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Cultura

OSBA homenageia ao centenário de Mãe Stella de Oxóssi

Os ingressos estarão à venda a partir das 14h desta terça-feira, dia 29 de abril, na plataforma Sympla

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A Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) celebra o centenário de Maria Stella de Azevedo Santos (1925–2018), a eterna Mãe Stella de Oxóssi,
Foto: Antonelo Veneri

A Orquestra Sinfônica da Bahia (Osba) celebra o centenário de Maria Stella de Azevedo Santos (1925–2018), a eterna Mãe Stella de Oxóssi, com o concerto “Odé Nfè”, que acontece neste domingo, dia 4 de maio, às 11h, no Cine Teatro Solar Boa Vista, localizado no bairro do Engenho Velho de Brotas. Os ingressos estarão à venda a partir das 14h desta terça-feira, dia 29 de abril, na plataforma Sympla, pelos valores de R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). 

Sob a regência do maestro Carlos Prazeres, a apresentação contará com o solo da soprano Irma Ferreira e as participações de alabês de importantes terreiros de candomblé da Bahia: Adriano Azevedo (do terreiro Ilê Axé Opó Afonjá), Antônio Marques (do terreiro Ilê Axé Iyá Nassô Oká), Totó Cruz (do terreiro Pilão de Prata) e Valmir Christiano (do terreiro Ilê Axé Iyá Nassô Oká). 

O programa da homenagem à Mãe Stella de Oxóssi mescla obras de compositores baianos da música de concerto como Paulo Costa Lima (1954), Damião Barbosa de Araújo (1778–1856), Lindembergue Cardoso (1939–1989) e Domingos da Rocha Mussurunga (1807–1856) com cantigas litúrgicas do Candomblé, interpretadas pela Orquestra e pelos atabaques dos terreiros. Como fechamento, a orquestra apresentará uma versão sinfônica de “O Ouro e a Madeira”, do sambista baiano Ederaldo Gentil (1947–2012), música preferida de Mãe Stella. 

Convite para apresentação 

O concerto “Odé Nfè” (que significa “Oxóssi deseja”) nasceu do convite de um grupo de amigos de Mãe Stella idealizado pela produtora cultural Iasnaia Lima e pela escritora Cléo Agbeni Martins, filha de santo de Mãe Stella e que com ela produziu ações relevantes no campo artístico, político e cultural. 

“Queríamos uma celebração marcada pelo afeto, pela alegria e pela amizade — refletindo as múltiplas frentes em que Mãe Stella atuou”, explica Iasnaia Lima. A realização conta com a bênção de Mãe Ana de Xangô, sucessora de Mãe Stella no Ilê Axé Opó Afonjá. 

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Além da homenagem com a OSBA, o grupo de amigos da ialorixá também está organizando o evento “Cartas para Mãe Stella”, seminário que acontece neste sábado (03/05), a partir das 10h, no Forte da Capoeira, no Largo de Santo Antônio Além do Carmo, com uma programação que contempla mesas de diálogo, partilhas de saberes e uma apresentação do duo “Letra e Canção”. 

Para o maestro da OSBA, Carlos Prazeres, a realização deste concerto dedicado ao legado de Mãe Stella é uma homenagem não só a sua força espiritual, mas também a força cultural do seu legado, além de reafirmar o compromisso da Orquestra de dialogar com as raízes e pluralidade da sociedade baiana. 

“Mãe Stella foi um símbolo de sabedoria, resistência e diálogo. Escolhemos um programa que criasse espaços de escuta, de reverência, de contemplação. São obras que dialogam com o sagrado, traçando um paralelo entre dois mundos tão distintos e complementares”, afirma Prazeres. 

Sobre Mãe Stella de Oxóssi 

Nascida em 02 de maio de 1925, em Salvador, Maria Stella de Azevedo Santos é uma das figuras mais emblemáticas da cultura afro-brasileira. Foi a quinta ialorixá do Ilê Axé Opó Afonjá, um dos terreiros de Candomblé mais influentes da Bahia. Enfermeira de formação, Mãe Stella destacou-se também como escritora, pesquisadora e defensora da cultura afro-brasileira, levando o conhecimento ancestral a públicos diversos. Em 2013, foi eleita por unanimidade para ocupar a cadeira 33 da Academia de Letras da Bahia. Recebeu ainda, em 2009, o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Estado da Bahia. 

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São João 2026

Camaforró reúne mais de 200 mil pessoas e impulsiona turismo

Festa junina conta com mais de 60 atrações e alta ocupação hoteleira na sede e no litoral de Camaçari

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distribuídas entre o Caramanchão e a Vila Maria Bonita — reunindo bandas, manifestações culturais, quadrilhas e artesanato — o Camaforró
Foto: Ana Paula Cabral/Ascom SeturBA

Com 24 atrações no palco principal e 44 distribuídas entre o Caramanchão e a Vila Maria Bonita — reunindo bandas, manifestações culturais, quadrilhas e artesanato — o Camaforró movimenta Camaçari, na Costa dos Coqueiros, durante o São João. Realizado de sábado (20) a terça-feira (23), no Espaço Camaçari 2000, o evento tem expectativa de público superior a 200 mil pessoas.

O Camaforró também reflete diretamente no turismo local. A ocupação hoteleira atingiu 90% na sede do município e 75% na região litorânea, que inclui destinos como Guarajuba e Arembepe.

“Todo o entorno vem para cá, assim como visitantes de cidades do interior, contribuindo para a ocupação da rede hoteleira e o aquecimento do comércio e do setor de serviços. O Governo do Estado e a Secretaria de Turismo estão de parabéns pelo apoio a esta festa”, afirmou o secretário municipal de Turismo, Patrício Oliveira.

A programação diversificada atrai visitantes de diferentes estados e até do exterior, com shows de artistas como Alceu Valença, Pablo, Cavaleiros do Forró, Matheus & Kauan e Márcia Fellipe.

O arquiteto boliviano José Arturo, de 70 anos, destacou a experiência positiva ao conhecer o evento. “Estou conhecendo a festa agora, passeando e provando a comida. A música é linda”, disse.

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De São Paulo, o mecânico de manutenção Batista Silvério, de 50 anos, também aprovou a festa. “É a primeira vez que venho e estou gostando muito. Vim passar sete dias aqui e talvez visite outras festas juninas na Bahia. É emocionante”, relatou.

O motorista de carreta José Uilton da Cruz, de 39 anos, ressaltou a expectativa para a programação musical. “Não conhecia o evento e vim atraído pela cultura. Estou animado, principalmente para ver o show de Pablo”, afirmou.

Entre os visitantes estrangeiros, chama atenção a presença de trabalhadores chineses da fábrica de automóveis BYD, que circulam pelo espaço da festa e pelas áreas de artesanato e alimentação, acompanhando atentamente as apresentações musicais, ainda que de forma mais discreta na interação.

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São João 2026

Junho da Igualdade leva ações de combate ao racismo a 25 municípios da Bahia

Iniciativa da Sepromi promove orientação, acolhimento e garantia de direitos em festejos juninos na capital e no interior

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Ao longo do mês de junho, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) realiza uma ampla
Foto de Victor Rayhata

Ao longo do mês de junho, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) realiza uma ampla agenda de atividades do Junho da Igualdade 2026. As ações acontecem em 25 municípios baianos e também nos circuitos do São João nos Bairros, em Salvador, alcançando milhares de pessoas por meio de iniciativas de sensibilização, orientação, acolhimento e garantia de direitos.

A iniciativa integra a estratégia estadual de fortalecimento das políticas de promoção da igualdade racial em um dos maiores eventos populares do Nordeste. As ações buscam enfrentar o racismo, a intolerância religiosa e outras formas de violação de direitos durante os festejos juninos. A operação conta com a atuação do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela (CRNM) e de suas unidades móveis, que oferecem orientação, apoio à população e encaminhamento de denúncias.

Para a secretária Ângela Guimarães, levar o Junho da Igualdade a diferentes territórios baianos durante o período junino aproxima as políticas públicas da população.

“Nosso objetivo é fortalecer o enfrentamento ao racismo, à intolerância religiosa e a todas as formas de discriminação, ampliando o acesso da população aos serviços de acolhimento, orientação e proteção”, afirmou.

Durante o período, equipes técnicas e mobilizadores sociais da Sepromi realizam a campanha “São João da Bahia diz não ao racismo”, com abordagens educativas, distribuição de materiais informativos e atendimento a situações de discriminação. As atividades também reforçam a importância do respeito à diversidade, da valorização das identidades culturais e religiosas e da construção de espaços festivos livres de preconceito.

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As ações do Junho da Igualdade 2026 ocorrem nos municípios de Senhor do Bonfim, Irecê, Salvador (São João nos Bairros), Teixeira de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Amargosa, Cachoeira, São Sebastião do Passé, Camaçari, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Alagoinhas, Jacobina, Cruz das Almas, Castro Alves, Itabuna, Juazeiro, Jequié, Paulo Afonso, Barreiras, Porto Seguro, Eunápolis, Governador Mangabeira, Mucugê e Ituberá, além de diversos bairros da capital baiana.

Como parte da programação, a Secretaria participa do Plantão Integrado de Direitos Humanos, realizado em parceria com a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), contribuindo para a atuação articulada de órgãos públicos na prevenção e no enfrentamento de violações durante os festejos. O atendimento ocorre, especialmente, em municípios como Castro Alves, Cachoeira e Cruz das Almas, com acolhimento, orientação e encaminhamento de casos.

“É nosso dever garantir que esses espaços de celebração também sejam locais de respeito, inclusão e promoção de direitos. Celebrar a cultura popular também significa assegurar direitos, valorizar a diversidade e combater o racismo e a intolerância religiosa em todas as suas formas”, completou Ângela Guimarães.

Calendário de ações — Junho da Igualdade 2026
  • Senhor do Bonfim – de 19 a 24 de junho
  • Irecê – de 19 a 24 de junho
  • Salvador (São João nos Bairros) – de 19 a 24 de junho
  • Teixeira de Freitas – de 19 a 27 de junho
  • Santo Antônio de Jesus – de 19 a 24 de junho
  • Amargosa – de 19 a 24 de junho
  • Cachoeira – de 20 a 25 de junho
  • São Sebastião do Passé – de 20 a 27 de junho
  • Camaçari – de 20 a 23 de junho
  • Feira de Santana – de 20 de junho a 4 de julho
  • Vitória da Conquista – de 20 a 24 de junho
  • Alagoinhas – de 20 a 24 de junho
  • Jacobina – de 20 a 24 de junho
  • Cruz das Almas – de 20 a 24 de junho
  • Castro Alves – de 20 a 25 de junho
  • Itabuna – de 25 a 28 de junho
  • Juazeiro – de 5 a 28 de junho
  • Jequié – de 14 a 24 de junho
  • Paulo Afonso – de 25 de maio a 28 de junho
  • Barreiras – de 5 de junho a 3 de julho
  • Porto Seguro – de 12 a 14 de junho
  • Eunápolis – de 1º a 4 de julho
  • Governador Mangabeira – de 20 a 24 de junho
  • Mucugê – de 20 a 24 de junho
  • Ituberá – data a confirmar
Plantão Integrado de Direitos Humanos (SJDH / Sepromi / CRNM)
  • Castro Alves – 21 e 22 de junho de 2026
  • Cachoeira – 23 a 25 de junho de 2026
  • Cruz das Almas – 23 e 24 de junho de 2026
São João nos Bairros — Salvador
  • Comércio;
  • Santo Antônio Além do Carmo;
  • Saúde;
  • Paripe;
  • Periperi;
  • Itapuã;
  • Liberdade;
  • Cajazeiras;
  • Nordeste de Amaralina.
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São João 2026

Pelourinho se transforma em grande arraiá e reafirma tradição junina em Salvador

Decoração temática, programação descentralizada e reforço na segurança atraem baianos e turistas ao Centro Histórico

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O Pelourinho ganhou novos ritmos e cores para celebrar o São João em Salvador. Promovido pelo Governo da Bahia, o Centro Histórico
Foto: Joá Souza/GOVBA

O Pelourinho ganhou novos ritmos e cores para celebrar o São João em Salvador. Promovido pelo Governo da Bahia, o Centro Histórico foi transformado em um verdadeiro arraiá, com bandeirolas coloridas espalhadas pelas ladeiras e o som do forró marcando o clima festivo, atraindo baianos e turistas em busca das tradições juninas.

Mais do que um cenário atrativo, a ornamentação e a ocupação cultural resgatam a essência dos festejos típicos. Com programação descentralizada até 24 de junho, a festa se espalha pelo Largo do Pelourinho, pelas praças Pedro Archanjo, Quincas Berro D’Água e Tereza Batista, além da Praça das Artes, Praça da Sé e o tradicional coreto do Terreiro de Jesus. Grandes nomes da música brasileira e do forró comandam as noites, como Geraldo Azevedo, Falamansa, Mastruz com Leite e Dorgival Dantas.

Para os artistas que se apresentam no Centro Histórico, o evento carrega forte simbolismo e responsabilidade cultural. Armandinho do Acordeon, vocalista e sanfoneiro da banda Fulô de Mandacaru, destacou o compromisso com a tradição nordestina. “Quero agradecer ao Governo do Estado da Bahia por esse compromisso com o São João, por trazer tanta gente que representa a cultura”, afirmou. O músico também ressaltou a maratona de apresentações do grupo: “Foi emoção do começo ao fim. São quase 30 shows só no estado da Bahia, celebrando os 25 anos de Fulô”.

Já Luan Estilizado, que mistura clássicos do forró pé de serra a sucessos recentes, enfatizou o significado de se apresentar na capital baiana. “Que oportunidade e que honra! É uma grande responsabilidade dividir palco com artistas consagrados. Estou muito feliz”, disse.

O público também aprova a estrutura e a programação. A especialista em marketing digital Aline Paim, de 30 anos, afirmou estar impressionada com o evento. “Fazia anos que eu não vinha curtir o São João no Pelourinho e estou encantada. A decoração está linda e a expectativa é alta”, contou.

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O clima junino também conquista visitantes estrangeiros. A pesquisadora Érica Lima Carvalho, de 33 anos, levou o namorado português para conhecer a festa. “Trouxe ele para viver o São João, porque todo ano tem atrações incríveis. Precisamos mostrar ao mundo o que temos de melhor”, destacou.

No dia 24 de junho, a programação ganha um atrativo adicional: além dos shows de forró, o público poderá acompanhar a transmissão do jogo da Seleção Brasileira ao som da batida do Olodum, unindo duas paixões nacionais em um só espaço.

Segurança com tecnologia e integração

O Governo da Bahia montou uma operação especial de segurança para o São João 2026, que segue até 12 de julho em 283 municípios. Na capital e Região Metropolitana, 6.204 profissionais atuam com o apoio de 312 viaturas e 196 câmeras de videomonitoramento equipadas com inteligência artificial, leitura de placas e reconhecimento facial.

A presença ostensiva da polícia e as 28 estruturas operacionais — como postos elevados de observação e bases de apoio — reforçam a sensação de segurança. A operação é coordenada em tempo real pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no Centro de Operações e Inteligência (COI), reunindo 20 órgãos estaduais.

Além de Salvador, as ações levam o São João a sete bairros da capital e a mais de 280 municípios do interior. A descentralização, aliada ao investimento em segurança e atrações artísticas, fortalece as tradições populares e impulsiona a economia, gerando emprego e renda em toda a Bahia.

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