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Continuação de ‘He-Man’ estreia na Netflix nesta sexta (23)

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“Eu tenho a força”, certamente quem acompanhou He-Man através de histórias em quadrinhos ou até mesmo pela TV vai relembrar dessa frase inesquecível. Para eternizar esse momento, a Netflix anunciou o retorno do clássico desenho animado dos anos 80 através do ‘Mestres do Universo: Salvando Eternia’, continuação de ‘He-Man’.

Os primeiros episódios da série serão lançados nesta sexta-feira (23) e a empresa de brinquedos Mattel anunciou que também irá lançar uma série de brinquedos e action figures baseadas nos personagens do desenho.

Sinopse

O príncipe Adam, de Eternia, descobre o poder de Grayskull e se transforma em He-Man, mestre do universo. Uma nova versão da série de animação clássica.

Na série, a terrível batalha entre He-Man e Esqueleto deixou a cidade dividida, e os Guardiões de Grayskull se separaram. Agora, muitas décadas depois, Teela precisa reunir os heróis e decifrar o misterioso sumiço da Espada do Poder, para recuperar Eternia e evitar a destruição do universo.

Elenco

O elenco terá vozes de Adam Gifford (Vikor), Dennis Haysbert (Rei Grayskull), Jay Tavare (Wun-Dar), Chris Wood (He-Man), Kevin Conroy (Mer-Man), Liam Cunningham (Mentor), Lena Headey (Maligna) e Mark Hamill (Esqueleto).

A reboot em forma de animação de Kevin Smith é tão esperada, que há rumores que a Netflix está trabalhando em uma série de TV live-action também focada em He-Man.

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‘Duna’ chega aos cinemas nesta quinta (21)

A adaptação conta com grande elenco. Contudo, esta não é a primeira obra inspirada na série de livros

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Nesta quinta-feira (21), chega aos cinemas o filme “Duna”. Baseada no livro de mesmo nome, de Frank Herbert, a adaptação conta com grande
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Nesta quinta-feira (21), chega aos cinemas o filme “Duna”. Baseada no livro de mesmo nome, de Frank Herbert, a adaptação conta com grande elenco. Contudo, esta não é a primeira obra inspirada na série de livros.

A primeira adaptação de “Duna” chegou aos cinemas em 1984 e impressionou pelos efeitos especiais avançados para a época. A história intergaláctica, dirigida por David Lynch, contudo, não foi tão bem sucedida como o esperado. Apesar disso, a história angariou fãs ao redor do mundo, que lembram da produção com carinho.

Sinopse

Dirigido por Denis Villeneuve (“A Chegada”, “Blade Runner 2049”), Duna conta a história de Paul Atreides, jovem talentoso e brilhante que nasceu com um destino grandioso, para além até da sua própria compreensão, e precisa viajar ao planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua família e de seu povo. Enquanto forças malévolas levam à acirrada disputa pelo controle exclusivo do fornecimento do recurso mais precioso existente no planeta – capaz de liberar o maior potencial da humanidade, apenas aqueles que conseguem vencer seu medo vão sobreviver.

Elenco
  • Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”, “Adoráveis Mulheres”)
  • Rebecca Ferguson (“Doutor Sono”, “Missão: Impossível – Efeito Fallout”)
  • Oscar Isaac (franquia “Star Wars”)
  • Josh Brolin (“Milk: A Voz da Igualdade”, “Vingadores: Guerra Infinita”)
  • Stellan Skarsgård (série da HBO “Chernobyl”, “Vingadores: Era de Ultron”)
  • Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”, “Vingadores: Ultimato”)
  • Stephen McKinley Henderson (“Um Limite Entre Nós”, “Lady Bird: A Hora de Voar”)
  • Zendaya (“Homem-Aranha: Longe de Casa”, série da HBO “Euphoria”)
  • Chen Chang (“O Tigre e o Dragão”)
  • David Dastmalchian (“Blade Runner 2049”, “Batman: O Cavaleiro das Trevas”)
  • Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”, série da Netflix “Sex Education”)
  • Charlotte Rampling (“45 Anos, “Assassin’s Creed”)
  • Jason Momoa (“Aquaman”, série da HBO “Game of Thrones”)
  • Javier Bardem (“Onde os Fracos Não Têm Vez”, “007 – Operação Skyfall”)

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Halloween (2007): A instável refilmagem de Rob Zombie

O resultado é um filme interessante, com alguns bons momentos, mas acometido pelos excessos do diretor

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Dos medalhões que compõem a história do subgênero slasher, Halloween: A Noite do Terror foi um dos primeiros a ser reinterpretado para a
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Professor Leonardo Campos

Dos medalhões que compõem a história do subgênero slasher, Halloween: A Noite do Terror foi um dos primeiros a ser reinterpretado para a década de 2000, antes de Jason e Freddy ganharem as suas releituras. Rob Zombie, conhecido por cometer alguns excessos no cinema em paralelo com a sua carreira musical, assumiu a direção e o roteiro do projeto de resgata da franquia com Michael Myers. Ele procurou o cineasta John Carpenter para se situar e o veterano foi categórico: “faça o seu filme, do seu jeito”. E assim nasceu Halloween: O Início, versão turbinada da noite do Dia das Bruxas em Haddonfield, marcada pelo rastro de violência e horror deixados pelo antagonista mascarado. Diferente do que tinha sido proposto em 1978, Myers aqui não é uma mescla de humano e entidade, construído em torno de um curioso enigma. Na versão refilmada, tal como geralmente se faz neste tipo de segmento da indústria, a ideia é esmiuçar ao máximo a mitologia dos personagens para que tudo fique explicado para o tipo de público contemporâneo.

O resultado é um filme interessante, com alguns bons momentos, mas acometido pelos excessos do diretor. Em linhas gerais, explicar Michael Myers por meio da psiquiatria e justificar a sua sanha assassina com base na infância do personagem como um delinquente oriundo de um lar desequilibrado é uma possibilidade viável. Apesar de ter incomodado muitos fãs e outros profissionais do campo da crítica, essa é uma alternativa diferenciada, capaz de justificar as escolhas de Zombie, alguém interessado em criar elementos novo dentro de um universo ficcional amplamente divulgado e reiterado nas numerosas sequências da franquia. O seu problema, no entanto, não é esse processo de desmembramento do mistério em torno de Michael Myers, mas a forma desajustada como ele desenvolve a narrativa longa, de quase duas horas de duração.

 

Até a metade, temos uma linha própria, como se estivéssemos num reboot, modificada quando o filme se aproxima do final e aproxima-se bastante de uma refilmagem ao estilo Psicose, de Gus Van Sant, passo a passo, com poucos diferenciais. Ademais, os diálogos em muitos momentos ficam esdrúxulos e excessivamente vulgares, com cenas demasiadamente extensas, focadas na violência física para chocar. Compreendemos que a ideia era trazer a sua marca, no entanto, Zombie peca pelos momentos abruptos e violentos demais, desnecessários para impactar, com muitos closes e poucas sutilezas. A atmosfera criada pela trilha sonora de Tyler Bates é também bastante densa, mas ao contrário dos excessos visuais do cineasta, a música surge sob medida para a história, mantendo-se intensa e nos permitindo conexão com a história, mesmo diante dos problemas que não chegam a ser graves e impedir a fruição do filme enquanto entretenimento e até mesmo reflexão, mas convenhamos, incomodam o espectador mais compromissado.

Além da trilha sonora, há dois setores que também cumprem adequadamente as suas tarefas: a direção de fotografia de Phil Parmet, idealizadora de alguns bons momentos, em especial, nas cenas tensas do final, e o design de produção de Anton Tremblay, responsável pelos espaços sombrios por onde os personagens circulam, dispostos no xadrez da vida, tendo Michael Myers como o perigoso elemento ceifador. Como Halloween: O Início é um filme de excessos, não podemos deixar de destacar também o design de som assinado por Barney Cabral, igualmente eficiente no que diz respeito a captação de sonoridades para permitir que Rob Zombie consiga cumprir os propósitos de seu projeto. A história, como sabemos, conta basicamente a noite de retorno de Michael Myers, fugitivo do sanatório onde esteve enclausurado por longos anos.

A prisão, acompanharemos, vem depois que ele aniquila quase todos de sua família após um ataque de fúria. Mata a irmã, o padrasto, sobrando apenas a mãe, uma stripper de um bar pouco conceituado da cidade e a outra irmã, Laurie Strode (Scout Taylor-Compton), adotada por Mason (Pat Skipper) e Cynthia Strode (Dee Wallace), membros do tempo presente da narrativa, figuras que assumiram a bebê depois da tragédia na casa de Michael Myers, interpretado por Daeg Farech quando criança e pelo gigantesco Tyler Mane quando adulto, este, em especial, uma assustadora presença capaz de fazer qualquer um tremer de medo, personagem que ainda ganha mais impacto com as escolhas da direção de fotografia ao contemplá-lo. Adulta, Laurie é amiga de Annie (Daniele Harris) e Lynda (Krista Klebe), jovens que diferente da final girl, cairão literalmente na lâmina da faca de Michael Myers em plena noite de Halloween.

Assim, com diálogos vulgares, personagens desbocados e animalizados como figuras de um romance naturalista, Halloween: O Início se desenvolve demonstrando para o espectador o quão perigoso Michael era desde criança, época em que torturava gatos e ratinhos para seu prazer e observação. O Dr. Samuel Loomis, agora interpretado por Malcolm McDowell, estabelece uma boa relação em cena com o antagonista, sendo estes alguns dos melhores momentos da narrativa. Danny Trejo tem uma participação como o enfermeiro que ajudou Myers durante a sua estadia no sanatório, mas que não é poupado quando o personagem consegue escapar e distribuir a sua ira pela cidade na fatídica noite de 31 de outubro. Ah, durante a sua fuga, o interesse maior é matar a irmã, agora chamada de Laurie e parte de outro núcleo familiar. No caminho, por sua vez, ele não poupa outras vítimas, mortas sem piedade por um assassino sanguinolento e com ampla força física. Destaque para Brad Dourif como o Xerife Lee Brackett e Sheri Moon Zombie como Deborah Myers, a mãe de Michael.

Leonardo Campos é Graduado e Mestre em Letras pela UFBA.
Crítico de Cinema, pesquisador, docente da UNIFTC e do Colégio Augusto Comte.
Autor da Trilogia do Tempo Crítico, livros publicados entre 2015 e 2018,
focados em leitura e análise da mídia: “Madonna Múltipla”,
“Como e Por Que Sou Crítico de Cinema” e “Êxodos – Travessias Críticas”.

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Halloween: A Noite do Terror (1978)

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Uma história simples, com execução de baixo orçamento, mas que se tornou uma das grandes referências do cinema. Assim é Halloween: A Noite do Terror,
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Professor Leonardo Campos

Uma história simples, com execução de baixo orçamento, mas que se tornou uma das grandes referências do cinema. Assim é Halloween: A Noite do Terror, filme que estabeleceu os elementos finais para a formação da linguagem do subgênero slasher, uma ramificação que se tornou febre nos anos seguintes, passeando pela década de 1980, desgastando-se até a renovação com Pânico, em 1996, perdendo-se de novo pelo excesso, num retorno marcado com as refilmagens dos clássicos na década de 2000 e atualmente turbinado em nossa era politizada de narrativas politizadas em diversos segmentos da sociedade, em especial, questões raciais e de gênero, fase também marcada pelo tom autorreferencial dos filmes deste subgênero. O mote geralmente é básico. Uma situação no passado desencadeia uma série de acontecimentos no tempo presente da narrativa, com personagens acossados por uma (ou mais) figuras psicóticas em busca de vingança. Geralmente mascarado, os antagonistas destas narrativas atacam num período de reencontro/aniversário/feriado, ocasião onde as vítimas desejáveis estarão reunidas.

 

Depois de Halloween, tivemos uma longa tradição de filmes inspirados em feriados. A produção, que fique destacado, não foi o primeiro feriado slasher, haja vista Natal Negro, de 1974. Há, no entanto, discussões sobre o antecessor ser um proto-slasher, base para a transformação do subgênero após a trajetória de Michael Myers no dia 31 de outubro. Dirigido e escrito por John Carpenter, com participação efetiva de Debra Hill ao longo de todo o projeto, o filme em questão retrata os horrores de duas noites do Dia das Bruxas. A primeira é logo na abertura. Michael, o assassino ainda criança, desfere golpes de faca e mata a sua irmã após um encontro da garota com o namorado. Os pais, ausentes, chegam após o crime. O destino de Michael, encontrado vestindo uma roupa de palhaço, é o sanatório de Smith Groove, local onde permanecerá internado por 15 anos, após escapar do acompanhamento de seu psiquiatra, o Dr. Samuel Loomis (Donald Pleasence), figura que se repetirá na franquia até o sexto filme.

Ao chegar em Haddonfield, Michael Myers, corretamente interpretado por Nick Castle como um monstro enigmático e perigoso, perambula pelas ruas da cidade, tornando-se o perseguidor de Laurie Strode (Jamie Lee Curtis), a final girl que o enfrentará no embate ao longo do desfecho da narrativa de intensos 91 minutos de duração. Curiosa com a presença do homem misterioso que parece a perseguir sem motivo aparente, Strode tem uma série de surpresas reservadas para a noite do dia 31 de outubro. Ao tomar conta de Lindsey (Kyle Richards) e Tommy (Brian Andrews), ela é a protagonista que menos se diverte, diferente de suas amigas Annie (Nancy Kyes) e Lynda (P. J. Soles), garotas envolvidas com seus namorados e muita badalação, figuras ficcionais que fornecem base para as discussões sobre misoginia e moral cristã, constantemente associados aos arquétipos do slasher, tópicos temáticos que John Carpenter rejeita, mas que convenhamos, tem bastante pertinência quando pensamos na interpretação fílmica dentro do sistema que engloba espectador, autor e obra, um feixe mais complexo para análise.

Halloween: A Noite do Terror

Com direção de fotografia de Dean Cundey, Halloween: A Noite do Terror é uma narrativa conduzida com muito esmero pela equipe de realizadores gerenciada por Carpenter e Hill: o uso do ponto de vista é devidamente aplicado, a captação de imagens em steadicam ajuda no desenvolvimento da construção de várias cenas em plano-sequência, além do design de produção simples, assinado por Tommy Lee Wallace, cuidadoso ao evitar excesso de informações e dispersões. É na simplicidade que o filme se estrutura, por isso, tornou-se uma referência cinematográfica de condução do suspense/terror por meio de estratégias sutis, mas assertivas. Não seria leviano em dizer que a produção é desprovida de problemas. Nalguns trechos há um certo marasmo. Ademais, os personagens, com exceção do antagonista, da final girl e do psiquiatra, são desenvolvidos razoavelmente. A produção, por sua vez, criou um clima de mistério e se tornou objeto de culto, mantendo-se como uma referência de classe ao evitar sangue em excesso e a vulgarização do antagonista, criatura que é um misto de humanidade e entidade, de volta na trilogia recente, dirigida por David Gordon Green, com parte do elenco original, isto é, Laurie, Lindsey, Tommy e a enfermeira Marion Chambers (Nancy Stephens).

Dentre os pontos positivos de Halloween: A Noite do Terror, podemos destacar o tom minimalista, mas efusivo, da trilha sonora composta por John Carpenter, textura percussiva que acompanha a franquia toda, parte integrante da cultura pop e do nosso imaginário coletivo. Com locações em ruas calmas, de arquitetura estadunidense simples, os envolvidos na empreitada trouxeram para uma zona urbana conhecida pela calmaria, os horrores da violência perpetrada por Michael Myers, figura que tira a paz e o sossego do que antes era tido como idílico, o espaço ideal para se viver plenamente o american way of life. Indo na contramão do que se produzia tradicionalmente nos meandros do terror, seara discursiva geralmente conhecida por seus casarões assombrados e atmosfera gótica, Carpenter, Hill e os produtores saíram dos clichês e conduziram o filme para um patamar diferenciado do esperado de algo com o título em questão. Seus diálogos, sempre interativos, também merecem destaque, juntamente com a construção do suspense em camadas: a sensação de medo e angústia aproxima-se parcimoniosamente.

Halloween: A Noite do Terror

Como fez sucesso e se tornou a base para o que viria mais adiante no slasher, Halloween: A Noite do Terror ganhou novas empreitadas, algumas empolgantes, outras deprimentes. No final, como sabemos, Michael Myers pode estar em qualquer lugar. A ideia era transmitir ao espectador a sensação de que o perigo tinha se dissipado, podia ser entranhar em qualquer local de Haddonfield. A sequência de planos de pontos distintos da cidade demonstra isso. Em 1981, o mascarado retornou para perseguir Laurie no hospital, após os acontecimentos de 1978. Vinculado ao que se fazia no slasher desta época, a contagem de corpos aumentou. Conta-se agora que Myers perseguiu Strode por ela ser sua irmã. Quando o filme acaba, o corpo desaparece e ninguém tem notícia do antagonista. O reencontro digno ocorre em 1998, com o intenso Halloween H20: Vinte Anos Depois, retorno de Jamie Lee Curtis para a franquia, num embate que parecia encerrar a história, mas resultou no horroroso Halloween: Ressurreição.

Antes disso, no entanto, tivemos Halloween 3, desconectado da história de Michael Myers, figura que só retorna em Halloween 4: O Retorno de Michael Myers e Halloween 5: A Vingança de Michael Myers, ambos com a filha de Laurie, a pequena Jamie, interpretada por Danielle Harris. Ela é perseguida pelo tio periculoso, tornando-se mentalmente conectada com o monstro no quinto filme, o mais errôneo dos dois. A saga da jovem é finalizada no aborrecido Halloween 6: A Última Vingança. Morta logo na abertura, a personagem interpretada por outra atriz acaba perdendo a batalha contra o tio, figura que retorna aleatoriamente para Haddonfield, interessado em dizimar mais algumas pessoas, antes de sumir por alguns anos e voltar em H20, história que toma como ponto de partida apenas os dois primeiros filmes. Além desses exemplares, o roqueiro Rob Zombie cometeu os seus excessos com a refilmagem Halloween: O Início, exuberante e excessivo, mas eficiente, seguido do pavoroso Halloween 2, o pior momento da franquia.

Halloween: A Noite do Terror

Para revitalizar a jornada, a Blumhouse trouxe o mascarado de volta, desta vez, com tom mais maduro e crítico, esteticamente concebido para se tornar uma trilogia de ponta. David Gordon Green assumiu a direção de Halloween, Halloween Kills: O Terror Continua e do vindouro Halloween Ends, desfecho da saga de Laurie Strode e Michael Myers. “Quanto mais ele mata, mais ele transcende”: o trecho de uma breve, mas complexa fala da protagonista interpretada com garra por Jamie Lee Curtis resume o tom da presença mais recente deste universo slasher, isto é, a ideia da incapacidade de extermínio do mal e a manutenção do clima de incerteza diante de cenários que parecem esperançosos, mas que angustiam com a penumbra ameaçadora constante. Halloween, alegoricamente interpretado, pode ser uma leitura de questões políticas e sociais que andam cotidianamente acirradas em nossa existência ainda muito conflituosa. A própria intérprete de Laurie Strode associou o filme de 2018 com desdobramentos do #metoo e, nos anos 1980, foi tema das discussões de Carol Clover, teórica feminista que relacionou o patriarcado com algumas questões desenvolvidas no argumento e desenvolvimento de Halloween: A Noite do Terror, uma pequena e valiosa obra-prima do cinema.

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