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Turismo

Parque Estadual das Sete Passagens completa 26 anos como referência em conservação na Bahia 

Unidade entre Miguel Calmon e Jacobina se destaca na proteção de recursos hídricos, biodiversidade e na gestão participativa com comunidades locais

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O Parque Estadual das Sete Passagens completa, neste domingo (24), 26 anos de criação, consolidando sua trajetória como uma
Foto: Divulgação/PESP

O Parque Estadual das Sete Passagens completa, neste domingo (24), 26 anos de criação, consolidando sua trajetória como uma das principais unidades de conservação da Bahia. Localizado entre os municípios de Miguel Calmon e Jacobina, na região da Chapada Norte, o parque se tornou referência na proteção de recursos hídricos, na conservação da biodiversidade, na educação ambiental e no fortalecimento da participação comunitária na gestão ambiental. 

Criado no ano 2000, por meio do Decreto Estadual nº 7.808, o parque possui uma história marcada pela mobilização social. Diferentemente de muitas unidades de conservação implantadas a partir de iniciativas exclusivamente técnicas e governamentais, o PESP surgiu da articulação de moradores, ambientalistas e lideranças locais, preocupados com a preservação de uma área considerada estratégica para a proteção ambiental e hídrica da região. 

“A mobilização contribuiu para o reconhecimento da importância ecológica da área pelo Estado, resultando na criação da unidade de conservação. Desde então, o parque passou a desempenhar papel relevante na proteção de nascentes, remanescentes de Mata Atlântica de altitude, campos rupestres e espécies da fauna e flora típicas da região”, destaca José Manoel Zélis Pereira, gestor do parque. 

Com área estimada em 2.821 hectares, o parque está inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Itapicuru e possui importância estratégica por abrigar diversas nascentes que alimentam riachos responsáveis pelo abastecimento do Rio Itapicuru-Mirim, afluente da bacia principal. A preservação desses recursos se torna ainda mais relevante diante das características climáticas do território, situado no chamado polígono das secas. 

“Ao longo desses 26 anos, o Parque Estadual das Sete Passagens se consolidou como uma importante unidade de conservação da Bahia, tanto pela proteção dos recursos hídricos quanto pela preservação da biodiversidade regional. Além do papel ambiental, o parque também fortalece ações de educação ambiental, pesquisa científica e participação social, aproximando as comunidades do entorno das estratégias de conservação e do uso sustentável do território”, afirma Jeanne Florence, diretora de Sustentabilidade e Conservação do Inema. 

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Biodiversidade e patrimônio natural

A unidade abriga vegetação típica de campos de altitude, também conhecidos como campos cerrados, além de remanescentes de Mata Atlântica considerados importantes para a conservação ambiental. A diversidade de habitats favorece a ocorrência de diferentes espécies da fauna regional, incluindo aves como araponga, seriema, tucano e codorna. 

O parque também reúne atrativos naturais que impulsionam o turismo ecológico e de aventura na região. Entre os principais pontos visitados estão cachoeiras, mirantes naturais e trilhas ecológicas distribuídas em áreas de serras e vales. Entre as cachoeiras catalogadas estão a do Jajai, “S” Verde, do Espirro, do Coração, do Sinvaldo, Bico do Urubu, Encontro das Águas, Cadeiras da Natureza, do Tucano e do Portal. 

A abertura oficial para visitação pública ocorreu em 1º de janeiro de 2001. Atualmente, o parque recebe mais de 22 mil visitantes por ano. As atividades realizadas na unidade seguem as diretrizes estabelecidas no Plano de Manejo, documento que orienta o uso público e as ações de conservação ambiental. 

Além das trilhas e cachoeiras, o parque também recebe atividades de esporte de aventura, como rapel, caminhadas ecológicas e voo livre, associando lazer ao contato com a natureza e à sensibilização ambiental dos visitantes. 

Educação ambiental e gestão participativa

Ao longo de mais de duas décadas, o Parque Estadual das Sete Passagens ampliou sua atuação para além da conservação da biodiversidade. A unidade desenvolve ações permanentes de educação ambiental junto às comunidades do entorno, escolas, universidades e visitantes. As iniciativas incluem orientações preventivas em comunidades rurais, atividades educativas, ações de fiscalização com caráter pedagógico e incentivo ao uso sustentável do território. 

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O parque mantém integração contínua com instituições de ensino e pesquisa, recebendo aulas de campo, estudos científicos e projetos de extensão universitária. Os resultados das pesquisas autorizadas são compartilhados com instituições locais, contribuindo para a produção de conhecimento científico regional e para a formação ambiental de estudantes, professores e pesquisadores. 

Outro aspecto marcante da trajetória do Sete Passagens é o modelo de gestão participativa desenvolvido ao longo dos anos. A unidade mantém diálogo permanente com associações comunitárias, produtores rurais, representantes de comunidades tradicionais, instituições de ensino, organizações da sociedade civil e prefeituras da região. 

“O Sete Passagens é um exemplo de como a gestão participativa contribui para fortalecer a conservação ambiental. O conselho gestor ativo, o diálogo contínuo com comunidades, instituições e produtores rurais, além das atividades de visitação e educação ambiental desenvolvidas na unidade, ajudam a consolidar o sentimento de pertencimento e ampliam o compromisso coletivo com a preservação desse patrimônio natural da Bahia”, destaca Mateus Camilo Leite, coordenador de Gestão de Unidades de Conservação do instituto. 

O parque conta com um Conselho Gestor ativo, formado por representantes do poder público e de diferentes segmentos sociais locais. O colegiado participa das discussões relacionadas à gestão da unidade, acompanha ações de conservação e contribui para o debate de demandas regionais ligadas ao território. 

Com isso, o Parque Estadual das Sete Passagens mantém sua atuação voltada à preservação ambiental, à proteção dos recursos hídricos e ao fortalecimento de ações educativas e participativas com as comunidades locais. Ao completar 26 anos, a unidade reafirma seu papel como patrimônio ambiental da Bahia e espaço dedicado à conservação da natureza, à produção de conhecimento e à promoção da participação social na gestão ambiental. 

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Turismo

Requalificação do Balneário do Tareco avança e anima moradores na Chapada Diamantina

Obra conduzida pela Conder alia recuperação do espaço turístico a ações sociais e geração de oportunidades para a comunidade 

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associado à obra de requalificação do Balneário do Tareco, conhecido por suas piscinas naturais de águas límpidas e termais. 
Foto: Thais Tosta/Conder

Em encontro com moradores do povoado do Tareco, equipe da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) apresentou as ações previstas no projeto social associado à obra de requalificação do Balneário do Tareco, conhecido por suas piscinas naturais de águas límpidas e termais. 

Além das iniciativas voltadas ao fortalecimento do potencial turístico da região, o momento foi marcado pela demonstração de entusiasmo dos moradores diante do avanço da obra, que já se encontra em fase final. A reativação do ponto turístico, que fez parte da infância de muitos moradores, passa a ser vista como realidade próxima. 

“É um lugar muito bonito e que tem muita história. Já foi palco de muitos eventos, e muitas famílias passavam as férias desfrutando desse espaço. Desde a primeira visita técnica, identificamos o potencial turístico e ambiental do balneário. Buscamos dotação orçamentária, elaboramos um projeto conceitual e conseguimos viabilizar os recursos”, afirma Larissa Britto, diretora de Equipamentos e Qualificação Urbanística da Conder e responsável pela obra. 

Localizado a cerca de 30 km da sede de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, o Balneário do Tareco ganhou notoriedade pela abundância de nascentes, incluindo águas termais. Essas características naturais tornaram o espaço um destino procurado tanto para lazer quanto para fins terapêuticos, em função do pH alcalino, considerado adequado para o tratamento de doenças de pele. 

Na década de 1990, o chamado “Oásis do Tareco” foi estruturado com infraestrutura de apoio, incluindo duas piscinas para adultos e uma infantil. Com o passar dos anos, entretanto, o espaço foi abandonado e deixou de integrar o circuito turístico da região. 

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“Como filho do Tareco, era angustiante ver esse balneário fechado. Agora, com o avanço da obra, essa sensação está passando. Agradecemos o olhar diferenciado e o diálogo com a comunidade, que inclui cursos de educação ambiental e qualificação profissional para moradores locais e comunidades vizinhas”, destaca José Ricardo Garcia, presidente da Associação de Moradores do Vale do Tareco. 

Morador do povoado, André Ferreira também ressalta os impactos positivos da intervenção. Atualmente empregado na obra, ele projeta novas oportunidades com a retomada das atividades turísticas. “Ver essa requalificação acontecendo por meio da Conder e do Governo do Estado é muito gratificante. A expectativa é que o turismo volte a movimentar a comunidade de forma sustentável”, afirma. 

Mais sobre a obra 

O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 6 milhões e contempla a implantação de uma ampla estrutura voltada ao lazer, esporte, convivência e incentivo ao turismo. Com área total de 15.985,34 m², a intervenção inclui pavimentação, áreas verdes e 31 edificações, como quiosques, piscinas, espaços de convivência e coworking, quadras esportivas, campo society, palco, bar/restaurante, sanitários, área para eventos e equipamentos de apoio. 

De acordo com o engenheiro Lucas Araújo, responsável pela fiscalização da obra pela Conder, o projeto prioriza a acessibilidade, com atenção especial a pessoas com mobilidade reduzida, especialmente idosos, além de medidas voltadas à segurança de crianças. 

A requalificação deve contribuir para a valorização da localidade, reconhecida como geossítio de relevância nacional. A área se destaca pelo seu potencial hidrogeológico, caracterizado como aquífero surgente e termal, e integra uma paisagem mais ampla com potencial turístico, científico e didático, associada à proposta de criação do Geoparque Morro do Chapéu. 

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Turismo

Eventos pré-juninos movimentam quatro zonas turísticas da Bahia

Com apoio da Setur-BA, festas reuniram música, cultura e negócios no Oeste, Sertão, Costa do Cacau e Chapada Diamantina

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Quatro zonas turísticas da Bahia sediaram, no último fim de semana, eventos já em clima junino, com o apoio da Secretaria de Turismo do
Foto: Divulgação

Quatro zonas turísticas da Bahia sediaram, no último fim de semana, eventos já em clima junino, com o apoio da Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), com o objetivo de aquecer as economias regionais e atrair visitantes. 

Nos Caminhos do Oeste, a Micarama movimentou o município de Buritirama. A micareta atraiu milhares de pessoas, entre moradores e visitantes de cidades vizinhas, como Barra, Barreiras, Ibotirama e Oliveira dos Brejinhos, além de foliões vindos de Brasília. Subiram ao palco artistas como Xanddy Harmonia, Léo Santana, Bell Marques, Niris Costta & Dany do Acordeon e Limão com Mel, em uma mistura de música baiana e forró. 

Já nos Caminhos do Sertão, João Dourado recebeu a tradicional Festa da Cebola, em comemoração aos 41 anos de emancipação política do município. Com o tema “Aqui, a felicidade é tradição”, a programação incluiu feira de negócios, seminário sobre agricultura familiar e apresentações culturais. Os shows reuniram Xand Avião, Tarcísio do Acordeon, Edson Gomes e Tayrone, com ritmos como forró, reggae e arrocha. 

Na Costa do Cacau, a Mica Folia animou Santa Luzia em celebração aos 41 anos da cidade. A programação contou com atrações como Lordão, Trio da Huanna, Larissa Gomes, Toque10, Edcity e Tonny Salles, reunindo axé music e repertório junino. 

Na Chapada Diamantina, a Micareta de Filadélfia arrastou uma multidão ao som de Timbalada, Kart Love e Thiago Aquino. Ainda na região, a 4ª Feira Literária de Capim Grosso levou grande público à Praça 9 de Maio, com atividades que integraram literatura, arte e música nordestina. 

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De acordo com o diretor de Promoção da Setur-BA, Pedro Gramacho, o clima junino antecipado representa um atrativo importante para o turismo estadual. “Antes mesmo do São João, a Bahia já vive o clima junino, um dos grandes chamarizes para os turistas. Com essa prévia, que aquece a economia dos municípios, a expectativa é de que o mês de junho registre um recorde de visitantes no estado, em busca de forró, gastronomia típica e opções de lazer”, destacou. 

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Turismo

Jornalistas portugueses conhecem atrativos turísticos da Bahia em press trip 

Viagem de imprensa organizada pela Setur-BA, em parceria com a TAP, destacou Salvador e a Chapada Diamantina como destinos estratégicos para o mercado europeu 

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Sete jornalistas de Portugal participaram, na Bahia, de uma press trip (viagem de imprensa) organizada pela Secretaria de Turismo
Foto: Tatiana Azeviche/Ascom Setur

Sete jornalistas de Portugal participaram, na Bahia, de uma press trip (viagem de imprensa) organizada pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA), em parceria com a companhia aérea portuguesa TAP Air Portugal. O grupo chegou a Salvador em voo direto de Lisboa, operação diária da empresa, e permaneceu no estado por oito dias, vivenciando experiências turísticas e produzindo reportagens na capital baiana e na Chapada Diamantina. 

“O mercado brasileiro é muito importante para a TAP, e a Bahia é especial pela cultura, pela natureza e por outras qualidades de grande interesse para os nossos clientes. Por isso, decidimos mostrar aos jornalistas os atrativos que o estado oferece”, explicou Filipe Moraes, da Comunicação da TAP. 

Em Salvador, os profissionais de imprensa participaram de passeios guiados por diversos pontos turísticos. O roteiro incluiu o Centro Histórico, com parada no Palacete Tirachapéu, na Rua Chile, seguida de caminhada pelas ruas do Pelourinho, degustação do tradicional cravinho — bebida alcoólica por infusão — e visita ao ateliê do Mestre Lua Rasta. O grupo também conheceu o Museu da Misericórdia e o Museu Gastronômico do Sesc/Senac. 

Os jornalistas ainda exploraram a noite boêmia do bairro do Rio Vermelho, com giro pelo circuito de bares e degustação de pratos da culinária baiana. Durante o dia, no mesmo bairro, visitaram a Casa de Iemanjá e o museu dedicado aos escritores Jorge Amado e Zélia Gattai. 

“Estive em Salvador pela primeira vez há dez anos e senti que era uma cidade cheia de histórias e paisagens belíssimas. Agora, confirmei tudo isso. Existe um misto de cultura africana com a portuguesa, o que faz da cidade uma das mais ricas do Brasil em termos culturais”, afirmou Sara Veloso, da revista Mag. 

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“Vi muitas coisas parecidas com Portugal, mas Salvador tem o espírito brasileiro, o que se destaca pelo ambiente e pelas pessoas. Quando se fala do Brasil, pensamos logo em samba e praia, mas a Bahia é muito mais do que isso”, relatou Joana Soutosa, da revista Blue Travel. 

Durante a programação, o grupo entrevistou o secretário de Turismo do Estado, Maurício Bacelar, tratando do atual cenário do setor. “Atualizei os jornalistas sobre a liderança da Bahia no turismo brasileiro e destaquei a parceria do Governo do Estado com a TAP na atração de turistas estrangeiros. A vinda deles é mais uma ação promocional dos destinos baianos”, ressaltou o titular da Setur-BA. 

Para conhecer a Chapada Diamantina, os profissionais portugueses utilizaram o voo Salvador–Lençóis, operado pela Azul Linhas Aéreas, que conta com duas frequências semanais. A programação incluiu visitas às cidades de Mucugê, Iraquara e Palmeiras, com experiências guiadas em atrativos como a Gruta da Lapa Doce, a Pratinha, o Morro do Pai Inácio e a vinícola Uvva. 

“Descobrimos muitas coisas neste território incrível que é a Chapada Diamantina. Além da natureza fora de série, conhecemos pinturas rupestres que não imaginávamos encontrar. Nosso agradecimento aos organizadores por esta press trip, que estamos transformando em reportagens sobre o turismo na Bahia”, afirmou a jornalista Alice Barcellos. 

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