Cultura
MGB continua com horário de funcionamento estendido
Em fevereiro, o Museu Geológico da Bahia funciona de terça a sexta, das 10h às 18h, nos finais de semana, das 13h às 17h
O Museu Geológico da Bahia (MGB), órgão administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), continuará com o funcionamento estendido em fevereiro, de terça a sexta-feira, abrindo às 10 horas e encerrando às 18 horas. Aos finais de semana, o funcionamento será mantido das 13h às 17h. O MGB está localizado na Avenida Sete de Setembro, nº 2195, Corredor da Vitória e a entrada é gratuita.
Com um dos maiores acervos de rochas, minerais, pedras preciosas e fósseis da Bahia, o MGB, que completa meio século este ano, proporciona aos seus visitantes uma viagem no tempo geológico através das suas exposições temáticas: Meteoritos, Universo/Sistema Solar, Minerais, Rochas, Recursos Minerais, Minerais e Rochas Industriais, Artesanato Mineral, Garimpo, Minerais Radioativos, Energia dos Cristais, Gemas, Petróleo, Otto Billian, Rochas Ornamentais e Fósseis.
Inaugurado em 1975, o museu é um centro de pesquisa, divulgação e preservação do patrimônio geológico da Bahia, que desenvolve projetos de cunho científico, educativo e cultural, completando meio século de funcionamento neste ano. O espaço conta ainda com um cinema e um café, de onde se pode apreciar o mural Flor de Pedras do artista plástico Juarez Paraíso.
Dia da Mulher
Mulheres transformam o Parque Zoobotânico da Bahia com cuidado, liderança e dedicação
Presença feminina marca o manejo da fauna, a educação ambiental e a gestão de um dos principais espaços de conservação do estado
Por trás dos recintos que abrigam espécies da fauna brasileira e encantam centenas de visitantes diariamente no Parque Zoobotânico da Bahia, existe uma força silenciosa, atenta e essencial: o trabalho das mulheres que atuam no cuidado, na gestão e na educação ambiental do espaço.
Entre elas está Valdirene Santos, tratadora há um ano e meio e, atualmente, a única mulher na equipe de tratadores do Parque. A rotina começa antes mesmo da abertura dos portões ao público. A primeira missão do dia é garantir que os recintos estejam limpos, organizados e preparados para o bem-estar dos animais. “Eles precisam encontrar o ambiente adequado. Isso é fundamental para que se sintam seguros e tranquilos”, explica.
Mais do que limpeza e alimentação, a função exige observação constante e sensibilidade. Valdirene, conhecida como Val, destaca que os tratadores são os primeiros a identificar qualquer alteração no comportamento dos animais. “Somos os olhos do técnico. Antes mesmo da avaliação especializada, somos nós que percebemos qualquer mudança. Cada detalhe importa”, afirma.
Esse olhar atento contribui diretamente para a saúde e o manejo adequado das espécies. Para Valdirene, a motivação vem do amor pela profissão. “Eu amo o que faço. Trabalhar aqui é especial. Cuidar de animais é algo lindo e faz bem até para a saúde mental. É gratificante fazer o que a gente gosta”, diz.
No Dia Internacional da Mulher, ela deixa uma mensagem para outras mulheres que desejam ocupar espaços ainda pouco representados. “Acredite no seu potencial. Não deixe ninguém dizer que esse lugar não é seu. A gente não pede espaço, a gente conquista. No meio de tantos homens, aprendi que não preciso ser mais forte que ninguém, preciso ser competente, dedicada e verdadeira com o que faço”, ressalta.
Liderança feminina na gestão
A força feminina no Parque Zoobotânico também se reflete na gestão da instituição, conduzida pela bióloga Ana Celly Lima, que iniciou sua trajetória no local como estagiária e hoje ocupa uma posição de liderança.
Ana ingressou no Parque em outubro de 2006, durante o estágio supervisionado da graduação em Biologia. Nesse período, passou por setores como ornitologia, nutrição e quarentena, experiências que ajudaram a consolidar seu olhar técnico no cuidado com a fauna silvestre.
Foi ainda nessa fase que começou a atuar no manejo de neonatos e filhotes de animais silvestres, trabalho que deu origem ao berçário do zoológico. “Quando finalizei o estágio, fui convidada a continuar no projeto de manejo de filhotes. Foi assim que consolidamos o trabalho de recria de animais”, relembra.
Entre os resultados mais expressivos dessa trajetória está o sucesso na recria de um filhote de harpia, feito considerado raro entre instituições que atuam com fauna silvestre sob cuidados humanos.
Em 2021, Ana Celly assumiu a gestão técnica do Parque, ampliando suas responsabilidades. “Hoje, o trabalho envolve o bem-estar de mais de mil animais e a gestão de quase 200 colaboradores. Não cuidamos apenas da fauna, mas também das pessoas”, explica.
Segundo ela, o maior desafio está justamente na condução das equipes. “Gerir fauna é algo que a experiência nos ensina com segurança. O grande desafio é lidar com pessoas, com suas diferentes realidades e necessidades. Isso exige sensibilidade, escuta e equilíbrio”, destaca.
Ana também ressalta o orgulho de integrar uma instituição com forte presença feminina em cargos estratégicos. “Nossa diretora é uma mulher, temos coordenadoras técnicas, lideranças femininas em diversos setores e uma participação muito expressiva das mulheres no corpo técnico do Parque”, afirma.
Presença que transforma
Entre os quase 200 colaboradores do Parque Zoobotânico da Bahia, a presença feminina é marcante. As mulheres atuam em áreas estratégicas como medicina veterinária, biologia, museologia, engenharia agronômica, vigilância, gestão administrativa, educação ambiental, manejo animal, nutrição, conservação da fauna e serviços gerais.
São elas que ajudam a garantir que o Parque permaneça organizado, acolhedor e preparado para receber famílias, estudantes e visitantes de todas as idades.
Neste Dia Internacional da Mulher, o Parque Zoobotânico da Bahia celebra não apenas uma data simbólica, mas a atuação cotidiana, competente e transformadora das mulheres que dedicam seu trabalho à preservação da fauna e do meio ambiente. Porque, quando mulheres ocupam espaços, elas não apenas trabalham — elas transformam.
Dia da Mulher
Corrida reúne 5 mil pessoas em Salvador no Dia da Mulher
Evento “Mulheres pela Vida” marcou o 8 de Março com esporte, conscientização e mobilização social na orla da capital
A manhã deste domingo (8), data em que se celebra o Dia Internacional das Mulheres, foi marcada por esporte, mobilização social e conscientização em Salvador com a realização da 2ª edição da Corrida “Mulheres pela Vida – Pelo Fim do Feminicídio”. O evento reuniu cerca de 5 mil participantes no percurso entre o Farol da Barra e o bairro de Ondina, reforçando o lema da campanha: “Todos por todas. Feminicídio zero!”. O governador Jerônimo Rodrigues participou da atividade.
Promovida pelo Instituto Ampara Mulher e pelo Instituto de Mulheres Negras Luiza Mahin, a corrida integrou a programação do Março Mulher na capital baiana e teve como objetivo incentivar a ocupação dos espaços públicos pelas mulheres, além de chamar a atenção da sociedade para a urgência do enfrentamento à violência de gênero.
Durante o evento, o governador destacou o simbolismo da mobilização. “Ver milhares de mulheres ocupando as ruas de Salvador com uma mensagem de respeito, igualdade e defesa da vida mostra que a sociedade está unida contra o feminicídio. O nosso governo tem compromisso com políticas públicas que protejam e valorizem as mulheres”, afirmou.
Entre as participantes, a corredora Ana Paula Santos ressaltou o significado da iniciativa. “Correr hoje vai além do esporte. A gente corre por nós, pelas que vieram antes e por aquelas que ainda precisam de proteção. É uma forma de mostrar que queremos uma sociedade mais segura para todas”, disse.
A secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia, Neusa Cadore, destacou que a corrida simboliza a força coletiva no enfrentamento à violência. “Essa ação representa união, resistência e conscientização. Também fortalece o debate público e a rede de proteção às mulheres”, afirmou.
A corrida contou com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Secretaria de Turismo (Setur), Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur), Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), além da Bahiagás e da Embasa.
Cultura
Arquivo Público da Bahia completa 136 anos e reforça papel de guardião da memória histórica
Instituição celebra aniversário com reconhecimento da Unesco, investimentos em preservação e anúncios de novos projetos de restauro
Guardar documentos é, antes de tudo, preservar vidas, histórias e identidades. Com esse compromisso, o Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB) completou 136 anos nesta quinta-feira (5), reafirmando sua importância como um dos principais guardiões da memória baiana e brasileira. A celebração contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, que entregou melhorias, anunciou novos investimentos e destacou a relevância da preservação do acervo histórico.
O evento foi marcado por um reconhecimento inédito: a coleção Passaportes de Escravizados, Libertos, Livres e Africanos (1821–1889), que integra o acervo colonial do APEB, passou a compor o Registro Regional da América Latina e Caribe do Programa Memória do Mundo, da Unesco. A inclusão destaca a relevância internacional dos documentos para pesquisas sobre o período da escravidão e coloca o Arquivo como a primeira instituição baiana a alcançar essa etapa, habilitando-se agora ao reconhecimento global.
“Preservar a memória é um compromisso com o passado, mas também com o futuro. Garantir que esse prédio seja definitivamente do Estado é proteger um patrimônio que pertence ao povo baiano. O reconhecimento da Unesco mostra que o que está guardado aqui tem importância para o mundo”, afirmou o governador.
A segurança do acervo foi reforçada com a solução definitiva do processo judicial envolvendo o prédio-sede do Arquivo, instalado no Solar da Quinta, imóvel tombado pelo Iphan desde 1949. A homologação do acordo judicial, com pagamento integral de R$ 8 milhões, eliminou o risco de leilão do imóvel e garantiu a permanência do Arquivo Público em sua sede histórica.
Investimentos e modernização
A cerimônia também marcou a entrega de melhorias estruturais, a implantação do Laboratório de Digitalização e o anúncio do restauro da fonte histórica em pedra localizada no pátio do Arquivo, parte do conjunto arquitetônico do Solar da Quinta. A antiga Sala do Pesquisador foi requalificada e passou a se chamar Sala Dr. Luiz Gama, com novos equipamentos, mobiliário e climatização, em investimento de R$ 50 mil, realizado pela Fundação Pedro Calmon.
O Laboratório de Digitalização, implantado por meio de convênio com o Ministério da Cultura, recebeu R$ 100 mil em investimentos e conta com scanners planetários, câmeras profissionais e equipamentos de alto desempenho. Para o secretário de Cultura, Bruno Monteiro, a iniciativa amplia o acesso e fortalece a preservação do acervo. “A digitalização protege os documentos e democratiza o conhecimento”, destacou.
Segundo o diretor do Arquivo Público, Jorge X, as melhorias qualificam o trabalho técnico e ampliam o atendimento aos pesquisadores. “Os investimentos fortalecem nossos fluxos de trabalho, aumentam a segurança do acervo e ampliam o acesso a documentos fundamentais para compreender a história da Bahia e do Brasil”, afirmou.
Novo PAC amplia agenda de preservação
Durante a celebração, também foram anunciadas autorizações, no âmbito do Novo PAC, para a elaboração de projetos de restauro de importantes equipamentos históricos e culturais da Bahia. A iniciativa envolve parceria entre o Ministério da Cultura, a Secretaria de Cultura do Estado e o IPAC.
Entre os imóveis contemplados estão a Faculdade de Medicina da Bahia, o Convento de Santa Clara do Desterro, o Ilê Maroia Laji (Terreiro do Alaketu), a Casa do Samba de Santo Amaro e a Casa Berquó e Sete Candeeiros, onde será implantado o Centro de Referência do Patrimônio. As ações ampliam a política de preservação e reafirmam o compromisso do Estado com a valorização da memória e da cultura baiana.
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