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Cultura

Exposição “Assentamentos” estreia na Casa do Benin nesta quinta (20) 

A mostra reunirá 20 obras inéditas do artista Roney George, entre pinturas e instalações, que reafirmam as raízes afro-brasileiras

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A Casa do Benin, na Rua Padre Agostinho Gomes, 17, no Pelourinho, será palco da exposição "Assentamentos", do artista plástico
Foto: Danilo Scaldaferri 

A Casa do Benin, na Rua Padre Agostinho Gomes, 17, no Pelourinho, será palco da exposição “Assentamentos”, do artista plástico baiano Roney George. Com entrada gratuita, a mostra será aberta nesta quinta-feira (20), às 18h, e reunirá 20 obras inéditas do autor, entre pinturas e instalações, que reafirmam as raízes afro-brasileiras do artista e a influência da cultura sertaneja na própria formação. 

Sob a curadoria de Danillo Barata, “Assentamentos” se estrutura como um território dinâmico de permanências e deslocamentos, evocando tanto a resistência dos povos negros e indígenas quanto os processos de transformação e ressignificação das identidades no Brasil. “Esta exposição é um retorno e, ao mesmo tempo, uma afirmação. É um processo de reencontro com minha trajetória, minhas referências e minha ancestralidade”, explica George. 

“O título da exposição remete aos espaços de resistência, sobrevivência e renovação criados pelo legado afro-brasileiro. As obras de Roney George reverberam diálogos entre as lutas afro-americanas e afro-brasileiras, evocando ancestralidade, identidade e a força das narrativas coletivas”, destaca Barata. 

A exposição faz parte do projeto Assentamento, contemplado pelo edital Gregórios – Ano IV com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), Prefeitura de Salvador e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), Ministério da Cultura e Governo Federal. É produzida pela Ritos Produções e conta com o apoio da Casa do Benin, do Zanzibar e do chef Apollo. 

Perfil 

Com uma trajetória consolidada de 40 anos, Roney George é reconhecido no Brasil e no exterior, tendo realizado exposições e trabalhos no Chile, Estados Unidos, África do Sul, Alemanha, França, Holanda, Itália e Portugal. Originário de Itapetinga, no sudoeste da Bahia, ele cresceu imerso nas expressões visuais do sertão e, ainda jovem, se mudou para Salvador, aprofundando a sua relação com o Recôncavo e suas extensões culturais. 

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Agricultura

Governo da Bahia dialoga com produtores rurais em Formosa do Rio Preto

Secretário da Agricultura participa de encontro no Oeste baiano para ouvir demandas e discutir estratégias de fortalecimento do setor agropecuário

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O Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), participou, neste domingo (15),
Foto: Rebeca Falcao/Seagri

O Governo da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), participou, neste domingo (15), de um encontro com produtores rurais no município de Formosa do Rio Preto, no Oeste baiano. A reunião foi realizada na sede do Sindicato dos Produtores Rurais da cidade e contou com a presença do secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, que ouviu demandas e discutiu estratégias para fortalecer o setor agropecuário local. 

Entre os principais temas abordados estiveram o fortalecimento das associações rurais — consideradas fundamentais para ampliar o acesso de pequenos produtores ao crédito e à assistência técnica — e as perspectivas de desenvolvimento do agronegócio no município. 

Para o secretário, o encontro representou um importante momento de diálogo e aproximação com quem vive e produz no campo. Pablo Barrozo destacou ainda o empenho do presidente do sindicato, Hélio Justo, na articulação da reunião, que possibilitou o diálogo direto entre produtores e representantes dos governos estadual e municipal. 

“Esse momento marca uma nova etapa para construirmos soluções em conjunto”, afirmou Barrozo, ressaltando que o governo seguirá trabalhando para fortalecer a agricultura e apoiar os produtores rurais em todo o estado. 

A iniciativa integra a parceria entre o Governo da Bahia e o Sindicato dos Produtores Rurais de Formosa do Rio Preto, com foco no incentivo às associações rurais, no fortalecimento da produção e no desenvolvimento do setor agropecuário do município. 

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Cultura

Do groove brasileiro ao tapete vermelho de Hollywood

A homenagem a Paulinho da Costa e a presença brasileira no Oscar evidenciam um momento histórico de afirmação cultural no cenário internacional

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Enquanto os holofotes de Hollywood se acendem neste domingo (15) para a cerimônia do Oscar, o Brasil vive um daqueles
Cena do documentário “The Groove Under the Groove”, que retrata a trajetória e a contribuição musical de Paulinho da Costa. Foto: Reprodução do documentário

Enquanto os holofotes de Hollywood se acendem neste domingo (15) para a cerimônia do Oscar, o Brasil vive um daqueles raros momentos em que o reconhecimento internacional deixa de ser exceção e passa a soar como consequência natural de uma trajetória construída ao longo de décadas. Na mesma semana em que o cinema nacional entra na disputa pela estatueta mais cobiçada do mundo, a música brasileira também tem motivos para celebrar: o percussionista Paulinho da Costa será homenageado, em 2026, com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

Aos 77 anos, Paulinho se torna o segundo brasileiro a receber a honraria — e o primeiro nascido no Brasil — juntando‑se a Carmen Miranda no panteão de nomes que ajudaram a moldar a cultura pop global. Radicado nos Estados Unidos desde 1972, ele construiu uma carreira silenciosa e monumental, presente em mais de 1.500 gravações e em álbuns que marcaram gerações, de Michael Jackson a Madonna, de Celine Dion a trilhas sonoras do cinema. Seu pandeiro, seu surdo e seu groove atravessaram fronteiras sem pedir licença, fazendo da música brasileira um idioma compreendido em qualquer estúdio do mundo.

Essa trajetória ganhou, recentemente, um novo capítulo de reconhecimento com o lançamento do documentário “The Groove Under the Groove”, produzido pela Netflix, que registra os bastidores e a dimensão da contribuição de Paulinho da Costa para a música mundial. O documentário contribui para reforçar a percepção de que, muitas vezes longe dos holofotes, artistas brasileiros ajudaram a construir a sonoridade de clássicos globais — e só agora começam a ter suas histórias plenamente contadas.

A homenagem ao músico ecoa de forma simbólica no mesmo fim de semana em que o Brasil volta a ocupar espaço central na maior premiação do cinema internacional. “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, chega ao Oscar como uma das produções mais comentadas da temporada e alimenta a expectativa de uma nova conquista para o país. Independentemente do resultado, o simples fato de o filme disputar categorias centrais reforça a percepção de que o Brasil deixou de ser figurante para se tornar protagonista em narrativas globais.

Há um elo invisível entre essas duas histórias. Paulinho da Costa e O Agente Secreto representam gerações diferentes, linguagens distintas, mas partilham a mesma essência: obras criadas a partir de uma identidade brasileira forte, sem concessões, que encontram eco no mundo justamente por sua autenticidade. Não se trata de adaptar‑se ao gosto estrangeiro, mas de apresentar o Brasil em sua complexidade — rítmica, estética, política e humana.

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Neste domingo, quando as estatuetas forem erguidas no Teatro Dolby, talvez o Brasil leve mais um Oscar para casa. Talvez não. Mas, como no caso de Paulinho da Costa, o que já está conquistado é maior que qualquer troféu: o reconhecimento de que a cultura brasileira — seja na música, seja no cinema — não apenas participa da história do entretenimento mundial, mas a escreve, compasso por compasso, cena por cena.

Seja no brilho discreto de uma estrela cravada na calçada de Hollywood ou no suspense da última categoria anunciada na noite do Oscar, o Brasil chega a este 15 de março com algo raro: a certeza de que o aplauso não é passageiro, mas fruto de um legado.

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Mês da Mulher

Programa Elas à Frente é apresentado pela Bahia em fórum da ONU

Iniciativa estadual foi destaque na CSW70, em Nova Iorque, ao articular políticas públicas integradas voltadas à agenda de cuidados

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O Programa Elas à Frente, do Governo do Estado da Bahia, foi apresentado nesta quinta-feira (12) durante a 70ª Sessão da Comissão
Foto: Janaína Araújo

O Programa Elas à Frente, do Governo do Estado da Bahia, foi apresentado nesta quinta-feira (12) durante a 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70), da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada em Nova Iorque. A iniciativa, coordenada pela Secretaria das Mulheres do Estado (SPM), reúne políticas públicas voltadas às mulheres em todas as secretarias e esferas estaduais, como Saúde, Educação, Assistência Social, Direitos Humanos e Trabalho, Emprego, Renda e Esporte.

A apresentação ocorreu no Fórum Global-Regional sobre Justiça dos Cuidados: Políticas territoriais para o acesso à justiça de mulheres e meninas, atividade organizada pela Câmara Temática de Mulheres do Consórcio Nordeste, em parceria com a Global HER – Instituto de Impacto e Cuidados para a América Latina e o Caribe. O espaço reuniu experiências subnacionais voltadas à construção de políticas de cuidado e acesso à justiça.

Representando a secretária das Mulheres da Bahia, Neusa Cadore, a coordenadora-executiva de Articulação Institucional e Ações Temáticas da SPM, Lourivania Soares, destacou que o Elas à Frente promove a convergência de programas estaduais com a Política de Cuidados, respeitando a diversidade territorial da Bahia.

“A Bahia possui dimensões continentais e uma grande diversidade social, ambiental e cultural. Por isso, a gestão das políticas públicas é pensada a partir dos 27 Territórios de Identidade. O Programa Elas à Frente está inserido no Plano Plurianual 2024–2027, o que reforça o compromisso do Governo da Bahia com a agenda de políticas para as mulheres”, explicou.

Segundo Lourivania, a construção de uma Política Estadual de Cuidados já vem sendo debatida e implementada por meio de ações concretas, como o Projeto Cuidar de Quem Cuida, que oferece serviços gratuitos de cuidado e bem-estar a mulheres trabalhadoras, como catadoras de materiais recicláveis, cordeiras e ambulantes, especialmente durante grandes eventos e feiras de empreendedorismo no estado.

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A representante da SPM também ressaltou a urgência do tema ao destacar a centralidade do trabalho de cuidado realizado por mulheres, em especial mulheres negras, que sustentam a vida cotidiana por meio de atividades remuneradas e não remuneradas, muitas vezes sem reconhecimento ou proteção social.

A programação do fórum evidenciou diagnósticos e experiências sobre como o direito ao cuidado e a construção de Sistemas Integrados de Cuidados podem enfrentar barreiras estruturais que limitam o acesso efetivo à justiça para mulheres e meninas, apontando caminhos de governança territorial, cooperação subnacional e replicabilidade das políticas públicas.

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