Saúde
Hospital Regional Costa do Cacau retoma cirurgias cardíacas
A unidade reforça seu papel como referência no tratamento de doenças cardiovasculares de média e alta complexidade
O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) gerida pela Fundação Fabamed, em Ilhéus, retomou a realização de cirurgias cardíacas em fevereiro de 2025, reforçando seu papel como referência no tratamento de doenças cardiovasculares de média e alta complexidade no interior do estado.
Com estrutura moderna e equipe altamente qualificada, o hospital voltou a oferecer procedimentos essenciais para pacientes que necessitam de intervenção cirúrgica para doenças do coração. Somente no último mês, foram realizados três implantes de marcapasso e cinco cirurgias de revascularização do miocárdio (ponte de safena), todas com circulação extracorpórea (CEC).
A retomada dos procedimentos cirúrgicos cardíacos mantém o ritmo assistencial da unidade, que entre janeiro e novembro de 2024 realizou 51 intervenções de alta complexidade. A equipe médica, coordenada pelo cirurgião Sidnei Nardeli, segue empenhada em garantir assistência qualificada e segura aos pacientes.
Para José Saturnino Rodrigues, presidente da Fundação Fabamed, a ampliação do serviço reforça o compromisso com a saúde pública e a interiorização do atendimento especializado. “A reativação das cirurgias cardíacas no HRCC é uma conquista para a população do sul da Bahia. Nos próximos meses, ampliaremos ainda mais a oferta de procedimentos, garantindo um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente para os pacientes do SUS”, afirmou.
A Sesab segue investindo na qualificação da assistência cardiológica, ampliando o acesso a cirurgias de alta complexidade e reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes para a capital. Com a retomada dos procedimentos, o HRCC reafirma seu papel estratégico na rede de saúde do estado, proporcionando mais qualidade de vida e esperança a quem precisa.
Saúde
Sesab critica suspensão de avaliação vascular nas UPAs municipais de Salvador
Decisão da Prefeitura transfere demanda para a rede estadual e pode comprometer o atendimento a pacientes com quadros graves
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) manifestou preocupação diante da decisão da Prefeitura de Salvador de suspender a oferta do serviço de avaliação vascular especializada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) sob gestão municipal.
A medida foi comunicada no dia 31 de março, com efeitos a partir de 1º de abril, sem previsão de retomada. De acordo com a Sesab, trata-se de uma decisão abrupta, que desorganiza a rede assistencial e compromete a continuidade do cuidado prestado à população.
Na prática, pacientes que chegam às UPAs municipais com quadros vasculares deixam de contar com avaliação especializada. A mudança pode resultar em aumento do tempo de espera, maior risco de agravamento clínico e dificuldade de acesso a um serviço essencial para evitar amputações e outras complicações graves.
Segundo a diretora do Serviço Estadual de Regulação, Rita Santos, essas demandas eram, até então, analisadas por médicos da própria estrutura municipal. “Com a suspensão do serviço, os pacientes passarão a depender de encaminhamento para unidades estaduais, o que sobrecarrega uma rede que já opera com alta demanda”, explicou.
O Governo do Estado reafirma seu compromisso com a saúde da população baiana e informa que não se furtará à responsabilidade de atender os pacientes impactados pela decisão.
A Sesab ressalta, no entanto, que a interrupção do serviço nas unidades municipais de Salvador é uma decisão da Prefeitura, que fragiliza o atendimento ao cidadão e impõe ao Estado uma sobrecarga considerada evitável. Para a secretaria, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) depende do compromisso conjunto e da atuação coordenada de todas as esferas de gestão.
Saúde
Cegueira avança de forma silenciosa e pode ser evitada na maioria dos casos
A campanha nacional Abril Marrom chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção das doenças oculares
Perder a visão raramente acontece de forma repentina. Na maioria das vezes, a cegueira se instala aos poucos, de maneira silenciosa e quase imperceptível, até o momento em que enxergar já não é mais tão simples. Esse é o alerta central do Abril Marrom, campanha nacional dedicada à prevenção, ao combate e à reabilitação das diversas formas de deficiência visual.
Realizado ao longo de todo o mês de abril, o movimento reforça um dado que chama atenção: cerca de 80% dos casos de deficiência visual poderiam ser evitados ou tratados com diagnóstico precoce, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda assim, milhões de pessoas convivem com limitações que poderiam ter sido prevenidas com cuidados básicos.
No mundo, estima-se que mais de 2,2 bilhões de pessoas tenham algum tipo de deficiência visual, sendo que pelo menos 1 bilhão desses casos poderia ter sido evitado ou ainda não foi tratado, de acordo com a OMS. No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 6,5 milhões de pessoas possuem algum grau de deficiência visual, incluindo mais de 500 mil cegos.
Doenças comuns
Entre as principais causas de cegueira evitável estão a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade. “Muitas dessas doenças evoluem de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais, ou com poucos sinais, como ocorre em algumas doenças reumáticas com acometimento ocular. Quando o paciente percebe a perda visual, muitas vezes a doença já está em estágio avançado. Por isso, o acompanhamento regular com um especialista é fundamental, mesmo na ausência de sintomas”, explica o oftalmologista César Sampaio, coordenador do Serviço de Oftalmologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS).
Ele destaca que a catarata, por exemplo, continua sendo a principal causa de cegueira reversível no mundo. “É uma condição com tratamento eficaz e seguro, mas ainda vemos pacientes que chegam tardiamente ao serviço de saúde, o que impacta diretamente a qualidade de vida”, afirma.
Diagnóstico precoce e prevenção
Outro ponto de atenção é o glaucoma, doença que pode levar à cegueira irreversível se não for controlada. Conhecido como o “ladrão silencioso da visão”, o glaucoma costuma não apresentar sintomas no início. “Exames simples conseguem identificar alterações precoces e evitar a progressão da doença. O problema é que muitas pessoas só procuram atendimento quando já estão com dificuldade para enxergar. A prevenção do glaucoma deve começar a partir dos 40 anos, especialmente em quem tem histórico familiar da doença”, ressalta Sampaio.
A retinopatia diabética também preocupa, sobretudo diante do crescimento dos casos de diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, a doença já atinge milhões de brasileiros e pode comprometer a visão quando não há controle adequado.
Para César Sampaio, campanhas como o Abril Marrom cumprem um papel essencial ao ampliar a conscientização da população. “A informação é uma ferramenta poderosa. Quando as pessoas entendem a importância dos exames regulares, conseguimos reduzir significativamente os casos de cegueira evitável”, pontua o oftalmologista.
Além das consultas periódicas, medidas simples fazem a diferença: controlar doenças crônicas, evitar a automedicação, manter hábitos saudáveis e, em relação à saúde ocular, evitar o uso indiscriminado de colírios à base de corticoides e utilizar óculos com proteção contra raios ultravioleta (UV).
Saúde
Banco de Leite do HGRS enfrenta estoque crítico e faz apelo por doações em Salvador
Unidade distribui metade do volume necessário para atender bebês internados, principalmente prematuros e pacientes em estado delicado
O Banco de Leite Humano do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, enfrenta uma situação crítica de desabastecimento e está com o estoque muito abaixo do necessário para atender os bebês internados na unidade.
Atualmente, o banco de leite consegue distribuir apenas 2,5 litros de leite materno por dia, enquanto a demanda mínima diária é de 5 litros, volume essencial para garantir a alimentação adequada dos recém-nascidos, especialmente os prematuros e aqueles em condições clínicas mais frágeis.
Apelo por doações
Diante do cenário, a coordenação do banco de leite reforça o apelo à solidariedade das mães lactantes. “O leite materno é vital para os nossos pequenos pacientes, principalmente para os prematuros e os que estão em condições mais delicadas. Cada doação faz a diferença na vida desses bebês”, destaca Nilma Dourado, responsável pelo Banco de Leite do HGRS.
As mulheres interessadas em doar podem entrar em contato pelo telefone (71) 3117-7532 ou pelo WhatsApp (71) 98225-5493, onde recebem todas as orientações necessárias. Além de contribuir para salvar vidas, as doadoras contam com apoio e assistência técnica, garantindo segurança e bem-estar durante todo o processo de doação.
Como doar
Para se tornar doadora, é necessário estar saudável, apresentar os exames do pré-natal, não fazer uso de medicamentos que contraindiquem a amamentação e ter excesso de leite. O banco de leite oferece informações detalhadas, acompanhamento especializado e realiza a coleta dos frascos de leite no domicílio das doadoras, facilitando a participação das mães.
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