Política
Bahia sedia primeiro encontro para criação da Estratégia Brasil 2025-2050
O objetivo é pensar, de forma coletiva, o país que queremos construir nos próximos 25 anos
O Brasil do futuro começou a ser desenhado nesta sexta-feira (11), em Salvador. A capital baiana sediou o seminário Diálogos para a Construção da Estratégia Brasil 2025-2050, promovido pelo Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), em parceria com o Governo do Estado. O evento contou com a presença do vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, da secretária nacional de Planejamento, Virgínia de Ângelis, além de representantes da sociedade civil, setor produtivo, academia e autoridades públicas. O objetivo é pensar, de forma coletiva, o país que queremos construir nos próximos 25 anos.
A escolha da capital baiana para abrir esse diálogo representa mais do que uma localização estratégica: simboliza o reconhecimento da diversidade e da força das regiões brasileiras na construção de um futuro comum. Para o vice-governador Geraldo Júnior, a abertura do ciclo de escutas na capital baiana reforça o protagonismo do Nordeste no debate sobre o desenvolvimento nacional. “A Bahia tem voz, tem história e tem propostas. É aqui, no coração do Brasil diverso, que começamos a desenhar um futuro com mais igualdade, sustentabilidade e oportunidades para todos”, afirmou.
Para a secretária nacional de Planejamento, Virgínia de Ângelis, é fundamental que o planejamento do país seja construído com base na escuta ativa da população. “O que estamos fazendo aqui é semear o futuro com responsabilidade. Ouvir as pessoas, entender as realidades regionais e construir juntos um Brasil mais sustentável, justo e inovador até 2050.”
Desenvolvimento, inclusão e justiça racial
O evento foi realizado no auditório do Ministério Público do Estado da Bahia, no Centro Administrativo, e promoveu debates sobre desenvolvimento sustentável, inovação, inclusão social e combate às desigualdades. Um dos temas destacados foi o enfrentamento ao racismo como condição para um país mais justo e inclusivo. “Não existirá esse futuro democrático no Brasil se não for por meio da justiça racial”, afirmou a promotora de justiça Lívia Santana.
O secretário estadual do Planejamento, Cláudio Peixoto, também destacou a importância da Bahia sediar esse debate nacional. Segundo ele, Salvador é um espaço simbólico e estratégico para iniciar essa escuta ampla da sociedade. “É uma honra para a Bahia participar desse processo. Estamos falando de um planejamento que atravessa governos e vai impactar gerações. A contribuição do povo baiano é essencial para garantir que esse plano reflita o Brasil real.”
Participação popular
A Estratégia Brasil 2050 é um projeto inédito de planejamento público de longo prazo, que pretende antecipar tendências e alinhar políticas públicas às transformações sociais, econômicas e ambientais em curso. Além dos encontros presenciais, a população pode contribuir com ideias e propostas por meio da consulta pública “Que Brasil queremos nos próximos 25 anos?”, disponível na plataforma Brasil Participativo, no endereço eletrônico https://www.gov.br/pt-br/participacao-social.
O seminário em Salvador é o primeiro de uma série de encontros regionais que vão percorrer o país ao longo do ano. As contribuições colhidas nesses espaços irão compor um documento estruturante que servirá de referência para orientar políticas públicas por décadas.
Eleições 2026
Nordeste garante virada de Lula e fortalece Jerônimo no PT nacional
Para a Bahia, o resultado é uma parceria federal mais forte em saúde, educação, abastecimento de água, infraestrutura e desenvolvimento regional
Na noite de 4 de outubro, a Bahia tinha governador reeleito e o Brasil tinha um problema. Jerônimo Rodrigues venceu ACM Neto no primeiro turno. No mesmo domingo, Lula terminou atrás de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Três semanas depois, o presidente conquistou o quarto mandato com a primeira virada da história em um segundo turno. O caminho entre uma noite e outra passou pelo Nordeste. E, dentro do Nordeste, passou pela Bahia.
A reação começou na segunda-feira (5) após o primeiro turno. Lula reuniu aliados em Brasília e fez um diagnóstico duro da própria campanha. Reconheceu erros de comunicação e de estratégia. Encontrou nos governadores petistas reeleitos no Nordeste o ponto de partida para reconstruir a campanha. “Temos que fazer campanha como eles fizeram. No Brasil todo”, disse. Jerônimo foi citado como exemplo de liderança. O governador desembarcou em Brasília ao lado dos senadores eleitos Rui Costa e Jaques Wagner. “Vou fazer o que Lula orientar”, disse à época.
A orientação veio em duas frentes. Rui Costa e o senador Camilo Santana reforçaram a coordenação nacional em Brasília. Jerônimo assumiu a articulação política no Nordeste, a região onde Lula precisava crescer para vencer. A tarefa era objetiva: trazer prefeitos, parlamentares e lideranças de diferentes partidos para o palanque presidencial e reduzir a abstenção nos nove estados. A experiência baiana também mudou a comunicação do presidente. Profissionais da reeleição de Jerônimo, entre eles o jornalista Bruno Monteiro, foram incorporados à equipe de Lula em Brasília. A campanha nacional passou a priorizar as redes sociais, a fala direta com o eleitor e a presença nas ruas. O método que elegeu o governador no primeiro turno virou referência para o país.
A ponte
O símbolo dessa articulação regional foi construído sobre o rio São Francisco. A cinco dias da votação, Lula caminhou entre Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. Jerônimo anunciou o ato. Lideranças dos dois estados se encontraram na travessia da Ponte Presidente Dutra. “O movimento vai envermelhar aquela ponte”, antecipou o governador. Enquanto o adversário gravava propaganda em estúdio, Lula percorria a pé duas das maiores bases eleitorais do país.
No domingo, Jerônimo votou com uma meta pública. “Eu tenho certeza que a Bahia vai, sim, hoje, demonstrar muito mais força do que fez no primeiro turno”, afirmou, ao projetar mais de 70% para Lula no estado. A Bahia entregou 71,31%. Foi a maior votação do presidente no Nordeste e a segunda do país, atrás apenas de São Paulo. A abstenção caiu de quase 20% para 16,71%. Lula avançou cerca de cinco pontos em relação ao primeiro turno. A vantagem construída no estado foi a maior entre todas as unidades da federação e respondeu por parcela decisiva da diferença nacional. O Nordeste inteiro votou em Lula e produziu a margem que anulou o resultado do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste.
À noite, confirmado o resultado, Jerônimo deu a dimensão do que havia acontecido. “O Brasil fez história: pela primeira vez, um presidente virou o jogo no segundo turno. E a Bahia, mais uma vez, fez a diferença.”
O governador encerra o ciclo eleitoral em outra posição. Tem mandato até 2030. Tem Rui Costa e Jaques Wagner no Senado. Tem um presidente que apresentou sua campanha como modelo e a responsabilidade pela articulação na região que decidiu a eleição. Esse conjunto amplia sua influência nas decisões do PT e sua interlocução com o Palácio do Planalto. Para a Bahia, o resultado é uma parceria federal mais forte em saúde, educação, abastecimento de água, infraestrutura e desenvolvimento regional. Jerônimo entrou na eleição para se reeleger. Saiu dela como um dos fiadores da reeleição de Lula.
Eleições 2026
Líderes mundiais felicitam Lula e sinalizam fortalecimento das relações com o Brasil após reeleição
Mensagens de chefes de Estado da América Latina, Europa e Ásia destacam a democracia brasileira, a cooperação internacional e o papel estratégico do país no cenário global
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repercutiu de forma imediata no cenário internacional. Logo após a confirmação oficial do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, líderes de diversos países enviaram mensagens de congratulações ao presidente brasileiro, destacando a força da democracia no Brasil e manifestando interesse em ampliar a cooperação política, econômica e ambiental com o país.
Na América Latina, um dos primeiros a se manifestar foi o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, que informou ter telefonado para Lula e destacou o caráter democrático do processo eleitoral brasileiro.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, celebrou o resultado com uma mensagem de apoio ao presidente reeleito.
“Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil. Felicidades, presidente Lula.”
O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña, também parabenizaram Lula e defenderam a continuidade da cooperação entre os países da região.
Na Europa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fez uma das manifestações mais enfáticas ao relacionar o resultado eleitoral brasileiro à defesa dos valores democráticos.
“Parabéns ao meu amigo Lula por sua vitória eleitoral. A democracia e o multilateralismo venceram no Brasil.”
A dirigente europeia acrescentou que a parceria entre a União Europeia e o Brasil continuará sendo fortalecida nos próximos anos, especialmente nas áreas de comércio, clima e cooperação internacional.
O presidente da França, Emmanuel Macron, também destacou a importância da relação bilateral e defendeu o aprofundamento da parceria estratégica entre os dois países.
“Meus parabéns pela sua reeleição. A França e o Brasil têm muito a construir juntos. Diante dos grandes desafios do nosso tempo, reforcemos nossa parceria estratégica e façamos viver a amizade entre nossos dois países a serviço de um mundo mais justo.”
Já a China manifestou oficialmente seu reconhecimento ao resultado eleitoral por meio do Ministério das Relações Exteriores. O porta-voz Guo Jiakun declarou que Pequim parabeniza Lula pela vitória e reafirmou a disposição do país asiático para ampliar a cooperação com o Brasil.
Segundo o governo chinês, o país está pronto para continuar trabalhando com o Brasil na construção de um futuro compartilhado, reforçando uma parceria considerada estratégica entre as duas maiores economias do Hemisfério Sul.
As manifestações internacionais reforçam a relevância geopolítica do Brasil e sinalizam a expectativa de continuidade da atuação brasileira em agendas globais como meio ambiente, comércio internacional, combate à fome, integração regional e fortalecimento do multilateralismo.
Fonte: Agência Brasil
Eleições 2026
Jerônimo celebra reeleição de Lula e destaca papel da Bahia
Governador afirma que estado foi protagonista no processo eleitoral e reforça expectativa de ampliar parcerias com o governo federal
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, comemorou neste domingo (25) a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a confirmação do resultado oficial do segundo turno das eleições presidenciais. Durante coletiva de imprensa, o chefe do Executivo baiano classificou o resultado como uma vitória da democracia e dos segmentos sociais que, segundo ele, mais necessitam da presença do Estado.
“Precisamos registrar a alegria do povo brasileiro nesse dia. Foi uma vitória do povo negro, da imprensa brasileira, das mulheres, do povo que precisa de uma atenção do Estado brasileiro”, afirmou o governador.
Jerônimo também destacou a expressiva participação popular ao longo da campanha, ressaltando a mobilização de militantes, apoiadores e eleitores nas ruas e nas redes sociais. Para o governador, a Bahia teve papel decisivo no processo eleitoral e voltou a demonstrar sua influência política no cenário nacional.
“A Bahia foi às ruas e aqui foi termômetro. Nós queremos mais universidades, Lula. Tem demandas concretas do Nordeste, da Chapada, do Oeste, e nós queremos trabalhar para ter isso”, declarou.
Ao comentar a relação institucional com o governo federal para o novo mandato presidencial, Jerônimo reforçou a expectativa de ampliação dos investimentos em áreas estratégicas como educação, infraestrutura, saúde e desenvolvimento regional.
“Tudo o que eu me comprometi, eu cumprirei. Agora melhor, porque eu sei que eu tenho a mão do Lula como um presidente amigo da Bahia e amigo do povo brasileiro”, concluiu.
A reeleição de Lula mantém a convergência política entre os governos estadual e federal, cenário que, segundo aliados, poderá contribuir para acelerar projetos estruturantes e ampliar investimentos em diversas regiões da Bahia.
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