Política
Estado propõe ganhos de 14,76% até 2026 para oficiais e praças da PM e Bombeiros
Medidas – que incluem acréscimos nos soldos e gratificações – vão beneficiar 54,9 mil pessoas, além de militares da reserva e pensionista
Até 2026, o governo estadual pretende conceder ganhos salariais médios de 14,76% a todos os 54,9 mil integrantes das mais diversas patentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Estado da Bahia. Os reajustes – que incidem tanto sobre os soldos quanto sobre gratificações recebidas pelos praças e oficiais das duas corporações – estão entre as medidas de valorização previstas no projeto de lei que o governador Jerônimo Rodrigues encaminhou esta semana à Assembleia Legislativa do Estado (Alba) e também em uma resolução do Conselho de Política de Recursos Humanos (COPE).
Caso aprovadas, as medidas – que beneficiarão ainda reservistas e pensionistas do Estado – vão gerar um impacto econômico para os cofres públicos de R$ 250,5 milhões até o fim de 2025, além de aproximadamente R$ 521 milhões, nos doze meses de 2026. Tanto oficiais quanto praças serão contemplados já este ano com um reajuste de 7% sobre seus soldos, pago de forma retroativa ao último mês de março. Para maio de 2026, está prevista a implementação ainda de um novo reajuste de 2% sobre os soldos de todas as patentes.
Em paralelo, ao longo do mesmo período, os oficiais e praças serão beneficiados também por uma série de incrementos no pagamento de gratificações. No caso dos praças, merecem destaque os aumentos nos percentuais definidos para concessão da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho (CET) e que não dependem da aprovação do projeto de lei, já que serão viabilizados por meio de uma Resolução COPE.
Nesse contexto, os praças em atuação administrativa e operacional – que hoje recebem, respectivamente, CETs de 35% e 55%, – terão a sua gratificação fixada em 70% já a partir de abril deste ano. Para aqueles que atuam como motoristas de viatura, o índice passará de 70% para 85% no mesmo período, enquanto motociclistas terão a sua gratificação majorada de 90% para 105% – mesma CET que passará a ser paga também a cavalarianos e motoristas de veículos especiais (como ambulâncias, caminhões, ônibus e ABTS). Pouco mais de um ano depois, em junho de 2026, a proposta é que todas estas categorias sejam favorecidas com um novo acréscimo de cinco pontos percentuais na CET.
Além disso, o projeto de lei também prevê reajustes nos valores da Gratificação de Atividade Policial (GAPM), com pagamento em maio de 2025 e junho de 2026 para oficiais e, em junho de 2026, para os praças. Neste caso, os índices de reajuste são variáveis, de modo a levar em conta a premissa de garantir ganhos salariais médios equivalentes para oficiais e praças das mais diversas patentes ao longo dos dois anos.
Para completar, a partir de abril, o valor do auxílio-fardamento recebido por oficiais e praças das mais diversas patentes será fixado em R$ 251,60 – um valor calculado a partir da aplicação de um reajuste de 7% sobre a cifra do auxílio mais alto pago atualmente. Em maio de 2026 – juntamente com o reajuste linear de 2% sobre os soldos –, o valor do auxílio-fardamento será aumentado na mesma proporção.
Vale ressaltar ainda que todas as medidas previstas no projeto de lei e na Resolução COPE são consequências de planos de trabalhos de valorização de oficiais e praças propostos pelo Governo do Estado em atendimento a pleitos levantados pela Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar da Bahia (APPMBA) e pela Associação dos Oficiais Militares do Estado da Bahia (Força Invicta). Além das propostas remuneratórias, o plano de trabalho prevê continuidade dos debates com as entidades associativas em torno de uma série de ações de natureza organizacional.
Eleições 2026
Secretário de Justiça da Bahia repudia agressão a estudante da UFBA e aciona órgãos para apuração
Felipe Freitas classificou episódio envolvendo o deputado Diego Castro como violento e antidemocrático e cobrou providências das autoridades competentes
O secretário de Justiça e Direitos Humanos da Bahia, Felipe Freitas, manifestou publicamente nesta quinta-feira (20) repúdio ao ato classificado como violento e antidemocrático ocorrido na Universidade Federal da Bahia (UFBA), envolvendo o deputado estadual Diego Castro e o estudante Tobias Muniz. Diante da gravidade do episódio, o secretário informou ter acionado o Ministério Público Eleitoral, a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), a Polícia Federal e demais órgãos competentes para a apuração dos fatos e a garantia da proteção ao debate democrático.
Na tarde desta quinta-feira, Freitas recebeu Tobias Muniz, estudante da Faculdade de Comunicação (Facom), liderança do Centro Acadêmico Vladimir Herzog e diretor do Instituto de Desenvolvimento da Cultura e da Educação (IDCE) da UFBA. Durante o encontro, o universitário relatou os acontecimentos e destacou a importância do acolhimento institucional prestado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), além da busca por reparação diante de situações de intimidação política.
“Quando não podem vencer no argumento, tocam o dedo na gente. Isso é inadmissível e tem que ser reparado. Ações como essa não podem mais ocorrer porque reforçam o antidemocratismo”, afirmou Tobias Muniz. Segundo ele, atos de intimidação e repressão representam uma afronta à diversidade de ideias e aos princípios defendidos pelas universidades públicas.
Após ouvir o relato do estudante, o secretário informou que o delegado-geral da Polícia Civil já determinou o registro da ocorrência, dando início às medidas judiciais cabíveis. Paralelamente, Felipe Freitas entrou em contato com a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia para solicitar providências relacionadas à ética e ao decoro parlamentar. O caso também foi formalizado junto à Polícia Federal, ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral.
“Não é aceitável que agentes políticos questionem as regras do jogo democrático ou recorram à violência como método de enfrentamento das divergências políticas. Cabe às lideranças, sejam elas aliadas ou adversárias, repudiar essas condutas e reafirmar seu compromisso com a democracia”, declarou o secretário.
Política
Salvador perde protagonismo regional para Fortaleza em indicadores econômicos e sociais
Comparação entre as duas capitais aponta avanços da cidade cearense em áreas como saúde, educação, emprego e geração de riqueza ao longo das gestões ACM Neto e Bruno Reis
Salvador iniciou a década passada como a principal capital do Nordeste e uma das maiores economias municipais do Brasil. Treze anos depois, durante as gestões de ACM Neto e Bruno Reis, a capital baiana perdeu para Fortaleza a liderança econômica e social na região.
Um dos contrastes mais evidentes está na área da saúde pública. Fortaleza conta atualmente com 11 hospitais sob administração municipal, incluindo a Santa Casa, que está sob gestão temporária da Prefeitura. Em Salvador, após oito anos da administração de ACM Neto e mais de cinco anos da gestão de Bruno Reis, existem três hospitais municipais, dos quais apenas um foi construído durante esse período.
A situação da saúde pública na capital baiana é complementada pelos investimentos do Governo do Estado, que mantém uma ampla rede de atendimento em Salvador. Entre as 16 unidades hospitalares estaduais estão o Hospital Ana Nery, Hospital 2 de Julho, Hospital da Mulher, Hospital do Subúrbio, Hospital Mário Leal, Hospital Especializado Octávio Mangabeira, Hospital Mont Serrat, Hospital Geral do Estado (HGE), Hospital Ernesto Simões, Hospital Roberto Santos, Hospital Manoel Victorino, Hospital Ortopédico, Hospital Professor Carvalho Luz, Hospital Eládio Lasserre, Hospital Juliano Moreira e o Instituto Couto Maia.
A rede estadual também administra cinco maternidades na capital: Iperba, Tsylla Balbino, Maria da Conceição de Jesus, José Maria de Magalhães Netto e Albert Sabin, além de unidades de emergência, como a de Cajazeiras.
Na educação, Fortaleza também apresenta desempenho superior nos indicadores mais recentes. No Ideb de 2025, considerando apenas as redes municipais, a capital cearense alcançou nota 6,1 nos anos iniciais do ensino fundamental, enquanto Salvador registrou 5,6. Nos anos finais, Fortaleza obteve nota 5,0, contra 4,5 da capital baiana.
Os indicadores econômicos revelam uma mudança ainda mais significativa. Fortaleza assumiu a liderança regional do Produto Interno Bruto (PIB) municipal em 2020 e chegou a 2023 com uma produção de R$ 86,9 bilhões, frente aos R$ 76,7 bilhões de Salvador. A diferença ultrapassa R$ 10 bilhões. Com populações semelhantes, o PIB per capita da capital cearense alcançou aproximadamente R$ 35,8 mil, enquanto o de Salvador ficou em torno de R$ 31,7 mil.
O mercado de trabalho também reflete essa diferença. Em novembro de 2024, Fortaleza contabilizava cerca de 756,7 mil empregos formais, contra 670,2 mil em Salvador, uma vantagem de 86,5 mil postos de trabalho com carteira assinada. Em termos proporcionais, a capital cearense possuía um estoque de trabalhadores formalizados 12,9% superior.
Entre os indicadores analisados, Salvador aparece à frente apenas na cobertura de esgotamento sanitário, com índice de 88,6%, contra 64,2% de Fortaleza. O serviço, entretanto, é operado pela Embasa, empresa controlada pelo Governo da Bahia.
Os dados populacionais também mostram trajetórias distintas. Salvador tinha 2,68 milhões de habitantes em 2010 e passou para 2,42 milhões em 2022, uma redução próxima de 9,6%. Fortaleza também registrou queda populacional no período, mas em menor proporção, encerrando o último Censo com cerca de 11 mil habitantes a mais que a capital baiana.
Com isso, Salvador deixou de ser a maior capital do Nordeste e caiu da terceira para a quinta posição entre as cidades mais populosas do país, ao mesmo tempo em que Fortaleza consolidava sua liderança econômica na região.
Eleições 2026
Prazo para solicitar voto em trânsito termina nesta quinta-feira (20)
Eleitores que estarão fora do domicílio eleitoral no dia da votação ainda podem pedir a transferência temporária do local de votação pela internet ou em cartórios eleitorais
Termina nesta quinta-feira (20) o prazo para que os eleitores solicitem a habilitação para o voto em trânsito nas eleições de outubro. O pedido pode ser feito pela página de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou presencialmente nos cartórios eleitorais de todo o país.
O voto em trânsito permite que o eleitor vote fora de sua cidade no dia da eleição. Para fazer a solicitação pela internet, é necessário acessar o sistema de autoatendimento do TSE, selecionar a opção “Fazer Transferência Temporária do Local de Votação”, preencher os dados solicitados, verificar os locais com vagas disponíveis e seguir as instruções da plataforma.
Já no atendimento presencial, basta apresentar um documento oficial com foto no cartório eleitoral mais próximo.
Regras para o voto em trânsito
Os eleitores devem observar as regras para utilizar o benefício, disponível nas capitais e em municípios com mais de 100 mil eleitores.
Quem estiver em uma cidade localizada no mesmo estado de seu domicílio eleitoral poderá votar para todos os cargos em disputa: deputado federal, deputado estadual ou distrital, governador, senador e presidente da República.
Já o eleitor que solicitar o voto em trânsito em um estado diferente do seu domicílio eleitoral poderá votar apenas para presidente da República.
Também é permitido solicitar cidades diferentes para votação em cada turno do pleito.
Alterações ou cancelamentos do pedido de voto em trânsito poderão ser realizados até o dia 20 de agosto. Após essa data, não será possível fazer mudanças na solicitação.
O eleitor que solicitar o voto em trânsito e não comparecer ao local de votação deverá justificar a ausência por meio do aplicativo e-Título.
Eleitores no exterior
Eleitores com título registrado no exterior que estiverem de passagem pelo Brasil poderão solicitar o voto em trânsito. Nessa situação, a votação será permitida apenas para o cargo de presidente da República.
Por outro lado, eleitores com título registrado no Brasil não poderão votar em trânsito caso estejam fora do país no dia da eleição.
Datas das eleições
O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, quando serão escolhidos deputados federais, estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está previsto para 25 de outubro e poderá ocorrer nas disputas para os cargos de governador e presidente da República. A nova votação será necessária caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos brancos e nulos.
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