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Política

STF determina uso de tornozeleira eletrônica a ex-presidente Jair Bolsonaro

O ex-presidente deverá cumprir recolhimento domiciliar entre 19h e 6h de segunda a sexta-feira e em tempo integral nos fins de semana e feriados

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Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira (18), medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro po
Foto: Carolina Antunes/PR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta sexta-feira (18), medidas cautelares ao ex-presidente Jair Bolsonaro por coação, obstrução e atentado à soberania nacional. 

O ex-presidente deverá cumprir recolhimento domiciliar entre 19h e 6h de segunda a sexta-feira e em tempo integral nos fins de semana e feriados; ser monitorado com tornozeleira eletrônica; não poderá manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e nem se aproximar de sedes de embaixadas e consulados. As medidas foram pedidas pela Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

A Polícia Federal apontou que Bolsonaro e o filho, Eduardo Bolsonaro, “vêm atuando, ao longo dos últimos meses, junto a autoridades governamentais dos Estados Unidos da América, com o intuito de obter a imposição de sanções contra agentes públicos do Estado Brasileiro”, em razão de suposta perseguição no âmbito da Ação Penal (AP) 2668. 

Conforme a PF, ambos atuaram “dolosa e conscientemente de forma ilícita” e “com a finalidade de tentar submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal ao crivo de outro Estado estrangeiro, por meio de atos hostis derivados de negociações espúrias e criminosas com patente obstrução à Justiça e clara finalidade de coagir essa Corte.” 

Ao analisar o caso, o ministro disse que há indícios de que tanto Bolsonaro quanto o filho têm praticado “atos ilícitos que podem configurar, em tese, os crimes dos art. 344 do Código Penal (coação no curso do processo), art. 2º, §1º da Lei 12.850/13 (obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa) e art. 359-L do Código Penal (abolição violenta do Estado Democrático de Direito).” 

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As condutas de Bolsonaro e do filho caracterizam, segundo o ministro Alexandre, “claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos, em especial dos crimes de coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa e atentado à soberania e permanecem, sempre no sentido de induzirem, instigarem e auxiliarem governo estrangeiro à prática de atos hostis ao Brasil e à ostensiva tentativa submissão do funcionamento do Supremo Tribunal Federal aos Estados Unidos da América, com a finalidade de ‘arquivamento/extinção’ da AP 2668.” 

No despacho, o ministro citou ainda o escritor Machado de Assis, que disse: “A soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional”. Alexandre de Moraes destacou que a “Soberania Nacional não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida, pois é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil”. 

Afirmou também que “o Supremo Tribunal Federal sempre será absolutamente inflexível na defesa da Soberania Nacional e em seu compromisso com a Democracia, os Direitos Fundamentais, o Estado de Direito, a independência do Poder Judiciário Nacional e os princípios constitucionais brasileiros”. Nesse ponto, fez referência a Abraham Lincoln, 16º presidente dos Estados Unidos da América, responsável pela manutenção da União e pela Proclamação de Emancipação, que afirmava que “os princípios mais importantes podem e devem ser inflexíveis”. 

O ministro pediu ao presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que a decisão desta sexta-feira seja submetida ao referendo pelo Plenário Virtual. 

Veja a íntegra da decisão. 

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Política

Robinson Almeida rebate críticas de João Roma sobre erosão na BR-324

Deputado afirma que rodovia é de responsabilidade federal, destaca ação do DNIT para recuperação do trecho e acusa adversário de utilizar o problema para ataques políticos 

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O deputado estadual Robinson Almeida (PT) reagiu às críticas feitas por João Roma (PL) sobre a erosão registrada em um trecho da BR-324,
Foto: Reprodução redes sociais

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) reagiu às críticas feitas por João Roma (PL) sobre a erosão registrada em um trecho da BR-324, no município de Simões Filho, e criticou o que classificou como tentativa de politização de um problema que já está sendo enfrentado pelos órgãos responsáveis. 

Em resposta às declarações do ex-candidato ao Governo da Bahia, Robinson afirmou que Roma tem utilizado questões pontuais para direcionar ataques ao governador Jerônimo Rodrigues. 

“João Roma não tem mesmo o que fazer. Depois de perder a segunda eleição, resolveu virar fiscal de buracos. Deveria explicar os buracos de Flávio Bolsonaro e também de Bruno Reis, seus aliados, já que está com tanta disposição. Ou a fiscalização só funciona quando o buraco rende ataque a Jerônimo?”, provocou o parlamentar. 

O deputado ressaltou que a BR-324 é uma rodovia federal e lembrou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já anunciou para esta terça-feira (3) o início das obras de recuperação do trecho afetado em Simões Filho. 

De acordo com informações do órgão, as fortes chuvas registradas na região e a obstrução do sistema de drenagem contribuíram para o processo de erosão identificado no acesso ao viaduto localizado no quilômetro 603 da rodovia. 

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Defesa das ações governamentais 

Robinson Almeida também destacou que os governos federal e estadual têm atuado para solucionar demandas da população baiana, inclusive em situações que envolvem responsabilidades de outras esferas administrativas. 

“A população precisa das soluções que os governos federal e estadual vêm entregando, inclusive para problemas municipais. O que Roma e seus aliados oferecem à Bahia? A resposta veio das urnas”, afirmou o deputado. 

A troca de críticas ocorre após o episódio de erosão na BR-324 ganhar repercussão pública e mobilizar ações emergenciais para garantir a segurança dos usuários da rodovia. 

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Política

Câmara aprova acordo do Mercosul para ampliar proteção a mulheres vítimas de violência

Medidas protetivas concedidas em um país poderão ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais Estados signatários 

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A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do Mercosul que estabelece o reconhecimento mútuo de medidas de proteção
Benedita da Silva, relatora do projeto - Foto: Thiago Cristino/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do Mercosul que estabelece o reconhecimento mútuo de medidas de proteção às mulheres em situação de violência de gênero. A proposta consta do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 274/26, de autoria da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, e agora segue para análise do Senado Federal. 

O acordo prevê que medidas protetivas concedidas a mulheres em um dos países signatários possam ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais países integrantes. O objetivo é garantir a proteção da vida, da saúde e da integridade física e psicológica das vítimas, independentemente de sua situação migratória. 

Relatora da matéria no Plenário, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) defendeu a aprovação do texto. Segundo a parlamentar, o acordo fortalece princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de gênero e a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais. 

A proposta teve origem na Mensagem 1.873/25, encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional. Pela Constituição Federal, cabe ao Congresso aprovar tratados, acordos e atos internacionais que impliquem compromissos para o Brasil. 

Ordem Mercosul de Proteção 

Assinado em Assunção, no Paraguai, em 20 de julho de 2022, o acordo reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do Mercosul, além de Bolívia, Chile e Equador, países associados ao bloco. 

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Entre as medidas previstas está a criação da Ordem Mercosul de Proteção (OMP), documento que poderá ser emitido pela autoridade judicial responsável pela concessão da medida protetiva. A comunicação e a cooperação entre os países serão realizadas por meio de autoridades centrais designadas para esse fim. 

Mulheres vítimas de violência poderão solicitar a emissão da OMP inclusive quando estiverem visitando ou residindo em outro país signatário. A ordem poderá determinar medidas como a proibição de aproximação e contato do agressor, restrição de acesso a determinados locais frequentados pela vítima e suspensão da posse, do porte e do uso de armas. 

O acordo também permite a utilização de dispositivos de geolocalização e monitoramento, como tornozeleiras eletrônicas, desde que a tecnologia esteja disponível no país responsável pela execução da medida. 

Fonte: Agência Câmara de Notícias 
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Política

Câmara quer votar reforma política ainda este ano e avançar com modelo distrital misto

Presidente da Câmara, Hugo Motta, defende mudanças no sistema eleitoral para ampliar a representatividade e anuncia grupo de trabalho para regulamentar propaganda eleitoral nas plataformas digitais

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende discutir e votar ainda neste ano mudanças
Foto: Reprodução TV Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende discutir e votar ainda neste ano mudanças no sistema eleitoral brasileiro, incluindo a adoção do modelo distrital misto para as eleições proporcionais, que abrangem deputados federais, deputados estaduais e vereadores.

A proposta prevê a implementação do novo sistema em 2034, com um modelo de transição a ser aplicado nas eleições de 2030. A declaração foi feita durante entrevista coletiva após reunião com lideranças partidárias do bloco formado por União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Federação PSDB-Cidadania e Podemos, que discutiram pontos da reforma política.

O sistema distrital misto combina o voto em candidatos que representam distritos eleitorais com o voto em partidos ou listas partidárias. O objetivo é conciliar a representação regional com a participação das legendas na composição do Poder Legislativo.

Segundo Motta, o diálogo com os partidos de centro foi concluído e, agora, a Câmara buscará ampliar as conversas com as demais siglas representadas na Casa, incluindo os partidos da federação formada por PT, PV e PCdoB, além de PL e Novo.

“Estou feliz em reabrir esse debate e encontrar uma janela ainda neste ano para fazer essa mudança. Estou aqui para atender a um apelo dos líderes, e chegou o momento de enfrentar esse tema”, declarou o presidente da Câmara.

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Motta destacou que a intenção é construir uma proposta de consenso entre os partidos e informou que pretende se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar do tema. As mudanças em discussão, segundo ele, estão restritas às eleições legislativas, sem alterar o sistema de escolha dos cargos definidos pelo modelo majoritário.

“Queremos avançar com essa proposta ainda este ano para que tanto a Câmara quanto o Senado avaliem essas mudanças. Tudo isso visando trazer mais eficiência e a possibilidade de respeitar o voto do eleitor sobre a sua representação federal, estadual e municipal”, afirmou.

Câmara cria grupo para discutir regras eleitorais nas redes sociais

Além da reforma política, Hugo Motta anunciou a criação de um grupo de trabalho com representantes de todos os partidos da Câmara para elaborar uma proposta de atualização do Código Eleitoral voltada às plataformas digitais.

O parlamentar defendeu a regulamentação da propaganda eleitoral nas redes sociais, argumentando que as regras já existentes para materiais impressos, rádio e televisão precisam ser acompanhadas por critérios claros para o ambiente digital.

“Nosso objetivo não é tolher ninguém, não é censurar ninguém, mas trazer quais são os critérios”, afirmou.

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Segundo o presidente da Câmara, a proposta buscará estabelecer regras transparentes, isonômicas e de conhecimento prévio dos candidatos, garantindo maior segurança jurídica durante as campanhas eleitorais. O tema deverá ser tratado como prioridade nos próximos dias, com apoio das lideranças partidárias.

Fonte: Agência Câmara de Notícias
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