Política
Lula sanciona Orçamento de 2026 com 26 vetos e prevê salário mínimo de R$ 1.621
Lei publicada no Diário Oficial fixa despesas em R$ 6,5 trilhões e destina R$ 1,82 trilhão para pagamento da dívida pública
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com 26 vetos, o Orçamento da União para 2026, aprovado pelo Congresso Nacional em dezembro. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na quarta-feira (31).
O orçamento total é de R$ 6,5 trilhões, sendo R$ 1,82 trilhão (28%) destinado ao pagamento de juros da dívida pública. O limite global de despesas para os Três Poderes foi fixado em R$ 2,4 trilhões.
A meta fiscal para 2026 permite déficit primário de até R$ 6,75 bilhões, mas o governo projeta superávit de R$ 34,26 bilhões, podendo chegar a R$ 68,52 bilhões. O salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro, com reajuste compatível à inflação e à regra de valorização.
O texto também prevê R$ 61 bilhões em emendas parlamentares, sendo R$ 37,8 bilhões impositivas. Entre os vetos, estão o aumento do Fundo Partidário, a liberação de recursos para projetos sem licença ambiental e a reativação de emendas não pagas entre 2019 e 2023.
Fonte: Agência Brasil
Política
Jerônimo critica declarações de Bruno Reis e defende respeito ao presidente Lula
Governador rebate versão sobre agenda presidencial em Salvador e condena tentativa de criar desgaste político na Bahia
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, criticou as declarações do prefeito de Salvador, Bruno Reis, a respeito da não entrega do residencial Zumira Borges e disse que houve tentativa de gerar desgaste político contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. A reação ocorreu durante entrevista a uma emissora de rádio na manhã desta quinta-feira (9).
“Não dá pra destilar ódio, raiva, dessa forma. Não pode botar o povo contra um presidente tão querido na Bahia. É uma injustiça. Nenhum presidente merece esse tipo de desrespeito, principalmente vindo de um gestor de uma capital”, afirmou o governador.
Jerônimo também desmentiu a versão de que o presidente Lula teria ido ao Palácio de Ondina e permanecido até tarde na noite anterior. Segundo ele, o presidente chegou a Salvador vindo do Ceará e seguiu diretamente para o hotel, em razão de compromissos oficiais importantes agendados para o dia seguinte. “A gente entendeu que o presidente precisava descansar”, explicou.
O governador destacou ainda que, já às 7h da manhã, Lula estava de pé cumprindo agenda, incluindo a concessão de uma entrevista ao vivo a uma emissora de televisão, diretamente do hotel. Para Jerônimo Rodrigues, o episódio evidencia a necessidade de responsabilidade no debate político e de respeito institucional entre os gestores públicos, especialmente quando envolve a imagem do presidente da República na Bahia.
Política
Receita Federal aponta valor maior em pagamentos do Banco Master a empresa de ACM Neto
Dados indicam repasses de R$ 5,4 milhões à consultoria do ex-prefeito, acima dos valores citados em registros do Coaf
Informações da Receita Federal indicam que os pagamentos realizados pelo Banco Master à A&M Consultoria Ltda., empresa vinculada ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, somam valores superiores aos apontados anteriormente em relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Segundo dados oficiais, o montante teria alcançado R$ 5,4 milhões.
A informação foi revelada em reportagem da Folha de S.Paulo, que detalha os repasses feitos pelo banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro à empresa de consultoria do ex-prefeito. Até então, os valores de R$ 3,6 milhões divulgados em registros do Coaf eram os mais conhecidos publicamente.
A ampliação do total pago veio a público dias depois de o nome de ACM Neto aparecer em mensagens encontradas no celular de Vorcaro, que mencionariam um encontro entre ambos na residência do ex-banqueiro. O conteúdo reforçou questionamentos em torno da relação profissional entre as partes.
Vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto tem afirmado que os serviços prestados seguiram as formalidades legais e fiscais. O ex-prefeito, no entanto, não apresentou detalhes sobre a natureza da consultoria nem esclareceu as circunstâncias dos encontros mencionados nas mensagens.
Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto segue sob questionamentos públicos sobre os contratos firmados, em meio ao debate político que antecede o processo eleitoral no estado.
Política
Governo anuncia pacote para conter alta dos combustíveis após guerra no Oriente Médio
Medidas incluem subsídios ao diesel e ao gás de cozinha, redução de impostos, apoio ao setor aéreo e punições mais duras contra aumentos abusivos de preços
Após semanas de discussão, o governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. As ações incluem uma medida provisória (MP), um projeto de lei e decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O conjunto de iniciativas prevê subsídios para o diesel e o gás de cozinha, além da redução de impostos e de apoio financeiro ao setor aéreo. A expectativa do governo é aliviar os custos para consumidores e setores produtivos, ao mesmo tempo em que assegura o abastecimento no país.
Subsídios ao diesel e ao gás
Entre as principais medidas está a criação de uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, com divisão igual dos custos entre a União e os estados. O benefício terá validade inicial de dois meses e pode alcançar R$ 4 bilhões. Inicialmente, o Ministério da Fazenda havia estimado um custo de R$ 3 bilhões.
Também foi anunciada uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado em R$ 3 bilhões por mês. Em ambos os casos, as empresas beneficiadas deverão repassar integralmente a redução ao consumidor final.
Além disso, o governo decidiu zerar os impostos federais sobre o biodiesel — que compõe parte do diesel comercializado nos postos — e sobre o querosene de aviação.
Para o gás liquefeito de petróleo (GLP), será concedido subsídio de R$ 850 por tonelada ao produto importado. A medida busca equiparar o preço ao GLP nacional e reduzir o impacto no custo do gás de cozinha, especialmente para famílias de baixa renda.
Compensações fiscais
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou as fontes de receita que irão compensar o custo das medidas. Entre elas estão o Imposto de Exportação de 12% sobre o petróleo, anunciado em março; o aumento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas que comercializam petróleo; e a elevação das receitas provenientes de leilões de petróleo, que cresceram após o início do conflito no Oriente Médio.
No caso da isenção do querosene de aviação e do biodiesel, Durigan anunciou o aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre cigarros. Segundo o ministro, a medida deverá gerar arrecadação adicional de R$ 1,2 bilhão em 2026.
Apoio ao setor aéreo
O pacote também prevê a liberação de até R$ 9 bilhões em crédito para companhias aéreas, com recursos operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Fundo Nacional de Aviação Civil.
Outra iniciativa é a isenção das contribuições do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o querosene de aviação, além do adiamento do pagamento de tarifas de navegação aérea.
De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, os subsídios e as isenções serão compensados pelo aumento das receitas de royalties do petróleo, que se intensificaram desde o início da guerra.
Reforço na fiscalização e punições
O governo também anunciou o fortalecimento da fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para coibir aumentos abusivos de preços em momentos de crise, como conflitos geopolíticos e situações de calamidade pública.
O projeto de lei a ser encaminhado ao Congresso em regime de urgência constitucional prevê pena de dois a cinco anos de prisão para esse tipo de prática. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, não apenas as empresas, mas também pessoas físicas que infringirem a Lei da Economia Popular poderão ser punidas, incluindo os sócios dos estabelecimentos.
A medida provisória também passa a permitir a interdição de postos de combustíveis que elevarem preços de forma abusiva. Até então, esses estabelecimentos estavam sujeitos apenas a multas administrativas. Silveira informou ainda que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) será obrigatoriamente comunicado em casos de suspeita de violação da ordem econômica.
As multas, acrescentou o ministro, serão agravadas de acordo com o ganho indevido e o grau de usura do agente econômico.
Controle das oscilações
A MP estabelece ainda que os agentes econômicos que receberem subvenções deverão adotar mecanismos para suavizar as oscilações dos preços internacionais.
Segundo o governo federal, o objetivo do pacote é reduzir os efeitos da crise internacional sobre os preços internos e manter o Brasil menos exposto às variações do mercado global de energia.
Fonte: Agência Brasil
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