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Economia

Mercado do Rio Vermelho aumenta vendas na Semana Santa

A Ceasinha possui mais de 50 anos de atuação, conta com 138 boxes em funcionamento e 240 vagas de estacionamento

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Na Semana Santa, o Mercado do Rio Vermelho, mais conhecido como Ceasinha, se torna referência para compra dos produtos para
Fotos: Feijão Almeida/GOVBA

Na Semana Santa, o Mercado do Rio Vermelho, mais conhecido como Ceasinha, se torna referência para compra dos produtos para o almoço tradicional da Sexta-feira da Paixão. O aumento na procura por ingredientes tradicionais da culinária baiana impulsiona as vendas e aquece a economia local. Este ano, o espaço administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), já apresenta um aumento de mais de 35% na movimentação em relação ao ano passado. 

Quem antecipou a compra, nesta quarta-feira (16), foi a psicóloga e escritora, Iêda Domitilo. “Sempre venho aqui porque o produto é de extrema qualidade. Venho procurar qualidade e preço, né? E aqui tem, por exemplo, o dendê, que é maravilhoso, com pouca acidez, a comida fica maravilhosa”. 

O período é marcado por uma forte valorização das tradições gastronômicas, que movimentam feirantes e consumidores em busca dos sabores típicos da época. Todos os itens para o almoço são encontrados no equipamento, oferecendo opções desde comida congelada, fresca, vegana e sem glúten, a vinhos, chocolates, pescados, camarão fresco e defumado, azeite e temperos. 

“O mercado está pronto para receber os clientes, nós já estamos com um aumento de procura e esperamos que até sexta-feira chegue a uns 50%. O mercado está preparado para receber todos os clientes, é um local que ele encontra tudo de qualidade, com preços acessíveis e vai ter uma Semana Santa mais tranquila”, acrescenta o diretor de gestão de mercados da SDE, Alberto Queiroz. 

Um dos tradicionais boxes, O Pesqueiro, oferece aos clientes todo tipo de pescado e frutos do mar. A proprietária Débora Oliveira já comemora o aumento da procura dos clientes.  

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“Temos hoje um movimento muito bom, vocês podem ver a loja cheia de gente. Nós comemoramos agora dois anos, nascemos em uma Semana Santa, é a nossa terceira Semana Santa aqui dentro do Mercado do Rio Vermelho e desde então só tem crescido esse mercado. Nós nos preparamos aqui com uma variedade enorme de pescados, os queridinhos da Semana Santa, desde pescada amarela, bacalhau, até camarões frescos, congelados, todo tipo de produtos para que todos possam fazer suas compras”, disse Débora. 

O mercado possui mais de 50 anos de atuação, conta com 138 boxes em funcionamento e 240 vagas de estacionamento. Os boxes do Mercado do Rio Vermelho funcionam de segunda-feira a sábado, das 7h às 19h, e nos domingos e feriados das 7h às 14h, exceto a praça de alimentação que funciona até as 16h. O equipamento estará aberto de forma facultativa na Sexta-feira da Paixão, até as 14h, retornando ao funcionamento normalmente no sábado (19). Para o comerciante Ramiro Campelo, o espaço se torna também um ponto de encontro dos amigos. “O melhor peixe da Bahia está aqui. Isso aqui é o coração da Bahia. Aqui, a gente encontra os amigos, dá risada. Isso aqui é Bahia, gente. Só falta o caranguejo para ficar mais gostoso”, acrescenta. 

Economia

Cesta básica em Salvador sobe 1,63% em outubro impulsionada por alta do tomate, macarrão e cebola

Condições climáticas adversas, redução da oferta de hortaliças e oscilações entre oferta e demanda pressionaram os preços dos alimentos e elevaram o custo da cesta para R$ 618,42

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A cesta básica de Salvador passou a custar R$ 618,42 em outubro de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos
Foto: Thuane Maria/GOVBA

A cesta básica de Salvador passou a custar R$ 618,42 em outubro de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O valor representa uma alta de 1,63% em relação a setembro, equivalente a um acréscimo nominal de aproximadamente R$ 9,92. 

O resultado foi influenciado principalmente pelas condições climáticas registradas nas regiões produtoras, com ocorrência de chuvas e temperaturas mais amenas, além das oscilações entre oferta e demanda de diversos produtos alimentícios. 

Dos 25 itens que compõem a cesta básica, 13 apresentaram aumento de preços, com destaque para: 

  • Tomate: 25,76% 
  • Macarrão: 25,11% 
  • Cebola: 20,95% 
  • Arroz: 7,08% 
  • Linguiça calabresa: 6,86% 
  • Carne de segunda: 5,87% 
  • Carne de primeira: 5,64% 
  • Queijo prato: 5,30% 
  • Frango: 2,82% 
  • Açúcar cristal: 2,08% 
  • Óleo de soja: 2,08% 
  • Pão francês: 0,84% 
  • Queijo muçarela: 0,09% 

Por outro lado, 12 produtos registraram queda, entre eles: 

  • Flocão de milho: -23,08% 
  • Batata inglesa: -14,85% 
  • Banana-prata: -11,25% 
  • Café moído: -5,57% 
  • Maçã: -5,00% 
  • Cenoura: -4,93% 
  • Farinha de mandioca: -3,53% 
  • Leite: -2,74% 
  • Feijão: -1,94% 
  • Carne de sertão: -1,86% 
  • Manteiga: -0,55% 
  • Ovos de galinha: -0,14% 
Clima e oferta reduzida explicam pressão sobre os preços 

De acordo com o economista da SEI, Denilson Lima, os fatores climáticos tiveram papel decisivo no comportamento dos preços. O tomate, que liderou as altas do mês, sofreu impacto da redução da oferta disponível. 

Segundo o especialista, o aumento ocorreu em razão do esgotamento das áreas em fase de colheita, situação agravada pelas chuvas e pelas temperaturas mais baixas, que retardaram a maturação dos frutos. Já o flocão de milho apresentou forte recuo, acompanhando a desvalorização do milho em grão, resultado de uma oferta superior à demanda no mercado interno durante parte de outubro. 

O conjunto de alimentos tradicionalmente associado ao almoço dos soteropolitanos, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registrou alta de 7% no mês e passou a responder por 39,88% do valor total da cesta básica. 

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Em contrapartida, o grupo de produtos consumidos no café da manhã, composto por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, apresentou queda de 0,49%, representando 34,61% do valor da cesta. 

Em outubro, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 90 horas e 44 minutos de trabalho para adquirir uma cesta básica. O valor corresponde a 41,24% do salário mínimo líquido, considerado o rendimento de R$ 1.499,43 após o desconto de 7,5% referente à contribuição previdenciária. 

O boletim completo da pesquisa está disponível no portal da SEI. 

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Economia

Lucas Reis defende venda de participação minoritária da Bahiagás e rejeita tese de privatização

Deputado federal eleito afirma que Estado manterá controle acionário da companhia e seguirá responsável pelas decisões estratégicas

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O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) se manifestou sobre a venda de uma participação acionária minoritária da Bahiagás
Foto: Divulgação/Bahiagás

O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) se manifestou sobre a venda de uma participação acionária minoritária da Bahiagás e rebateu críticas que classificam a operação como um processo de privatização da companhia. Segundo ele, é necessário diferenciar a alienação de ações sem poder de controle da transferência do comando de uma empresa pública.

“Privatização é uma coisa, venda de participação minoritária é outra. O Estado da Bahia não está abrindo mão do controle da Bahiagás. Continuará com a maioria das ações com direito a voto e com o poder de conduzir as decisões estratégicas da companhia. É importante que esse debate seja feito com responsabilidade e com base nos fatos”, afirmou.

Lucas Reis, que atuou como conselheiro da Bahiagás, destacou que as ações colocadas à venda integram um lote adquirido pelo governo estadual em 2022, sem comprometimento da participação acionária original do Estado na empresa.

“Defender o patrimônio público também é tratar o assunto com seriedade. A Bahiagás continuará sob controle do Estado, com seus investimentos e seu papel estratégico no desenvolvimento da Bahia preservados”, completou.

O parlamentar eleito ressaltou ainda que a manutenção do controle acionário garante ao Governo do Estado a prerrogativa de indicar o diretor-presidente da companhia e continuar conduzindo os investimentos previstos para a ampliação da rede de distribuição de gás natural.

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Segundo Lucas Reis, a operação não altera a capacidade do Estado de definir os rumos da empresa nem compromete a continuidade dos serviços prestados à população. Ele argumenta que a preservação da maioria das ações com direito a voto assegura a condução dos projetos estratégicos e o desenvolvimento do setor de gás natural na Bahia.

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Economia

Desemprego cai para 5,2% e Brasil registra recorde de ocupação no terceiro trimestre

Pesquisa do IBGE aponta a menor taxa de desocupação para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, com recordes também na população ocupada e na massa de rendimentos

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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período
Fotos: Joá Souza/GOVBA

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período de 2025 havia sido de 5,6%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 4% em relação ao trimestre de abril a junho deste ano, equivalente a menos 234 mil pessoas. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a queda foi de 6,9%, ou cerca de 417 mil pessoas a menos em busca de trabalho.

Ocupação bate recorde

A população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da pesquisa.

O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a geração de aproximadamente 581 mil ocupações, e alta de 1,2% na comparação anual, o equivalente a mais 1,2 milhão de trabalhadores ocupados.

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Outro indicador recorde foi o nível de ocupação, que alcançou 59% da população em idade de trabalhar. O índice avançou em relação aos 58,8% registrados no trimestre anterior e ficou estável na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu 58,7%.

Informalidade permanece estável

Segundo o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.

No trimestre anterior, o indicador era de 37,4% (38,6 milhões de pessoas), enquanto no mesmo período de 2025 alcançava 37,8% (38,7 milhões).

Renda e massa salarial também avançam

O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.790, mantendo estabilidade na comparação trimestral e crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, um aumento de R$ 131.

Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador registrou alta de 1,5% frente ao trimestre anterior, o equivalente a R$ 5,6 bilhões, e avanço de 4,7% na comparação anual, com acréscimo de R$ 17,5 bilhões.

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