Segurança
Marcelo Werner destaca avanços previstos na PEC da Segurança Pública
Secretário da Segurança Pública da Bahia defende medidas mais rigorosas contra facções criminosas e ampliação do financiamento das ações de segurança nos estados
O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, destacou, na tarde desta quarta-feira (4), durante testes de novos armamentos, a importância da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública para fortalecer o combate ao crime organizado em todo o país.
Entre os principais pontos ressaltados pelo secretário estão o endurecimento das medidas contra integrantes de facções criminosas e o fortalecimento das ações de repressão às organizações criminosas.
Segundo Werner, a proposta prevê a proibição de benefícios penais, como progressão de regime e saídas temporárias, para membros de facções, além do isolamento de lideranças criminosas, medida considerada estratégica para enfraquecer a articulação das organizações dentro e fora do sistema prisional.
“Importante também enfatizarmos a asfixia financeira do crime organizado, com a aceleração do bloqueio de contas bancárias e a desapropriação de bens adquiridos por meio da lavagem de dinheiro”, afirmou o secretário.
Reforço no financiamento da segurança pública
Marcelo Werner também destacou a importância dos investimentos permanentes na área da segurança, apontando como avanço a proposta de constitucionalização dos fundos nacionais destinados ao setor.
A medida prevê o repasse automático e obrigatório de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário Nacional aos estados e ao Distrito Federal, além da proibição de contingenciamento desses recursos.
De acordo com o secretário, a garantia de financiamento contínuo é fundamental para ampliar a capacidade operacional das forças de segurança e fortalecer políticas públicas voltadas à prevenção e repressão à criminalidade.
Integração entre forças de segurança
Outro ponto enfatizado por Werner foi a ampliação da atuação da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), preservando as competências das forças estaduais.
O secretário destacou ainda os resultados obtidos na Bahia com a implantação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), modelo de atuação conjunta entre diferentes instituições de segurança pública.
“Por fim, ressalto a ampliação das ações da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, respeitando as atribuições das forças estaduais. Aqui na Bahia, com a implantação da FICCO, fortalecemos a integração, qualificando o trabalho de combate à criminalidade”, concluiu Werner.
Segurança
Receita Federal lança maior operação de combate ao contrabando e tráfico nas fronteiras
Ação reúne forças de segurança, órgãos de fiscalização e parceiros internacionais para reforçar o controle em fronteiras terrestres, portos, aeroportos e rodovias
O Governo Federal, por meio da Receita Federal, lançou nesta terça-feira (3) a Operação Fronteira Receita Federal, considerada a maior iniciativa de vigilância e repressão a ilícitos em pontos de fronteira terrestres, marítimos e aéreos do país. O anúncio foi realizado durante reunião do Comitê Executivo do Programa de Proteção Integrada de Fronteira (PPIF).
A operação tem como foco o combate ao contrabando, descaminho, tráfico de drogas, armas, fauna e flora, além de outras atividades criminosas que utilizam as fronteiras brasileiras como rota de circulação.
Segundo a Receita Federal, a ação busca impedir a entrada e a comercialização de produtos irregulares no país, contribuindo para a proteção dos consumidores, o fortalecimento do ambiente de negócios e o combate à concorrência desleal. A iniciativa também auxilia na ampliação da arrecadação tributária, garantindo mais recursos para políticas públicas e programas sociais.
Ação integrada amplia capacidade de fiscalização
Coordenada pela Receita Federal, a operação reúne diversas instituições de segurança pública, defesa e fiscalização, entre elas as Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias militares e civis, guardas municipais e polícias rodoviárias estaduais.
Também participam órgãos federais de controle, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A operação conta ainda com a colaboração de organismos internacionais, incluindo a Organização Mundial das Aduanas e forças armadas da Colômbia e do Peru. A integração entre os participantes permite o compartilhamento de informações de inteligência e a otimização dos recursos empregados no enfrentamento ao crime organizado.
Fiscalização ampliada para portos, aeroportos e rodovias
Criada em 2021 com foco inicial nas fronteiras terrestres, a Operação Fronteira Receita Federal ampliou gradualmente sua atuação para portos, aeroportos, rodovias e transportadoras.
O reforço da fiscalização em diferentes modais já produziu resultados expressivos. Na semana anterior ao lançamento da operação deste ano, uma ação conjunta entre a Receita Federal e a Polícia Civil do Ceará resultou na apreensão de 146 quilos de entorpecentes, incluindo cocaína, crack e skunk, em uma transportadora localizada em Fortaleza.
Resultados da edição anterior
Na edição de 2025, a Operação Fronteira Receita Federal apreendeu aproximadamente R$ 160 milhões em mercadorias ilegais e retirou de circulação 3,5 toneladas de drogas.
A ação também resultou na prisão em flagrante de 18 pessoas e na apreensão de 160 veículos utilizados em atividades criminosas.
Entre os principais resultados alcançados no ano passado estão a descoberta de um laboratório clandestino de canetas emagrecedoras falsificadas, em Natal (RN), e a retenção de mais de R$ 50 milhões em mercadorias irregulares armazenadas em um prédio de 19 andares utilizado para distribuição de produtos introduzidos ilegalmente no país.
Segurança
Operação Mulheres Seguras prende 121 suspeitos de violência doméstica na Bahia
Ações da Polícia Civil realizadas ao longo de outubro resultaram em prisões, cumprimento de mandados e mais de 1,3 mil diligências em diversas regiões do estado
A Polícia Civil da Bahia prendeu 121 homens suspeitos de violência doméstica durante o mês de outubro, sendo 103 em flagrante e 18 em cumprimento de mandados judiciais. Os resultados integram a 7ª fase da Operação Mulheres Seguras 2026, que intensificou as ações de enfrentamento à violência contra a mulher nesta quinta-feira (29), marcada como o Dia D da mobilização.
Iniciada em 1º de outubro, a operação também contempla atividades preventivas, investigação de denúncias e ações educativas. Ao longo do mês, foram realizadas 1.394 diligências, com a participação de 824 policiais civis em diferentes regiões da Bahia.
As ações são coordenadas pelo Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), com apoio do Departamento de Polícia do Interior (Depin), fortalecendo a atuação integrada da Polícia Civil no combate à violência de gênero.
Dia D concentra ações no Centro Integrado de Comando e Controle
Nesta quinta-feira, as equipes concentraram os trabalhos no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador.
A iniciativa busca ampliar a responsabilização dos agressores, fortalecer a proteção às mulheres e reforçar a rede de enfrentamento à violência doméstica em todo o estado.
“Nosso trabalho é contínuo e envolve tanto a responsabilização de quem pratica violência contra a mulher quanto a prevenção e o acolhimento das vítimas. O Dia D reforça essa atuação integrada e o compromisso de ampliar a proteção às mulheres baianas”, destacou a diretora do DPMCV, delegada Juliana Fontes.
As diligências seguem ao longo desta quinta-feira, e o balanço final da 7ª fase da Operação Mulheres Seguras será divulgado após a consolidação dos resultados.
Segurança
Operação Força Total mobiliza reforço policial em toda a Bahia
Décima edição da operação em 2026 conta com três mil policiais militares extras, uso de tecnologias de monitoramento e ações simultâneas em todo o estado
A Polícia Militar da Bahia (PMBA) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a 10ª edição de 2026 da Operação Força Total, mobilizando efetivos em todo o território baiano para o reforço das ações de policiamento ostensivo e prevenção à criminalidade.
A operação conta com o emprego de 3 mil policiais militares adicionais, além do efetivo regular da corporação. As ações são realizadas ao longo do dia, com abordagens a pessoas e veículos, patrulhamento intensificado e incursões em áreas consideradas estratégicas para a segurança pública.
A atuação das equipes é orientada por informações de inteligência policial, que identificam áreas prioritárias com base em indicadores de violência e levantamentos realizados por unidades especializadas. Para ampliar a eficiência das ações, a PMBA utiliza recursos tecnológicos, como veículos blindados, drones e câmeras de reconhecimento, que auxiliam no monitoramento e na atuação das guarnições em campo.
“Nós temos utilizado toda a tecnologia possível para facilitar o serviço e proporcionar melhor segurança para a população”, afirmou o comandante-geral da PMBA, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães.
Segundo o comandante, cada edição da Operação Força Total resulta, em média, na apreensão de 22 armas de fogo, contribuindo para a redução da criminalidade e a preservação de vidas ao retirar armamentos ilegais de circulação.
A iniciativa acontece simultaneamente em diversos estados brasileiros, por meio da articulação entre as Polícias Militares de todo o país.
Resultados em 2026
De acordo com a Polícia Militar, as nove edições realizadas entre janeiro e setembro deste ano contabilizaram 1.240 registros em toda a Bahia.
No período, foram registrados:
- 189 armas de fogo apreendidas;
- 313 prisões em flagrante;
- 141 mandados de prisão cumpridos;
- 127 veículos recuperados;
- 327 ocorrências de apreensão de drogas;
- 143 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) lavrados.
Com a nova mobilização, a PMBA reforça a estratégia de ampliar a presença policial nas ruas, combater organizações criminosas, retirar armas de circulação e atuar preventivamente em diferentes regiões do estado.
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