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Economia

Safra baiana de grãos tem estimativa de recorde em 2025

De acordo com o IBGE, a área plantada dos grãos, para 2025, está estimada em 3,65 milhões de hectares (ha), com crescimento de 2,8% em relação à safra de 2024

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Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), estima, para a safra de grãos 2025, uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas
Foto: Alberto Coutinho/GOVBA

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativo ao mês de setembro de 2025, com dados sistematizados e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), estima, para a safra de grãos 2025, uma produção de cereais, oleaginosas e leguminosas de 12,8 milhões de toneladas, o que representa um avanço de 12,3% na comparação com a safra de 2024.  

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por sua vez, na primeira estimativa do ciclo 2025/2026, destaca o bom desempenho na produção dos grãos desse novo ciclo. 

De acordo com o IBGE, a área plantada dos grãos, para 2025, está estimada em 3,65 milhões de hectares (ha), com crescimento de 2,8% em relação à safra de 2024. Com isso, o rendimento médio (3,51 toneladas/ha) da lavoura de grãos no estado da Bahia será 9,3% acima da safra anterior.  

O volume de soja colhido está estimado em 8,61 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 14,3% sobre o verificado em 2024. A área plantada com a oleaginosa no estado é de aproximadamente 2,14 milhões de ha. O rendimento médio de 4,0 toneladas/ha tem relevância nesse desempenho positivo, com aumento de 8,3% em relação à safra anterior. 

As duas safras anuais do milho, estimadas pelo IBGE, devem alcançar 2,69 milhões de toneladas, o que representa aumento de 16,3% na comparação anual. Com relação à área plantada, houve queda de 2,4% em relação à estimativa da safra anterior de 605 mil ha. A primeira safra do cereal está projetada em 1,93 milhão de toneladas, 24,6% acima do que foi observado em 2024. Já para a segunda safra é esperado um recuo de 0,5% em relação à colheita anterior, com expectativa de 763 mil toneladas.  

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Outro importante produto da safra baiana, o algodão (caroço e pluma), tem produção estimada em 1,79 milhão de toneladas, o que representa aumento de 1,4% em relação ao ano de 2024. A estimativa evidencia que a Bahia se mantém como o maior produtor da Região Nordeste e o segundo maior do Brasil, responsável por 18,3% da safra nacional, atrás apenas do Mato Grosso (73% da safra nacional). A área plantada com a fibra aumentou 5,3%, alcançando 400 mil ha em relação à safra de 2024.  

Para a lavoura do feijão, a estimativa é de uma safra menor em 20,2%, na comparação com a safra 2024, totalizando 177 mil toneladas. O levantamento tem estimativa de 360 mil ha plantados, 5,3% menor que a safra anterior. A primeira safra da leguminosa (86 mil toneladas) foi 37,0% inferior à de 2024, e a estimativa da segunda safra (91 mil toneladas) prevê uma variação positiva de 6,7% na mesma base de comparação. 

Em relação ao café, está prevista a colheita de 262 mil toneladas em 2025, 5,1% acima do observado no ano anterior. A safra do tipo arábica foi de 89 mil toneladas, com variação anual de -14,6%. Por sua vez, a safra do tipo canéfora foi de 173 mil toneladas, 19,3% acima da colheita do ano anterior. 

Para a lavoura da cana-de-açúcar, o IBGE estima a produção de 6,24 milhões de toneladas, um crescimento de 12,6% em relação à safra de 2024. A estimativa da produção do cacau, por sua vez, ficou em 119 mil toneladas, apontando um avanço de 7,0% na comparação com a produção do ano anterior. 

Na fruticultura, destacam-se as estimativas das lavouras de banana (906 mil toneladas), laranja (632 mil toneladas) e uva (102 mil toneladas), que registraram, respectivamente, variações de 4,8%, 0,3% e 84,4% em relação à safra anterior. 

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O levantamento ainda indica uma produção de 907 mil toneladas de mandioca, 14,7% a mais que a de 2024. A produção de batata-inglesa, estimada em 340 mil toneladas, indica acréscimo de 1,7%; e a do tomate, estimada em 183 mil toneladas, aponta queda de 48,4% na comparação com a do ano anterior.

Economia

Desemprego cai para 5,2% e Brasil registra recorde de ocupação no terceiro trimestre

Pesquisa do IBGE aponta a menor taxa de desocupação para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, com recordes também na população ocupada e na massa de rendimentos

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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período
Fotos: Joá Souza/GOVBA

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período de 2025 havia sido de 5,6%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 4% em relação ao trimestre de abril a junho deste ano, equivalente a menos 234 mil pessoas. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a queda foi de 6,9%, ou cerca de 417 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

Ocupação bate recorde

A população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da pesquisa.

O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a geração de aproximadamente 581 mil ocupações, e alta de 1,2% na comparação anual, o equivalente a mais 1,2 milhão de trabalhadores ocupados.

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Outro indicador recorde foi o nível de ocupação, que alcançou 59% da população em idade de trabalhar. O índice avançou em relação aos 58,8% registrados no trimestre anterior e ficou estável na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu 58,7%.

Informalidade permanece estável

Segundo o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.

No trimestre anterior, o indicador era de 37,4% (38,6 milhões de pessoas), enquanto no mesmo período de 2025 alcançava 37,8% (38,7 milhões).

Renda e massa salarial também avançam

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.790, mantendo estabilidade na comparação trimestral e crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, um aumento de R$ 131.

Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador registrou alta de 1,5% frente ao trimestre anterior, o equivalente a R$ 5,6 bilhões, e avanço de 4,7% na comparação anual, com acréscimo de R$ 17,5 bilhões.

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Economia

Missão à China abre novas oportunidades para a construção civil baiana

Comitiva da Coopercon-BA visitou feiras, empresas de tecnologia e projetos construtivos na China para prospectar soluções inovadoras voltadas à produtividade e à industrialização do setor

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A Cooperativa da Construção do Estado da Bahia (Coopercon-BA) concluiu, nesta semana, uma missão empresarial à China
Foto: Reprodução

A Cooperativa da Construção do Estado da Bahia (Coopercon-BA) concluiu, nesta semana, uma missão empresarial à China com avanços na agenda de inovação e novas perspectivas de negócios para a construção civil baiana. Realizada entre os dias 17 e 26 de outubro, a programação incluiu visitas à Canton Fair, em Guangzhou, à Huawei Ark One e a empresas de tecnologia em Dongguan, além de empreendimentos construtivos em Foshan e Hong Kong.

A iniciativa contou com a participação da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e apoio do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA).

Durante a missão, a comitiva teve contato com soluções de inteligência artificial, automação, conectividade e sistemas construtivos industrializados. Entre os destaques esteve a visita a uma obra residencial de alto padrão em Foshan, que apresentou modelos de construção baseados em sistemas pré-fabricados, ainda pouco utilizados no Brasil.

Segundo os participantes, as tecnologias observadas demonstram potencial para ampliar a produtividade, reduzir custos e aumentar a eficiência da construção civil brasileira.

A agenda também contemplou encontros com representantes da Bahia Eventos, promovendo uma troca de experiências que poderá contribuir para o fortalecimento da ConstruNordeste, feira voltada ao setor da construção civil realizada na Bahia.

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“Essa missão aproxima empresas, desafios e parceiros tecnológicos, criando oportunidades para desenvolver soluções e gerar resultados para a construção civil. A visita mostra como inteligência artificial, conectividade e automação podem ser aplicadas a espaços mais inteligentes”, afirmou o presidente da Coopercon-BA, Ângelo Simões.

Para Ângela Márcia Andrade, curadora do HUB da Construção e assessora técnica do Sinduscon-BA, a iniciativa reforça a força do associativismo empresarial.

“Quando 41 empresários atravessam o mundo unidos por um propósito, o associativismo revela sua força transformadora. Esse movimento começou com o Sinduscon-BA em 2025. O sucesso daquela iniciativa inspirou a Coopercon-BA a dar o próximo passo e liderar esta nova missão. Foi uma verdadeira busca por tecnologias e soluções para o futuro da nossa indústria”, destacou.

Já André Burgos ressaltou que a missão amplia o acesso a fornecedores e tecnologias capazes de gerar ganhos competitivos para o mercado baiano.

“Voltamos da China com um repertório grande de tecnologias e fornecedores mapeados, da pré-fabricação modular à automação residencial. Agora começa a segunda etapa: avaliar a viabilidade, os custos e a aplicação de cada solução para o mercado baiano. A Coopercon-BA nasceu para isso, unir força de compra com inteligência de mercado, e essa missão fortalece exatamente essa atuação internacional”, afirmou.

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A programação contou ainda com a participação do brasileiro Mauro Resnitzky, residente em Hong Kong, e despertou interesse da imprensa chinesa, que entrevistou integrantes da delegação baiana.

Expansão dos negócios

A Coopercon-BA informou que já realizou sua primeira importação de 2026, ampliando o acesso dos cooperados a fornecedores e soluções internacionais para o setor.

No primeiro semestre deste ano, a cooperativa movimentou cerca de R$ 200 milhões em compras. Após registrar R$ 267 milhões em 2025, a projeção é alcançar R$ 400 milhões em 2026. Atualmente, a entidade reúne 127 cooperados.

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Economia

Varejo alimentar registra crescimento após proibição das apostas esportivas, aponta Abras

Associação Brasileira de Supermercados identifica alta nas vendas de alimentos em outubro e relaciona desempenho à redução dos gastos com apostas eletrônicas

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O varejo alimentar brasileiro registrou crescimento nas vendas nas duas primeiras semanas de outubro de 2026, segundo levantamento
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O varejo alimentar brasileiro registrou crescimento nas vendas nas duas primeiras semanas de outubro de 2026, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Os dados apontam alta de 6,5% no período de 5 a 11 de outubro e de 6,3% entre os dias 12 e 18 do mesmo mês, em comparação com as respectivas semanas de 2025. 

De acordo com a entidade, os resultados foram observados após a publicação da Medida Provisória nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu a operação das apostas esportivas eletrônicas, conhecidas como bets, no país. 

Segundo a Abras, as semanas analisadas apresentam aumento no consumo de produtos essenciais nos lares brasileiros. 

“Ao longo das semanas posteriores à MP, observa-se um crescimento no volume de consumo realizado em supermercados, especialmente na cesta de produtos essenciais, como arroz, óleo, macarrão e café. Este crescimento ocorre em todos os canais do varejo alimentar, abrangendo supermercados, atacarejos, mercearias e demais formatos”, informou a associação. 

Crescimento por região 

Na semana de 5 a 11 de outubro, os maiores índices de crescimento foram registrados nas seguintes regiões: 

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  • Região Sul: 10,6% 
  • Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro: 10,6% 
  • Nordeste: 6,5% 
  • Interior de São Paulo: 5,6% 
  • Grande Rio de Janeiro: 4% 
  • Centro-Oeste: 3,6% 
  • Grande São Paulo: 1,2% 

Já no período de 12 a 18 de outubro, os resultados foram: 

  • Região Sul: 9% 
  • Minas Gerais, Espírito Santo e interior do Rio de Janeiro: 7,1% 
  • Grande Rio de Janeiro: 6% 
  • Interior de São Paulo: 5,6% 
  • Grande São Paulo: 5,5% 
  • Nordeste: 4,5% 
  • Centro-Oeste: 3,5% 
Relação com a queda nas transações de apostas 

A Abras destaca que os números observados no varejo alimentar acompanham dados divulgados pelo Banco Central do Brasil sobre a redução das movimentações financeiras ligadas às plataformas de apostas. 

“Estes números têm forte relação com dados públicos do Banco Central do Brasil que mostram uma redução imediata de 10% no número de transações via Pix no país quando as bets foram proibidas; atualmente, esse número está em 7%”, afirmou a entidade. 

A avaliação da associação é que a redução dos gastos com apostas teria contribuído para o aumento do consumo de produtos de primeira necessidade, fortalecendo as vendas em diferentes formatos do comércio alimentar. 

Fonte: Agência Brasil
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