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Agricultura

Governo do Estado firma acordo para fortalecer setor agropecuário na Bahia 

Feagri acontece até a próxima quinta (10), no Centro de Convenções de Salvador, e promete ser um marco para o segmento

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de Convenções de Salvador, promete ser um marco para o setor agropecuário baiano. O evento, realizado pela Secretaria de Agricultura (Seagri),
Foto: Thuane Maria/GOVBA

O V Encontro do Fórum Estadual dos Gestores Municipais da Agropecuária da Bahia (Feagri), que acontece desta terça-feira (8) até a próxima quinta-feira (10), no Centro de Convenções de Salvador, promete ser um marco para o setor agropecuário baiano. O evento, realizado pela Secretaria de Agricultura (Seagri), surge como uma das maiores oportunidades de discussão e aprendizado sobre o futuro da agropecuária na Bahia e tem a expectativa de reunir mais de 500 inscritos de 210 municípios de todos os 27 territórios de identidade do estado.  

Além da Seagri, o evento conta com a parceria da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), da Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), da Secretaria de Turismo (Setur), Bahia Pesca e Centro Tecnológico Agropecuária do Estado da Bahia (Cetab). Nesse primeiro dia, um dos destaques foi a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a SDR e a Seagri, por meio da ADAB e da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), para fortalecer as ações de defesa sanitária agropecuária, assistência técnica e extensão rural no estado.  

“Essa assinatura é uma tentativa da gente avançar cada vez mais com a cadeia, principalmente no processo das agroindústrias. A Bahia já é a melhor dentro da agroindústria do Brasil”, pontuou o secretário de desenvolvimento rural, Osni Cardoso. 

A programação do V Feagri oferece atividades que envolvem palestras, minicursos e plenárias, abordando temas essenciais para o fortalecimento da agropecuária baiana. Para o engenheiro agrônomo, morador do município de Casa Nova, José Rubens, “um evento grandioso, de nível nacional, um encontro de gestores. Em Casa Nova, temos uma agricultura potente, e este é um momento importante de troca de informações e muito networking. Através dessa interação, conseguimos apresentar o potencial da nossa agricultura, além de absorver o conhecimento de outros colegas que aqui estão”. 

A palestra magna apresentou uma análise aprofundada do cenário da agropecuária mundial, fornecendo uma visão global sobre os desafios e oportunidades do setor. Além disso, diversos temas estratégicos serão discutidos nas plenárias, como políticas públicas, transição energética e defesa agropecuária, além de abordagens focadas em temas técnicos e operacionais que impactam diretamente o dia a dia dos gestores e produtores baianos. 

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“Nós estaremos discutindo aqui não só agropecuária, mas o agronegócio, a agricultura familiar, todos os setores que movimentam a economia do nosso Estado, que são responsáveis por 22,5% da nossa economia. Estaremos preparando, principalmente, aqueles gestores que estão começando, para novos caminhos, para a agricultura de inovação e sustentável e a troca de experiências”, ressaltou o secretário de agricultura, Pablo Barrozo.  

Entre os temas apresentados, estão a captação de recursos, gestão e política pública, Indicação Geográfica – IG e Marcas Coletivas, além de tópicos de extrema relevância como transição energética, Política Nacional de Crédito Fundiário, assistência técnica rural e segurança alimentar. 

De acordo com o engenheiro agrônomo, Paulo Sérgio Ramos que irá ministrar o minicurso Tecnologia de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono, que faz parte do plano ABC do governo federal, “esse minicurso irá fortalecer os gestores municipais, dando ferramentas para que eles levem conhecimento para os agricultores, homens e mulheres do campo e passem então a utilizar as tecnologias disponíveis no plano ABC. No momento em que eles passam a usar essas tecnologias como plantio direto em hortaliças, passam a produzir mais, com melhor qualidade. Quando ele produz mais, ele leva para as feiras e aí ele comercializa com um valor agregado melhor, gerando renda não só para ele, mas para a comunidade e gerando renda para os municípios”. 

Serviço

Agricultura

Projeto Parceiros da Mata avança em Ilhéus e prepara atendimento a cerca de 2 mil famílias da agricultura familiar

Encontro reuniu comunidades rurais para discutir os próximos passos da iniciativa, que prevê o início dos serviços de assistência técnica em outubro e investimentos em cadeias produtivas da região

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atualização dos encaminhamentos e à preparação de uma nova etapa do Projeto Parceiros da Mata. A atividade teve como
Foto: André Frutuôso - SDR/CAR

Representantes de comunidades rurais de Ilhéus participaram, nesta segunda-feira (14), de um encontro voltado à atualização dos encaminhamentos e à preparação de uma nova etapa do Projeto Parceiros da Mata. A atividade teve como objetivo fortalecer o diálogo com as famílias, apresentar os próximos passos da iniciativa e alinhar informações sobre o início dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), previsto para outubro.

Desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), o projeto tem a expectativa de atender cerca de 20 mil famílias com serviços de ATER nos quatro territórios de atuação. Em Ilhéus e municípios da região, a previsão é beneficiar aproximadamente 2 mil famílias, incluindo povos originários, comunidades quilombolas, assentados da reforma agrária e outros grupos tradicionais.

Durante o encontro, foram discutidas as perspectivas de atuação da assistência técnica e identificadas demandas relacionadas às atividades produtivas desenvolvidas pelas comunidades. Entre os temas abordados estiveram as cadeias produtivas do cacau, mandioca, mel e leite, além das oportunidades de agregação de valor por meio da agroindustrialização.

Segundo o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, o diálogo com os agricultores e agricultoras é fundamental para compreender as necessidades e potencialidades da agricultura familiar na região.

“Estamos fazendo um debate crucial para a agricultura familiar, que é a assistência técnica e extensão rural. Também queremos garantir investimentos nas cadeias produtivas, sobretudo com um olhar para a agroindústria, considerando as particularidades desse território, que tem forte produção de cacau, mas também atividades importantes como mandioca, mel e leite, que podem ser transformados e gerar mais renda para as famílias”, afirmou.

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A coordenadora executiva do Projeto Parceiros da Mata, Cida Oliva, destacou que a participação social é um dos pilares da iniciativa.

“O projeto tem como objetivo promover a participação social da agricultura familiar. A proposta é construir coletivamente caminhos para um desenvolvimento sustentável e adequado às realidades destas comunidades”, explicou.

Entre os participantes do encontro esteve a cacique Valdelice Tupinambá, do município de Olivença. Ela ressaltou a importância de compreender como as ações do projeto poderão contribuir para o fortalecimento das comunidades indígenas da região.

“Fomos contemplados pelo projeto e estamos aqui para ouvir e entender como ele chega à nossa comunidade. É importante saber que as políticas públicas também pensam em nós, povos originários do sul da Bahia, que enfrentamos muitas dificuldades. Essas ações mostram um caminho para alcançarmos sustentabilidade, com a terra demarcada, autossustentação, alimentação na mesa e condições para viver com qualidade”, destacou.

Sobre o projeto

O Projeto Parceiros da Mata é executado pela CAR, vinculada à SDR, com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

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A iniciativa atua nos Territórios de Identidade Baixo Sul, Litoral Sul, Vale do Jiquiriçá e Médio Rio de Contas, com previsão de beneficiar cerca de 352 mil pessoas residentes em comunidades rurais de 77 municípios baianos, promovendo ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar, inclusão produtiva, sustentabilidade e geração de renda.

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Agricultura

Abatedouro de Casa Nova é requalificado e amplia capacidade de processamento da produção regional

Unidade administrada por cooperativa da agricultura familiar recebe melhorias estruturais e novos equipamentos para fortalecer a comercialização de caprinos, ovinos e suínos no Sertão do São Francisco

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Um abatedouro de caprinos, ovinos e suínos localizado no município de Casa Nova, no norte da Bahia, passou por obras de requalificação
Foto: Geraldo Carvalho

Um abatedouro de caprinos, ovinos e suínos localizado no município de Casa Nova, no norte da Bahia, passou por obras de requalificação e ampliação, além de receber novos equipamentos voltados ao processamento de produtos de origem animal. A unidade, situada às margens da BR-235, no Km 397, é administrada pela Cooperativa Agropecuária Familiar Sertão Forte de Casa Nova e Região (COOAF).

A estrutura atende produtores da região, reconhecida pela forte criação de caprinos e ovinos no Território de Identidade Sertão do São Francisco. Além dessas atividades, a unidade também recebe suínos e atua no processamento de diferentes produtos de origem animal.

Segundo a secretária estadual de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, as intervenções tiveram como objetivo adequar o empreendimento às exigências técnicas e sanitárias do setor.

“A estrutura foi adequada para atender aos requisitos relacionados ao abate e ao processamento de produtos de origem animal. A regularização sanitária estabelece as condições necessárias para que os produtos possam ser comercializados nos mercados previstos na legislação”, afirmou.

Os produtos processados na unidade são comercializados com a marca Capriforte e possuem certificação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF). O selo autoriza a comercialização, em todo o território baiano, de produtos de origem animal elaborados por estabelecimentos regularizados e em conformidade com as normas sanitárias vigentes.

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As melhorias incluíram adequações na infraestrutura física e a aquisição de equipamentos destinados ao atendimento das exigências relacionadas ao abate, processamento e armazenamento da produção. Entre os itens comercializados pela cooperativa estão diversos cortes de caprinos e ovinos.

Para Valério Rocha, integrante da direção da COOAF e representante da comunidade de fundo de pasto Melancia, a requalificação fortalece a atividade produtiva na região.

“Para quem cria na região, contar com uma estrutura regularizada para o abate e o processamento facilita o encaminhamento da produção para a comercialização. A unidade também permite trabalhar diferentes formas de apresentação dos produtos”, destacou.

De acordo com Silvana Moraes, assistente técnica de apoio à gestão da cooperativa, a comercialização ainda é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores locais.

“A comercialização continua sendo um dos maiores desafios da atividade. A estrutura cria uma alternativa para o processamento e a venda dos produtos e pode atender produtores de diferentes municípios do Território Sertão do São Francisco”, explicou.

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A cooperativa trabalha com diferentes cortes de caprinos e ovinos e busca ampliar sua presença em diversos mercados. A produção também poderá abastecer mercados institucionais, como o da alimentação escolar, observados os critérios e exigências estabelecidos pela legislação.

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Agricultura

ATER Produtivo vai beneficiar 80 famílias agricultoras no Semiárido Nordeste II 

Estratégia executada pela Bahiater integra assistência técnica e fomento rural para fortalecer a produção, a geração de renda e a inclusão socioprodutiva de famílias da agricultura familiar no território

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Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), foi autorizada a executar a estratégia ATER Produtivo no
Foto: Mariana Ferreira

A Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), por meio da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), foi autorizada a executar a estratégia ATER Produtivo no Território de Identidade Semiárido Nordeste II. A iniciativa atenderá diretamente 80 famílias agricultoras, com investimentos que somam R$ 368 mil em recursos de fomento. 

A ação integra a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) ao Programa Fomento Rural, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), promovendo ações voltadas ao fortalecimento da produção rural, à inclusão socioprodutiva e à ampliação das oportunidades de geração de renda para as famílias beneficiadas. 

No território Semiárido Nordeste II, o acompanhamento das famílias será realizado pela Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (ARCAS), entidade com atuação voltada ao desenvolvimento rural sustentável e à convivência com as condições climáticas da região. 

A autorização para execução da estratégia foi formalizada no último sábado (29), durante a 6ª Feira Territorial da Agricultura Familiar do Semiárido Nordeste II, realizada em Cícero Dantas. O evento foi promovido pela ARCAS em parceria com o Governo da Bahia e reuniu agricultores, técnicos e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento rural. 

Atualmente, as ações de assistência técnica no território alcançam cerca de 3,5 mil famílias agricultoras, por meio de parcerias com organizações como a ARCAS, a Assessoria e Gestão em Estudos da Natureza, Desenvolvimento Humano e Agroecologia (Agendha) e a Associação da Escola Comunitária Família Agrícola da Região de Cícero Dantas (AECFARCIDA). 

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A iniciativa reforça o apoio à agricultura familiar, contribuindo para o fortalecimento da produção, a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico das comunidades rurais do Semiárido baiano. 

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