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Política

Progressão parcial vira alvo de Roma, mas modelo é adotado por governos do próprio PL 

Crítica à política da rede estadual baiana ignora experiências semelhantes em estados governados por aliados e desconsidera avanços recentes nos indicadores de permanência e fluxo escolar

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O candidato ao Senado pelo PL, João Roma, voltou a classificar a progressão parcial da rede estadual da Bahia como “aprovação automática”
Foto: Joá Souza

O candidato ao Senado pelo PL, João Roma, voltou a classificar a progressão parcial da rede estadual da Bahia como “aprovação automática” e destacou a promessa de ACM Neto de revogar a medida. A crítica procura apresentar a política educacional baiana como uma excepcionalidade negativa, mas esbarra em um fato pouco mencionado pelo ex-ministro: governos do próprio PL e de outros partidos de direita adotam modelos semelhantes — em alguns casos, até mais abrangentes. 

No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro (PL) permite que estudantes avancem de série com pendências em até seis disciplinas, uma a mais do que o limite estabelecido na Bahia. Em Santa Catarina, a gestão de Jorginho Mello (PL) também mantém mecanismos de progressão parcial associados a planos de recuperação. Já em São Paulo, o governo de Tarcísio de Freitas autoriza o prosseguimento dos estudos com dependências em até três componentes curriculares, tratando a política como instrumento de combate à evasão e de recuperação da aprendizagem. Roma não explica por que a estratégia é legítima quando aplicada por aliados e passa a ser condenável ao ser adotada pela Bahia. 

A incoerência do discurso torna-se ainda mais evidente diante dos resultados registrados pela rede estadual. Entre 2022 e 2025, a taxa de abandono no ensino médio público baiano caiu de 12,9% para 3%, enquanto a reprovação recuou de 16,3% para 4,6%. No mesmo período, a distorção idade-série diminuiu de 41,3% para 24%. No Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a Bahia avançou de 3,2 em 2019 para 3,5 em 2021 e alcançou 3,7 em 2023, último dado disponível. Embora os desafios permaneçam, os indicadores apontam uma trajetória de melhora. 

Roma também não apresenta estudos capazes de demonstrar que a repetência integral produziria resultados superiores. Presidente do PL na Bahia e ex-ministro da Cidadania do governo Jair Bolsonaro, ele defende a revogação da política, mas não esclarece qual seria a alternativa proposta por ACM Neto, como ocorreria a recomposição das aprendizagens ou de que forma se evitaria que a repetência contribuísse para o aumento da evasão escolar. 

A Portaria nº 190 não institui aprovação indiscriminada. O Regime de Progressão Parcial permite que o estudante avance de etapa com pendências em até cinco componentes curriculares, mas mantém a obrigação de recuperação dos conteúdos, participação em atividades específicas, acompanhamento pedagógico e avaliações complementares. A rede organiza turmas próprias para esse processo, disponibiliza professores-tutores e preserva a pendência até que a aprendizagem seja efetivamente recomposta. 

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A diferença, portanto, vai além da nomenclatura. O modelo baiano não elimina a responsabilidade do aluno; busca compartilhá-la com a escola e o Estado. Um estudante que domina a maior parte do currículo não precisa refazer integralmente o ano letivo em razão de dificuldades pontuais. Ele permanece com sua turma, preserva vínculos sociais e pedagógicos e recebe apoio direcionado nas áreas em que apresentou menor desempenho. 

A lógica da política parte de um princípio simples: quando um aluno não aprende, a responsabilidade não pode recair exclusivamente sobre ele. Reprovar e determinar a repetição integral do ano pode ser administrativamente mais simples, mas não resolve, por si só, as causas da defasagem educacional. Em muitos casos, a repetência contribui para o enfraquecimento do vínculo com a escola e aumenta o risco de abandono. 

Essa concepção integra uma estratégia mais ampla dos governos Jerônimo Rodrigues e Lula para articular permanência escolar, apoio financeiro e melhoria da aprendizagem. Em abril de 2026, o programa federal Pé-de-Meia atendia 566 mil estudantes baianos, oferecendo incentivos vinculados à matrícula, frequência, conclusão do ensino médio e participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). 

Na esfera estadual, o Bolsa Presença alcançava 366.821 estudantes no mesmo período, com repasses superiores a R$ 51 milhões por mês. Juntos, os programas enfrentam fatores frequentemente ignorados no debate sobre evasão escolar: trabalho precoce, insegurança alimentar, dificuldades de transporte e restrições econômicas que afastam milhares de jovens das salas de aula. 

A permanência, porém, não depende apenas da transferência de renda. Em 2025, o programa Mais Estudo ofertou 52 mil vagas de monitoria em língua portuguesa, matemática, biologia e iniciação científica, com investimento previsto de R$ 70,2 milhões. Trata-se justamente de uma política voltada à recuperação da aprendizagem — objetivo que Roma afirma defender, embora raramente o reconheça quando associado à gestão estadual. 

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A expansão do ensino em tempo integral também reforça esse cenário. Em 2025, a jornada ampliada ultrapassou 140 mil matrículas, crescimento de 73% em relação ao ano anterior. Em fevereiro de 2026, a rede estadual contava com mais de 690 escolas de tempo integral. A educação profissional passou a atender os 417 municípios baianos, somando cerca de 200 mil vagas presenciais em 574 unidades escolares e mais de 29 mil concluintes em 2025. Paralelamente, o Novo PAC previu R$ 2,21 bilhões para obras de infraestrutura educacional na Bahia, contemplando 225 intervenções em escolas e creches. 

Somam-se a essas iniciativas investimentos em alimentação escolar, transporte, busca ativa, avaliações diagnósticas, materiais pedagógicos e ações de recomposição das aprendizagens. Em abril de 2026, o governo estadual informou ter aplicado mais de R$ 9 bilhões em infraestrutura escolar entre 2023 e 2025, período em que 142 unidades foram modernizadas ou ampliadas e 106 novas escolas de tempo integral foram entregues. 

Nenhuma dessas medidas, isoladamente, explica o desempenho recente da rede. Os avanços observados decorrem da combinação entre apoio financeiro, expansão da infraestrutura, reforço escolar, ampliação do tempo integral e acompanhamento pedagógico. Esse conjunto ajuda a compreender a queda simultânea da evasão, da reprovação e do atraso escolar. 

Isso não significa que a educação baiana esteja livre de problemas ou que a progressão parcial dispense monitoramento rigoroso. O desafio permanece sendo assegurar a efetiva recuperação das pendências e garantir que a melhora dos indicadores de fluxo venha acompanhada de avanços consistentes na aprendizagem. Trata-se de um debate que exige evidências, avaliação e propostas concretas — não apenas slogans eleitorais. 

Ao reduzir a política à expressão “aprovação automática”, Roma desconsidera os mecanismos de acompanhamento, recuperação e corresponsabilidade previstos no modelo. Ao criticá-la exclusivamente na Bahia, silencia sobre experiências semelhantes implementadas por governadores do PL e de outras forças da direita. E, ao prometer a revogação da medida, deixa sem resposta uma questão central: como evitar que a repetência integral volte a afastar milhares de estudantes de suas turmas e, em muitos casos, da própria escola. 

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Eleições 2026

Pesquisa Opnus reforça força da aliança entre Jerônimo e Lula na Bahia, avalia Lídice da Mata

Deputada destaca liderança de Jerônimo Rodrigues nos cenários eleitorais e aponta influência decisiva do presidente Lula sobre o eleitorado baiano

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A deputada federal Lídice da Mata (PSB) destacou os resultados da pesquisa Opnus para o Governo da Bahia, divulgada pelo portal BNews,
Foto: Divulgação

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) destacou os resultados da pesquisa Opnus para o Governo da Bahia, divulgada pelo portal BNews, e afirmou que o levantamento evidencia a força da aliança entre o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo a parlamentar, a vantagem de Jerônimo sobre ACM Neto e o crescimento do governador nos cenários em que os apoios políticos são apresentados demonstram a relevância da liderança de Lula junto ao eleitorado baiano.

Lídice ressaltou que Jerônimo aparece à frente de ACM Neto na pesquisa espontânea, com 35% das intenções de voto, contra 30% do adversário. Na estimulada, o governador mantém a liderança, registrando 42%, frente aos 41% de Neto. Em outro cenário estimulado, Jerônimo amplia a vantagem, alcançando 43%, contra 40%. Já em uma simulação de segundo turno, o petista também surge numericamente à frente, com 45%, enquanto ACM Neto aparece com 44%.

De acordo com a deputada, os números ganham outra dimensão quando os eleitores são informados sobre os apoios políticos dos candidatos. Com o respaldo de Lula, Rui Costa e Jaques Wagner, Jerônimo alcança 48% das intenções de voto, enquanto ACM Neto fica com 38%. Em outro cenário estimulado, o governador chega a 51%.

“É muito expressivo o crescimento de Jerônimo quando o eleitor identifica que ele é o candidato de Lula”, afirmou Lídice.

Na avaliação da parlamentar, os resultados também refletem a disputa política que estará em jogo nas eleições.

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“Jerônimo é o candidato de Lula na Bahia, enquanto ACM Neto se apresenta como o candidato anti-Lula”, disse.

Para Lídice, essa diferença ajuda a explicar por que a presença do presidente impulsiona a candidatura de Jerônimo, enquanto a associação de seu adversário a outros grupos políticos não produz o mesmo efeito.

A deputada lembrou ainda que 65% dos entrevistados aprovam o governo Lula, enquanto 55% aprovam a gestão de Jerônimo Rodrigues. O mesmo percentual, de 55%, considera que o governador merece ser reeleito.

“A pesquisa mostra que Lula continua muito forte na Bahia e que essa força se reflete na candidatura de Jerônimo”, concluiu.

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Eleições 2026

Justiça Eleitoral lança nova versão da plataforma Fato ou Boato para reforçar combate à desinformação

Página foi modernizada com novos recursos de segurança, melhor desempenho e acesso ampliado a conteúdos verificados sobre o processo eleitoral

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A Justiça Eleitoral reformulou e atualizou a página Fato ou Boato para as Eleições 2026 com o objetivo de ampliar o
Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE

A Justiça Eleitoral reformulou e atualizou a página Fato ou Boato para as Eleições 2026 com o objetivo de ampliar o acesso da população a informações verificadas sobre o processo eleitoral e fortalecer o combate à desinformação.

A plataforma passou por adequações à identidade visual e por uma atualização tecnológica que modernizou sua estrutura, trazendo melhorias para a gestão de conteúdo. As mudanças reforçam a segurança do sistema, com avanços nos mecanismos de proteção, além de aumentar o desempenho da plataforma, tornando a navegação e o gerenciamento das informações mais ágeis e eficientes.

Criada em setembro de 2020, a página integra o Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação e é uma das principais iniciativas da Justiça Eleitoral para esclarecer informações falsas ou enganosas relacionadas às eleições. O portal também reúne conteúdos produzidos por instituições e agências de checagem que participam da rede nacional de verificação de informações sobre o processo eleitoral.

Na plataforma, os usuários podem pesquisar checagens e utilizar filtros por categorias, instituições e períodos, facilitando a consulta a conteúdos já verificados. A página também disponibiliza as checagens mais recentes e materiais educativos que ajudam a identificar notícias falsas e conteúdos enganosos.

Entre as orientações oferecidas estão a verificação da fonte da informação, a leitura completa das reportagens — sem se basear apenas nos títulos — e a conferência do endereço eletrônico dos sites consultados. A recomendação é redobrar a atenção antes de compartilhar conteúdos recebidos por redes sociais e aplicativos de mensagens.

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Rede de parceiros

O Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação conta com a participação de instituições públicas e privadas e mantém parceria com agências especializadas em checagem de fatos. Atualmente, integram a rede dez organizações: AFP, Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, E-farsas, Estadão Verifica, Fato ou Fake, Justiça Eleitoral e UOL Confere.

A atuação conjunta busca ampliar a circulação de informações verificadas e contribuir para que eleitoras e eleitores tenham acesso a conteúdo confiável durante o período eleitoral.

Urna eletrônica entre os principais alvos de notícias falsas

A urna eletrônica continua sendo um dos temas mais atingidos pela desinformação durante os períodos eleitorais. Por isso, a plataforma reúne esclarecimentos sobre diversas alegações falsas que circulam em sites, redes sociais e aplicativos de mensagens.

Entre os conteúdos já desmentidos estão afirmações de que as urnas eletrônicas seriam projetadas por empresas privadas ou estariam vulneráveis a ataques externos pela internet e a supostas fraudes internas.

Além disso, a página disponibiliza conteúdos específicos sobre a segurança do sistema eletrônico de votação e reúne vídeos educativos produzidos para ampliar o acesso da população a informações confiáveis.

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🔗 Acesse a plataforma: https://www.justicaeleitoral.jus.br/fato-ou-boato

Fonte: TSE
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Eleições 2026

“O povo brasileiro vai eleger Lula no primeiro turno”, afirma Rui Costa em Ribeira do Pombal

Candidato ao Senado pelo PT da Bahia, Rui destacou a transformação histórica na educação, impulsionada pela expansão dos institutos técnicos federais em todo o país

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Caravana do Time de Lula pelo semiárido baiano, que também passou pelas cidades de Itapicuru, Olindina, Nova Soure e Cipó

Mais de 10 mil pessoas participaram do ato político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, candidato à reeleição, na noite deste sábado (22), em Ribeira do Pombal. O comício marcou o encerramento da Caravana do Time de Lula pelo semiárido baiano, que também passou pelas cidades de Itapicuru, Olindina, Nova Soure e Cipó.

Marcando presença em todas as agendas do dia, o ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado pelo PT, Rui Costa, reforçou a convicção na vitória da chapa e projetou o resultado da eleição presidencial. “O povo brasileiro vai eleger Lula no primeiro turno”, afirmou em seu discurso em Ribeira do Pombal.

Citando os avanços na educação pública e a atenção social dada pelas gestões petistas, Rui lembrou que, antes do governo Lula, o Brasil contava com apenas 130 escolas técnicas federais, número que saltou para 730 unidades. Na Bahia, o estado passou de apenas uma instituição federal de ensino técnico para 37 unidades em funcionamento, além de oito em fase de construção, com entrega prevista até março de 2027.

Segundo Rui Costa, a origem humilde do presidente foi decisiva para a implementação dessas políticas públicas inclusivas, destacando a sensibilidade do projeto político em atender às demandas da população.

Encerrando a agenda, o ex-ministro lembrou a ligação afetiva com o município e a relevância de Lula para o país. “Eu vou falar aqui com uma emoção especial. Em 2014, quando Wagner me indicou para ser candidato a governador, nós fizemos o primeiro comício aqui em Pombal, e o carinho do povo daqui nunca saiu do meu coração”, declarou. Rui acrescentou que o presidente já está inscrito nos livros de história por transformar a realidade da Bahia, do Nordeste e do Brasil.

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