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Saúde

Bahia recebe mais 80 ambulâncias do Samu para cobertura em 73 cidades

A entrega dos veículos foi realizada nesta sexta (31), em frente à Igreja do Bonfim, na presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade

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Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia recebeu um incremento de 80 novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu)
Foto: Manu Dias/GOVBA

A rede de urgência e emergência do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia recebeu um incremento de 80 novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que vão compor a assistência em 73 cidades baianas. A entrega dos veículos foi realizada nesta sexta-feira (31), em frente à Igreja do Bonfim, em Salvador, na presença da ministra da Saúde, Nísia Trindade, do governador Jerônimo Rodrigues e da secretária da Saúde, Roberta Santana.

“A Bahia, que é um estado extenso, precisa que a frota do Samu esteja em dia e tenha abrangência para atender a atenção básica e a alta complexidade. Só a Bahia recebe 80 ambulâncias. É um dia muito feliz”, celebrou o governador Jerônimo Rodrigues.

O ato simbólico do Ministério da Saúde marca a concessão de 170 novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de nove estados do nordeste brasileiro. Para a renovação da frota na Bahia, o investimento federal foi de R$ 23,1 milhões.

Coordenando o Samu em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano, Marianna Constela entende a renovação da frota como uma modernização no serviço pré-hospitalar prestado à população e no tempo-resposta aos atendimentos de emergência. “Vai qualificar muito o atendimento à população. Muda completamente na agilidade do serviço, no tempo-resposta para atender a população. E, também, é mais conforto para o paciente, para os profissionais que trabalham na nossa rede. Com certeza, o benefício é gigantesco”, elencou ela.

“Nossa ideia não é só atender a população, com um Samu renovado, é salvar vidas. Isso que a gente tem que lembrar sempre: o Samu salva vidas e, hoje, é uma política de Estado, também. Até o ano que vem, teremos 100% de cobertura”, garantiu a ministra Nísia.

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Segundo Roberta Santana, a Bahia já recebeu 193 novas ambulâncias do Samu desde 2023 e a expectativa da administração estadual é de ter mais 80 veículos novos em operação até o final do primeiro trimestre de 2025. “São renovações de frotas que fortalecem a nossa rede de urgência e emergência. E nessa simbologia, que é o Samu para a saúde pública do nosso estado”, avaliou a titular da Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab).

Além da entrega das ambulâncias, as autoridades acompanharam o chefe do Executivo baiano na inauguração do Hospital Estadual Mont Serrat, primeiro da rede pública especializado em cuidados paliativos no Brasil.

Municípios baianos que receberam ambulância do Samu nesta sexta
  • Aiquara
  • Alagoinhas
  • Alcobaça
  • Aporá
  • Barra
  • Barreiras
  • Belmonte
  • Belo Campo
  • Bom Jesus da Lapa
  • Botuporã
  • Brejões
  • Buritirama
  • Camacã
  • Camaçari
  • Candeias
  • Chorrochó
  • Coaraci
  • Cocos
  • Cotegipe
  • Cristópolis
  • Cruz das Almas
  • Esplanada
  • Eunápolis
  • Formosa do Rio Preto
  • Feira de Santana
  • Glória
  • Ibotirama
  • Inhambupe
  • Ipupiara
  • Itanagra
  • Itapebi
  • Jiquiriçá
  • Juazeiro
  • Lagoa Real
  • Livramento de Nossa Senhora
  • ltabela
  • ltagimirim
  • Luís Eduardo Magalhães
  • luiú
  • Macarani
  • Macaúbas
  • Maracás
  • Mutuípe
  • Nazaré
  • Olindina
  • Paratinga
  • Paulo Afonso
  • Pedro Alexandre
  • Ponto Novo
  • Porto Seguro
  • Riachão das Neves
  • Rio Real
  • Salvador
  • Santa Brígida
  • Santa Cruz Cabrália
  • Santa Maria da Vitoria
  • São Felipe
  • São Félix
  • São Félix do Coribe
  • Sátiro Dias
  • Senhor do Bonfim
  • Sento Sé
  • Serra Dourada
  • Sítio do Mato
  • Tabocas do Brejo Velho
  • Taperoá
  • Teixeira de Freitas
  • Teofilândia
  • Teolândia
  • Ubaíra
  • Ubatã
  • Urandi
  • Vitória da Conquista

Saúde

Sesab critica suspensão de avaliação vascular nas UPAs municipais de Salvador

Decisão da Prefeitura transfere demanda para a rede estadual e pode comprometer o atendimento a pacientes com quadros graves

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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) manifestou preocupação diante da decisão da Prefeitura de Salvador de suspender

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) manifestou preocupação diante da decisão da Prefeitura de Salvador de suspender a oferta do serviço de avaliação vascular especializada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) sob gestão municipal.

A medida foi comunicada no dia 31 de março, com efeitos a partir de 1º de abril, sem previsão de retomada. De acordo com a Sesab, trata-se de uma decisão abrupta, que desorganiza a rede assistencial e compromete a continuidade do cuidado prestado à população.

Na prática, pacientes que chegam às UPAs municipais com quadros vasculares deixam de contar com avaliação especializada. A mudança pode resultar em aumento do tempo de espera, maior risco de agravamento clínico e dificuldade de acesso a um serviço essencial para evitar amputações e outras complicações graves.

Segundo a diretora do Serviço Estadual de Regulação, Rita Santos, essas demandas eram, até então, analisadas por médicos da própria estrutura municipal. “Com a suspensão do serviço, os pacientes passarão a depender de encaminhamento para unidades estaduais, o que sobrecarrega uma rede que já opera com alta demanda”, explicou.

O Governo do Estado reafirma seu compromisso com a saúde da população baiana e informa que não se furtará à responsabilidade de atender os pacientes impactados pela decisão.

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A Sesab ressalta, no entanto, que a interrupção do serviço nas unidades municipais de Salvador é uma decisão da Prefeitura, que fragiliza o atendimento ao cidadão e impõe ao Estado uma sobrecarga considerada evitável. Para a secretaria, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) depende do compromisso conjunto e da atuação coordenada de todas as esferas de gestão.

Ofício da Prefeitura de Salvador

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Saúde

Cegueira avança de forma silenciosa e pode ser evitada na maioria dos casos

A campanha nacional Abril Marrom chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção das doenças oculares

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Perder a visão raramente acontece de forma repentina. Na maioria das vezes, a cegueira se instala aos poucos, de maneira silenciosa
Oftalmologista César Sampaio. Foto: Divulgação

Perder a visão raramente acontece de forma repentina. Na maioria das vezes, a cegueira se instala aos poucos, de maneira silenciosa e quase imperceptível, até o momento em que enxergar já não é mais tão simples. Esse é o alerta central do Abril Marrom, campanha nacional dedicada à prevenção, ao combate e à reabilitação das diversas formas de deficiência visual.

Realizado ao longo de todo o mês de abril, o movimento reforça um dado que chama atenção: cerca de 80% dos casos de deficiência visual poderiam ser evitados ou tratados com diagnóstico precoce, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda assim, milhões de pessoas convivem com limitações que poderiam ter sido prevenidas com cuidados básicos.

No mundo, estima-se que mais de 2,2 bilhões de pessoas tenham algum tipo de deficiência visual, sendo que pelo menos 1 bilhão desses casos poderia ter sido evitado ou ainda não foi tratado, de acordo com a OMS. No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 6,5 milhões de pessoas possuem algum grau de deficiência visual, incluindo mais de 500 mil cegos.

Doenças comuns

Entre as principais causas de cegueira evitável estão a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade. “Muitas dessas doenças evoluem de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais, ou com poucos sinais, como ocorre em algumas doenças reumáticas com acometimento ocular. Quando o paciente percebe a perda visual, muitas vezes a doença já está em estágio avançado. Por isso, o acompanhamento regular com um especialista é fundamental, mesmo na ausência de sintomas”, explica o oftalmologista César Sampaio, coordenador do Serviço de Oftalmologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS).

Ele destaca que a catarata, por exemplo, continua sendo a principal causa de cegueira reversível no mundo. “É uma condição com tratamento eficaz e seguro, mas ainda vemos pacientes que chegam tardiamente ao serviço de saúde, o que impacta diretamente a qualidade de vida”, afirma.

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Diagnóstico precoce e prevenção

Outro ponto de atenção é o glaucoma, doença que pode levar à cegueira irreversível se não for controlada. Conhecido como o “ladrão silencioso da visão”, o glaucoma costuma não apresentar sintomas no início. “Exames simples conseguem identificar alterações precoces e evitar a progressão da doença. O problema é que muitas pessoas só procuram atendimento quando já estão com dificuldade para enxergar. A prevenção do glaucoma deve começar a partir dos 40 anos, especialmente em quem tem histórico familiar da doença”, ressalta Sampaio.

A retinopatia diabética também preocupa, sobretudo diante do crescimento dos casos de diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, a doença já atinge milhões de brasileiros e pode comprometer a visão quando não há controle adequado.

Para César Sampaio, campanhas como o Abril Marrom cumprem um papel essencial ao ampliar a conscientização da população. “A informação é uma ferramenta poderosa. Quando as pessoas entendem a importância dos exames regulares, conseguimos reduzir significativamente os casos de cegueira evitável”, pontua o oftalmologista.

Além das consultas periódicas, medidas simples fazem a diferença: controlar doenças crônicas, evitar a automedicação, manter hábitos saudáveis e, em relação à saúde ocular, evitar o uso indiscriminado de colírios à base de corticoides e utilizar óculos com proteção contra raios ultravioleta (UV).

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Saúde

Banco de Leite do HGRS enfrenta estoque crítico e faz apelo por doações em Salvador 

Unidade distribui metade do volume necessário para atender bebês internados, principalmente prematuros e pacientes em estado delicado 

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O Banco de Leite Humano do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, enfrenta uma situação crítica de desabastecimento
Foto: Ascom/HGRS

O Banco de Leite Humano do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, enfrenta uma situação crítica de desabastecimento e está com o estoque muito abaixo do necessário para atender os bebês internados na unidade. 

Atualmente, o banco de leite consegue distribuir apenas 2,5 litros de leite materno por dia, enquanto a demanda mínima diária é de 5 litros, volume essencial para garantir a alimentação adequada dos recém-nascidos, especialmente os prematuros e aqueles em condições clínicas mais frágeis. 

Apelo por doações 

Diante do cenário, a coordenação do banco de leite reforça o apelo à solidariedade das mães lactantes. “O leite materno é vital para os nossos pequenos pacientes, principalmente para os prematuros e os que estão em condições mais delicadas. Cada doação faz a diferença na vida desses bebês”, destaca Nilma Dourado, responsável pelo Banco de Leite do HGRS. 

As mulheres interessadas em doar podem entrar em contato pelo telefone (71) 3117-7532 ou pelo WhatsApp (71) 98225-5493, onde recebem todas as orientações necessárias. Além de contribuir para salvar vidas, as doadoras contam com apoio e assistência técnica, garantindo segurança e bem-estar durante todo o processo de doação. 

Como doar 

Para se tornar doadora, é necessário estar saudável, apresentar os exames do pré-natal, não fazer uso de medicamentos que contraindiquem a amamentação e ter excesso de leite. O banco de leite oferece informações detalhadas, acompanhamento especializado e realiza a coleta dos frascos de leite no domicílio das doadoras, facilitando a participação das mães. 

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