SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS

Meio Ambiente

Comunidade de Itaparica se mobiliza contra coral invasor na BTS

A espécie cresce rapidamente e compete com corais nativos, comprometendo os recifes que protegem a costa contra erosões

Publicado

em

Uma ameaça silenciosa cresce nos recifes da Baía de Todos-os-Santos (BTS): o coral invasor Chromonephthea braziliensis, que pode
Foto: Matheus Landim/GOVBA

Uma ameaça silenciosa cresce nos recifes da Baía de Todos-os-Santos (BTS): o coral invasor Chromonephthea braziliensis, que pode comprometer a biodiversidade marinha local. Para enfrentar esse desafio, a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em parceria com instituições de pesquisa, estão conduzindo uma expedição na Ilha de Itaparica para planejar a erradicação da espécie.

A operação, iniciada em dezembro de 2024 e com previsão de término em fevereiro, vem reunindo esforços de especialistas de diversas instituições, pescadores e marisqueiras para proteger o ecossistema local. Durante a segunda expedição, realizada nesta terça-feira (15), a equipe da Sema/Inema dialogou com representantes da comunidade local e autoridades locais como está avançando a operação, os possíveis impactos do coral e as estratégias de combate. As próximas expedições estão programadas para os dias 22 e 29 de janeiro, com o encerramento das atividades previsto para o dia 4 de fevereiro.

“A nossa prioridade é garantir que a erradicação do coral invasor seja segura, eficiente e com o menor impacto ambiental possível. Já realizamos outros mergulhos de monitoramento e estamos avaliando as metodologias mais adequadas para remoção”, afirmou Luana Pimentel, diretora de Política e Planejamento Ambiental da Sema.

Os estudos em andamento indicam que uma combinação de métodos pode ser eficaz: a aplicação de sal azedo diretamente no coral e a remoção manual. “A injeção de sal azedo apresenta alta taxa de mortalidade do coral e reduz os impactos ambientais. Já a remoção manual é eficiente para eliminar colônias inteiras, mas exige extremo cuidado para evitar a dispersão de fragmentos que podem originar novas colônias”, explicou Francisco Barros, pesquisador da Ufba.

“Pequenos pedaços dos corais podem ser levados pela correnteza e dar origem a novas colônias, ampliando a invasão. Por isso, a capacitação das equipes é fundamental para que o processo de remoção seja eficaz e seguro”, explicou Francisco Barros, pesquisador da Ufba integrante da equipe técnica do projeto.

ANÚNCIO

Apenas na área monitorada, a remoção pode atingir cerca de uma tonelada de corais invasores. Segundo os pesquisadores a espécie cresce rapidamente e compete com corais nativos, comprometendo os recifes que protegem a costa contra erosões. “Quanto antes controlarmos, maior será a chance de evitar danos irreversíveis, acrescentou outro pesquisador da Ufba, Rodrigo Maia.

Impactos na comunidade local

Geraldo Pereira, pescador com mais de 20 anos de experiência, relatou que a presença do coral invasor já afeta pesca local. “Percebi a diminuição de mariscos e outras espécies. Quando pescamos diariamente, conhecemos cada detalhe do ambiente, e algo diferente nos chamou a atenção. Não imaginávamos que esse coral poderia causar tanto impacto”, afirmou.

A expedição conta com o apoio da Capitania dos Portos, da Marinha, e da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA), além de parcerias técnicas com instituições como UFBA, USP, UFAL, UFRPE, Senai/Cimatec e a ONG Pró-Mar. “Esse é um processo que exige conhecimento técnico, planejamento estratégico e execução cuidadosa. Não é apenas retirar o coral invasor, precisamos garantir que a remoção seja segura e não provoque outros impactos ao ecossistema”, destacou Carla Guimarães, integrante do Inema na expedição.

O coral invasor, cientificamente conhecido como Chromonephthea braziliensis, representa uma grave ameaça à Baía de Todos-os-Santos. Além de liberar substâncias tóxicas que afetam corais nativos, sua proliferação reduz habitats essenciais para peixes e outras espécies marinhas. A erradicação é crucial para preservar a biodiversidade e os recursos naturais que sustentam as comunidades costeiras.

ANÚNCIO

Meio Ambiente

Maioria das praias do litoral baiano está própria para banho neste fim de semana

Boletim de balneabilidade indica boas condições na maior parte da costa, mas há pontos impróprios em Salvador e em áreas próximas a rios urbanos

Publicado

em

A maioria das praias monitoradas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) ao longo do litoral baiano
Foto: Matheus Lemos/ASCOM

A maioria das praias monitoradas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) ao longo do litoral baiano está em condições adequadas para banho neste fim de semana, conforme o boletim de balneabilidade divulgado nesta sexta-feira (22) pelo órgão, por meio da Coordenação de Monitoramento de Recursos Ambientais e Hídricos (Comon).

O levantamento abrange seis regiões costeiras e é produzido com base na concentração de Escherichia coli (E. coli) nas amostras de água, seguindo os critérios estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Pontos impróprios em Salvador exigem atenção

Na capital, a maior parte das praias analisadas apresenta condições próprias para banho. Entre os 24 trechos adequados à recreação de contato primário — que inclui atividades como natação, mergulho e surfe — estão Pedra Furada, Boa Viagem, Roma, Cantagalo, Contorno, Forte de Santa Maria, Farol da Barra (dois trechos), Ondina (dois trechos), Rio Vermelho (dois trechos), Buracão, Amaralina (dois trechos), Pituba (dois trechos), Piatã, Placaford, Itapuã (em frente à Rua Sargento Waldir Xavier), Farol de Itapuã, Stella Maris e Praia do Flamengo (dois trechos).

Por outro lado, 12 trechos da capital foram classificados como impróprios, entre eles São Tomé de Paripe, Tubarão, Periperi, Penha, Bogari, Bonfim, Porto da Barra, Armação, Boca do Rio, Corsário, Patamares e o trecho da orla de Itapuã em frente ao monumento da Sereia.

Litoral Sul apresenta cenário favorável

Nas regiões de maior apelo turístico do sul do estado, o cenário é amplamente positivo. Na Costa do Descobrimento, todos os nove pontos monitorados — incluindo Arraial d’Ajuda, Porto Seguro, Taperapuã e Coroa Vermelha — foram considerados próprios para banho. O mesmo ocorreu na Costa das Baleias, no Extremo Sul, que abrange municípios como Mucuri, Caravelas, Prado, Nova Viçosa e Cumuruxatiba.

ANÚNCIO

Na Costa do Cacau, quatro pontos em Ilhéus (Marciano, Malhado, Avenida e Cristo) foram classificados como impróprios. Os demais locais da região, como Itacaré, Olivença, Canavieiras e Corurupe, apresentaram condições adequadas.

Morro de São Paulo e Baía de Todos-os-Santos

Na Costa do Dendê, Morro de São Paulo apresentou classificação mista: a primeira e a segunda praias foram consideradas impróprias, enquanto a terceira e a quarta são próprias para banho. Outras localidades da região, como Gamboa, Guaibim, Cachoeira de Pancada Grande e Pratigi, tiveram avaliação positiva.

Na Baía de Todos-os-Santos, a maior parte dos pontos monitorados também foi classificada como própria. As exceções incluem dois trechos em Madre de Deus (em frente à Igreja e à Câmara Municipal), além de Nossa Senhora e Mar Grande.

Litoral Norte e recomendações

Na Costa dos Coqueiros, que se estende de Lauro de Freitas ao Litoral Norte, predominam condições favoráveis. No entanto, foram considerados impróprios trechos de Vilas do Atlântico, Buraquinho e Busca Vida, áreas com maior influência de rios urbanos.

O Inema recomenda cautela mesmo em locais classificados como próprios, especialmente durante períodos de chuvas intensas, nas proximidades de saídas de esgoto, canais de drenagem e desembocaduras de rios urbanos, ou diante da presença de manchas na água.

ANÚNCIO

A população pode acompanhar as atualizações do boletim no site do órgão e também por meio do aplicativo “Vai Dar Praia”, disponível para dispositivos Android e iOS.

Continue Lendo

Meio Ambiente

Governo Federal anuncia R$ 1 bilhão para revitalização de bacias no país

Na Bahia, seis regiões hidrográficas ligadas ao Rio São Francisco podem receber até R$ 114 milhões em ações de recuperação ambiental e segurança hídrica

Publicado

em

seis regiões hidrográficas da Bahia para a revitalização de bacias ligadas ao Rio São Francisco. A iniciativa prevê ações de recuperação

O Governo Federal anunciou investimento de R$ 1 bilhão no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que contempla seis regiões hidrográficas da Bahia para a revitalização de bacias ligadas ao Rio São Francisco. A iniciativa prevê ações de recuperação hidroambiental, monitoramento hídrico e fortalecimento da segurança hídrica em municípios estratégicos do estado.

Entre as bacias contempladas estão a do Rio Grande; dos rios Paramirim e Santo Onofre; do Rio Corrente; dos rios Verde e Jacaré; do Rio Salitre; e do entorno do Lago de Sobradinho. As ações alcançarão municípios como Sobradinho, Juazeiro, Barreiras, Angical, Riachão das Neves e Itaguaçu da Bahia, além de outras cidades baianas.

Os recursos são provenientes do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, criado após a desestatização da Eletrobras. Embora o montante de R$ 1 bilhão seja destinado a várias bacias no país, o aporte estimado para ações em municípios baianos pode chegar a R$ 114 milhões.

As medidas previstas incluem capacitação para a gestão de recursos hídricos com base em informações meteorológicas; implantação de quintais produtivos; recuperação de pastagens degradadas em assentamentos da reforma agrária; revitalização do Rio Verde, em Itaguaçu da Bahia; restauração ecológica na bacia do São Francisco, em parceria com a iniciativa Floresta Viva, do BNDES; além da implantação de um porto público em Juazeiro.

O anúncio ocorre em um contexto de pressão ambiental sobre rios e nascentes no semiárido baiano. Dados do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), apontam recorrência de estiagens em diferentes regiões do estado nos últimos anos, enquanto levantamentos ambientais indicam avanço do assoreamento, degradação de nascentes e redução da disponibilidade hídrica em áreas ligadas à bacia do São Francisco.

ANÚNCIO

Para Lia Dugnani, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande, os investimentos reforçam práticas já adotadas por produtores rurais da região, voltadas ao uso eficiente da água, à conservação do solo e à agricultura regenerativa. “A revitalização das bacias e a recuperação das nascentes representam uma oportunidade importante para fortalecer práticas que muitos produtores já adotam, como o monitoramento hídrico e o cuidado com o solo. Hoje, sustentabilidade e produção caminham juntas, e o produtor rural tem papel fundamental nesse processo”, afirmou.

No norte do estado, a expectativa é de que as ações previstas para as bacias do Rio Salitre e do entorno do Lago de Sobradinho ampliem a capacidade de adaptação das comunidades locais diante dos ciclos prolongados de seca. “Quando falamos em revitalização de bacias, tratamos também de abastecimento humano, permanência das famílias no campo e redução da vulnerabilidade social em regiões que dependem diretamente da água”, destacou Almacks Carneiro, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre.

Já nas regiões das bacias dos rios Verde e Jacaré, a recuperação ecológica pode contribuir para a redução do assoreamento e para a melhoria da qualidade da água em áreas pressionadas pelo desmatamento e pelo uso intensivo do solo. “A recomposição da vegetação, a proteção das margens e o monitoramento das condições dos rios têm impacto direto na qualidade da água e na sustentabilidade desses sistemas”, avaliou Paulo Neiva, presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Verde e Jacaré.

Sem cronograma detalhado divulgado até o momento, os projetos devem avançar em frentes associadas à recuperação ambiental, adaptação climática e segurança hídrica em regiões com forte atividade agrícola e alta dependência dos recursos hídricos. Segundo o governo federal, desde 2023 já foram aprovadas 250 ações de revitalização em bacias hidrográficas ligadas ao Rio São Francisco e a outras regiões estratégicas do país, com investimentos totais de R$ 5,2 bilhões.

ANÚNCIO
Continue Lendo

Meio Ambiente

Fim de semana será de sol e calor na Bahia, aponta Inema

Previsão indica estabilidade no tempo, com temperaturas elevadas no interior e chuvas isoladas no litoral 

Publicado

em

período de estabilidade climática, com predomínio de sol e temperaturas elevadas em praticamente todas as regiões neste fim de semana.
Foto: Matheus Lemos/ASCOM

A Bahia deve atravessar um período de estabilidade climática, com predomínio de sol e temperaturas elevadas em praticamente todas as regiões neste fim de semana. É o que aponta a previsão divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). 

De acordo com dados do monitoramento realizado pela Coordenação de Estudos de Clima e Projetos Especiais (COCEP), o Vale do São Francisco deve registrar as temperaturas mais altas nos próximos dias, podendo atingir 35°C. Já nas áreas serranas do interior, como Piatã e Vitória da Conquista, as mínimas ficam abaixo de 17°C. 

Sexta-feira (15)

Nesta sexta-feira, as condições do tempo permanecem predominantemente estáveis em toda a Bahia. O sol e as temperaturas elevadas predominam ao longo do dia, especialmente no período da tarde, quando o interior registra os valores mais expressivos. Na faixa litorânea, há possibilidade de chuvas fracas e pontuais, com predomínio de sol. Em Salvador, na Região Metropolitana e no Recôncavo Baiano, a previsão é de céu com poucas nuvens e temperaturas entre 22°C e 31°C. 

Sábado (16)

No sábado, o tempo segue sem mudanças significativas. Chuvas rápidas e isoladas podem ocorrer no litoral, mas o sol predomina em todas as regiões ao longo do dia. Em Salvador, o padrão se mantém, com mínima de 23°C e máxima de 31°C. No oeste do estado, municípios como Barra e Bom Jesus da Lapa devem registrar máximas de até 35°C, enquanto no Sertão do São Francisco, cidades como Remanso e Juazeiro podem chegar a 32°C. 

Domingo (17)

Para o domingo, a previsão indica uma mudança parcial no cenário. Áreas de instabilidade atmosférica devem provocar aumento de nebulosidade e pancadas de chuva pontuais no litoral e no nordeste do estado. Nas demais regiões, o sol e o calor permanecem predominantes. Ibotirama pode atingir 35°C, mesma temperatura prevista para Barra. Em Piatã, a mínima deve chegar a 15°C, a mais baixa entre as cidades monitoradas. 

ANÚNCIO
Segunda-feira (18)

A tendência para o início da semana aponta condições mais úmidas no leste baiano, com aumento de nebulosidade e ocorrência de chuvas na faixa litorânea. Nas demais regiões, o sol continua predominando. O padrão de calor no interior segue inalterado: Bom Jesus da Lapa, Barra e Ibotirama devem encerrar o período com máximas entre 34°C e 35°C. 

Continue Lendo

Mais Lidas