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Carnaval 2026

Carnaval da Bahia tem recorde de investimento em saúde

Com R$ 15 milhões empregados em ações estratégicas na capital e no interior, a festa contou com incremento de 189% em relação ao ano anterior 

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É um esforço histórico para assegurar cuidado, acolhimento e segurança para baianos e turistas”, destacou a secretária da Saúde
Fotos: Jamile Amine / Saúde GovBA

“A ampliação dos investimentos permitiu estruturar um conjunto integrado de ações, com presença tanto na capital quanto no interior, garantindo prevenção, diagnóstico precoce, assistência e resposta rápida em saúde durante o maior evento popular do estado. É um esforço histórico para assegurar cuidado, acolhimento e segurança para baianos e turistas”, destacou a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana. 

Durante a folia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) realizou 34.672 testes rápidos para detecção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) em seis postos de testagem instalados nos municípios de Salvador, Itabuna, Juazeiro, Porto Seguro e Brumado. A mobilização resultou em aumento de 91% no número de exames realizados em relação ao ano passado. Dentro da estratégia de prevenção, também foram distribuídos cerca de 1,2 milhão de preservativos e 1.382 autotestes de HIV, além de insumos de prevenção como PEP e PrEP. 

A campanha de doação de sangue da Fundação Hemoba também apresentou resultados expressivos, com a arrecadação de 1.584 bolsas de sangue, o que representa aumento de 375,7% em relação a 2025, quando foram coletadas 333 bolsas. O desempenho é resultado da intensificação das ações de mobilização e do reforço dos serviços durante o período do Carnaval, tanto na capital quanto no interior do estado — estratégia fundamental para fortalecer os estoques e assegurar o atendimento à demanda da rede hospitalar. 

O reforço nos plantões também garantiu equipe técnica de prontidão nas unidades de saúde do Estado, assegurando atendimento rápido e eficaz tanto para as 127 ocorrências registradas nos circuitos da folia quanto para as demais demandas emergenciais de baianos e visitantes. Somente no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, foram atendidas 80 ocorrências relacionadas à festa ao longo dos seis dias de Carnaval. 

A estratégia do Governo do Estado incluiu ainda o Centro de Atendimento a Múltiplas Vítimas do HGE, que permaneceu de prontidão para qualquer acidente grave. A unidade, que não precisou ser acionada, dispõe de equipes especializadas e estrutura para resposta imediata, com capacidade de atender até 60 pacientes simultaneamente em casos de emergência com múltiplas vítimas. 

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Na capital, a Sesab também manteve em funcionamento 24 horas o serviço de Assistência à Mulher Exposta à Violência Sexual (AME), localizado no Hospital da Mulher. Durante o Carnaval de 2026, não houve registro de atendimentos no serviço, que conta com equipe multiprofissional formada por assistente social, psicólogo e ginecologista, garantindo acolhimento humanizado, apoio psicológico, assistência clínica e tratamento adequado às mulheres. 

Carnaval 2026

‘Meu Corre Decente’ coleta mais de 140 toneladas de recicláveis e reforça impacto ambiental e social

Com atuação integrada do Governo do Estado e cooperativas, projeto garante renda, organização e dignidade para catadores durante a folia

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último dia do Carnaval da Bahia, o trabalho nas Centrais de Apoio do projeto Meu Corre Decente segue em ritmo intenso.
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Enquanto a festa se despede oficialmente das ruas de Salvador nesta terça-feira (17), último dia do Carnaval da Bahia, o trabalho nas Centrais de Apoio do projeto Meu Corre Decente segue em ritmo intenso. Entre o som dos trios e a dinâmica da triagem, mais de 140 toneladas de resíduos recicláveis já foram coletadas desde o início da folia.

O resultado é fruto da atuação integrada do Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), com apoio de outras secretarias e das cooperativas de catadores, que sustentam na prática a economia circular durante a maior festa popular do estado.

O alumínio, material com alto índice de reaproveitamento, permanece como o mais valorizado financeiramente, enquanto o plástico e o PET garantem volume e constância, ampliando o retorno econômico para quem vive da reciclagem.

Fiscalização, direitos e resultados

Para o fiscal da Sema, Guido Brasileiro, o projeto supera a lógica da limpeza urbana e se afirma como política pública estruturante. “O Meu Corre Decente atua em duas frentes fundamentais: na mitigação ambiental, ao evitar que toneladas de resíduos sigam para aterros, reduzindo emissões de gases de efeito estufa, e na adaptação social, ao dar visibilidade, apoio e dignidade a trabalhadores que historicamente ficaram à margem”, explica.

A fiscal do Inema, Eliesandra dos Santos, que atua no ponto de apoio de Cajazeiras desde o início da operação, destaca que o projeto também tem sido porta de entrada para novos trabalhadores da reciclagem. “Até ontem, no final do meu expediente, já tínhamos 57 pessoas cadastradas aqui. São catadores da própria região, muitos que ainda não tinham vínculo com cooperativa e passaram a conhecer esse trabalho agora”, relata.

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Segundo ela, o fluxo aumenta no período noturno, quando a festa ganha força. A Central, instalada pela primeira vez neste ano no bairro de Cajazeiras, exigiu ainda uma atuação ativa das equipes para garantir visibilidade e orientar os catadores sobre o funcionamento do ponto.

A fiscalização também abrange a correta pesagem dos materiais, o pagamento imediato e o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “Observamos se a pesagem está correta, se os pagamentos estão sendo feitos na hora, se os EPIs foram entregues e estão sendo utilizados. Também sistematizamos os dados de coleta por tipo de material, o que permite avaliar o impacto real do projeto”, detalha a assessora jurídica da Procuradoria da Sema, Daiana de Jesus.

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Carnaval 2026

Pipoca do Olodum arrasta multidão e transforma o Campo Grande em celebração do samba‑reggae

Com tema sobre máscaras africanas, bloco encerra participação no Carnaval 2026 com forte adesão popular e espetáculo cultural no Circuito Osmar

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A tradicional pipoca do Olodum tomou conta do Circuito Osmar (Campo Grande) nesta terça-feira de Carnaval (17), transformando o percurso
Fotos: Ascom SecultBA

A tradicional pipoca do Olodum tomou conta do Circuito Osmar (Campo Grande) nesta terça-feira de Carnaval (17), transformando o percurso em um verdadeiro espetáculo de ritmo, dança e celebração da cultura afro‑brasileira. Em uma das saídas mais aguardadas da folia, o bloco reuniu milhares de foliões em um cortejo marcado pela força de sua imponente ala de percussão, pelos bailarinos coreografados e pela energia contagiante do samba‑reggae.

Sem cordas, a apresentação reforçou o caráter popular e democrático da pipoca, aproximando músicos e público em uma experiência coletiva guiada pelo som marcante dos tambores e pela identidade visual que consolidou o grupo no cenário mundial. Ao longo do desfile, os foliões acompanharam o trio em coro, cantando grandes sucessos da banda, como “Fulalá”, “Requebra” e “Revolta do Olodum”.

No Carnaval 2026, o Olodum levou para a avenida o tema “Máscaras Africanas: Magia e Beleza”, destacando referências à ancestralidade e à diversidade cultural do continente africano — elementos que também inspiraram os figurinos e as coreografias apresentadas durante o cortejo.

A saída desta terça marcou o encerramento da programação do bloco na folia, que foi marcada por grande adesão popular e pelo sucesso das apresentações ao longo dos dias de festa. O Olodum foi um dos blocos contemplados pelo programa Ouro Negro, iniciativa do Governo do Estado que apoia entidades de matriz africana e fortalece a presença da cultura afro no Carnaval de Salvador.

Entre os foliões, o auxiliar administrativo Ricardo Wagner, 44 anos, destacou a emoção de acompanhar o grupo na avenida. “Olodum não é só música, é algo que não consigo explicar muito. Só sinto e me emociono. Quando os tambores começam, a gente sente no corpo inteiro. Todo ano faço questão de vir”, afirmou.

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A vendedora Flávia Vieira, 38 anos, que acompanhava o desfile ao lado do companheiro, também celebrou a experiência. “A energia deles é diferente de tudo. A gente vem pelo som, mas sai renovado. É uma paixão que só cresce”, disse.

Fundado em 1979, no Pelourinho, o Olodum consolidou-se como um dos principais símbolos culturais de Salvador, unindo música, identidade e atuação social. No Carnaval, sua pipoca segue como um dos momentos mais esperados do circuito, reafirmando a força do bloco e sua capacidade de mobilizar multidões ao som dos tambores que ecoam a história e a cultura afro‑brasileira.

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Carnaval 2026

Patrulha Inclusiva estreia na festa e reforça acessibilidade nos circuitos

Equipes especializadas atuam para garantir segurança, acolhimento e circulação de pessoas com deficiência na folia de 2026

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chama atenção no Carnaval da Bahia 2026: a Patrulha Inclusiva. A iniciativa inédita do Governo do Estado chega aos circuito
Foto: Tom Rodrigues

No meio da multidão, entre trios elétricos e portais de acesso, uma nova presença chama atenção no Carnaval da Bahia 2026: a Patrulha Inclusiva. A iniciativa inédita do Governo do Estado chega aos circuitos com uma missão clara — garantir inclusão, acessibilidade e cidadania para pessoas com deficiência (PcD). 

A coordenadora da patrulha, tenente-coronel Ivana, explica que o atendimento pode partir tanto da equipe quanto do próprio folião que precise de apoio. “Pode ser uma demanda espontânea: o policial, ao ver um usuário de cadeira de rodas, procura saber se há alguma necessidade. Ou pode ser ao contrário: um usuário de cadeira de rodas ou outra pessoa com qualquer tipo de deficiência pode procurar as patrulhas, que já estão devidamente orientadas para dar suporte dentro do circuito do Carnaval”. 

Ao todo, 25 patrulhas foram capacitadas pela Secretaria da Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH) e atuam estrategicamente em pontos de grande circulação, como portais de acesso, áreas próximas a camarotes acessíveis, espaços destinados a permissionários com deficiência e nas imediações dos postos do Plantão Integrado dos Procons dos circuitos. 

Para o superintendente das Pessoas com Deficiência da SJDH, Marcelo Zig, a iniciativa garante um novo sentimento de pertencimento. “É um sentimento de pertencimento que eu ainda não havia vivenciado no Carnaval de Salvador, que garante a permanência, garante a circulação e, por meio dessa ação, o Governo do Estado diz para a pessoa com deficiência — e para a sociedade em geral — que o Carnaval, a festa popular, também deve e é território da pessoa com deficiência”. 

Entre os foliões beneficiados está Marivaldo Brito, eletricista e cadeirante. Durante o circuito, ele foi acompanhado pela patrulha e avaliou de forma positiva a iniciativa. “Assim nos sentimos mais acolhidos”, afirmou. 

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Suporte diversificado 

Quem precisar do apoio da Patrulha Inclusiva durante o Carnaval pode acionar o serviço pelo telefone 71 98196-5744. A atuação contempla diferentes tipos de deficiência. 

A estudante Cristiane Oliveira, que tem deficiência visual, foi acompanhada pela equipe durante o circuito e destacou a importância do suporte para circular com mais segurança e tranquilidade em meio à multidão. 

“Para mim é um divisor de águas, porque imagine estar aqui nesse barulho todo e, de repente, se perder de quem está te conduzindo. Como é que você se acha, sem enxergar, nessa multidão? A gente tem a quem pedir socorro. É só pegar o celular e chamar a Patrulha Inclusiva”, explicou. 

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