Cultura
Festival do Queijo Artesanal da Bahia movimenta R$ 2 milhões em vendas
A segunda edição do evento superou todas as expectativas, atraindo mais de 25 mil visitantes e mais de 12 toneladas comercializadas
O sabor e a criatividade tomaram conta do Mercado do Rio Vermelho, em Salvador, durante o 2º Festival do Queijo Artesanal da Bahia, realizado entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro. O evento superou todas as expectativas, atraindo mais de 25 mil visitantes e registrando recorde de vendas, com mais de 12 toneladas de queijo comercializadas e cerca de R$ 2 milhões em vendas diretas ao consumidor.
O festival cresceu em relação à primeira edição, realizada em 2024, quando cerca de 12 mil visitantes participaram do evento e 4,5 toneladas de queijos foram vendidas. Os números confirmam que o evento se consolidou como um dos maiores do país, revelando o potencial e a qualidade dos queijos artesanais baianos.
O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, destacou a importância do festival para a valorização dos produtores e a expansão de mercado dos queijeiros baianos. “Esse festival é um marco da força e do talento dos produtores de queijo da Bahia. Tradição e inovação caminham juntas, e o resultado é um queijo artesanal de excelência, reconhecido dentro e fora do estado. Cada produtor que participa desse evento volta para casa com orgulho e novas oportunidades.”
João Campos, presidente da Associação dos Produtores de Queijo da Bahia, reforçou o impacto positivo da iniciativa. “O segundo festival foi um sucesso absoluto, acima das expectativas. Os 40 expositores voltam para casa de bolso cheio, com os produtos zerados e muito felizes. Essa é uma iniciativa brilhante do Governo do Estado, que apoia e fortalece o produtor artesanal da Bahia”.
Produtores comemoram recorde de vendas
E os números confirmam o entusiasmo. Produtores de todas as regiões comemoraram o aumento das vendas, o reconhecimento do público e as conquistas no 1º Concurso do Queijo Artesanal da Bahia, que premiou 307 queijos entre 372 avaliados, com 137 medalhas de ouro, 99 de prata e 71 de bronze.
André Moraes, da Queijaria Nobre (Planalto), celebrou as 17 medalhas conquistadas e o crescimento do evento. “Foi uma feira maior, com mais produtores e mais clientes. Vendemos tudo, 380 litros de iogurtes e 150 quilos de queijo. O festival é fundamental para divulgar o nosso trabalho e conectar o interior à capital”.
Fabiola Rodrigues, da Queijaria Herdade, de Maiquinique, contou que as vendas superaram em 70% as expectativas. “Esgotamos todos os produtos, inclusive os doces de leite. O nível dos queijeiros subiu muito, todo mundo veio com queijos mais elaborados, e o público reconheceu isso. Foi um sucesso maravilhoso!”.
Para Cátia Santa Rosa, do Laticínio Kadosh, que trabalha com queijos de cabra, o evento foi ainda mais expressivo que o anterior. “O festival superou em quase 50% as vendas do ano passado. Trouxemos mil e quinhentas peças de queijo e, no segundo dia, já tínhamos vendido tudo. Foi preciso produzir durante a madrugada para repor os estoques. O público está cada vez mais conectado com o artesanal”.
Além das vendas e da troca de experiências, o festival foi palco de importantes avanços para a agroindústria familiar. Durante a programação, quatro consórcios públicos receberam a certificação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF-BA), um marco para a comercialização dos produtos em todo o território baiano.
O evento contou ainda com palestras técnicas, degustações guiadas e o espaço do vinho, promovendo uma verdadeira imersão sensorial. Foram abordados temas como inovação na produção de queijos, maturação, qualidade sensorial e regularização sanitária.
Realizado pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Associação de Produtores de Queijo da Bahia e Unicafes Bahia, e com apoio das Secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE) e de Turismo (Setur), o festival se consolida como um dos maiores do país no segmento.
Agricultura
Agroindústria familiar fortalece produção de mandioca e beneficia mais de 120 famílias em Belo Campo
Nova unidade de beneficiamento amplia geração de renda, agrega valor à produção local e fortalece a comercialização da agricultura familiar no sudoeste baiano
Uma agroindústria familiar voltada ao processamento de mandioca entrou em operação na comunidade de Lagoa do Canto, no município de Belo Campo, no sudoeste da Bahia. Administrada pela Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Lagoa do Canto, a unidade beneficia diretamente mais de 120 famílias de agricultores e agricultoras familiares da região.
A estrutura foi implantada para o processamento de fécula e outros derivados da mandioca, fortalecendo a cadeia produtiva local e ampliando as oportunidades de comercialização dos produtos da agricultura familiar.
A nova agroindústria reúne equipamentos destinados ao beneficiamento da mandioca e uma cozinha comunitária voltada à produção de alimentos derivados da raiz. Entre os produtos fabricados estão farinha, polvilho, xiringa, chimango, bolos e biscoitos.
Parte da produção já é destinada à alimentação escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), além de atender outros mercados consumidores, ampliando as fontes de renda das famílias produtoras.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, o empreendimento representa um importante avanço para a organização produtiva da comunidade.
“Essa unidade amplia a capacidade de beneficiamento da mandioca produzida pelas famílias e cria melhores condições para agregação de valor, diversificação dos produtos e acesso a mercados. É uma estrutura que contribui para organizar a produção e fortalecer a comercialização da agricultura familiar na região”, destacou.
Mais valor agregado e redução de custos
Para o presidente da Associação dos Pequenos Produtores Rurais de Lagoa do Canto, João Pereira Neto, a agroindústria cria novas oportunidades de geração de emprego e renda, além de reduzir custos para os produtores locais.
“Com a agroindústria, temos a possibilidade de gerar emprego e renda e melhorar o escoamento da matéria-prima. Muitas vezes, o produtor precisava vender a mandioca por um preço mais baixo ou buscar compradores em locais mais distantes, o que aumentava os custos com transporte. Agora, a produção pode ser beneficiada aqui mesmo, reduzindo esses custos e atendendo também comunidades vizinhas”, afirmou.
A expectativa é que a unidade impulsione o desenvolvimento econômico da região, agregando valor à produção de mandioca, fortalecendo a agricultura familiar e ampliando o acesso dos produtores a mercados institucionais e privados.
Agricultura
Agricultura familiar do Velho Chico amplia mercado com certificação estadual para ovos e iogurtes
Empreendimentos de Serra do Ramalho e Brotas de Macaúbas recebem selo do SUSAF/BA e passam a poder comercializar produtos em todo o território baiano
Dois empreendimentos da agricultura familiar do Território Velho Chico receberam, nesta quinta-feira (17), os certificados do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF/BA). A entrega ocorreu durante a abertura do X Seminário Territorial de Apicultura e Meliponicultura do Velho Chico e da II Feira dos Produtos das Abelhas e Agroindústrias Familiares da Bahia.
Foram certificadas a Unidade de Beneficiamento de Ovos Gema do Oeste, de Serra do Ramalho, e a Cooperativa Agropecuária de Brotas de Macaúbas (Coopab), responsável pela produção de iogurtes.
As duas iniciativas já possuíam registro no Serviço de Inspeção Municipal (SIM). Com a adesão ao SUSAF/BA, passam a estar habilitadas a comercializar seus produtos em diferentes municípios baianos, conforme as normas sanitárias do sistema.
A certificação amplia a área de comercialização dos produtos e fortalece as oportunidades de acesso a novos mercados. No caso da Coopab, a cooperativa já fornece alimentos para a rede pública de ensino por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
“Com o SUSAF, a cooperativa passa a ter a possibilidade de comercializar seus produtos em todo o estado, o que representa uma nova oportunidade de mercado para a produção”, destacou Gabrielle Montes, agente de negócios e responsável técnica da Coopab.
Segundo ela, a cooperativa, que anteriormente comercializava seus produtos com o selo SIM apenas nos municípios integrantes do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território Velho Chico, agora poderá ampliar significativamente sua atuação.
“Agora, podemos percorrer os municípios da Bahia, aumentar a nossa produção e gerar mais emprego e renda”, afirmou.
Atuação conjunta fortalece agroindústrias familiares
A certificação dos empreendimentos é resultado da atuação conjunta entre o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR), e o Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território Velho Chico.
A CAR/SDR atua em parceria com os consórcios públicos no apoio à implantação e ao fortalecimento dos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), por meio de investimentos em infraestrutura, capacitação e assistência técnica. Essas ações contribuem para que as agroindústrias familiares atendam às exigências necessárias para adesão ao SUSAF/BA.
Com a certificação, os produtos passam a contar com habilitação sanitária para comercialização em todo o território baiano, observadas as normas estabelecidas pelo sistema.
Agricultura
Produtores discutem fortalecimento da cadeia do cacau e criação de cooperativa durante encontro em Barreiras
Reunião da Câmara Setorial do Cacau reúne representantes do setor produtivo, pesquisadores e gestores públicos para debater estratégias de expansão da cacauicultura baiana
O apoio do Governo da Bahia à integração da produção de cacau entre as regiões Sul e Oeste do estado e à criação de uma cooperativa voltada ao fortalecimento da cadeia produtiva foi debatido durante a reunião da Câmara Setorial do Cacau, realizada nesta terça-feira (15), na sede da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), em Barreiras.
O encontro reuniu produtores rurais, lideranças do setor, pesquisadores e representantes dos governos estadual e federal para discutir os desafios e as perspectivas de crescimento da cacauicultura baiana.
O Governo da Bahia participou da agenda por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). A atuação conjunta busca fortalecer o setor diante de desafios como a concorrência internacional, a volatilidade dos preços e a necessidade de ampliação da competitividade da produção estadual.
Durante a reunião, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) apresentou programas e ações voltados ao desenvolvimento da atividade. Também foram discutidas medidas para impulsionar a retomada da produção cacaueira baiana, que enfrenta desafios estruturais há cerca de quatro décadas.
Entre as propostas apresentadas estão a retomada das operações do Porto de Ilhéus para exportação de cacau, a criação de uma cooperativa estadual para fortalecer a organização dos produtores e contribuir para a valorização comercial do produto, além da implantação de um galpão com capacidade para armazenar até 30 mil sacas de cacau no Sul da Bahia.
A programação também incluiu debates sobre a conjuntura econômica da cadeia produtiva do cacau e do chocolate, políticas públicas para o setor, pesquisa e inovação, assistência técnica, crédito rural, segurança jurídica e expansão de novas áreas de produção.
Visitas técnicas complementaram a agenda, permitindo aos participantes conhecer experiências e práticas ligadas ao desenvolvimento da cultura do cacau na região Oeste.
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