Meio Ambiente
Bahia recolhe 250 kg de resíduos em ação de limpeza antes da Festa de Iemanjá
Mobilização da Sema e do Inema reúne mais de 100 participantes na praia do Rio Vermelho e reforça educação ambiental às vésperas do 2 de fevereiro
A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realizaram, neste domingo (1º), uma ação de limpeza na praia do Rio Vermelho, em Salvador, que resultou na retirada de cerca de 250 kg de resíduos da faixa de areia e do mar. A iniciativa antecedeu as comemorações da segunda-feira (2), data dedicada à Festa de Iemanjá, e teve como foco a educação ambiental e o cuidado com o espaço costeiro, tradicionalmente mais ocupado neste período do ano.
A atividade foi organizada pela Sema e pelo Inema, com o apoio da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP), da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) e da Colônia de Pescadores do Rio Vermelho. A ação contou com a participação de servidores e colaboradores dos dois órgãos, além de voluntários.
Antes do início da limpeza, houve uma fala de sensibilização com orientações sobre a importância da iniciativa para a proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros, além de informações básicas de segurança e organização dos trabalhos. Os participantes receberam camisas UV, luvas e sacos para coleta dos resíduos, e contaram com um ponto de apoio com água, lanche leve e álcool em gel. Em seguida, os voluntários foram organizados em pequenos grupos, com definição de responsáveis pela coleta, pesagem, registro e triagem do material recolhido.
A limpeza ocorreu em trechos previamente definidos da praia, com separação dos resíduos em categorias como plásticos, vidros, metais e rejeitos. Ao final, todo o material coletado foi encaminhado para destinação ambientalmente adequada, com apoio da limpeza urbana e de cooperativas parceiras.
O secretário do Meio Ambiente, Eduardo Mendonça Sodré Martins, destacou o caráter educativo e coletivo da ação. “Seguimos dando andamento à iniciativa realizada no dia 1º, sempre um dia antes da lavagem. Trata-se de um trabalho de conscientização, de educação ambiental e de preparo para a festa de Iemanjá. A ideia é limpar a praia e deixá-la em boas condições, para que quem venha depois a encontre assim e contribua para mantê-la dessa forma. É um esforço conjunto da Colônia de Pescadores, da Sema, do Inema, da Coppa e da SSP”, afirmou.
O diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio, reforçou que a ação integra um trabalho contínuo de sensibilização. “É uma iniciativa que a Sema realiza há muito tempo com o Inema e que tem grande importância para chamar a atenção da população sobre a necessidade de manter a praia limpa. Quem frequenta a praia para lazer também precisa recolher seu lixo e destiná-lo corretamente”, explicou.
A chefe de Gabinete da Sema, Daniella Fernandes, destacou o resultado da mobilização. “Participaram mais de 100 pessoas, entre voluntários e servidores. Os materiais coletados lembram que o lixo que produzimos acaba chegando ao mar e à praia. É fundamental dar exemplo às crianças, que são o futuro”, pontuou.
A ação também integra uma programação mais ampla de educação ambiental da Sema. Nesta segunda-feira (2), a Biblioteca do Meio Ambiente Milton Santos inaugura a exposição Zonas Úmidas: territórios de vida, cultura e cuidado, que propõe uma reflexão sobre a relação entre natureza, cultura e responsabilidade ambiental, com foco em ecossistemas aquáticos como manguezais, estuários, lagoas e zonas costeiras.
O superintendente da Sema, Luiz Araújo, reforçou a mensagem central das iniciativas. “Quando retiramos resíduos da areia e do mar, mostramos, na prática, o impacto do descarte inadequado no litoral. Essas ações ajudam a sensibilizar a população e a preparar a cidade para os festejos do 2 de fevereiro, respeitando as tradições e reforçando o compromisso com o meio ambiente”, afirmou.
A exposição fica aberta até a segunda-feira (9) e reúne três esculturas produzidas a partir de resíduos recolhidos em ações de limpeza: um cavalo-marinho, uma baiana e uma onda do mar. As obras transformam materiais descartados irregularmente em elementos simbólicos, ampliando o debate sobre consumo, descarte e preservação dos oceanos.
Meio Ambiente
Previsão do tempo na Bahia durante o fim de semana e Festa de Iemanjá
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), por meio da Coordenação de Estudos de Clima e Projetos Especiais (COCEP), divulgou nesta sexta-feira (30) a previsão do tempo para o fim de semana e o início da próxima semana na Bahia.
O período será marcado por instabilidade atmosférica em grande parte do estado, com destaque para pancadas de chuva no Oeste e Sudoeste, além de chuvas isoladas no litoral.
Sábado (31)
No sábado, as regiões Oeste e Sudoeste permanecem sob influência de instabilidades, com previsão de pancadas de chuva acompanhadas por rajadas de vento e trovoadas. Em Barreiras e Formosa do Rio Preto, as temperaturas máximas podem chegar a 33 °C e 32 °C, respectivamente.
No litoral, especialmente no Sul do estado, a previsão é de chuvas isoladas ao longo do dia, com períodos de nebulosidade. Ilhéus e Teixeira de Freitas registram máximas de 30 °C e 31 °C.
Em Salvador, Região Metropolitana (RMS) e Recôncavo, o tempo varia entre nublado e parcialmente nublado, com possibilidade de chuvas rápidas e isoladas intercaladas por momentos de sol. Na capital, os termômetros variam entre 24 °C e 33 °C. Em Feira de Santana, as temperaturas oscilam entre 22 °C e 31 °C.
No Vale do São Francisco, o calor predomina, com máximas de até 35 °C em Juazeiro e Paulo Afonso, sob predomínio de sol.
Domingo (01/02)
No domingo, as instabilidades seguem atuando sobre grande parte da Bahia. O Oeste e o Sudoeste continuam com previsão de pancadas de chuva acompanhadas de rajadas de vento e trovoadas em municípios como Barreiras, Bom Jesus da Lapa e Cocos.
No litoral, mantêm-se as condições para chuvas isoladas, principalmente no Baixo Sul e no Extremo Sul. Ilhéus terá temperaturas entre 20 °C e 30 °C, enquanto Eunápolis pode registrar máximas de até 32 °C.
Em Salvador, RMS e Recôncavo, o céu varia entre nublado e parcialmente nublado, com possibilidade de chuvas isoladas ao longo do dia e sensação de abafamento devido à elevada umidade. As temperaturas variam entre 24 °C e 33 °C.
Na Chapada Diamantina, o clima segue mais ameno, com mínimas de 16 °C em Piatã e máximas de até 30 °C em Morro do Chapéu. Em Vitória da Conquista, os termômetros variam entre 17 °C e 28 °C, com manhãs mais frias e tardes agradáveis.
Segunda-feira (02/02) – Festa de Iemanjá
No dia da tradicional Festa de Iemanjá, as condições atmosféricas seguem instáveis, com destaque para o litoral, onde ocorrem as principais celebrações.
Em Salvador, na Região Metropolitana e no Recôncavo, a previsão indica variação de nebulosidade, com possibilidade de chuvas isoladas ao longo do dia. Na capital, as temperaturas variam entre 24 °C e 33 °C, com sensação de calor e alta umidade. No Litoral Norte, municípios como Conde devem registrar temperaturas entre 23 °C e 32 °C.
No Baixo Sul e no Extremo Sul, a previsão também aponta para chuvas isoladas, com temperaturas máximas entre 30 °C e 31 °C em cidades como Ilhéus e Teixeira de Freitas.
Nas regiões Oeste e Sudoeste, são esperadas pancadas de chuva acompanhadas por rajadas de vento e trovoadas, com destaque para Barreiras e Ibotirama, onde as máximas podem alcançar 33 °C e 35 °C, respectivamente.
O Inema recomenda que devotos, turistas e demais pessoas que irão ao bairro do Rio Vermelho acompanhem as atualizações da previsão do tempo e adotem medidas preventivas, como o uso de guarda-chuvas ou capas de chuva. As chuvas previstas são de caráter isolado e não devem comprometer a realização das celebrações em homenagem a Iemanjá.
Meio Ambiente
Bahia intensifica combate ao peixe-leão e convoca monitoramento
Espécie invasora ameaça ecossistemas marinhos; governo lança formulário online para população registrar avistamentos
O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), está convocando a população para colaborar no enfrentamento ao peixe-leão, espécie exótica e invasora que já provoca impactos significativos na biodiversidade marinha. A iniciativa consiste no preenchimento de um formulário online para registrar avistamentos em águas baianas.
Originário do Indo-Pacífico, o peixe-leão foi registrado pela primeira vez na Bahia em fevereiro de 2025. Com alto potencial reprodutivo, ausência de predadores naturais e comportamento alimentar voraz, ele compromete populações nativas de peixes e crustáceos, alterando o equilíbrio dos ecossistemas costeiros e recifais.
Segundo Tiago Porto, diretor de Políticas e Planejamento Ambiental da Sema, a participação cidadã é essencial:
“Como o litoral baiano é muito extenso, será muito importante contar com a colaboração da sociedade para apoiar essa iniciativa de mapeamento. Assim, poderemos direcionar de forma mais eficiente os esforços de enfrentamento do peixe-leão para as regiões com maior ocorrência da espécie”, destacou.
O formulário reunirá informações sobre presença e distribuição da espécie, subsidiando ações de monitoramento, controle e pesquisa, alinhadas ao Plano de Ação para Conservação de Recifes de Corais da Bahia.
Orientações importantes:
Em caso de avistamento, não tente capturar o peixe-leão.
Se ocorrer pesca acidental, não devolva ao mar.
Registre o avistamento e, se possível, mantenha o exemplar refrigerado para envio à UFBA, permitindo pesquisas científicas.
Para dúvidas ou mais informações: especies.invasoras.bahia@gmail.com.
Clique [AQUI] para preencher o formulário e contribuir com a proteção dos ecossistemas marinhos.
Meio Ambiente
Defeso do caranguejo-uçá começa na Bahia para proteger ciclo reprodutivo da espécie
Portaria Interministerial define períodos de proibição da captura entre janeiro e abril, garantindo sustentabilidade da pesca artesanal
O verão marca uma fase crucial do ciclo de vida de diversos animais que habitam mares, rios e manguezais. Enquanto alguns aproveitam as águas mais quentes para se reproduzir, outras espécies marinhas deixam suas tocas para acasalar e liberar ovos, ficando extremamente vulneráveis à captura. Nos primeiros meses do ano, isso ocorre com mais frequência com o caranguejo-uçá (Ucides cordatus), durante um período que, desde 2003, passou a ser reconhecido nacionalmente por meio da Portaria Ibama nº 52/2003, que estabeleceu datas para o Período do Defeso na Região Sudeste e Sul do Brasil, estendendo-se, posteriormente, para a Bahia.
Desde então, os períodos vêm sendo atualizados anualmente, seguindo os critérios da biologia do animal, frequentemente associados às fases da lua nova e da lua cheia, como ocorre em 2026, com a publicação da Portaria Interministerial MPA/MMA nº 45, de 13 de janeiro, que define os períodos de defeso do caranguejo-uçá ao longo do primeiro semestre, incluindo o estado da Bahia. Inicialmente, esse período ocorre entre os dias 18 e 23 de janeiro. [Confira abaixo todas as datas estabelecidas até abril.]
Coordenando as ações de Gerenciamento Costeiro na Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Mariana Fontoura explica que, antes mesmo da portaria federal, que passou a ser renovada anualmente com o objetivo de proteger os manguezais e garantir a sustentabilidade da pesca artesanal, as ações do defeso já se baseavam na Lei Federal de Crimes Ambientais e de Proteção à Biodiversidade.
“Por se tratar do ciclo de vida do caranguejo-uçá, a captura durante a andada é proibida e caracteriza infração ambiental grave, conforme o disposto no art. 29, §1º, inciso I, da Lei Federal de Crimes Ambientais nº 9.605, de 1998, e no Decreto nº 14.024, de 2012, que inclui medidas para a conservação da espécie, visando garantir sua reprodução e a manutenção dos estoques naturais. O defeso é, portanto, uma estratégia de conservação que beneficia tanto a natureza quanto as pessoas que dependem dela”, afirma.
A norma que regulamenta o defeso também reforça que, durante os períodos estabelecidos, ficam proibidas a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá, como forma de assegurar o sucesso do ciclo reprodutivo da espécie e a manutenção dos estoques naturais.
À frente das ações de fiscalização realizadas nos períodos do defeso, a coordenadora do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Natali Lordello, explica que “a pesca durante o período reprodutivo compromete a renovação natural da espécie e pode levar à redução das populações, afetando diretamente o meio ambiente e a economia local”. Por esse motivo, a legislação também prevê regras específicas para o controle de estoques existentes antes do início de cada período de defeso, exigindo que pessoas físicas ou jurídicas que atuam na cadeia produtiva do caranguejo-uçá declarem previamente a quantidade de animais armazenados aos órgãos ambientais competentes.
“A Portaria Interministerial publicada para o ano de 2026 reforça esse entendimento ao atualizar as datas de proteção da espécie, garantindo segurança jurídica às ações de fiscalização e conservação. E o descumprimento das normas previstas na legislação ambiental e nas portarias que regulamentam o defeso sujeita os infratores às sanções administrativas, civis e penais previstas na Lei de Crimes Ambientais”, complementa Natali.
Segundo a coordenadora, os produtos apreendidos durante as ações de fiscalização, quando vivos, são devolvidos imediatamente ao ambiente natural.
Confira as datas estabelecidas na Portaria:
Para o ano de 2026, a Portaria Interministerial MPA/MMA nº 45 estabelece que, na Bahia, os períodos de defeso do caranguejo-uçá ocorrem entre os dias:
- 18 a 23 de janeiro
- 1º a 6 de fevereiro
- 17 a 22 de fevereiro
- 3 a 8 de março
- 18 a 23 de março
- 17 a 22 de abril (caso a temporada de andadas reprodutivas se estenda)
Durante esses intervalos, permanecem válidas todas as restrições relativas à captura, transporte e comercialização da espécie.
A colaboração de todos é indispensável: ao identificar a ocorrência da andada, não capture os animais. Denuncie a pesca irregular de forma anônima pelos canais do Inema, como o Disque Denúncia (0800 071 1400) e/ou o e-mail denuncia@inema.ba.gov.br. Respeitar esse ciclo natural é garantir a saúde dos manguezais e a sustentabilidade da pesca para as atuais e futuras gerações.
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