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Agricultura

Agricultura Familiar lidera produção de cacau na Bahia

O estado se consolida como referência no setor, impulsionando a economia rural com amêndoas de qualidade

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baseado na distribuição de renda e no fortalecimento da agricultura familiar, o estado se consolida como referência no setor, impulsionando
 Foto: André Frutuôso

O Dia Internacional do Cacau, celebrado em 26 de março, destaca a força e a transformação da cacauicultura baiana. Com um novo modelo de produção baseado na distribuição de renda e no fortalecimento da agricultura familiar, o estado se consolida como referência no setor, impulsionando a produção de amêndoas de qualidade e agregando valor aos frutos que se tornaram símbolo da Bahia.

Atualmente, cerca de 80% dos estabelecimentos rurais que cultivam cacau na Bahia pertencem à agricultura familiar, evidenciando um cenário mais justo e inclusivo para pequenos produtores. Esse avanço é resultado de políticas públicas estratégicas e investimentos do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), que garantem apoio à produção, industrialização e comercialização do cacau e seus derivados.

O impacto desses investimentos pode ser visto no fortalecimento de agroindústrias como Bahia Cacau, marca da Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), Natucoa, marca da Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopessba), Terra Vista, entre outras. Com novas unidades de beneficiamento e incentivos à produção, essas cooperativas ampliam a participação do cacau da agricultura familiar no mercado nacional e internacional, consolidando a Bahia como referência na produção de chocolate de origem.

Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, esse modelo produtivo representa um novo ciclo para a cacauicultura baiana. “O cenário da cacauicultura mudou. Hoje, não estamos falando apenas de produção, mas de um modelo que distribui renda, fortalece comunidades e impulsiona o desenvolvimento rural. A agricultura familiar se tornou protagonista desse processo, garantindo qualidade, sustentabilidade e geração de oportunidades. Esse resultado só foi possível porque as políticas públicas alcançaram quem mais precisa, com editais exclusivos, novos equipamentos e agroindústrias que agregam valor ao cacau produzido na Bahia”.

O reconhecimento do cacau da agricultura familiar reforça a importância desse setor para a economia baiana. Além de preservar o bioma da Mata Atlântica com o sistema cabruca, o modelo produtivo atual apresenta elevada produtividade e incentiva a produção de chocolates premium, com alto teor de cacau e rastreabilidade garantida.

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Agricultura

CETAB assegura qualidade da farinha de mandioca

O centro é responsável por análises laboratoriais que asseguram padrão e competitividade para os agricultores baianos

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mais estratégica. É nesse ponto que atua o Centro Tecnológico Agropecuário do Estado da Bahia (CETAB), da Secretaria da Agricultura,
Foto: Divulgação Seagri

Com a cotação da farinha de mandioca em alta, atingindo R$ 280,00 a saca de 50 quilos em Salvador, a qualidade do produto se torna ainda mais estratégica. É nesse ponto que atua o Centro Tecnológico Agropecuário do Estado da Bahia (CETAB), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), responsável por análises laboratoriais que asseguram padrão e competitividade para os agricultores baianos.  

O crescimento de 238% no número de análises em apenas um ano evidencia a importância do trabalho realizado. Os testes verificam aspectos físico-químicos, como teor de amido e fibra bruta, além das características físicas da farinha como a sua granulometria. Dessa forma, assegura-se a proteção ao consumidor e a valorização do produto no mercado, fortalecendo a cadeia produtiva da mandioca.  

“Nosso trabalho é assegurar que a farinha atenda às exigências do mercado e, ao mesmo tempo, dar suporte técnico aos agricultores para terem um produto valorizado”, destaca Paulo Mesquita, coordenador do CETAB. As análises não apenas garantem qualidade, mas também mantêm os produtores competitivos.  

Controle de Qualidade  

A avaliação da farinha de mandioca envolve uma série de procedimentos que asseguram a qualidade e a segurança alimentar. O processo começa na classificação física, que inclui a verificação das embalagens na chegada, a identificação de impurezas e a homogeneização das amostras, divididas entre conjuntos de trabalho e de arquivo.  

As amostras passam por peneiras que permitem classificá-las como fina, média ou grossa, definição que influencia a tradição culinária regional. Além da granulometria, o CETAB avalia parâmetros físico-químicos como acidez, fibra, cinzas, amido e umidade, garantindo estabilidade e conformidade do produto.  

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Segundo Mesquita, a classificação é essencial para assegurar padrões de identidade e qualidade. “Com isso, protegemos o consumidor, valorizamos o produto no mercado interno e externo e asseguramos que a farinha esteja dentro dos padrões aceitáveis para consumo humano. A classificação também padroniza, facilita a comercialização e agrega valor ao trabalho do produtor”, explica.  

Atuação ampla e suporte técnico  

O trabalho do CETAB vai além da mandioca e abrange diversas áreas da agropecuária baiana. O centro dispõe de oito laboratórios especializados, onde são realizadas análises de solo, água para irrigação, produtos de origem vegetal e animal. Agricultores podem solicitar diagnósticos de fertilidade do solo e receber recomendações de adubação específicas, aumentando a produtividade e promovendo práticas agrícolas mais sustentáveis. 

Credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para classificação de produtos de origem vegetal, o CETAB também realiza diagnósticos e controle de qualidade em diferentes cadeias produtivas. Assim, atua como suporte técnico-científico direto para agricultores familiares, associações e cooperativas, reduzindo riscos e ampliando a competitividade da produção baiana. 

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Agricultura

Cinco agroindústrias familiares formam novo polo em Ibiassucê 

O objetivo é fortalecer a produção de mandioca e gerar mais renda para agricultores e agricultoras familiares

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O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), inaugurou recentemente duas novas agroindústrias
Foto: Divulgação 

O Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), inaugurou recentemente duas novas agroindústrias nas comunidades de Jabuticaba e Bom Sucesso, na zona rural de Ibiassucê. O objetivo é fortalecer a produção de mandioca e gerar mais renda para agricultores e agricultoras familiares. 

Com as inaugurações, Ibiassucê passa a contar com cinco agroindústrias familiares, localizadas nas comunidades de Bom Sucesso, Careta, Capoeirão, Grama e Jabuticaba. 

O presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário da Comunidade Bonsucesso, Gerson Rodrigues, destacou a importância da nova unidade de beneficiamento. “Era o que faltava para a nossa comunidade se desenvolver. Agora, vamos poder produzir farinha e polvilho com os novos equipamentos, como forno, ralador e descascador de mandioca.” 

Na Associação de Desenvolvimento Comunitário da Comunidade do Careta, a produção de biscoitos e pães já está a todo vapor. Para a presidente Leide Laura Amado, as novas unidades vão beneficiar diretamente a produção local. “Nossa agroindústria trabalha com produtos acabados da mandiocultura, enquanto as outras unidades produzirão fécula, que é nossa matéria-prima. Assim, se forma uma cadeia produtiva que vai gerar mais renda e dinamizar a economia do município.” 

Para fortalecer a produção e a comercialização, as cinco unidades foram contempladas pelo projeto da CAR, Bahia que Produz e Alimenta, que já contratou um profissional para cada agroindústria, com o objetivo de apoiar a gestão e otimizar a produção. 

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“A produção cresceu bastante, principalmente depois da contratação do agente de negócios. Melhorou nossas vendas e o envolvimento da equipe na produção”, comentou Leide Laura. 

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Agricultura

Formação de pedreiros de cisternas gera renda e segurança hídrica no interior

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A construção de cisternas é uma das principais ações para garantir o acesso à água nas comunidades rurais da Bahia. Além de implantar

A construção de cisternas é uma das principais ações para garantir o acesso à água nas comunidades rurais da Bahia. Além de implantar a tecnologia social de armazenamento da água da chuva, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), também investe na formação de mão de obra local, para que a prática se multiplique e gere novas oportunidades. 

As organizações beneficiadas com cisternas pela CAR, por meio do Programa Água para Todos, recebem também uma capacitação específica para formar novos cisterneiros, pedreiros especializados na construção da estrutura. Em cada curso, 10 aprendizes são treinados por um instrutor e um pedreiro experiente. Ao todo, 150 agricultores e agricultoras serão capacitados na técnica de construção da cisterna calçadão, voltada para a produção de alimentos. 

A coordenadora das ações do Programa Água para Todos na CAR, Kamilla Ferreira, explica que a formação é completa, envolvendo teoria e prática. “Um pedreiro mais experiente, que é o instrutor, ensina passo a passo, fazer a placa, colocar os caibros, fazer o reboco, acertar o traço da massa. O aprendiz constrói três cisternas com a supervisão do instrutor e, ao final, está apto a trabalhar na área. É um curso que muda vidas, porque deixa um legado para a comunidade e cria novas oportunidades de renda”. 

Além de ampliar a capacidade das comunidades em manter e expandir a infraestrutura hídrica, o curso abre portas para quem busca novas formas de trabalho. É o caso de Josevan Carneiro, morador do distrito de Itatiaia, em São José, que viu na formação uma chance de empreender. “Este curso foi muito importante para nós que não sabíamos construir cisternas de calçadão. Aprendi e agora já tenho como ganhar dinheiro com as construções da nossa região. Esse projeto é fundamental, não só para as famílias, mas também para nós, pedreiros.” 

Com a iniciativa, as comunidades rurais passam a contar com profissionais capacitados para construir e manter as cisternas, garantindo mais segurança hídrica e sustentabilidade produtiva. Para quem participa, é a oportunidade de aprender um ofício, gerar renda e contribuir diretamente para melhorar a vida das famílias do meio rural. 

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