos, cerca de 1,3 milhão de baianos deixaram essa condição, refletindo os avanços das ações voltadas ao combate à insegurança alimentar no estado.
No primeiro dia de programação, os participantes acompanharam painéis sobre o fortalecimento das cozinhas comunitárias e solidárias e sobre o direito humano à alimentação adequada. Os debates incluíram a apresentação de experiências desenvolvidas por municípios e organizações da sociedade civil, além da avaliação dos resultados alcançados pelo programa desde sua implantação.
Entre os avanços destacados estão a ampliação da rede de cozinhas comunitárias e solidárias e o aumento da oferta de refeições destinadas à população em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar.
A programação continua nesta quinta-feira (27), com oficinas temáticas voltadas à formação técnica, troca de experiências e qualificação das ações desenvolvidas nos municípios.
Participam do seminário representantes de cozinhas comunitárias municipais e solidárias, gestores estaduais e municipais, integrantes das Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e conselheiros do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional da Bahia (Consea-BA).
Rede de apoio à segurança alimentar
Atualmente, o Governo da Bahia apoia 505 cozinhas comunitárias distribuídas em cerca de 200 municípios, por meio de editais e parcerias com organizações da sociedade civil e administrações municipais.
A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à alimentação adequada, fortalecer a rede de proteção social e garantir o direito humano à alimentação para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Eleições 2026
Bobô destaca crescimento de Jerônimo em pesquisa e defende cautela na análise dos números
Deputado afirma que levantamento indica cenário competitivo para 2026 e lembra divergências entre pesquisas e resultado eleitoral na Bahia em 2022
O deputado estadual Bobô (PCdoB) comentou os resultados da mais recente pesquisa do Instituto Paraná, que apontou o governador Jerônimo Rodrigues com 40,1% das intenções de voto. No levantamento anterior, divulgado pelo mesmo instituto no início de agosto, o governador aparecia com 38,7%.
Segundo o parlamentar, ao considerar a margem de erro de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, informada no registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a diferença entre os principais candidatos seria menor do que a destacada em reportagens sobre o levantamento.
Para Bobô, os números indicam que Jerônimo mantém um patamar elevado de intenção de voto e segue competitivo no cenário eleitoral. O deputado também ressaltou que o histórico de pesquisas na Bahia recomenda cautela na interpretação dos dados.
“É preciso olhar essa pesquisa com serenidade. O Paraná já apresentou resultados que não se confirmaram nas urnas na Bahia. Agora, o próprio levantamento mostra Jerônimo acima de 40%, em um momento em que a campanha está começando. Isso demonstra que existe uma disputa e que não há eleição decidida”, afirmou.
O parlamentar citou ainda a eleição de 2022, quando pesquisas apontavam vantagem para ACM Neto, mas o resultado final foi favorável a Jerônimo Rodrigues.
“Pesquisa é fotografia, não resultado de eleição. Jerônimo está com mais de 40% e tem uma candidatura consolidada. Em 2022, muita gente também tratou pesquisa como resultado antecipado e as urnas mostraram outra realidade. A eleição de 2026 está aberta e será decidida pelo eleitor”, concluiu Bobô.
Política
Bahia reforça articulação com União e municípios para enfrentar impactos do El Niño
Participação em diálogo federativo ocorre enquanto Estado prepara plano de ações para seca, segurança hídrica e incêndios
A Bahia participou, nesta segunda-feira (24), de uma articulação entre governo federal, estados e municípios do Nordeste para preparação das respostas aos impactos do El Niño em 2026/2027. O encontro ocorre enquanto o Estado estrutura seu plano de enfrentamento ao fenômeno e foi acompanhado pelo superintendente de Proteção e Defesa Civil, Osny Bomfim, e pelo coordenador executivo da Coordenação de Acompanhamento de Políticas de Inclusão Socioprodutiva e Sustentabilidade (COPIS) da Casa Civil, José Augusto de Castro Tosato.
Para Osny Bomfim, um dos pontos centrais foi a necessidade de integração na atuação diante dos eventos climáticos. “Ficou muito claro na palavra dos órgãos federais a necessidade de falar a mesma língua relativo aos desastres e aí sempre buscando aumentar a resiliência”, afirmou. A comunicação de utilidade pública para orientar as populações também esteve entre os aspectos destacados durante o encontro.
A articulação terá continuidade em encontros presenciais nos estados. Na Bahia, a próxima etapa está prevista para 1º de setembro, com participação de prefeitos e equipes técnicas, para aprofundar o diálogo sobre as ações de enfrentamento e a atuação conjunta dos diferentes níveis de governo.
Ações na Bahia
A Bahia criou um comitê para a construção do Plano Estadual de Ações de Enfrentamento aos Impactos do El Niño 2026/2027. O planejamento reúne medidas emergenciais e continuadas nas áreas de segurança hídrica, agricultura familiar, alimentação, saúde, defesa civil e prevenção e combate a incêndios.
O conjunto de ações atualmente previsto soma R$ 4,6 bilhões, valor que poderá ser revisto conforme as necessidades durante a vigência do plano. Entre os principais eixos estão R$ 2,2 bilhões no Plano de Contingência de Combate à Escassez, ativado pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), e R$ 1,3 bilhão em saúde. Também estão previstas ações voltadas à agricultura familiar, por meio de iniciativas como o Garantia-Safra e o Projeto Sertão Vivo, além de medidas de prevenção e combate a incêndios.
Diálogos Federativos
A reunião online “Diálogos Federativos – Emergências Climáticas 2026/2027” foi aberta pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e tratou de ações relacionadas à seca e à estiagem, segurança hídrica, produção rural e prevenção e combate a incêndios. O encontro reuniu representantes do governo federal, estados, municípios, defesas civis, Consórcio Nordeste e União dos Municípios da Bahia (UPB).
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