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Educação

Seminário reforça papel do SUAS no combate ao racismo na primeira infância

O evento integra o Programa Primeira Infância no Sistema Único de Assistência Social

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Com perspectivas de reduzir episódios de racismo na infância, o seminário “Infâncias sem Racismo”, que acontece nesta Com perspectivas de reduzir episódios de racismo na infância, o seminário “Infâncias sem Racismo”, que acontece nesta
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

Com perspectivas de reduzir episódios de racismo na infância, o seminário “Infâncias sem Racismo”, que acontece nesta segunda-feira (4) e terça-feira (5), no Gran Hotel, em Salvador, debate políticas públicas voltadas à infância. O evento integra o Programa Primeira Infância no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e reúne gestores municipais, técnicos, especialistas e representantes de organizações sociais de diferentes territórios da Bahia.  

Ao tratar da iniciativa, a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis, reforçou que a articulação entre o Programa Primeira Infância e o SUAS potencializa o alcance das ações de proteção social na Bahia. “Nós contemplamos, também, uma infância sem racismo para crianças PCDs, para as indígenas, para as quilombolas. Essa é uma articulação para que a gente possa seguir promovendo o enfrentamento ao racismo e à igualdade racial no nosso estado. E adotando, sempre, o princípio da equidade como ferramenta para as nossas políticas públicas”, disse a secretária. 

A secretaria da Sepromi, Ângela Guimarães, acrescentou que a primeira infância é uma fase da vida que demanda mais proteção do Estado e da família. “Nós sabemos o quanto o racismo é avassalador na experiência de vida de pessoas negras em geral. Se tratando dessa fase, até os seis anos, é ainda mais delicado, precisa de todo tipo de proteção, para que, de fato, exista o exercício de uma cidadania integral. A gente une esforços aqui hoje, de toda rede de proteção básica da infância, para alcançar o propósito de uma infância sem racismo”.  

Organizado pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), UNICEF e Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), o encontro pretende ampliar estratégias de mobilização e aprimorar a atuação do SUAS no combate ao racismo. 

Especialista em desenvolvimento infantil da Unicef, Maria Luísa Passos apresenta no evento cadernos que vão auxiliar assistentes sociais de toda a Bahia em práticas antirracistas nas redes de atenção. “Esse caderno foi impresso e cada pessoa que está nesse evento terá régua e compasso, enquanto assistentes sociais, técnicos das redes de proteção, para potencializar esses assuntos dentro dos seus territórios. Isso vai se refletir em um serviço mais humanizado, mais igualitário e mais respeitoso, dialogando com as identidades territoriais”, completou. 

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O evento conta com uma programação que prevê mesas sobre proteção social e a atuação da rede de proteção à infância, políticas antirracistas e impactos do racismo na vida das crianças. Além de espaços lúdicos com contação de histórias e encontro com autores da literatura negra infantil. 

Para Alexandra Marçal, coordenadora do CRAS de Tanhaçu, região da Chapada Diamantina, na Bahia, o seminário também é um espaço de formação, que vai reverberar em práticas mais sensíveis à questão racial nas redes de proteção. “É um grande privilégio estar aqui hoje, ter essa comunidade, levar para a minha cidade grandes aprendizados. Uma cidade que tem duas comunidades quilombolas, né?! Então, chegando lá, farei uma reunião com a minha equipe e passar para eles tudo o que eu aprendi aqui”, dividiu a gestora.  

Programa Primeira Infância 

Com 800 mil visitas domiciliares realizadas no primeiro quadrimestre de 2025, o programa Primeira Infância está presente em 369 municípios baianos. O Estado tem investido em medidas que vão desde cofinanciamento de serviços à ampliação da rede de proteção. Em parceria com o SUAS, o programa atende crianças de até 6 anos e gestantes, com ações de fortalecimento de vínculos familiares. 

Educação

Bahia capacita 210 coordenadores para aplicação do Sabe 2026 em todo o estado

Formação em Salvador prepara equipes que vão coordenar avaliação de quase 600 mil estudantes das redes públicas municipal e estadual

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aplicação do Sistema de Avaliação Baiano da Educação (Sabe) 2026. Integrantes da equipe de coordenação estadual,
Foto: Joá Souza/GOVBA

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (SEC), realiza neste sábado (31) e domingo (1º), em Salvador, uma capacitação voltada para 210 profissionais que atuarão na coordenação da aplicação do Sistema de Avaliação Baiano da Educação (Sabe) 2026. Integrantes da equipe de coordenação estadual, eles serão responsáveis por organizar e acompanhar a realização das provas nos municípios baianos.

A avaliação será aplicada entre os dias 23 de novembro e 4 de dezembro e deverá alcançar quase 600 mil estudantes das redes públicas municipal e estadual. As provas contemplam alunos do 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, além de estudantes da Educação Profissional Integrada. Também serão realizadas avaliações de Fluência Leitora e da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

De acordo com o secretário da Educação, Marcius Gomes, a capacitação tem como objetivo alinhar procedimentos, orientar as equipes e assegurar a padronização e a qualidade da aplicação das avaliações.

“Estamos consolidando um processo exitoso de avaliação da aprendizagem na Bahia. Hoje, damos início a uma grande mobilização estadual, que envolve mais de sete mil aplicadores e conta com a participação dos 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTEs), por meio do regime de colaboração. Essa parceria é fundamental para fortalecer os investimentos na educação, desde a educação integral até a melhoria da infraestrutura das escolas”, afirmou.

Para Fabrizia Lacerda, coordenadora do NTE 19, responsável pelo território de identidade Portal do Sertão, a formação garante que os coordenadores de polo recebam todas as orientações necessárias para a condução do processo.

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“O coordenador de polo participa desse treinamento e, posteriormente, repassa as informações aos aplicadores que estarão diretamente nas salas de aula com os estudantes. Dessa forma, garantimos que cada profissional esteja preparado para desempenhar sua função da melhor maneira possível nas unidades escolares”, explicou.

Os resultados preliminares serão divulgados até 60 dias após o encerramento das provas. Em seguida, será aberto um prazo de dez dias para a apresentação de recursos. Após essa etapa, os resultados finais serão publicados em até 40 dias. No caso das avaliações de Fluência Leitora e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), que possuem caráter diagnóstico, os resultados definitivos serão divulgados 60 dias após a aplicação.

Importância do Sabe

O Sabe é uma ferramenta estratégica de diagnóstico da aprendizagem e de planejamento das políticas públicas educacionais. A partir dos resultados, as redes de ensino podem identificar avanços e desafios, orientar intervenções pedagógicas e desenvolver estratégias para elevar a qualidade da educação.

Uma das metas da mobilização é ampliar a participação dos estudantes, índice que já supera 80% em todo o estado.

Os avanços também são observados nos indicadores educacionais. Em 2025, o Indicador Criança Alfabetizada registrou crescimento de 19 pontos percentuais em relação ao resultado de 2024. O dado reforça a importância do monitoramento contínuo da aprendizagem e da articulação entre Estado e municípios para o fortalecimento da educação pública baiana.

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Educação

Gatos ganham bebedouro sustentável criado por estudantes de Serrinha

Desenvolvido com materiais reaproveitados e baixo custo de produção, equipamento criado por alunos do CETEP do Sisal poderá beneficiar ONGs e abrigos de animais da região

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O uso de bebedouros com água corrente é uma alternativa para estimular a hidratação dos gatos. Segundo o Cornell Feline Health Center,
Foto: Milena Monteiro - Secti BA

O uso de bebedouros com água corrente é uma alternativa para estimular a hidratação dos gatos. Segundo o Cornell Feline Health Center, alguns felinos tendem a aumentar o consumo de água quando têm acesso a fontes com circulação contínua. Inspirados nesse comportamento, os estudantes Murilo Oliveira, Edwarda Araújo, Enzo Gabriel e Robson Bezerra, do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Sisal, em Serrinha, sob orientação do professor Thales Nascimento, desenvolveram um bebedouro sustentável de baixo custo, confeccionado com materiais reaproveitados para beneficiar abrigos e instituições de proteção animal da região. 

A iniciativa surgiu a partir da convivência diária com os gatos acolhidos pela comunidade escolar. “Aqui no colégio, o pessoal cuida dos gatos que são abandonados na rua. Percebemos que, quando colocávamos água em um recipiente, eles quase não bebiam. Já quando abríamos a torneira ou a mangueira, eles se interessavam mais. Foi daí que surgiu a ideia de criar um bebedouro sustentável que, além de reutilizar materiais, ajudasse a cuidar dos animais e a prevenir problemas urinários”, explicou Enzo Gabriel. 

O equipamento foi construído com materiais recicláveis e uma bomba de aquário. A água circula continuamente pelo sistema, passa por um filtro composto por gaze e carvão ativado e retorna ao reservatório. “Utilizamos uma garrafa de suplemento, daquelas usadas em academias, além de canos e uma bomba de aquário. Quando a água está suja, ela é conduzida ao filtro e, depois de passar pelo processo de filtragem, retorna ao reservatório e volta a circular. A garrafa tem capacidade para um litro de água e pode atender entre 25 e 30 gatos”, detalhou Edwarda Araújo. 

O protótipo também foi testado em uma ONG administrada pelo orientador do projeto, com o objetivo de avaliar a aceitação dos animais. Durante o experimento, dos 30 gatos observados, 25 se aproximaram espontaneamente do equipamento. O resultado representa uma adesão de 83,3%, indicando boa receptividade dos felinos à solução desenvolvida pelos estudantes. 

Segundo Enzo, o próximo passo é aperfeiçoar o equipamento e ampliar sua distribuição para entidades de proteção animal. “O protótipo pode ser produzido por aproximadamente R$ 24,10, valor muito inferior ao de fontes comerciais para gatos encontradas no mercado. Nossa intenção é disponibilizá-lo para ONGs da região, já que os testes apontam potencial para estimular a hidratação dos animais”, destacou. 

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Bahia Faz Ciência 

Lançada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) no Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, em 8 de julho de 2019, a série Bahia Faz Ciência apresenta pesquisas e projetos desenvolvidos por cientistas e pesquisadores baianos que contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população em áreas como saúde, educação, meio ambiente e segurança. As reportagens são divulgadas semanalmente e ficam disponíveis no site e nas redes sociais da Secretaria. Sugestões de pauta podem ser encaminhadas para ascom@secti.ba.gov.br. 

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Educação

Agricultura familiar fortalece alimentação escolar na Bahia

Investimentos ampliam a compra de produtos rurais e garantem refeições mais saudáveis para estudantes da rede estadual

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fortalece a participação da agricultura familiar na alimentação escolar, aproximando agricultores e agricultoras familiares das unidades
Foto: Suâmi Dias - SDR/CAR

Celebrado em 21 de outubro, o Dia Nacional da Alimentação Escolar destaca a importância de oferecer refeições de qualidade aos estudantes e valorizar a produção local. Na Bahia, o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), fortalece a participação da agricultura familiar na alimentação escolar, aproximando agricultores e agricultoras familiares das unidades de ensino da rede estadual.

Em 2026, o investimento previsto para a alimentação escolar é de R$ 523 milhões, provenientes de recursos próprios do Estado e de repasses do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Desse total, 45% serão destinados à compra direta de produtos da agricultura familiar e do empreendedor familiar rural, conforme determina a legislação federal. Na Bahia, a totalidade dos recursos do PNAE destinados ao estado é aplicada na aquisição desses produtos.

A iniciativa contribui para diversificar os alimentos oferecidos nas escolas, incentivar hábitos alimentares saudáveis e ampliar as oportunidades de comercialização para cooperativas e organizações produtivas rurais.

As aquisições são realizadas pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) por meio de duas modalidades de Chamada Pública da Agricultura Familiar: a centralizada, conduzida pela própria Secretaria, e a executada diretamente pelas unidades escolares. Até outubro deste ano, mais de R$ 180 milhões já haviam sido investidos na compra de alimentos para as escolas estaduais dos 27 Territórios de Identidade da Bahia.

Segundo o presidente da Cooperativa Agropecuária dos Agricultores Familiares da Região de Irecê (COOAFRI), Francisco Nogueira, a participação nas políticas de alimentação escolar fortalece a produção rural e assegura alimentos de qualidade aos estudantes.

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“Atualmente, atendemos 25 escolas em 17 municípios do território de Irecê, fornecendo feijão, leite, iogurte, frutas, verduras e hortaliças produzidos pelos nossos agricultores e agricultoras. Essas políticas públicas são fundamentais para ampliar a comercialização da produção, gerar emprego e renda e valorizar o trabalho dos nossos cooperados e cooperadas”, afirmou.

Alimentação mais saudável e sustentável

Para a nutricionista Márcia Almeida, do Centro de Educação, Inovação e Formação da Bahia (Ceeinfor) Mãe Stella, localizado no bairro do Cabula, em Salvador, a aquisição de produtos da agricultura familiar valoriza o trabalho das famílias rurais e contribui para a qualidade da alimentação escolar.

“Foi uma parceria muito importante estabelecida pelo Governo do Estado, que possibilita oferecer aos nossos estudantes alimentos de qualidade, provenientes de uma produção sustentável e que contribuem para a segurança alimentar e nutricional. Isso representa um avanço na qualidade da alimentação escolar”, destacou.

A diversidade de produtos adquiridos inclui leite em pó, feijão, café, polpa de frutas, filé de tilápia, farinha, carne de cordeiro, massa de aipim e barras de cereais, entre outros itens. A variedade amplia as possibilidades de composição dos cardápios escolares, valoriza a produção baiana e fortalece as organizações coletivas da agricultura familiar, incentivando a agregação de valor aos produtos comercializados.

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