Educação
Estudantes intensificam produção de Ovo de Páscoa na Escola-Fábrica de Chocolate
A produção de ovos e barras de chocolate na Escola-Fábrica de Chocolate do Baixo-Sul, sediada no Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) de Gandu, ganhou fôlego com a proximidade da Semana Santa. À frente estão os estudantes do curso de Nutrição e Dietética do Cetep, que, em sala de aula, adquirem conhecimentos nutricionais e aprendem as técnicas a serem aplicadas nas aulas práticas. Na fábrica-escola, as professoras explicam como é o processo de fabricação do chocolate a partir do cacau, proporcionando aos alunos novos conhecimentos para fins domésticos ou empreendedores.
A estudante Raquel Fernandes, 18 anos, do 3º ano de Nutrição e Dietética no Cetep, conta que a experiência acadêmica tem sido fundamental na perspectiva de um futuro profissional bem-sucedido. “As aulas práticas desempenham um papel essencial no nosso aprendizado, pois nos permitem vivenciar a aplicação dos conceitos estudados em sala de aula. Um exemplo marcante foi a produção dos chocolates, no final do ano passado, que tivemos a oportunidade de levar para Salvador”. Além disso, ela diz que eventos como a Páscoa são momentos propícios para aperfeiçoar técnicas; trabalhar em equipe; e entender melhor os desafios reais da profissão. “Essas experiências não apenas reforçam nosso aprendizado, mas também nos preparam para o mercado de trabalho, desenvolvendo habilidades essenciais”, aposta.
Flávia Oliveira, 17 anos, também da turma do 3º ano do curso de Nutrição e Dietética, revela que as aulas na fábrica-escola são “o dia da felicidade” e de aprendizagem. “Nossas atividades do curso nos ajudam a abrir portas e oportunidades que nem sabíamos que eram possíveis, como a Fenagro (Feira Nacional da Agropecuária) e outros eventos do gênero, que tiveram um impacto muito positivo em minha vida. Na Fenagro, explicamos ao público o processo que acontece na fábrica-escola do Cetep e percebemos que as pessoas ficaram interessadas e impressionadas ao saber que são os alunos que fazem a fabricação do chocolate, desde a seleção do cacau até a embalagem”. Ela conta, ainda, que a experiência fez com que percebesse a importância das aulas práticas, inclusive para melhorar a comunicação e a socialização. “As aulas são maravilhosas e nos ajudam a crescer profissional, intelectual e socialmente. É um prazer fazer parte de uma jornada tão linda”, diz, empolgada.
Na fábrica-escola, detalha a professora Ana Tailane Silva, os estudantes aprendem primeiro como é o processo de fazer o chocolate, o que envolve, por exemplo, o tempo que fica na máquina, que é chamada de melanger, e a temperagem (técnica de resfriar o chocolate derretido para que ele fique parcialmente cristalizado e moldável). “A partir daí a gente começa a produção das barras ou, no caso agora, dos Ovos de Páscoa. Após finalizar a produção, a gente faz todo o processo de embalagem e armazenamento. O melhor momento é o da degustação, já que eles provam o que produzem”. Na sequência, os alunos fazem relatórios sobre as aulas práticas.
Essa vivência e aprendizado de como trabalhar com alimentos de uma forma segura e higiênica, completa a nutricionista, envolve também o incentivo ao empreendedorismo. “Como Gandu é uma cidade pequena do interior, a nossa escola-fábrica é um estímulo ao empreendedorismo”, pontua Ana Tailane.
Educação
Estudantes de Barra da Estiva criam pré-treino natural à base de beterraba
Produto desenvolvido por quatro amigas aposta no potencial energético da “Beta vulgaris” e mira o mercado de suplementos, que deve quase dobrar de tamanho até 2035
Quatro amigas de Barra da Estiva, praticantes de ciclismo e musculação, transformaram a rotina de treinos em inspiração para inovar. As estudantes Beatriz Ramos, Lara Laviny, Sany Teixeira e Sheila Sabrina, do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, decidiram criar um pré-treino natural à base de beterraba, utilizado como suplemento antes de atividades físicas. O projeto foi desenvolvido com apoio dos professores José Paulo Rocha e Joelma Santos.
As jovens enxergam no produto uma oportunidade real de empreender. Dados da Future Market apontam que, em 2025, o mercado global de suplementos pré-treino foi avaliado em US$ 21,7 bilhões, com projeção de alcançar US$ 44,7 bilhões em 2035. “Acreditamos que nosso pré-treino natural à base de farinha de beterraba tem potencial no mercado, por ser um produto natural e funcional. Pensamos futuramente em buscar o patenteamento para proteger a criação e, ao mesmo tempo, empreender”, explicou Beatriz Ramos.
O produto utiliza o potencial da Beta vulgaris — nome científico da beterraba — um dos vegetais mais estudados quando o tema é energia, circulação sanguínea e saúde cardiovascular. “Nosso pré-treino é totalmente orgânico, livre de cafeína e taurina, substâncias que interferem no sistema nervoso e cardiovascular”, destacou Lara Laviny.
Com o apoio de agricultores familiares da região, que fornecem a matéria-prima, as estudantes se dedicam a divulgar o projeto e a apresentar seus diferenciais em relação aos pré-treinos industrializados. Para Sheila Sabrina, ver a ideia ganhar forma reforça a importância da ciência no cotidiano. “Projetos como o nosso mostram que a ciência pode estar ligada à vida real e que nós, jovens, somos capazes de pesquisar, criar e desenvolver ideias inovadoras”, afirmou.
Bahia Faz Ciência
A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) estreou, em 8 de julho de 2019 — Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico — a série Bahia Faz Ciência. O projeto destaca semanalmente iniciativas de pesquisadores e cientistas baianos que desenvolvem ações em áreas como saúde, educação e segurança, contribuindo para melhorar a vida da população. As reportagens são divulgadas sempre às segundas-feiras, na mídia e nas redes oficiais da Secretaria.
Educação
Número de aprovados pelo SISU cresce 6,9% na Bahia e coloca estado entre os três primeiros do país
Estado mantém posição no ranking nacional; MEC registra aumento de inscritos e recorde de instituições participantes no SISU 2026
Informações divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC) apontam um crescimento de 6,9% no número de estudantes aprovados para universidades públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (SISU) na comparação entre 2025 e 2026. No ano passado, foram 21.963 aprovados, número que subiu para 23.477 na edição deste ano. Para ser aprovado no SISU, o estudante utiliza a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).
A Bahia foi o terceiro estado com o maior número de aprovações, ficando atrás de Minas Gerais (33.778) e do Rio de Janeiro (30.533). O quarto colocado foi o estado da Paraíba (21.863), seguido por Pernambuco (16.850). Minas, Rio de Janeiro e Bahia repetiram as mesmas posições no ranking do ano anterior.
Ao analisar os dados do MEC, a secretária da Educação do Estado, Rowenna Brito, relacionou o crescimento no número de baianos aprovados ao trabalho desenvolvido pelo Governo da Bahia, que intensificou ações para fortalecer a preparação dos estudantes que fariam o ENEM. Ela acrescentou: “O desempenho é também fruto da dedicação desses meninos e meninas, de seus professores, diretores e coordenadores escolares, além das políticas do governo de incentivo ao protagonismo estudantil e dos investimentos em novos colégios de tempo integral”.
Vagas preenchidas
Ainda segundo o MEC, o SISU 2026 contabilizou 271.789 candidatos aprovados, sendo 129.386 na ampla concorrência, 124.064 pela modalidade de cotas e 18.339 por meio de ações afirmativas das próprias instituições de ensino superior. Assim, 99,14% das mais de 274 mil vagas disponibilizadas foram preenchidas na chamada regular.
Esta edição também foi a maior da história em número de instituições públicas participantes: 136 ao todo. O resultado individual foi divulgado na quinta-feira (29) e pode ser acessado no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Mais de 1,8 milhão de candidatos se inscreveram para disputar aproximadamente 274 mil vagas em 7,3 mil cursos distribuídos em 587 municípios. O número de inscritos cresceu 39% em relação a 2025, quando pouco mais de 1,3 milhão de pessoas participaram da seleção.
Educação
Bahia lança chamada pública de R$ 50,2 milhões para comprar alimentos da agricultura familiar
Edital da Secretaria da Educação reforça políticas integradas de nutrição escolar, desenvolvimento rural e fortalecimento econômico das famílias agricultoras
O Governo da Bahia, sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues, segue priorizando políticas públicas integradas que unem bem-estar social, educação e fortalecimento da agricultura familiar. Nesse contexto, a Secretaria da Educação do Estado (SEC) lançou uma chamada pública para aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural, com valor total estimado em R$ 50,2 milhões.
A iniciativa busca garantir uma alimentação mais saudável e nutritiva para os estudantes da rede estadual, ao mesmo tempo em que impulsiona a economia do campo e promove o desenvolvimento sustentável das famílias produtoras.
A ação cumpre a legislação do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que determina a compra direta de produtos oriundos da agricultura familiar para integrar a merenda escolar. A medida contribui para fortalecer a produção local, ampliar a oferta de alimentos frescos e incentivar práticas alimentares mais adequadas no ambiente escolar.
A chamada pública abrange todos os núcleos territoriais de educação da Bahia, assegurando que estudantes de diferentes regiões tenham acesso a refeições com maior valor nutricional, produzidas por pequenos agricultores.
Os grupos formais interessados — como cooperativas e associações — devem apresentar os documentos exigidos e o projeto de venda até o dia 20 de fevereiro, às 18h, diretamente na sede da SEC, seguindo as normas previstas no edital. Essa etapa é essencial para formalizar as parcerias entre produtores rurais e o poder público, ampliando a participação da agricultura familiar no fornecimento institucional e garantindo transparência ao processo de compra.
Especialistas e gestores apontam que iniciativas desse tipo geram impactos positivos na educação, ao assegurar segurança alimentar e incentivar a permanência dos alunos na escola. Além disso, fortalecem a sustentabilidade econômica no meio rural, criando novas oportunidades de renda para as famílias produtoras.
Para o governador Jerônimo Rodrigues, a medida reforça um ciclo virtuoso de desenvolvimento regional, no qual a produção de alimentos saudáveis beneficia simultaneamente a saúde dos estudantes e a renda das comunidades rurais.
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