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Economia

Bahia impulsiona cadeia produtiva do cacau com investimentos e políticas públicas

Bahia impulsiona cadeia produtiva do cacau com investimentos e políticas públicas

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No primeiro dia da ExpoCacau 2025, nesta terça-feira (26), ficou evidente que a cadeia produtiva do cacau vive um novo ciclo de expansão na
Foto: Divulgação Seagri 

No primeiro dia da ExpoCacau 2025, nesta terça-feira (26), ficou evidente que a cadeia produtiva do cacau vive um novo ciclo de expansão na Bahia, apoiado por investimentos do Governo do Estado e políticas públicas voltadas para inovação, produtividade e sustentabilidade, aliadas ao compromisso dos pequenos, médios e grandes produtores. O evento é promovido pela CocoaAction Brasil e reúne, até o dia 28, empresas, produtores, instituições públicas e organizações da sociedade civil, nacionais e internacionais. 

Na cerimônia de abertura, representando o governador Jerônimo Rodrigues, o secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, destacou o compromisso do Governo com o fortalecimento da cadeia produtiva do cacau, ressaltando investimentos e políticas públicas que vêm transformando o setor. 

“Estamos falando de um novo cenário da região cacaueira, avançando com programas de melhoramento genético, ações de defesa fitossanitária e iniciativas que valorizam a produção e agregam valor ao cacau e seus derivados, abrindo espaço para mais competitividade e qualidade. Hoje, a Bahia não é apenas o maior produtor de cacau do Brasil, mas também um polo de inovação onde a tradição do campo se conecta à indústria, gerando emprego, renda e desenvolvimento sustentável”, afirmou Barrozo. 

Durante quatro dias, produtores, pesquisadores, investidores e instituições irão se encontrar em um mesmo espaço, que une feira de negócios, o 7º Fórum Anual do Cacau, oficinas práticas e visitas técnicas. “A proposta é conectar soluções tecnológicas e experiências de gestão diretamente ao campo, impulsionando parcerias, novos investimentos e crescimento econômico. Criar pontes para que o cacau brasileiro conquiste ainda mais espaço no mercado mundial”, explicou o diretor da CocoaAction Brasil, Pedro Ronca. 

Mais do que um evento setorial, a ExpoCacau se consolida como palco de inovação e oportunidades, apontando caminhos para que o cacau baiano siga sendo referência no Brasil e no mundo, não apenas pela qualidade de seu fruto, mas também pelo compromisso com o futuro sustentável da agricultura. 

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Base produtiva diversificada 

Hoje, a Bahia conta com 69 mil estabelecimentos rurais cultivando cacau, sendo 53 mil ligados à agricultura familiar. Esse cenário é fruto de uma nova dinâmica de produção e políticas públicas descentralizadas, diferentes do modelo concentrado em grandes propriedades das décadas de 1970 a 1990. 

Na oportunidade, o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (Car), Jeandro Ribeiro, destacou investimentos e programas como o ‘Parceiros da Mata’, que destinará R$ 740 milhões, em três anos, para projetos de desenvolvimento sustentável em 600 comunidades rurais em regiões do bioma Mata Atlântica. “Já identificamos e definimos as comunidades beneficiadas, alcançando 77 municípios e 88 mil famílias com assistência técnica e investimentos estruturantes, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA)”. 

Lanns Almeida, superintendente da Bahiater completou que são mais de R$ 135 milhões aplicados diretamente na matriz do cacau por meio de editais, somados a R$ 116 milhões do Plano Safra 2025 em crédito exclusivo para a agricultura familiar. “Estamos diante de uma grande revolução no sistema Cabruca, com ações concretas que fortalecem da base produtiva”. 

Economia

Receita Federal libera consulta ao último lote da restituição do Imposto de Renda 2026

Mais de 521 mil contribuintes serão contemplados; pagamento será realizado em 31 de agosto, com prioridade para idosos, pessoas com deficiência, professores e usuários da declaração pré-preenchida com Pix 

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A Receita Federal libera, nesta segunda-feira (24), a consulta ao quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda 2026.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal libera, nesta segunda-feira (24), a consulta ao quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda 2026. Ao todo, 521.935 contribuintes serão contemplados, com o pagamento de R$ 1,24 bilhão, incluindo restituições residuais de exercícios anteriores. 

A consulta pode ser feita no portal da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda”, seguida do botão “Consultar a Restituição”. O serviço também está disponível no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. 

Do montante total liberado, R$ 704,12 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal ou preferência definida pelos critérios adotados pelo Fisco. 

A distribuição das restituições será a seguinte: 

  • 338.912 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber a restituição via Pix; 
  • 86.873 contribuintes com idade entre 60 e 79 anos; 
  • 43.502 contribuintes sem prioridade legal; 
  • 26.769 contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério; 
  • 16.850 contribuintes com mais de 80 anos; 
  • 9.029 contribuintes com deficiência física ou mental ou portadores de doença grave. 
Menos lotes em 2026 

Neste ano, a Receita Federal reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituição, com pagamentos realizados nos meses de maio, junho, julho e agosto. 

Segundo o órgão, os dois primeiros lotes concentraram cerca de 80% das restituições previstas para 2026, tanto em valores quanto em número de beneficiários. A medida foi possível graças à maior agilidade no processamento das declarações e ao avanço dos sistemas de automação. 

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Pagamento será feito em 31 de agosto 

O crédito será efetuado em 31 de agosto, na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte na declaração. 

Quem não estiver contemplado neste lote deve acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para verificar o extrato da declaração. Caso exista alguma pendência, é possível enviar uma declaração retificadora e aguardar os próximos lotes residuais. 

Se a restituição não for depositada por motivo como conta desativada, o valor ficará disponível para resgate por até um ano no Banco do Brasil. O agendamento do crédito poderá ser feito pelo Portal BB ou pelos canais de atendimento da instituição. 

Após um ano sem resgate, o contribuinte deverá solicitar o valor por meio do Portal e-CAC, acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, na opção “Meu Imposto de Renda”, e selecionando “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”. 

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Cira recupera mais de R$ 12 milhões e amplia ações contra sonegação fiscal na Bahia em 2026

Comitê interinstitucional avalia resultados do primeiro semestre e define novas estratégias para fortalecer a arrecadação estadual e a recuperação de ativos

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O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) realizou, nesta terça-feira (18), uma reunião na sede do Tribunal de Justiça
Foto: Filipe Nobre/Ascom SefazBa

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) realizou, nesta terça-feira (18), uma reunião na sede do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), em Salvador, para avaliar os resultados das ações desenvolvidas ao longo de 2026 e definir novas estratégias para intensificar o enfrentamento à sonegação fiscal e ampliar a recuperação de ativos até o fim do ano.

No primeiro semestre, a força-tarefa do Cira deflagrou duas grandes operações, denominadas Ágora e Khalas, e recuperou diretamente mais de R$ 12 milhões para o fisco estadual. O grupo atuou em 58 novas notícias-crime, além das que já estavam sob sua competência, envolvendo valores superiores a R$ 431,9 milhões. As notícias-crime resultam na instauração de procedimentos investigatórios criminais ou inquéritos policiais, que podem originar novas ações de combate à sonegação fiscal.

No mesmo período, foram instaurados 16 Procedimentos Investigatórios Criminais (PICs) e oito inquéritos policiais, além da proposição de 21 medidas cautelares. A atuação integrada também resultou na realização de 23 oitivas conjuntas. Segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos do Ministério Público da Bahia (Gaesf), promotor de Justiça Alex Neves, essa estratégia deverá ser ampliada nos próximos meses. Durante o encontro, ele apresentou os resultados alcançados e destacou o potencial de expansão das ações no segundo semestre.

A reunião contou com a presença do presidente do TJBA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano; do procurador-geral de Justiça, Pedro Maia; do secretário estadual da Fazenda e presidente do Cira, Manoel Vitório; do secretário-geral do Comitê, promotor de Justiça Hugo Casciano Sant’Anna; dos desembargadores Geder Gomes, Lidivaldo Reaiche e Maria de Lourdes Pinho Medauar; do juiz assessor da Presidência II do TJBA para Assuntos Institucionais, Sadraque Oliveira Rios Tognin; além dos secretários estaduais Marcelo Werner (Segurança Pública) e Rodrigo Pimentel (Administração), entre outras autoridades e representantes das instituições que integram o Comitê.

Entre os temas debatidos estiveram o desempenho da arrecadação estadual, as medidas administrativas voltadas ao enfrentamento da omissão de pagamento do Diferencial de Alíquota do ICMS (Difal), a adoção de Regime Especial de Fiscalização em casos de débito declarado e o fortalecimento das oitivas integradas promovidas pelo Cira. A expectativa é de que novas operações sejam deflagradas nos próximos meses.

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Durante a reunião, o superintendente de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda, José Luiz Santos Souza, apresentou os resultados da arrecadação estadual entre janeiro e julho, além das ações adotadas para combater a omissão de pagamento do Difal e de débitos declarados.

Para o presidente do TJBA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, os resultados demonstram a relevância da atuação conjunta entre os órgãos públicos. “Recuperar ativos significa recuperar a capacidade do Estado de investir em saúde, educação, segurança, infraestrutura e em tantas outras áreas essenciais à população”, afirmou.

O supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), desembargador Geder Gomes, ressaltou a importância da participação do Judiciário nos trabalhos do Comitê. “É muito importante a participação do Poder Judiciário nas definições da política de Estado que diz respeito à recuperação de ativos”, pontuou.

O procurador-geral de Justiça Pedro Maia destacou os resultados alcançados e defendeu a intensificação das atividades do Cira nos próximos meses, combinando medidas repressivas e consensuais para fortalecer a arrecadação estadual.

Já o presidente do Cira e secretário da Fazenda, Manoel Vitório, afirmou que o trabalho do Comitê tem sido fundamental para a Administração Pública Estadual há mais de uma década. Segundo ele, as ações contribuem para intensificar o combate à sonegação, garantir a concorrência leal entre as empresas e preservar o equilíbrio das contas públicas.

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Por sua vez, o secretário-geral do Comitê, promotor de Justiça Hugo Casciano Sant’Anna, destacou a necessidade de ampliar as estratégias de transação fiscal para alcançar contribuintes cujos gestores respondem a ações penais relacionadas a créditos fiscais de difícil recuperação.

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Economia

Bahia amplia política de Economia Solidária com adesão de 27 municípios 

Estratégia fortalece parceria entre Estado e prefeituras para ampliar geração de renda, inclusão social e desenvolvimento sustentável 

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A política de Economia Solidária ganhou novo impulso na Bahia com a adesão de 27 municípios à estratégia de municipalização. Prefeitos,
Foto: Jeane Abreu/GOVBA

A política de Economia Solidária ganhou novo impulso na Bahia com a adesão de 27 municípios à estratégia de municipalização. Prefeitos, secretários municipais e representantes da sociedade civil participaram, nesta sexta-feira (14), de um ato realizado em Salvador que marcou a ampliação da atuação conjunta entre o Governo do Estado e as administrações municipais. 

A iniciativa tem como objetivo fortalecer ações voltadas à geração de trabalho e renda, à inclusão social e ao desenvolvimento sustentável nos territórios baianos. 

Com a adesão, os municípios passam a integrar a estratégia estadual e terão acesso a iniciativas destinadas ao fortalecimento de cooperativas, associações, grupos produtivos, empreendimentos da agricultura familiar, bancos comunitários e espaços de comercialização solidária. 

Atualmente, a política estadual de Economia Solidária já beneficiou mais de 23 mil baianos. A rede conta com 23 Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol), distribuídos em 24 territórios de identidade, prestando atendimento a cerca de 2,5 mil empreendimentos em todo o estado. 

A municipalização também amplia o alcance de ações de qualificação profissional, assistência técnica e apoio à comercialização, além de contribuir para o fortalecimento da organização coletiva dos trabalhadores. 

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A estratégia está alinhada à Lei Paul Singer, que institui o Sistema Nacional de Economia Solidária, e busca promover o desenvolvimento econômico aliado à inclusão social, à preservação ambiental e à valorização dos direitos dos trabalhadores. 

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