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Turismo

Rota do Vinho e dos Engenhos são atrações no Bahia Origem Week

As atrações têm o incentivo da Setur-BA, como parte das ações de diversificação da oferta de experiências aos visitantes

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visibilidade, com o apoio do Governo do Estado. Destaque para os estandes que divulgam a Rota do Vinho da Chapada Diamantina
Foto: Tatiana Azeviche/Ascom Setur

Na quarta edição do Bahia Origem Week, feira de negócios que acontece até domingo (6), no Centro de Convenções Salvador, na Boca do Rio, produtos baianos associados ao turismo ganham visibilidade, com o apoio do Governo do Estado. Destaque para os estandes que divulgam a Rota do Vinho da Chapada Diamantina e a Rota dos Engenhos, que produzem cachaça de alambique em diversas regiões, onde acontecem a degustação e comercialização de marcas. As atrações têm o incentivo da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), como parte das ações de diversificação da oferta de experiências aos visitantes que procuram a Bahia.

A Vinícola Vaz, do município de Morro do Chapéu, participa do evento desde a primeira edição, com bons resultados. “Nos sentimos privilegiados por estar nesta feira, porque é uma grande oportunidade de divulgar a Rota do Vinho. Agradecemos muito à Setur-BA por ter desenvolvido esta ideia, pois a visitação em nossa vinícola praticamente dobrou. O enoturismo é, sem dúvida, a nova atração turística da Bahia”, declarou o proprietário Jairo Vaz.

“Sou neto de portugueses e aprecio muito os vinhos da terra dos meus avós, mas tenho orgulho de dizer que os produzidos na Bahia são muito bons. Provei agora um malbec e achei sensacional”, avaliou o servidor público Tiago Albuquerque, 40 anos, que fez curso de enologia.

Além de produzir vinhos e espumantes, incluindo rótulos premiados, as quatro vinícolas de Morro do Chapéu e uma de Mucugê, que compõem o roteiro na Chapada Diamantina, oferecem aos turistas uma experiência imersiva na produção das bebidas.

Já a cachaça baiana está presente na feira, com diversas marcas expostas no espaço Kikaxassa, onde o sommelier e consultor da Setur-BA, Raimundo Freire, divulga a Rota dos Engenhos. “Temos aqui marcas como Paramirim, Serra das Almas, Arapuá e Matriarca, todas premiadas. O público tem degustado e comprado os produtos. A expectativa é que até o fim da feira realizemos bons negócios, promovendo assim os engenhos, incluindo alguns que já oferecem visitação”, relatou.

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”Hoje a cachaça baiana é respeitada em outros estados e as vendas cresceram, inclusive com demanda para exportação. Temos clientes em todo o país, graças a feiras como esta, onde as rodadas de negócio nos abrem um leque interessante, fortalecendo os próprios municípios de origem”, destacou Edvaldo Antônio Matos, produtor da Paramirim.

No Bahia Origem Week, a Setur-BA também promove ações para divulgar as potencialidades das 13 zonas turísticas do estado. Na sexta-feira (4), a pasta fez uma rodada de negócios no segmento de alimentos e bebidas e palestra sobre a liderança nacional do turismo baiano.

“A feira é um exemplo de como o turismo de negócios cresceu na Bahia, contribuindo para colocar o estado como líder do setor no país. Temos potencial para crescer ainda mais, incentivando atividades associadas à diversidade de produtos de origem, encontrados em todas as zonas turísticas”, pontuou a diretora de Qualificação da Setur-BA, Juliana Araújo, que ministrou a palestra.

Turismo

Turismo rural de base comunitária valoriza culturas tradicionais

Roteiros apoiados pelo Governo do Estado oferecem experiências culturais, contato com a natureza e geração de renda em comunidades rurais

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A Bahia reúne uma ampla diversidade de roteiros de turismo rural de base comunitária que proporcionam experiências culturais autênticas,
Fotos: Ascom/CAR

A Bahia reúne uma ampla diversidade de roteiros de turismo rural de base comunitária que proporcionam experiências culturais autênticas, contato direto com a natureza e vivências em territórios de povos e comunidades tradicionais. As iniciativas atraem visitantes interessados em conhecer histórias, saberes ancestrais, práticas culturais e a culinária local, além de explorar paisagens naturais como praias, rios e cachoeiras presentes em comunidades rurais do estado.

A atividade, que contribui para a geração de renda, o fortalecimento da identidade cultural e o desenvolvimento local sustentável, conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR).

Entre os roteiros apoiados estão a Reserva da Jaqueira, em Porto Seguro, que promove o turismo étnico do povo Pataxó; a Vivertur Matarandiba, nas ilhas de Vera Cruz e Itaparica; o Quilombo Jatimane, em Nilo Peçanha; e o Quilombo Quingoma, no município de Lauro de Freitas, além de outros destinos espalhados pelo estado.

Na Reserva da Jaqueira, os visitantes são convidados a vivenciar práticas culturais do povo Pataxó. Segundo Nayara Pataxó, liderança local, a experiência vai além da visita turística. “Aqui temos o pajé, nosso líder espiritual, palestras, danças tradicionais, além do museu e da culinária típica no restaurante. É um espaço onde as pessoas podem interagir, aprender e sentir a energia da Mãe Natureza e da Mãe Terra junto com a gente”, afirma.

Outro destaque é o Quilombo Jatimane, localizado às margens do Rio Jatimane, no município de Nilo Peçanha, região que abriga 47 comunidades remanescentes de antigos quilombos e está situada no caminho para a praia de Pratigi. No local, o turismo de base comunitária inclui trilhas ecológicas, vivências gastronômicas — como a tradicional tainha defumada —, além do artesanato produzido com coco e piaçava e a visita a um jardim sensorial.

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Para Jéssica Oliveira do Rosário, presidente da Associação Comunitária do Jatimane, o turismo fortalece a identidade do território. “Quem nos visita se conecta com a natureza viva, com nossas tradições e com a força da cultura quilombola. Cada trilha e cada rio carregam a memória dos nossos ancestrais. Aqui, a natureza acolhe, a cultura ensina e a comunidade recebe”, destaca.

Rota da Liberdade

No município de Cachoeira, a Rota da Liberdade apresenta aos visitantes os saberes e fazeres das comunidades quilombolas da região. De acordo com Ananias Viana, quilombola e ativista cultural, o roteiro inclui visitas à produção de ostras, azeite de dendê, farinha e xarope, além de rodas de conversa, trocas de conhecimentos e passeios fluviais. “É uma experiência de aprendizado e valorização das práticas tradicionais”, explica.

Investimentos e fortalecimento comunitário

Os investimentos do Governo do Estado no turismo rural de base comunitária incluem a construção de centros de artesanato, receptivos turísticos, kijemes (dormitórios indígenas), reformas de museus, implantação de cozinhas comunitárias, capacitações, criação de áreas temáticas, instalação de quiosques e aquisição de equipamentos. As ações fortalecem a organização produtiva das comunidades e ampliam a oferta turística de forma sustentável.

Contatos para reservas e agendamentos
  • Reserva da Jaqueira – (73) 3288-1256 | Instagram: @institutopataxo_
  • Rota da Liberdade – (71) 99607-1452 | Instagram: @turismo_rotadaliberdade
  • Quilombo Jatimane – (71) 98365-6127 | Instagram: @turismodejatimane
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Turismo

Baianas de acarajé e mingau recebem capacitação gratuita em Camaçari

Quase 300 profissionais foram certificadas em cursos da Setur-BA voltados à qualificação do turismo e ao fortalecimento do empreendedorismo feminino

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Quase 300 baianas e baianos de acarajé e mingau que atuam em Camaçari, na Costa dos Coqueiros, receberam, nesta segunda-feira (9),
Foto: Tatiana Azeviche/Ascom SeturBA

Quase 300 baianas e baianos de acarajé e mingau que atuam em Camaçari, na Costa dos Coqueiros, receberam, nesta segunda-feira (9), os certificados de cursos gratuitos de capacitação promovidos pela Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA). A cerimônia foi realizada no Empório Jacuípe e reuniu autoridades, representantes do trade turístico e lideranças comunitárias.

As capacitações tiveram 32 horas de duração e abordaram temas como gestão de negócios, marketing digital e boas práticas na manipulação e higienização de alimentos. A programação incluiu ainda oficinas de confecção de turbantes e de valorização da indumentária tradicional, reforçando a identidade cultural das baianas.

Para o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, a iniciativa contribui diretamente para o fortalecimento do destino turístico. “A qualificação dos serviços nos tabuleiros da gastronomia baiana valoriza Camaçari, especialmente em seus 42 quilômetros de orla, onde estão algumas das praias mais procuradas por turistas nacionais e estrangeiros. Além disso, abre novas oportunidades de negócios e amplia a renda das famílias”, destacou.

O prefeito de Camaçari, Luiz Caetano, ressaltou o impacto da ação para o município. “Essa certificação fortalece o turismo e o empreendedorismo feminino, ao mesmo tempo em que valoriza a cultura e a gastronomia, grandes atrativos da nossa região”, afirmou.

A baiana Eleine Nascimento, de 40 anos, que mantém um tabuleiro na praia de Guarajuba, recebeu o certificado motivada. “Vendo acarajé desde pequenininha. Minha mãe é a líder do ponto, mas hoje quem está à frente sou eu. O curso agregou muito conhecimento. Mesmo vindo de uma família de baianas, aprendizado nunca é demais. A parte sobre armazenamento de alimentos foi a que mais me chamou atenção”, relatou.

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Para a presidente da Associação Nacional das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (ABAM), Rita Santos, parceira da Setur-BA, a atualização profissional é fundamental. “O saber ancestral as baianas já têm. Mas o mundo mudou, e é importante estar sempre atualizada. Essas capacitações melhoram o atendimento e a preparação dos quitutes, oferecendo serviços de ainda mais qualidade para moradores e turistas”, pontuou.

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Turismo

Turismo ecológico fortalece preservação ambiental na Bahia

A data comemorativa destaca práticas responsáveis, educação ambiental e iniciativas de conservação em unidades de preservação

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Celebrado em 1º de março, o Dia do Turismo Ecológico convida à reflexão sobre uma prática que vai além da simples visita a paisagens naturais.
Foto: Divulgação/Ascom Inema

Celebrado em 1º de março, o Dia do Turismo Ecológico convida à reflexão sobre uma prática que vai além da simples visita a paisagens naturais. O turismo ecológico se consolida como uma importante ferramenta de educação ambiental, geração de renda e, sobretudo, de conservação da natureza. Ao optar por conhecer áreas naturais de forma responsável, o visitante contribui diretamente para a proteção dos ecossistemas, fortalecendo iniciativas que conciliam preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

A conservação da biodiversidade, dos ecossistemas e o uso racional dos recursos naturais, aliados à valorização sociocultural das comunidades locais e à geração de renda de maneira sustentável, são pilares do turismo ecológico. Para a turismóloga e técnica do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Luciana Calil, a educação ambiental é o eixo central dessa prática, pois promove a interpretação do ambiente e a sensibilização dos visitantes.

“Quando realizado de forma responsável, o turismo ecológico estimula a manutenção das unidades de conservação, incentiva a fiscalização, fortalece projetos socioambientais e amplia a conscientização sobre a importância da biodiversidade. Além disso, a presença consciente de visitantes ajuda a dar visibilidade às áreas protegidas, reforçando seu valor ambiental e social”, destacou.

Na prática, o turismo ecológico envolve atitudes simples, mas fundamentais, como respeitar as normas das áreas protegidas, reduzir impactos ambientais, não descartar resíduos de forma irregular, valorizar guias e iniciativas locais e buscar conhecimento sobre o território visitado.

Trilhas de longo curso como ferramentas de conservação

A Bahia reúne importantes áreas destinadas à preservação ambiental e ao uso público sustentável. Esses espaços desempenham papel estratégico na proteção da biodiversidade, na conservação dos recursos hídricos e na promoção da educação ambiental. Ao visitá-los de forma consciente, o cidadão passa a integrar ativamente o processo de preservação.

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Nesse contexto, o Inema fomenta políticas públicas voltadas à implantação de Trilhas de Longo Curso em unidades de conservação estaduais sob sua gestão. O Parque Estadual Ponta da Tulha, o Parque Estadual Serra do Conduru e as Áreas de Proteção Ambiental (APA) Costa de Itacaré/Serra Grande e APA Santo Antônio são exemplos de unidades envolvidas nessas ações, em articulação com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), comunidades locais e outros órgãos parceiros.

Luciana Calil também destacou os avanços para a implantação de Trilhas de Longo Curso na região da Chapada Diamantina, projeto que envolverá oito unidades de conservação. A iniciativa está sendo iniciada no território de Rio de Contas, com diálogo junto aos órgãos municipais e condutores locais.

Segundo a turismóloga, as trilhas de longo curso são ferramentas estratégicas para a conservação ambiental, pois funcionam como corredores ecológicos, promovendo a conectividade entre áreas protegidas. “Isso fortalece a conservação dos ecossistemas e do ambiente natural. Ao mesmo tempo, cria um potencial turístico significativo, conectando as pessoas à natureza, promovendo sensibilização ambiental, geração de emprego e renda e fortalecendo o turismo comunitário nas regiões envolvidas”, concluiu.

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