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Saúde

Governo da Bahia inaugura primeiro hospital público de cuidados paliativos do Brasil

A unidade conta com 70 leitos, ambulatórios especializados, serviços de bioimagem, laboratório e áreas voltadas à telemedicina e pesquisa

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Cuidados Paliativos, implantado em prédio histórico de 1853, em Salvador, marca um avanço inédito na saúde pública do país, focando
Fotos: Feijão Almeida/GOVBA

O primeiro hospital público do Brasil dedicado exclusivamente aos cuidados paliativos foi inaugurado, nesta sexta-feira (31), pelo Governo da Bahia. O Hospital Estadual Mont Serrat – Cuidados Paliativos, implantado em prédio histórico de 1853, em Salvador, marca um avanço inédito na saúde pública do país, focando na qualidade de vida de pacientes com doenças graves, crônicas ou ameaçadoras da vida.

A inauguração ocorre em um momento estratégico, alinhando-se à recente implementação da Política Nacional de Cuidados Paliativos pelo Ministério da Saúde. Lançada em maio de 2024, essa política inédita visa oferecer serviços de saúde mais humanizados a pacientes, familiares e cuidadores, com a expectativa de habilitar 1,3 mil equipes e um investimento anual de R$ 887 milhões.

“Eu serei o governador que ofertou o primeiro hospital [de cuidados paliativos]. Mas eu não quero ser o único. Eu sei que essa experiência aqui servirá de boas práticas para outros estados”, sublinhou o governador Jerônimo Rodrigues, durante a solenidade de entrega.

O investimento total de R$ 66 milhões garantiu a requalificação completa do espaço e a adequação ao atendimento humanizado. A unidade conta com 70 leitos, ambulatórios especializados, serviços de bioimagem, laboratório e áreas voltadas à telemedicina e pesquisa.

Para o ministro da Casa Civil, Rui Costa, investir na ampliação da rede de saúde é investir na qualidade de vida das pessoas: “este hospital materializa o conceito de cuidado integral e especializado, garantindo um atendimento mais humanizado e de qualidade. É um avanço significativo que fortalece a rede de saúde da Bahia e serve como referência para todo o Brasil”.

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O hospital será gerido pelas Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), organização reconhecida por sua expertise em cuidados paliativos e gestão hospitalar humanizada. “Com a escolha da Osid, asseguramos não apenas a qualidade técnica, mas, também, o acolhimento que só uma instituição com a história e os valores de Santa Dulce dos Pobres pode oferecer”, afirmou a secretária da Saúde, Roberta Santana.

A unidade contará com uma equipe de 435 colaboradores, incluindo 41 médicos especializados, garantindo atendimento de excelência e acolhimento integral aos pacientes e famílias. Além dessa unidade, a Bahia oferece serviços de cuidados paliativos em 52 unidades distribuídas por todas as nove macrorregiões do estado, consolidando uma rede de atendimento robusta.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, reforçou a importância do projeto no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) e das demandas crescentes por cuidados paliativos. “É o cuidado médico, cuidado da enfermagem, cuidado psicológico, o apoio em momentos em que isso se torna mais necessário. Então, é um hospital que cuida da vida num momento mais delicado”, pontuou.

Uma estrutura de excelência e humanização

O hospital oferecerá atendimento integral a mais de 2 mil pacientes por mês, incluindo consultas em especialidades como cardiologia, pneumologia, psiquiatria, nutrologia e neurologia, bem como unidades específicas para terapia da dor e apoio ao luto. Com uma abordagem multidisciplinar, o equipamento também atuará como centro de ensino e pesquisa, capacitando profissionais de saúde para atuar na área de cuidados paliativos.

Com o avanço das políticas públicas voltadas à saúde integral, o Hospital Estadual Mont Serrat – Cuidados Paliativos se torna uma referência nacional. A inauguração consolida o compromisso do Governo da Bahia em liderar iniciativas inovadoras na saúde, colocando a humanização no centro das políticas públicas.

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Saúde

Lula anuncia distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS para pacientes com obesidade

Medida apresentada pelo presidente prevê a oferta de medicamentos da classe GLP-1 na rede pública de saúde, com protocolos clínicos e acompanhamento especializado

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que pacientes com obesidade passarão a ter acesso, por meio do Sistema Único de Saúde
Foto: Receita Federal/divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que pacientes com obesidade passarão a ter acesso, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Segundo o Ministério da Saúde, a oferta dos medicamentos será realizada com base em estudos científicos e na definição de protocolos clínicos específicos, garantindo critérios de indicação e acompanhamento médico especializado.

A decisão ocorre após resultados considerados positivos em um estudo desenvolvido pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre. Desde junho, pacientes atendidos pelo SUS participam de acompanhamento com uso da semaglutida, um dos principais princípios ativos utilizados no tratamento da obesidade.

De acordo com a pasta, o objetivo é ampliar as opções terapêuticas disponíveis na rede pública para pessoas com obesidade grave ou associada a outras doenças, assegurando acompanhamento contínuo por equipes multiprofissionais.

Atualmente, 250 pacientes do SUS participam do estudo. Entre os focos da pesquisa está a avaliação do impacto do medicamento em pessoas que aguardam cirurgia bariátrica. Os especialistas analisam se a perda de peso promovida pelo tratamento pode reduzir ou até eliminar a necessidade do procedimento cirúrgico em determinados casos.

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Além do controle da obesidade, o estudo também investiga possíveis benefícios relacionados à redução de problemas cardiovasculares e à diminuição do risco de reincidência de câncer de mama.

A incorporação dos medicamentos ao SUS deverá ocorrer de forma gradual, seguindo critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde para garantir segurança, eficácia e acompanhamento adequado dos pacientes.

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Saúde

Bahia autoriza construção de cinco unidades de saúde indígena em Ilhéus com investimento de R$ 18 milhões

Novas estruturas serão implantadas em aldeias do sul do estado para ampliar o acesso à atenção primária e fortalecer o atendimento de saúde voltado aos povos originários

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A região sul da Bahia contará com cinco novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs). A ordem de serviço para a construção

A região sul da Bahia contará com cinco novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs). A ordem de serviço para a construção das estruturas foi assinada nesta quinta-feira (17), na Aldeia Serra Negra, localizada na zona rural de Ilhéus. O investimento total é de R$ 18 milhões e integra ações voltadas à ampliação da assistência à saúde dos povos indígenas.

Além da unidade prevista para a Aldeia Serra Negra, outras quatro UBSIs serão construídas nas aldeias Acuípe do Meio, Acuípe de Baixo I, Santana I e Sapucaeira I. As estruturas serão implantadas diretamente nos territórios indígenas, aproximando os serviços de saúde das comunidades e fortalecendo o atendimento de atenção primária.

A iniciativa é desenvolvida por meio do Programa de Fortalecimento do SUS no Estado da Bahia (PROSUS II), no âmbito do contrato de financiamento firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

As novas unidades serão destinadas à realização de atendimentos básicos de saúde, ações preventivas, acompanhamento de pacientes, promoção da saúde e assistência direta às comunidades. O objetivo é garantir um cuidado mais próximo da população indígena e alinhado às especificidades culturais e sociais de cada povo.

Em todo o estado, o projeto prevê a implantação de UBSIs em 38 aldeias, ampliando a infraestrutura da saúde indígena e fortalecendo a oferta de serviços de atenção primária nos territórios tradicionais.

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A elaboração dos projetos contou com análises do Distrito Sanitário Especial Indígena da Bahia (DSEI-BA) e validação do Conselho Distrital de Saúde Indígena da Bahia (CONDISI/BA), assegurando que as estruturas atendam às necessidades identificadas pelas próprias comunidades.

Os projetos arquitetônicos também incorporam soluções voltadas à sustentabilidade, ao conforto dos usuários e à melhoria das condições de trabalho das equipes de saúde. A proposta busca associar infraestrutura qualificada, respeito às tradições indígenas e atendimento mais eficiente para as populações beneficiadas.

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Saúde

Policlínica de Teixeira de Freitas ganha centro cirúrgico oftalmológico e amplia atendimento especializado

Nova estrutura beneficiará moradores de 13 municípios do Extremo Sul, com previsão de realizar 100 cirurgias de pterígio por mês; Hospital Costa das Baleias recebe certificação de qualidade ONA 2

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Moradores dos 13 municípios que integram o consórcio da Policlínica Regional de Saúde de Teixeira de Freitas passaram a contar,
Foto: Ascom/Sesab

Moradores dos 13 municípios que integram o consórcio da Policlínica Regional de Saúde de Teixeira de Freitas passaram a contar, desde esta terça-feira (15), com um novo centro cirúrgico oftalmológico. A iniciativa amplia o acesso a procedimentos especializados na região e tem previsão de realizar cerca de 100 cirurgias de pterígio por mês.

O investimento de R$ 1,6 milhão foi viabilizado por meio do Combo de Cirurgia Oftalmológica do Ministério da Saúde e representa um avanço na oferta de assistência oftalmológica especializada para a população do Extremo Sul baiano.

Inaugurada em novembro de 2017, a Policlínica Regional de Teixeira de Freitas foi a primeira unidade desse modelo implantada na Bahia. Desde o início de suas atividades, já realizou mais de meio milhão de procedimentos, entre consultas, exames e atendimentos especializados.

Durante a agenda no município, também foram entregues equipamentos para o Hospital Municipal Sagrada Família, com o objetivo de fortalecer a rede de atenção materno-infantil e ampliar a capacidade de atendimento à população.

Assistência reconhecida

Outro destaque da área da saúde em Teixeira de Freitas foi a certificação do Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB) com o selo ONA 2 – Nível Pleno, concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).

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A avaliação considera critérios relacionados à segurança do paciente, gestão de riscos, organização dos processos assistenciais e integração entre os diversos setores da unidade hospitalar.

A certificação reconhece a adoção de padrões de qualidade e segurança na gestão e na assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), consolidando o hospital como referência macrorregional em serviços especializados.

Referência em atendimentos de média e alta complexidade, o Hospital Estadual Costa das Baleias possui 180 leitos, sendo 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e oferece serviços em áreas como Cirurgia Cardiovascular, Oncologia, Neurologia, Neurocirurgia, Traumato-Ortopedia, Hemodinâmica e Radioterapia.

Em apenas dois anos de funcionamento, a unidade contabiliza mais de 260 mil consultas médicas e multiprofissionais, 490 mil exames e procedimentos, 17 mil tratamentos oncológicos, 21 mil cirurgias e 3.180 procedimentos de hemodinâmica, reforçando seu papel estratégico na assistência à saúde da população do Extremo Sul da Bahia.

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