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Cultura

Governo do Estado promove sessão especial de Ainda Estou Aqui

O filme brasileiro ganhou, no último dia 2 de março, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro

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filme ‘Ainda Estou Aqui’, no Cine Glauber Rocha, neste domingo (9), em Salvador. O governador Jerônimo Rodrigues assistiu
Foto: Matheus Landim/GOVBA

Cento e trinta e quatro servidoras públicas do Estado e trabalhadoras que prestaram serviço no carnaval da Bahia foram, à convite do Governo do Estado, assistir ao filme ‘Ainda Estou Aqui’, no Cine Glauber Rocha, neste domingo (9), em Salvador. O governador Jerônimo Rodrigues assistiu à sessão especial, que faz parte de uma das iniciativas do governo estadual pelo Março Mulher, em reconhecimento à atuação profissional das mulheres.

“Nós pudemos acompanhar, torcer, vibrar. Levamos melhor filme internacional, mas não é só isso. É o elenco, é o livro escrito por Marcelo, a história contada. Hoje é um marco histórico. Estamos aqui com catadoras, ambulantes, servidoras públicas estaduais, trouxemos o time inteiro para um domingo à tarde no cinema”, celebrou o Jerônimo Rodrigues.

Servidora do Estado há nove anos, Larissa Simões já planejava assistir ao filme e avalia que voltar para a história da ditadura é manter acesa a chama da democracia. “As salas sempre muito cheias e a questão do trabalho, eu estava aguardando o momento, a oportunidade de ver, ainda mais depois da consagração do Oscar. Me sinto muito honrada de ter sido lembrada, nessa ação e de assistir de forma tão exclusiva nessa sessão especial”, compartilhou.

O filme brasileiro ‘Ainda Estou Aqui’ ganhou, no último dia 2 de março, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Protagonista no longa, a atriz Fernanda Torres foi aclamada pelo Brasil por sua atuação interpretando Eunice Paiva, esposa de Rubens Paiva e ativista pelos direitos humanos e indígenas, que passou a vida lutando por justiça pelo assassinato e desaparecimento do corpo do marido durante a ditadura militar — história comum a outras famílias neste período.

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A diretora da Vigilância Sanitária Eliana Fiais assistiu à sessão e avaliou: “É incrível que esse filme tenha sido premiado pelo Oscar em um momento tão importante da nossa história. Esse reconhecimento mostra a realidade do nosso país, aquela história que a gente não quer que volte nunca mais”.

Cinema no carnaval

A premiação do Oscar teve transmissão ao vivo no Carnaval, em Salvador, como parte das ações da Secretaria de Cultura (Secult-BA) na folia. A celebração do prêmio foi entoada pela cantora Margareth Menezes em palco montado no Pelourinho.

Agricultura

Bahia mantém protagonismo na produção de café e projeta safra robusta em 2026 

Estado deve colher 227,9 mil toneladas, lidera o Nordeste e ocupa a quarta posição no ranking nacional, segundo o IBGE 

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Dia Mundial do Café, o Brasil celebra um dos produtos mais consumidos e que integram a identidade cultural do país. A Bahia deve seguir,
Foto: Divulgação/Seagri

Nesta terça-feira (14), Dia Mundial do Café, o Brasil celebra um dos produtos mais consumidos e que integram a identidade cultural do país. A Bahia deve seguir, em 2026, como um dos principais produtores brasileiros do grão, liderando o Nordeste e ocupando a quarta posição no ranking nacional, com previsão de colheita de 227,9 mil toneladas. O volume corresponde a 5,9% da produção nacional, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Ainda segundo o Instituto, o café gerou o quarto maior valor da agricultura baiana, alcançando R$ 4,023 bilhões — o equivalente a 8,5% do valor agrícola do estado. “As condições favoráveis de clima e solo, aliadas ao trabalho de qualidade e à inovação desenvolvida pelos produtores, têm resultado em um café de excelência na Bahia, reconhecido no Brasil e no mundo. A Seagri seguirá atuando para apoiar a cadeia produtiva, por meio de políticas públicas que estimulem ainda mais a produção”, afirma o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Vivaldo Góis. 

Desde 2016, o café canephora, ou conilon — originário da África Ocidental e que se destaca pela facilidade de produção e maior resistência a pragas e doenças — tornou-se predominante na Bahia. A variedade deve representar, neste ano, seis em cada dez toneladas do total colhido, somando 133.055 toneladas. Já o café arábica, mais refinado e com maior diversidade de acidez, corpo e sabor, tem produção estimada em 94,8 mil toneladas, o que corresponde a 41,6% do total. 

As regiões do Extremo Sul, Sudoeste e Chapada Diamantina concentram a maior parte dos 130 municípios produtores de café no estado. Com 26,1 mil toneladas, Itamaraju lidera a produção baiana, seguido por Prado (22,7 mil toneladas), Barra da Estiva (15,6 mil toneladas), Porto Seguro (15 mil toneladas) e Barra do Choça (14,9 mil toneladas). 

Expansão e qualidade 

De acordo com o diretor de Desenvolvimento da Agricultura da Seagri, Assis Pinheiro Filho, a área de planalto da região de Vitória da Conquista é tradicional na produção de café arábica, com forte presença da agricultura familiar. “É uma localidade que se destaca pela resiliência e, mais recentemente, pela busca crescente por certificações de sustentabilidade. Por meio do cooperativismo, também tem avançado na agregação de valor”, observa. 

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Já o Extremo Sul é considerado o “pulmão” do café conilon na Bahia, em função do clima quente e úmido, ideal para a variedade, cuja demanda cresce na indústria de cafés solúveis e na composição de blends. 

O Oeste baiano também vem se consolidando como um polo emergente da cafeicultura. A região conquistou, junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o selo de Indicação Geográfica (IG) de Procedência para o café arábica, reconhecimento que atesta a qualidade e a origem do produto. 

Fatores naturais e tecnológicos explicam esse desempenho: áreas com altitude média de 700 metros, elevada luminosidade, baixa amplitude térmica e solos profundos e variados criam condições ideais para o cultivo. Soma-se a isso o alto nível de produtividade, impulsionado por sistemas de irrigação e mecanização, voltados à produção em escala e à padronização exigida pelo mercado internacional. 

Outra região que também possui selo de Indicação Geográfica, na categoria Denominação de Origem, é a Chapada Diamantina. Contribuem para a qualidade do café local características como altitudes que alcançam 1.300 metros, temperaturas mais baixas e a orientação das encostas onde os cafezais são cultivados, aliadas a práticas tradicionais de pós-colheita. O resultado é um produto com notas sensoriais exclusivas, como acidez cítrica, corpo encorpado e retrogosto prolongado, que têm despertado a atenção de paladares ao redor do mundo. 

A Bahia ainda apresenta potencial para expandir o plantio de café para outras regiões. Estudos de zoneamento agrícola de risco climático (Zarc) no Vale do São Francisco, tradicionalmente conhecido pela fruticultura, apontam viabilidade para a produção de café conilon irrigado, com aproveitamento da infraestrutura de canais já existente. 

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O Baixo Sul e o Recôncavo, regiões historicamente ligadas à produção de cacau, guaraná e borracha, também são áreas favoráveis ao cultivo. “Com o plantio do café conilon, os produtores podem diversificar as culturas, fortalecer sistemas agroflorestais e mitigar riscos climáticos e econômicos, além de aproveitar a logística portuária”, completa Pinheiro Filho. 

Políticas públicas 

O Governo do Estado, por meio da Seagri, atua na articulação da cadeia produtiva do café em parceria com as câmaras setoriais. As ações incluem a consolidação de uma rede voltada à produção de grãos de alto padrão, com investimentos em modernização do sistema produtivo, assistência técnica, infraestrutura de comercialização e fortalecimento das cooperativas. A secretaria também coordena o Fórum Baiano de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas, responsável por processos que já garantiram oito Indicações Geográficas (IGs) a produções baianas. 

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Agricultura

Governo da Bahia apresenta medidas para fortalecer cadeia produtiva do citrus

Audiência pública na Alba reuniu produtores e instituições para discutir ações emergenciais e estruturantes voltadas à citricultura no estado

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um conjunto de medidas estratégicas adotadas pelo Governo da Bahia para o fortalecimento da cadeia produtiva do citrus no estado.
Foto: Rebeca Falcão/Ascom Seagri

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) apresentou, nesta segunda-feira (13), um conjunto de medidas estratégicas adotadas pelo Governo da Bahia para o fortalecimento da cadeia produtiva do citrus no estado. As ações foram detalhadas durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

Conduzida pelo secretário da pasta, Vivaldo Gois, a apresentação destacou iniciativas emergenciais e estruturantes voltadas à redução dos impactos enfrentados pelos produtores. Entre as medidas em andamento está a articulação com a Secretaria da Educação do Estado (SEC) e com a União dos Municípios da Bahia (UPB) para viabilizar a inclusão do suco de laranja na merenda escolar, ampliando o consumo institucional e criando um canal direto de comercialização para a produção local. O Governo do Estado também atua junto a instituições financeiras para possibilitar a prorrogação dos prazos de financiamentos rurais.

Outro ponto abordado foi a articulação com o Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), com apoio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Solicitamos a destinação de R$ 10 milhões para a compra de laranjas e suco disponíveis no mercado, como forma de amenizar os impactos provocados pelo excedente de produção”, afirmou o secretário.

Dentro da estratégia de desenvolvimento econômico, Vivaldo Gois ressaltou ainda a parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) e a Bahiainveste. “Estamos em diálogo com indústrias para a instalação de unidades de beneficiamento de laranja no estado, o que deve impulsionar o processamento local e melhorar o escoamento da produção”, explicou.

Também foram destacadas ações já em curso, como a reativação da Câmara Setorial do Citrus, que funciona como espaço permanente de diálogo entre o poder público e o setor produtivo, além do trabalho da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). A atuação da agência mantém a Bahia livre do greening, uma das principais pragas da citricultura, consolidando o estado como referência nacional em sanidade dos pomares. “Demos passos importantes com essas iniciativas, o que demonstra o compromisso do Governo do Estado com o fortalecimento da citricultura, garantindo sustentabilidade econômica aos produtores e ampliando a competitividade do setor”, pontuou o secretário.

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A audiência, convocada pelo deputado Eduardo Salles, reuniu produtores e representantes de entidades e instituições como a Bahiater, o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Embrapa e o Banco do Nordeste. O encontro teve como foco a construção de soluções conjuntas para os desafios da citricultura baiana.

Entre os principais encaminhamentos discutidos estão a prorrogação de dívidas rurais, a compra institucional de parte da produção, a definição de um preço mínimo para a laranja e a criação de um grupo de trabalho para monitorar e acompanhar as ações voltadas ao setor.

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Agricultura

Nova gestão na SDR reforça foco na agricultura familiar

Com trajetória ligada à educação do campo e às políticas públicas, Elisabete Costa assume a pasta com o desafio de ampliar ações no meio rural baiano

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ao cargo marca uma nova etapa na condução das políticas voltadas ao campo, com ênfase no fortalecimento da agricultura familiar
Foto: Ítalo Oliveira/SDR/GovBa

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) da Bahia passa a ser comandada por Elisabete Costa, que tomou posse na última sexta-feira (3) como nova titular da pasta. A chegada da pedagoga e mestre em Políticas Públicas ao cargo marca uma nova etapa na condução das políticas voltadas ao campo, com ênfase no fortalecimento da agricultura familiar e no desenvolvimento rural sustentável.

Com formação técnica em Agropecuária, graduação em Pedagogia e mestrado em Desenvolvimento Regional, Elisabete construiu uma trajetória profissional diretamente ligada às demandas do meio rural. Sua atuação é marcada pelo compromisso com a educação do campo, a inclusão produtiva e a ampliação de oportunidades para agricultores e agricultoras familiares.

Antes de assumir a secretaria, Elisabete atuava como assessora-chefe do gabinete do governador. Também possui experiência na própria SDR, onde integrou a equipe entre 2015 e 2019, período em que esteve à frente da Diretoria de Agregação de Valor e Acesso a Mercados, vinculada à Superintendência da Agricultura Familiar (SUAF). Ao longo de sua carreira, acumulou ainda passagens pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o que contribuiu para uma visão integrada das políticas públicas para o campo.

À frente da SDR, a nova secretária assume o compromisso de dar continuidade às ações já em curso e ampliar iniciativas voltadas à geração de renda, ao fortalecimento do cooperativismo e ao acesso a mercados. A meta é consolidar políticas que promovam autonomia, desenvolvimento econômico e melhores condições de vida para as populações rurais, respeitando as especificidades dos territórios baianos.

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