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Cultura

Itaparica celebra 203 anos da Independência da Bahia com ritos e tradições

Evento reafirma protagonismo popular na luta contra forças portuguesas e mantém viva a memória histórica do estado

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A Ilha de Itaparica voltou a ocupar o centro da história baiana nesta quarta-feira (7), ao dar início às celebrações pelos 203 anos
Foto: Joá Souza/GOVBA

A Ilha de Itaparica voltou a ocupar o centro da história baiana nesta quarta-feira (7), ao dar início às celebrações pelos 203 anos da Independência do Brasil na Bahia. Ruas, praças e espaços sagrados foram tomados por ritos, manifestações culturais e encenações que reafirmam a importância do território itaparicano na luta que garantiu a expulsão das forças portuguesas da Baía de Todos-os-Santos.

O governador Jerônimo Rodrigues destacou o caráter pedagógico e simbólico da celebração. “Itaparica ensina que a Independência não foi um gesto isolado, mas o resultado da mobilização popular, da coragem e da ancestralidade. Celebrar aqui é reafirmar que a história da Bahia foi escrita pelo povo”, afirmou.

A programação começou com a recepção das autoridades pelo prefeito Zezinho, seguida pelo ato simbólico de entrega da imagem do Caboclo aos Guaranis, após permanecer um ano na prefeitura. Carregado pelo cacique Emanuel Pita, o Caboclo iniciou o cortejo até a Fonte da Bica e, depois, seguiu em carro aberto até a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, onde foi realizada a cerimônia do Te Deum. Em seguida, o cortejo percorreu ruas do Centro Histórico até o Campo Formoso, encerrando na aldeia Guarani com o espetáculo cultural “Auto da Roubada da Rainha”.

Para quem acompanhou, a experiência foi marcante. A arquiteta pernambucana Luiza Moraes, visitante na ilha, se emocionou: “É uma história que não fica distante. A gente caminha junto, escuta, participa. Dá para sentir que essa Independência ainda pulsa”, relatou.

Segundo o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, a força da celebração está na permanência da tradição aliada à participação popular. “A Independência da Bahia se mantém viva porque é celebrada nos territórios onde ela aconteceu. Em Itaparica, cultura não é espetáculo: é pertencimento, memória e transmissão entre gerações”, avaliou.

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As atividades seguem até sábado (11), com uma programação que reafirma Itaparica como território de memória viva, onde passado e presente se encontram para celebrar identidade, resistência e cultura do povo baiano.

Cultura

Pelourinho recebe programação especial do projeto “Verão na Bahia” neste domingo

Iniciativa do Governo do Estado movimenta o Centro Histórico com música, cultura e diversão para toda a família

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O projeto “Verão na Bahia. Um estado de alegria” anima este domingo (18) no Pelourinho com atrações para todas as idades.
Foto: Lucas Santa Bárbara

O projeto “Verão na Bahia. Um estado de alegria” anima este domingo (18) no Pelourinho com atrações para todas as idades. Desenvolvida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA), a iniciativa reafirma o compromisso com a dinamização do Centro Histórico, valorizando a arte e as diversas expressões culturais.

A programação começa às 14h30 com atividades voltadas para o público infantil e segue com apresentações musicais. No Largo Pedro Archanjo, Tio Paulinho comanda a festa para as crianças, com brincadeiras, ludicidade e muita criatividade. Já no Largo Tereza Batista, às 15h, a Banda Didá reafirma a força e o protagonismo feminino na percussão, em um espetáculo reconhecido nacional e internacionalmente, com participação de convidados especiais.

Às 16h, no Largo Quincas Berro D’Água, o grupo Afrosambah promove um diálogo entre o samba e ritmos de matriz africana. À noite, às 19h, no Largo Pedro Archanjo, tradição e modernidade se encontram na apresentação de O Gringo, representante da nova geração da música nordestina.

E tem mais: o Olodum vai ecoar pelos quatro cantos do Centro Histórico, reunindo fãs, baianos e turistas para celebrar o samba-reggae. Fundado no Pelô pelo Mestre Neguinho do Samba, o bloco afro se apresenta gratuitamente no Largo do Pelourinho, às 15h, com um repertório que inclui clássicos como “Nossa Gente”, “Rosa”, “Requebra” e “Vem Meu Amor”.

Programação completa deste domingo (18):
Largo Pedro Archanjo
  • Tio Paulinho – 14h30 – Gratuito
  • O Gringo – 19h – Gratuito
Largo Tereza Batista
  • Banda Didá e convidados – 15h – Gratuito
Largo Pelourinho
  • Olodum – 15h – Gratuito
Largo Quincas Berro D’Água
  • Afrosambah e convidados – 16h – Gratuito
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Carnaval 2026

“O Samba Nasceu Aqui” será o tema da maior festa de rua do planeta

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, o gênero musical será o protagonista da maior festa de rua do planeta

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originário do Recôncavo Baiano, o samba será o fio condutor do Carnaval de Salvador em 2026. Com o tema “O Samba Nasceu Aqui”,
Foto: Mateus Pereira/GOVBA

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade e originário do Recôncavo Baiano, o samba será o fio condutor do Carnaval de Salvador em 2026. Com o tema “O Samba Nasceu Aqui”, a próxima edição da folia celebra a Bahia como berço de um dos ritmos mais emblemáticos da música brasileira.

A identidade visual do Carnaval 2026 aposta em cores intensas e grafismos que evocam alegria, dinamismo e ancestralidade, criando um diálogo entre tradição e a força dos trios elétricos, blocos afro, afoxés e escolas de samba. A proposta é valorizar a memória coletiva e ampliar a conexão entre o ritmo e as múltiplas expressões musicais que consolidam Salvador como referência mundial do Carnaval.

História

Surgido no século XIX a partir da fusão de ritmos africanos, como o semba, com manifestações culturais já presentes no Brasil, o samba de roda tornou-se a base do gênero no país. No Recôncavo Baiano, em cidades como Santo Amaro, Cachoeira e São Félix, nasceram expressões fundamentais que unem música, dança e poesia, com forte presença de atabaques, pandeiros e palmas. Em 2005, o samba de roda foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

O samba na Bahia

Na cena local, o ritmo dialoga com outras sonoridades, como ijexá, afoxé e, mais tarde, o samba-reggae. Blocos afro como Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy e Olodum contribuíram para sua renovação. Atualmente, artistas como Ivete Sangalo, Xanddy e iniciativas como Banjo Novo e Samba Saboeiro mantêm a tradição viva em diferentes pontos da cidade.

Nomes como Riachão, Batatinha, Edil Pacheco, Walmir Lima, Roberto Mendes, Mariene de Castro, Nelson Rufino e o Grupo Botequim são referências essenciais para compreender o samba feito na Bahia — cotidiano, ancestral e profundamente popular.

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Carnaval 2026

A festa começa oficialmente na quinta-feira (12), antecedida pelo Furdunço, no sábado (7), e pelo Fuzuê, no domingo (8), além das apresentações de fanfarras na quarta-feira (11), na Barra. Blocos como Camaleão (Bell Marques), Coruja (Ivete Sangalo), Largadinho (Claudia Leitte), Timbalada, Crocodilo (Daniela Mercury) e Me Abraça (Durval Lélys) já confirmaram presença.

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Cultura

Palacete Saldanha será sede da nova CAIXA Cultural em Salvador

Prédio histórico do Pelourinho receberá investimento de R$ 72,2 milhões para restauração e instalação de equipamentos culturais

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Imóvel histórico do Centro de Salvador, o Palacete Saldanha, antigo Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, sediará a nova CAIXA Cultural na
Foto: Matheus Landim/GOVBA

Imóvel histórico do Centro de Salvador, o Palacete Saldanha, antigo Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, sediará a nova CAIXA Cultural na capital baiana. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (16), durante assinatura do contrato de cessão do espaço à Caixa Econômica Federal pelo Governo da Bahia. A cerimônia aconteceu no Pelourinho e contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues.

“De forma responsável, o Governo Federal tem colocado a cultura no orçamento, a Caixa tem outros equipamentos de cultura no Brasil e nosso diálogo tem sido para que até o segundo semestre a primeira etapa desse projeto seja inaugurada”, afirmou o governador durante visita técnica ao espaço. Também participaram do evento a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o secretário estadual da Cultura, Bruno Monteiro, e representantes da Caixa.

Com arquitetura que remete ao barroco de influência hispano-americana, o edifício tombado pelo Iphan terá investimento estimado em R$ 72,2 milhões para recuperação das estruturas e restauração de peças, mantendo as características originais do casarão. Segundo o presidente da Caixa, Carlos Vieira, o projeto prevê a instalação de duas galerias, sala de cinema, teatro e uma agência conceito, em um espaço de sete mil metros quadrados.

“Essa será uma das maiores Caixas Culturais do Brasil e todo investimento terá retorno proporcional em geração de emprego e oportunidades que o setor cultural movimenta”, destacou Vieira.

A ministra Margareth Menezes ressaltou a importância da iniciativa: “Esse ato marca o início de uma nova história para o Liceu de Artes e Ofícios, que se torna mais um importante equipamento cultural para Salvador, para a Bahia e para o Brasil. Um prédio imponente, que respira séculos de arte e resistência, não poderia permanecer de portas fechadas”.

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O secretário Bruno Monteiro afirmou que a entrega reforça o calendário de investimentos na cultura baiana: “Estamos semeando desde 2023 e, em 2026, anunciamos esse novo espaço, que vai sediar a CAIXA Cultural. Já iniciamos o CCBB e avançamos em conversas com o Banco do Nordeste para outro centro cultural no Pelourinho”.

Construído no início do século XVIII, o Palacete Saldanha abrigou o Liceu de Artes e Ofícios de 1874 a 2007, oferecendo formações gratuitas em marcenaria, carpintaria, serralheria e artes, formando centenas de pessoas durante o período da escravização. Com a nova CAIXA Cultural, o espaço ampliará as atividades do equipamento artístico, hoje localizado na Avenida Carlos Gomes.

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