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Agricultura

Feira Agroecológica gera renda e transforma vidas em Iaçu

A feira oferece uma grande variedade de produtos direto da produção rural local

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No município de Iaçu, no território Piemonte do Paraguaçu, a economia local foi fortalecida com a Feira Agroecológica,
Fotos: Divulgação/ Secretaria de Agricultura de Iaçu

No município de Iaçu, no território Piemonte do Paraguaçu, a economia local foi fortalecida com a Feira Agroecológica, que acontece na Praça dos Ferroviários, no centro da cidade. Os benefícios não são apenas materiais, mas também de transformação de vidas. A história do agricultor familiar, Inaldo Oliveira Santana, exemplifica o sucesso da comercialização de produtos por meio da feira.

“A feira tem sido uma grande oportunidade para divulgar nossos produtos. A cada dia, conseguimos atrair mais clientes. Antes, eu trabalhava como pedreiro, mas agora só me dedico à produção de ovos de galinha no sítio”, comentou. A produção de ovos do agricultor foi viabilizada após a chegada de 20 kits de avicultura no município, uma entrega realizada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com o Consórcio Chapada Forte.

Além dos ovos, a feira agroecológica de Iaçu oferece uma grande variedade de produtos direto da produção rural local, como frutas, verduras, farinha, requeijão, bolos, caldo de aipim e muito mais. Paulo Cézar Silistrino, agricultor e cooperado da Cooperativa Agropecuária dos Agricultores Familiares de Iaçu (Coopafiaçu), uma das organizadoras da feira, destaca a importância dessa iniciativa para o município.

“Com a feira, conseguimos vender nossos produtos a preços mais acessíveis aqui na cidade. É uma vantagem, pois garante uma renda que antes não tínhamos. Hoje, conseguimos até contratar mão-de-obra para ajudar nas plantações, o que antes era bem difícil”, afirmou Paulo.

A transformação econômica no município é confirmada pela secretária de Agricultura, Desenvolvimento Rural e Meio Ambiente de Iaçu, Micherlanne Ferraz. “O impacto dessa feira vai muito além da geração de renda. Ela fortalece a economia local, amplia as oportunidades para os agricultores familiares e impulsiona o desenvolvimento socioeconômico da região. Além disso, consolida-se como um espaço de valorização da produção local e do consumo consciente, estimulando a sustentabilidade e o crescimento do setor agrícola em Iaçu”, ressaltou.

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A Feira Agroecológica de Iaçu acontece todas as quartas-feiras, das 7h às 12h, na Praça dos Ferroviários, no centro do município.

Agricultura

Bahia celebra avanços na produção de queijos no Dia Mundial do Queijo

Estado conquista reconhecimento nacional e internacional com políticas públicas que fortalecem agricultura familiar e cadeia do leite

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A produção de queijos na Bahia vive um momento de destaque e reconhecimento. Neste Dia Mundial do Queijo, celebrado nesta terça-feira
Fotos: Acervo Coopag

A produção de queijos na Bahia vive um momento de destaque e reconhecimento. Neste Dia Mundial do Queijo, celebrado nesta terça-feira (20/02), o estado comemora avanços expressivos no setor, impulsionados por políticas públicas estratégicas voltadas à agricultura familiar e ao sistema produtivo do leite, executadas pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). Nos últimos anos, mais de 90 empreendimentos familiares receberam apoio direto para fortalecer a produção de queijos e outros derivados do leite.

Os queijos baianos vêm conquistando novos mercados e reconhecimento nacional e internacional, com premiações em concursos como o Mondial du Fromage de Tours, na França, e o Concurso Mundial do Queijo, realizado no Brasil. A produção inclui uma ampla variedade: requeijão, queijo coalho de vaca e de cabra, queijos fermentados e maturados, além de receitas autorais e tipos inspirados na tradição europeia, como muçarela, ricota, parmesão e emmental.

Os investimentos do Governo do Estado abrangem assistência técnica, entrega de insumos e equipamentos, implantação e requalificação de agroindústrias familiares, além de ações de comercialização, como feiras e o Festival do Queijo Artesanal da Bahia, realizado em Salvador desde 2024.

Entre os resultados, destaca-se a Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag), em Várzea Nova, que processa 30 mil litros de leite por dia e beneficia cerca de 400 famílias com a produção de queijos, iogurtes e manteiga. “Apesar dos desafios, a produção de derivados tem gerado renda e fortalecido a economia local”, afirma Fred Jordão, diretor comercial da Coopag.

O Festival do Queijo Artesanal da Bahia, em sua segunda edição em 2025, reuniu mais de 40 expositores, atraiu 25 mil visitantes e registrou recorde de vendas: 12 toneladas de queijos comercializadas e cerca de R$ 2 milhões em negócios. Para João Campos, presidente da Associação Queijo Baiano, “o apoio do Estado é essencial para o crescimento da cadeia produtiva”.

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Outra iniciativa estratégica é a certificação pelos Serviços de Inspeção Municipal (SIM) e pelo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar (SUSAF-BA), que ampliam o acesso ao mercado e garantem a segurança dos produtos.

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Agricultura

Garantia-Safra mantém viva a esperança de agricultores familiares no sertão baiano

Programa federal assegura renda e fortalece a produção diante das perdas causadas pela irregularidade das chuvas

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ano após ano, os desafios impostos pela irregularidade das chuvas. Entre a esperança da colheita e a incerteza do clima, o Garantia-Safra
Foto: Rodrigo Pimentel/SDR/GOVBA

No distrito de Ipuaçu, em Feira de Santana, no Portal do Sertão, a agricultora familiar Amália Jesus Costa construiu sua história a partir da terra. Nascida e criada na região, ela vive da agricultura e trabalha no próprio roçado, enfrentando, ano após ano, os desafios impostos pela irregularidade das chuvas. Entre a esperança da colheita e a incerteza do clima, o Garantia-Safra se tornou um apoio fundamental para manter viva a produção e a dignidade no campo. 

“Os anos têm vindo com pouca chuva. A gente planta e, quando está quase chegando a colheita, a chuva falta. Aí perde a roça”, conta Amália. Diante dessas perdas recorrentes, o benefício garantido pelo programa passou a ser um alívio essencial. “O Garantia-Safra tem ajudado muito. Pelo menos ajuda a pagar o dia de um trabalhador, para limpar, capinar, plantar. A gente nem sabia o que era o programa, e hoje ele ajuda demais”, relata. 

Política pública federal, o Garantia-Safra garante uma renda de R$ 1.200, em parcela única, para famílias agricultoras que tenham perdido pelo menos 50% da produção devido às condições climáticas adversas. Na Bahia, o programa é executado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e integra o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), funcionando como uma importante ferramenta de segurança alimentar e de proteção da economia rural. 

A relação de Amália com a terra é marcada por luta e resistência. Antes de conquistar o próprio lote, sua família viveu por anos como rendeira, morando em fazenda. “A gente veio lá da Santa Luzia. Meu pai era rendeiro. Depois, com muita luta e apoio das entidades de sindicatos, recebemos esse lote na área da Pedra do Cavalo. Daí pra cá, a gente vem cultivando e cuidando da terra”, lembra. 

Histórias como a de Amália se repetem em diferentes territórios do interior baiano. Agricultoras e agricultores familiares, muitas vezes separados por quilômetros de distância, compartilham a mesma realidade: dependem do clima para produzir e encontram no Garantia-Safra um suporte essencial para atravessar os períodos de estiagem ou de excesso de chuvas sem perder a capacidade de seguir produzindo. 

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Desde 2023, o Governo da Bahia já investiu mais de R$ 180 milhões no programa, reafirmando o compromisso com quem vive da produção no campo. O estado participa do Garantia-Safra desde a safra 2003/2004 e hoje lidera a adesão no país, sendo também o único a subsidiar 50% das contribuições municipais e das famílias agricultoras. Até o momento, 330 mil famílias já foram beneficiadas. 

Para Amália, mais do que um auxílio financeiro, o Garantia-Safra representa a possibilidade de continuar cultivando a terra e garantindo o sustento da família. “É uma ajuda que faz a diferença quando a gente perde tudo”, resume. Em regiões onde os efeitos da estiagem seguem impactando a produção, políticas públicas como essa permanecem essenciais para fortalecer a agricultura familiar e manter viva a esperança de quem planta, cuida e resiste no campo baiano. 

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Agricultura

Feira de Santana inaugura primeira horta hidropônica sustentável

Parceria do Governo da Bahia com a Solar Coca-Cola beneficia 40 famílias, promove soberania alimentar e inclusão social 

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entre a Solar Coca-Cola e o Governo da Bahia, foi inaugurada nesta segunda-feira (15), em Feira de Santana, a primeira horta hidropônica
Foto: Eduardo Andrade/Ascom SDE

Fruto de uma parceria entre a Solar Coca-Cola e o Governo da Bahia, foi inaugurada nesta segunda-feira (15), em Feira de Santana, a primeira horta hidropônica sustentável implantada por meio de um Termo de Cooperação Técnica entre o Estado e a empresa. A iniciativa, que adota tecnologia de cultivo com uso racional da água, vai garantir soberania alimentar para cerca de 200 pessoas, beneficiando diretamente 40 famílias, além de oferecer ações de educação alimentar, ambiental e capacitação. 

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, destacou que a ação reforça o papel do Estado como indutor do desenvolvimento sustentável. “Essa parceria traduz a visão do Governo da Bahia de integrar desenvolvimento econômico, sustentabilidade e inclusão social. Estamos levando tecnologia, qualificação e oportunidade para quem mais precisa, criando caminhos reais para as comunidades. É um modelo eficiente, sustentável e que pode ser replicado em diversos territórios do nosso estado”, afirmou. 

Instalada na Associação RedeSol, no bairro Gabriela III, a horta ocupa uma área de 48 m² e é composta por estrutura modular com capacidade para mais de 700 células produtivas, construída com plástico prensado e garrafas PET recicladas, garantindo destinação adequada a resíduos que seriam descartados de forma irregular. O sistema utiliza casca de arroz carbonizada como substrato inerte, reduzindo a incidência de pragas e doenças, e nutrição balanceada com macro e micronutrientes, além de ferro, para otimizar a produtividade, que pode ser até 50% maior do que a das hortas convencionais. 

A Solar Coca-Cola, uma das maiores fabricantes do Sistema Coca-Cola no país, destaca que o projeto integra sua estratégia de responsabilidade social e sustentabilidade, com foco na educação ambiental e impacto positivo nas comunidades onde atua. Representando a empresa, Sandra Sena, supervisora de Sistema de Gestão Integrada (SGI), ressaltou: “Hoje afirmamos esse acordo técnico com a SDE e o Governo do Estado para inaugurar um projeto muito especial de horta hidropônica, realizado junto à associação da comunidade, priorizando o acesso a alimentos saudáveis produzidos localmente, de forma sustentável e com muito cuidado.” 

Já Saionara Carvalho, analista de SGI, reforçou a força da parceria: “Estamos reafirmando essa união entre o poder público, a iniciativa privada e a comunidade local em prol da sustentabilidade. É um projeto bonito, que já colhe frutos, e mostra como esse elo de três partes gera resultados concretos para o território.” 

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Para a comunidade, a chegada da horta é motivo de celebração. Adriano Rafael dos Santos, líder comunitário e presidente da associação, enfatizou os benefícios diretos: “É um projeto sustentável que ajuda na nutrição e na orientação alimentar. Em um momento difícil, ter acesso a hortaliças naturais, com menos agrotóxicos, é fundamental, especialmente para nossa população idosa. Recebemos essa horta com muita alegria e vamos cuidar dela com amor e carinho para toda a comunidade.” 

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