Política
Bahia Pela Paz é discutido entre secretarias de Estado, Legislativo e Judiciário
O planejamento para 2025 e 2026 também foi apresentado durante o encontro presidido pelo governador Jerônimo Rodrigues
A 7ª Reunião Ordinária do Comitê de Governança do Programa Bahia pela Paz foi realizada nesta terça-feira (25), no Ministério Público da Bahia (MPBA), no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador. O encontro, conduzido pelo governador Jerônimo Rodrigues, reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para discutir os avanços e desafios do programa, além do planejamento para 2025 e 2026.
O governador destacou a necessidade de um trabalho integrado entre os órgãos para a redução da violência no estado. “O Bahia Pela Paz não é apenas um programa de segurança pública, mas uma estratégia ampla que envolve prevenção, justiça e reintegração social. Estamos fortalecendo políticas que garantam mais oportunidades e direitos para a população”, afirmou.
A reunião discutiu o plano de ações integradas do programa, que visa promover direitos, prevenir a violência, enfrentar a violência letal e gerenciar a reincidência criminal, com um investimento superior a R$ 295 milhões para 2025 e 2026. O plano inclui ações concretas para garantir a eficácia do programa, além de fortalecer a articulação entre os diversos órgãos envolvidos. Também foi proposta a criação da Política Estadual de Alternativas Penais, que busca reduzir a superlotação carcerária por meio de penas e medidas alternativas, promovendo a reintegração social e a redução da criminalidade, além de contribuir para uma abordagem mais humanizada e eficiente no sistema de justiça.
Coordenador do programa, o secretário de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, apresentou as ações do projeto Coletivos Bahia pela Paz, que incluem a autorização para a implantação de 24 coletivos em comunidades prioritárias, a contratação e capacitação de profissionais e o fortalecimento da formação de policiais. “Nosso plano de ações integradas é fruto de uma construção coletiva e participativa, alinhado com os objetivos de garantir direitos, prevenir a violência, enfrentar a violência letal e gerenciar a reincidência criminal”, destacou Felipe.
A Defensoria Pública Estadual (DPE) também expôs os resultados do Projeto Renovar, que atendeu familiares de internos do sistema prisional, realizou exames de DNA e promoveu o reconhecimento de paternidade para fortalecer vínculos familiares e reduzir a reincidência criminal.
A defensora pública geral, Firmiane Venâncio, destacou a relevância do programa Bahia pela Paz na construção de uma sociedade mais justa e segura: “A iniciativa é fundamental para fortalecer a justiça social e ampliar o acesso a direitos, promovendo soluções que vão além da punição e contribuam para a reintegração e a prevenção da violência.” O procurador-geral de Justiça, Pedro Maia, ressaltou a necessidade de uma abordagem integrada para a segurança pública: “O enfrentamento à criminalidade exige um trabalho conjunto entre diferentes instituições, unindo prevenção, justiça e inclusão social para resultados mais eficazes e duradouros.”
Investimentos em Segurança
O titular da SSP, Marcelo Werner, apresentou um balanço dos investimentos realizados em 2024. No período, foram entregues 106 unidades policiais e adquiridos 1.498 veículos, mais de 1.895 armamentos e 15 mil coletes balísticos. Além disso, 6.671 novos profissionais foram convocados, e avanços tecnológicos foram implementados, como a radiocomunicação digital em 200 municípios e o sistema de reconhecimento facial, que localizou 1.132 foragidos apenas em 2024. Para 2025, estão previstas novas vagas na Polícia Civil, além da realização de concursos para médicos e dentistas no Corpo de Bombeiros e na Polícia Militar.
Entre os presentes estavam a defensora pública geral da Bahia, Firmiane Venâncio; o procurador-geral de Justiça, Pedro Maia; a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), Ivana Bastos; e o desembargador Geder Gomes, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).Também participaram os secretários da Saúde, Roberta Santana; do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Augusto Vasconcelos; da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Fabya Reis; de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Angela Guimarães; de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), José Carlos Souto Filho; de Políticas para a Juventude (Cojuve), Nivaldo Millet; de Comunicação (Secom), Luciano Suedde; e o Chefe de Gabinete do Governador, Maurício Weidgenant.
Política
Plano Municipal de Saúde aponta falhas no combate à dengue em Salvador, denuncia parlamentar
Dados oficiais revelam baixa cobertura de inspeção, falhas em ações de bloqueio e vacinação inferior a 3% na capital baiana
A deputada federal Lídice da Mata (PSB) denunciou que os dados do Plano Municipal de Saúde 2026–2029, elaborado pela Prefeitura de Salvador, evidenciam falhas estruturais no enfrentamento à dengue na capital baiana.
De acordo com informações da própria Secretaria Municipal de Saúde, entre 2014 e 2023 foram registrados 52.547 casos da doença e 30 óbitos. No período, Salvador ultrapassou o limite epidêmico em três ocasiões — em 2019, 2020 e 2023 — o que indica um padrão recorrente de surtos.
Um dos principais pontos críticos destacados é a baixa cobertura de inspeção predial, que alcançou apenas 56,5%, percentual bem abaixo dos 80% recomendados pelo Ministério da Saúde. A medida é considerada fundamental para a identificação e eliminação de focos do mosquito transmissor.
O plano também revela elevados índices de infestação do Aedes aegypti em pontos estratégicos, como borracharias e cemitérios, com registros até 13 vezes superiores ao nível de alerta, o que favorece a manutenção da transmissão da doença.
Outro dado considerado preocupante diz respeito às ações de bloqueio: um em cada quatro casos passíveis de intervenção não recebeu resposta adequada. Além disso, a cobertura vacinal contra a dengue, iniciada em 2024, alcançava apenas 2,98% até julho de 2025.
Para Lídice da Mata, os números demonstram que o enfrentamento às arboviroses em Salvador tem sido insuficiente em etapas essenciais, como vigilância, prevenção e resposta rápida. A parlamentar defende o reforço das ações territoriais como medida necessária para conter o avanço da doença na capital.
Política
Bahia investe R$ 50 bilhões em dez anos e mantém protagonismo nacional em investimentos públicos
Estado ocupa segundo lugar no ranking nacional entre 2015 e 2025 e apresenta queda consistente no nível de endividamento
A Bahia investiu R$ 50,02 bilhões entre 2015 e 2025 e manteve, ao longo do período, o segundo lugar no ranking nacional de investimentos públicos estaduais. Em 2025, o governo baiano chegou a ocupar temporariamente a liderança nacional, superando São Paulo, que, no entanto, consolidou-se como o maior investidor da última década, com um total de R$ 118,42 bilhões aplicados.
Em termos proporcionais, o desempenho da Bahia se destaca ainda mais. Com um orçamento cerca de cinco vezes menor que o paulista, o estado investiu pouco menos da metade do volume total aplicado por São Paulo, evidenciando maior esforço relativo na destinação de recursos para investimentos.
Outros estados de grande peso econômico ficaram atrás da Bahia no período analisado. Minas Gerais, terceiro colocado no ranking, investiu R$ 38,61 bilhões entre 2015 e 2025, enquanto o Rio de Janeiro, em quarto lugar, somou R$ 36,11 bilhões. O Rio Grande do Sul não figura entre os dez maiores investidores da década, com um total de R$ 15,91 bilhões.
Os dados foram levantados pela Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-Ba), com base no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), plataforma oficial mantida pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Efeitos dos investimentos
O secretário da Fazenda, Manoel Vitório, destaca que os investimentos realizados pelo Estado geram impactos positivos em diversas dimensões. “Os investimentos, em primeiro lugar, representam recursos injetados diretamente na economia, criando empregos e fomentando a renda”, afirmou. “Além disso, fortalecem a capacidade de prestação de serviços à população e ampliam a infraestrutura, melhorando as condições de vida dos baianos.”
Segundo Vitório, os aportes também contribuem para a transformação do perfil econômico do estado. A ampliação da rede de hospitais e policlínicas, a implantação de escolas de tempo integral, o reforço nos equipamentos de segurança e os investimentos em infraestrutura — como rodovias, sistemas hídricos, ações de enfrentamento à seca, urbanização e mobilidade — tornam a Bahia cada vez mais atrativa para investidores.
Nesse contexto, o secretário cita a chegada de empreendimentos de grande porte e perfil inovador, como a fábrica da BYD em Camaçari, como reflexo de um estado que se estruturou para oferecer condições adequadas à instalação de empresas de padrão internacional.
Redução da dívida
Em contraste com o crescimento do volume de investimentos, o endividamento do Estado apresentou trajetória de queda na última década. A relação entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida passou de 59,4% em 2015 para 36% em 2025.
Mesmo com a contratação de novas operações de crédito, a dívida estadual manteve tendência de redução em 2025, encerrando o exercício em R$ 34,7 bilhões em compromissos com credores internos e externos, ante R$ 35,3 bilhões registrados ao final de 2024. A queda foi de 1,5% em termos nominais e de 6% quando considerada a inflação do período.
Política
Rui Costa expõe indicadores críticos da educação em Salvador e cobra comprometimento da gestão municipal
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda, pré-candidato ao Senado aponta baixa oferta de creches e último lugar em alfabetização na idade certa
O pré-candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa, criticou os indicadores da educação em Salvador e apontou falhas na condução da política educacional do município. As declarações foram feitas em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira.
Na gravação, Rui Costa resgata promessas feitas em campanhas anteriores sobre a ampliação da oferta de creches e afirma que a realidade atual da capital baiana revela um cenário preocupante. “Salvador tem um problema muito sério de creches. Hoje, 63% das crianças não têm acesso à creche; estão excluídas da educação infantil”, destacou.
O ex-ministro da Casa Civil também chama a atenção para o desempenho da cidade em levantamentos nacionais. “Salvador está entre as piores capitais em oferta de creches no nosso país”, afirmou.
Ao abordar a alfabetização, Rui Costa reforça as críticas e aponta que a capital baiana ocupa a última colocação no Brasil nesse indicador. “Salvador está entre as piores capitais do Brasil em alfabetização na idade certa. Está em último lugar no país”, disse.
Para ele, os dados refletem falhas na gestão municipal ao longo dos últimos anos. “Isso é falta de compromisso com a maioria das nossas crianças e dos nossos jovens. Falta de compromisso de quem governa essa cidade há 16 anos, de quem promete e grava muitos vídeos, mas tem feito muito pouco pelo povo que mais precisa”, declarou.
Ao final do vídeo, Rui Costa apresenta imagens de escolas construídas durante sua gestão, destacando ações realizadas na área da educação na capital baiana.
Assista o vídeo: https://www.instagram.com/reel/DX6aynfu_cc/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==
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