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Cultura

Funceb divulga programação do Quarta que Dança 2025 – Circuito II 

Espetáculos, oficinas, seminários e debates serão realizados em Salvador, Feira de Santana e Juazeiro 

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O projeto Quarta que Dança, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), apresenta a programação do Circuito
Foto: Lucas Malkut / Ascom Funceb 

O projeto Quarta que Dança, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA), apresenta a programação do Circuito Artístico II, que acontecerá no mês de setembro, promovendo apresentações de espetáculos de dança e atividades de formação. As atividades serão em espaços culturais de Salvador (Espaço Xisto e Espaço Cultural Alagados), Feira de Santana (Centro de Cultura Amélio Amorim) e Juazeiro (Centro de Cultura João Gilberto), na Bahia. 

Com investimentos de mais de R$600 mil, um total de 31 sessões de espetáculos de Dança e 31 ações formativas na área foram previstas, com oito projetos executados nas quartas-feiras dos meses de agosto (Circuito I) e setembro (Circuito II) de 2025. Cada um receberá apoio financeiro no valor de R$ 80 mil. 

Destinadas a promover o encontro e articulação da rede criativa da dança, estimulando relações de troca, interação e aprendizado, as ações contempladas visam fortalecer circuitos de difusão da dança no estado, conectando uma rede de espaços, artistas, produtores, técnicos e o público. 

Circuito II 

Em setembro, o Circuito Artístico II terá apresentações dos espetáculos “AGNI” (Balé Jovem de Salvador), “Janelas para Navegar Mundos” (Coletivo Trippé), “Vamos para a Costa?” (Núcleo da Tribo), e “De Dentro” (Cia de Dança Jorge Silva), que serão realizados em espaços culturais de Salvador (Espaço Xisto e Espaço Cultural Alagados), Feira de Santana (Centro de Cultura Amélio Amorim) e Juazeiro (Centro de Cultura João Gilberto).  

Junto aos espetáculos, também haverá mesas de debate, workshops, oficinas e outras atividades formativas na área. Todas as atividades serão abertas ao público, sem necessidade de inscrição e sujeitas à lotação de cada espaço cultural. 

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Programação – Circuito Artístico II 

BALÉ JOVEM DE SALVADOR 

Espetáculo “AGNI”: a obra procura mergulhar nas dinâmicas e qualidades do elemento fogo, explorando as nuances de intensidade dessa força através do movimento. Corpo, voz, sonoridades e luz se unem em um espetáculo ritual que explora a potência desse elemento, reacendendo a chama interna. Um ritual de agradecimento pela trajetória da companhia e os dias que virão. 

  • 03/09 – Salvador
    Espaço Xisto | 19h 
  • 10/09 – Juazeiro
    Centro de Cultura João Gilberto | 19h 
  • 17/09 – Feira de Santana
    Centro de Cultura Amélio Amorim | 19h 
  • 24/09 – Salvador
    Espaço Cultural Alagados | 19h 
Ações Formativas 

OFICINA VIVÊNCIA AGNI | Clara Boa Sorte: ministrada pela coreógrafa Clara Boa Sorte que, a partir de experimentações, levará os participantes a terem a oportunidade de mergulhar no universo do fogo através de práticas que foram utilizadas no processo de criação do espetáculo. Um momento de estudo do elemento fogo, utilizando técnicas de dança contemporânea, improvisação em dança, expressão vocal e escrita criativa, para experimentar as diferentes qualidades e dinâmicas de movimento que o elemento fogo pode inspirar. 

  • 03/09 – Salvador
    Espaço Xisto | 10h 
  • 10/09 – Juazeiro
    Centro de Cultura João Gilberto | 10h 
  • 17/09 – Feira de Santana
    Centro de Cultura Amélio Amorim | 10h 
  • 24/09 – Salvador
    Espaço Cultural Alagados | 10h 

COLETIVO TRIPPÉ 

Espetáculo “Janelas Para Navegar Mundos”: o que acontece quando nos permitimos olhar? Contemplar o mundo em seus pequenos detalhes é momento de entendimento, de amplitude, de também se enxergar. Após um mergulho nas correntezas que são as palavras dos poetas da ribeira do São Francisco, entregamos em cena o que ficou úmido nos corpos que se propõem poéticos, nesse doce desejo de ser dança. Rasgos, memórias, nuvens, cheiros e um pouco mais do que até então nos habita deságua agora nessas janelas para que você trace sua própria rota de navegação. 

  • 03/09 – Salvador
    Espaço Cultural Alagados | 19h 
  • 10/09 – Salvador
    Espaço Xisto | 19h 
  • 17/09 – Juazeiro
    Centro de Cultura João Gilberto | 19h 
  • 24/09 – Feira de Santana
    Centro de Cultura Amélio Amorim | 19h 

Ações Formativas 

SEMINÁRIO “POTÊNCIAS DE UMA DANÇA DESCENTRALIZADA” | Integrantes Do Coletivo Trippé: ação itinerante sobre fazeres e saberes da dança no interior e nas periferias. A proposta busca valorizar saberes locais, práticas coletivas e estratégias de resistência de grupos e artistas da dança que atuam longe dos grandes eixos de fomento e difusão artística. A descentralização, aqui, não é ausência, mas presença de outras formas de potência criativa. 

  • 03/09 – Salvador
    Espaço Cultural Alagados | 16h 
  • 10/09 – Salvador
    Espaço Xisto | 16h 
  • 17/09 – Juazeiro
    Centro de Cultura João Gilberto | 16h 
  • 24/09 – Feira de Santana
    Centro de Cultura Amélio Amorim | 16h 

NÚCLEO DA TRIBO/CASA VER ARTE 

Espetáculo “Vamos pra Costa?”: Três pescadores-dançarinos da comunidade quilombola do Porto de Trás, em Itacaré/BA, apresentam suas vivências e modos de organização da pesca artesanal em uma performance que articula dança, memória e território. Revelam relações de hierarquia, confiança, o poder da visibilidade e as singularidades de cada corpo em movimento. 

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  • 03/09 – Feira de Santana
    Centro de Cultura Amélio Amorim | 19h 
  • 10/09 – Salvador
    Espaço Cultural Alagados | 19h 
  • 17/09 – Salvador
    Espaço Xisto | 19h 
  • 24/09 – Juazeiro
    Centro de Cultura João Gilberto | 19h 

Ações Formativas 

OFICINA “DA TOTALIDADE AO VAMOS PRA COSTA?” | Verusya Correia e Valmilson Pericles Nascimento: A oficina propõe um mergulho nas práticas corporais e criativas que deram origem ao espetáculo “Vamos pra Costa?”, do Núcleo da Tribo. A partir de vivências com cordas, improvisação em dança e partilhas sobre o cotidiano da pesca artesanal na cidade de Itacaré, a proposta é convidar os participantes a refletirem sobre formas de organização coletiva, relações de hierarquia, confiança, visibilidade e a singularidade de cada corpo em movimento. 

  • 03/09 – Feira de Santana
    Centro de Cultura Amélio Amorim | 10h 
  • 10/09 – Salvador
    Espaço Cultural Alagados | 10h 
  • 17/09 – Salvador
    Espaço Xisto | 10h 
  • 24/09 – Juazeiro
    Centro de Cultura João Gilberto | 10h 

JORGE SILVA CIA DE DANÇA 

Espetáculo “De Dentro”: o espetáculo mergulha nos universos míticos e simbólicos de Yansã e Ogum, orixás de força e transformação, para construir uma narrativa coreográfica que atravessa o sagrado e o cotidiano. A partir da construção de um IBÁ – assentamento sagrado – dedicado a Ogum, abre-se o caminho para a presença dos 7 Exus, entidades guardiãs que anunciam a luta, a coragem e a vitalidade do guerreiro. No mesmo plano simbólico, surge Yansã, rainha dos ventos e dos raios, vestida com a pele de búfalo – figura ancestral que conecta a natureza, a força feminina e a persistência das mulheres em suas existências diárias. A vassoura, instrumento doméstico, transforma-se em símbolo de realeza e resistência. O espetáculo é uma reverência à espiritualidade afro-brasileira, às lutas das mulheres e à força coletiva que se levanta pela vida. 

  • 03/09 – Juazeiro
    Centro de Cultura João Gilberto | 19h 
  • 10/09 – Feira de Santana
    Centro de Cultura Amélio Amorim | 19h 
  • 17/09 – Salvador
    Espaço Cultural Alagados | 19h 
  • 24/09 – Salvador
    Espaço Xisto | 19h 

Ações Formativas 

OFICINA “CORPO DIFUSOR” | Jorge Silva: a atividade pretende desenvolver a consciência artística e performativa por meio de práticas corporais que unem elementos da dança, do teatro e do cotidiano, ativando o corpo como canal de percepção, criação e expressão. Os participantes vão estimular a percepção do corpo como meio difusor de sensações, ideias e memórias, trabalhar a improvisação cênica com base na escuta, no cotidiano e na coletividade, fomentar a criação a partir de memórias afetivas e estímulos diversos (som, imagem, texto, gesto), aplicar ferramentas de composição cênica na construção de pequenas cenas e microtextos e propor a dança interpretativa como linguagem para desenvolvimento da performance. 

  • 02/09 – Juazeiro
    Centro de Cultura João Gilberto | 10h 
  • 09/09 – Feira de Santana
    Centro de Cultura Amélio Amorim | 10h 
  • 16/09 – Salvador
    Espaço Cultural Alagados | 10h 
  • 23/09 – Salvador
    Espaço Xisto | 10h 
Quarta que Dança 

Criado em 1998, o Quarta que Dança é um dos principais projetos de difusão da produção de dança na Bahia, tendo como propósito dar visibilidade ao gênero e seus profissionais, estimular a pesquisa e a produção artística na área e fomentar a produção de Dança nos territórios baianos. Em 2011, o projeto foi redimensionado para além de Salvador, ampliando seu alcance pelo estado. 

SERVIÇO 

Programação Edital Quarta que Dança – Circuitos Artísticos 2025 

  • Quando: De 03 a 24 de setembro de 2025 
  • Onde: espaços culturais de Salvador (Espaço Xisto e Espaço Cultural Alagados), Feira de Santana (Centro de Cultura Amélio Amorim) e Juazeiro (Centro de Cultura João Gilberto).  
  • Quanto: Aberto ao público 
  • + info: https://www.ba.gov.br/fundacaocultural/
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Agricultura

Brasil suspende importação de cacau da Costa do Marfim por risco fitossanitário 

Decisão do Ministério da Agricultura atende articulação do Governo da Bahia e visa proteger a cacauicultura nacional em meio à crise do setor

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cacau provenientes da República da Costa do Marfim. A decisão baseia-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos
Foto: André Frutuôso

O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou, nesta terça-feira (24), o Despacho Decisório nº 456/2026, que determina a suspensão imediata e temporária das importações de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim. A decisão baseia-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos oriundos de países vizinhos para o território marfinense, o que permite a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao mercado brasileiro. 

A medida resulta de uma ação articulada e coletiva, coordenada pelo Governo da Bahia em diálogo permanente com o Governo Federal, envolvendo representantes do setor produtivo, da Assembleia Legislativa da Bahia, do Congresso Nacional, do Ministério da Agricultura e de outros órgãos estratégicos. 

Para os produtores, a decisão tem impacto direto tanto na segurança fitossanitária da lavoura cacaueira quanto no ambiente econômico do setor. Ao reduzir o risco de entrada de pragas e doenças no território nacional, protege-se a produção baiana. Do ponto de vista de mercado, a diminuição da oferta externa contribui para a recomposição da renda do agricultor em um momento de forte instabilidade. 

Diante do agravamento da crise na cadeia produtiva do cacau, marcada por distorções de preços, insegurança regulatória e riscos sanitários, o Governo da Bahia liderou a instalação da Comissão para Discussões Iniciais da Cacauicultura, que passou a atuar de forma coordenada junto ao Ministério da Agricultura. A comissão acompanhou o envio de uma missão técnica à África, que identificou inconsistências nos fluxos de exportação para o Brasil, culminando na decisão do Ministério pela suspensão das importações. 

A suspensão, portanto, não é uma medida isolada, mas parte de um conjunto de ações estratégicas voltadas à proteção da cacauicultura brasileira, especialmente dos produtores baianos. 

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“O que estamos vendo agora é resultado de um trabalho coletivo, coordenado e responsável. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, liderou essa agenda, reuniu o setor, dialogou com a bancada federal e construiu, junto ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, uma resposta concreta. A suspensão das importações demonstra que estamos atentos à defesa fitossanitária e à proteção da renda do produtor”, afirmou Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e integrante da comissão. 

Agenda estruturante para o setor

A atuação do Governo da Bahia, no entanto, não se limita à questão das importações. A comissão instalada no início de fevereiro deste ano estruturou uma agenda mais ampla para enfrentar a crise do setor, incluindo discussões sobre o regime de drawback, medidas para coibir distorções de mercado e deságio, fortalecimento da fiscalização fitossanitária, ampliação da assistência técnica aos produtores, recomposição da capacidade institucional da Ceplac e a solicitação de um plano nacional de contenção da monilíase. 

Também foram articuladas ações junto à Conab e ao Ministério da Agricultura para garantir maior transparência na divulgação da previsão oficial da safra, instrumento essencial para a estabilidade dos preços. 

A suspensão temporária das importações representa, assim, um desdobramento concreto de uma agenda estruturada e construída de forma coletiva, com o objetivo de garantir segurança ao setor e estabilidade ao mercado do cacau no Brasil. 

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Agricultura

Investimentos ampliam e modernizam mercados municipais na Bahia 

Estado requalifica 88 unidades entre 2023 e 2025 e fortalece a agricultura familiar 

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Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ampliou os investimentos na construção,
Foto: Gilson Barbosa/SDR/GOVBA

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), ampliou os investimentos na construção, requalificação e modernização de mercados municipais em toda a Bahia. Entre 2023 e 2025, 88 unidades foram totalmente renovadas, fortalecendo o comércio local, melhorando as condições de trabalho dos feirantes e ampliando o acesso da população a alimentos saudáveis produzidos pela agricultura familiar. 

Os mercados municipais desempenham papel estratégico no escoamento da produção rural, na dinamização da economia dos municípios e na valorização das feiras livres como espaços de convivência, geração de renda e preservação da identidade cultural. As intervenções buscam garantir mais conforto, segurança e organização para comerciantes e consumidores. 

Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, os mercados “são a porta de entrada da agricultura familiar nas cidades. Quando o Estado investe nesses espaços, está garantindo dignidade para quem produz, melhores condições de trabalho para os feirantes e alimento de qualidade para a população. É desenvolvimento rural que se materializa no dia a dia dos municípios”. 

Em cidades como Ribeira do Pombal, os equipamentos passaram a contar com central de abastecimento, cobertura adequada, mercado de carnes e cereais, boxes padronizados, banheiros, rede elétrica segura, áreas de circulação ampliadas e acessibilidade. A modernização impacta diretamente a rotina de feirantes e consumidores. 

A feirante Emília de Jesus Santos destaca as melhorias no ambiente de trabalho. “Um lugar melhor para a gente trabalhar tem que ser assim, com barraca nova, cobertura e iluminação. Tudo limpinho e bonito para vender hortaliças, coentro, alface, cebolinha e outras coisas que colho na minha horta. Muito lindo, gostei demais!”, relata. 

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Além dos mercados, as feiras livres também receberam atenção especial, com a entrega de mais de 14 mil barracas padronizadas no mesmo período. A iniciativa garante mais organização, conforto e visibilidade para agricultores familiares e feirantes em diferentes regiões do estado. 

Com dezenas de novos equipamentos previstos para inauguração em 2026, o Governo da Bahia segue fortalecendo a agricultura familiar, levando investimentos diretamente a agricultores, agricultoras, assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais, consolidando os mercados municipais como pilares do desenvolvimento rural e da segurança alimentar. 

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Cultura

OSBA transforma Pelourinho em baile sinfônico no encerramento do Carnaval

Concerto gratuito celebrou a força da música baiana e os 110 anos do samba, reunindo ritmos populares e orquestra no Centro Histórico

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A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), promoveu uma noite de encontros
Foto: Caio Diniz

A Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), promoveu uma noite de encontros memoráveis durante a apresentação do “Baile Concerto – A Saideira”. O evento, que marcou o encerramento da programação carnavalesca do Governo do Estado, por meio do projeto “Carnaval na Bahia: um Estado de Alegria”, foi realizado gratuitamente no Largo do Pelourinho, na noite deste sábado (21). A iniciativa reafirma o papel da OSBA como um equipamento cultural pulsante e conectado às manifestações populares, celebrando o fim da folia com um repertório que atravessa o erudito e os ritmos que moldam a identidade baiana.

Sob a regência do maestro Carlos Prazeres e direção artística de Manno Góes, o concerto transformou o Centro Histórico em um baile sinfônico ao ar livre. O repertório destacou os 110 anos do samba e a diversidade musical da Bahia, reunindo artistas como Alinne Rosa, Cortejo Afro, Illy, Larissa Luz, Nelson Rufino, Robson Morais, Serginho do Adão Negro e Edcity.

Para o maestro Carlos Prazeres, a presença da OSBA em um evento pós-Carnaval reforça o vínculo da orquestra com o público. “Uma orquestra conectada com a sociedade não poderia se afastar da maior festa do mundo. Viemos aprender ritmos, trocar cultura e nos misturar. A OSBA hoje tem o molho, tem a pimenta na cabeça da batuta”, afirmou, revelando ainda o desejo de levar a orquestra para um trio elétrico no futuro.

Manno Góes, diretor artístico, destacou o caráter social e criativo da iniciativa. “O Baile é uma plataforma de cidadania. Permite brincar com diversidade e com a criatividade musical. A OSBA é uma extensão da sociedade, e trazê-la ao Pelourinho, um símbolo da nossa cidade, é uma união potente”, observou.

A fusão de estilos foi um dos pontos altos da noite. O cantor Edcity, responsável por levar o pagodão ao universo sinfônico, celebrou o encontro. “A Bahia é plural. Estar aqui realizando esse sonho mostra que o pagodão tem qualidade e pode ocupar vários palcos, inclusive com uma orquestra sinfônica. O pagodão também é concerto”, comemorou.

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Larissa Luz destacou o impacto da parceria. “É uma mistura de mundos: o erudito com o afro e a percussão. É poético, denso e dramático. É lindo ver essa fusão acontecer.”

Robson Morais, que já havia participado do Baile Concerto de 2025, ressaltou a experiência sonora. “A sonoridade é outra. O som chega mais completo. Cantar com a OSBA é cantar também para a gente.”

O sambista Nelson Rufino também celebrou a realização de um sonho antigo. “Não é fácil sair do cavaco, tantan e pandeiro e encarar uma megaoperação com 60 músicos. Mas estou vivendo um sonho de menino. Ter todo esse conjunto por trás — violinos, violoncelos e metais — é uma emoção enorme.”

O evento contou ainda com a participação especial de Rodrigo Teaser, conhecido por um dos tributos mais celebrados a Michael Jackson, em homenagem aos 30 anos da gravação do clipe “They Don’t Care About Us”, filmado no próprio Largo do Pelourinho.

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