SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS

Política

Governo do Estado amplia políticas de assistência social

A Seades firmou acordos de cooperação técnica com a Saeb e a SPM, para atender mulheres em situação de violência e comunidades rurais

Publicado

em

a ampliação em 40% dos recursos destinados para a manutenção dos Centros de Referência de Assistência Social
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Durante a reunião da Comissão de Intergestores Bipartite (CIB), aberta nesta segunda-feira (27), em Salvador, com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, foram anunciadas ações do Governo do Estado destinadas à proteção social da população vulnerabilizada. Dentre as medidas estão: a ampliação em 40% dos recursos destinados para a manutenção dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras); criação de 15 novos Cras e 11 novos Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas); além da expansão de 31 Cras em territórios indígenas e quilombolas.

Aliado a isso, a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), firmou acordos de cooperação técnica com a Secretaria da Administração (Saeb) e a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), para atender mulheres em situação de violência e comunidades rurais. Fruto da parceria entre a Seades e SPM está o repasse anual de R$ 2,2 milhões para o aluguel social, que vai atender mulheres em situação de violência em 364 municípios.

“Não é assistencialismo. Não é caridade. Assistência social é lei. Este é um momento de planejamento, de organização, e eu espero que a gente saia daqui de mãos dadas. Nós queremos muito que vocês saiam daqui orientados”, indicou o governador durante a abertura oficial da reunião da CIB.

Serão executadas ainda iniciativas como o acesso às ações inerentes ao Cadastro Único (CadÚnico), para inclusão, atualização, revisão e averiguação cadastral por meio das unidades do SAC Móvel e da equipe do SAC Itinerante. Também foi formalizada a ação cooperada para realização de estudos e pesquisas sobre a política de assistência social e seu público, com ênfase na Vigilância Socioassistencial e a interface com o CadÚnico, através do compartilhamento dos dados entre a Seades e Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

A titular da SPM, Neusa Cadore destacou o acordo com a Seades e Saeb. “Esse termo também vai se desdobrar num diálogo permanente entre as duas secretarias para que o trabalho que já é feito dentro do Creas, em cada município, possa se somar também as ações da SPM, que vão desde o enfrentamento e a prevenção da violência, até as iniciativas que vão na direção da inclusão socioprodutiva, para construir a autonomia econômica das mulheres”.

ANÚNCIO
CIB

O objetivo da reunião da CIB é fortalecer e aprimorar o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) na Bahia, e também prestar orientação técnica aos novos gestores na área da política de assistência social. O encontro acontece até quarta (29), com a participação de representantes dos 417 municípios baianos, visando fortalecer a gestão e a implementação de políticas públicas destinadas à assistência social.

“Encontro de acolhimento para as orientações técnicas. Faremos também as nossas pactuações com a nossa Comissão de Intergestores para o cofinanciamento, para levar os serviços da assistência social em todos os municípios baianos”, afirmou a secretária de assistência e desenvolvimento social, Fabya Reis.

Os participantes debateram temas como o cofinanciamento da assistência social, a importância da capacitação contínua dos profissionais da área e a necessidade de um trabalho colaborativo entre os diferentes níveis de governo. A CIB, composta por representantes do governo estadual e municipal, tem como objetivo promover a integração e a articulação entre diversas esferas, garantindo a efetividade das políticas públicas.

“É de grande importância esse evento entre os gestores técnicos, para que todos nós possamos compreender mais a política de assistência social como direito do cidadão, um dever do Estado. Que nossos programas, nossos serviços e nossos usuários sejam discutidos e apresentados aos novos gestores”, destacou a assistente social da cidade de Lage, Elizabete Reis.

ANÚNCIO

Opinião

Hegemonia do PT no Médio Rio de Contas isola Zé Cocá

Histórico eleitoral revela que a força local do prefeito de Jequié não foi suficiente para romper a sequência de vitórias do campo governista liderado por Lula e Jerônimo Rodrigues na região

Publicado

em

forças opostas, mas com uma dominância clara. De um lado, a figura de Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié, que obteve uma
Aiquara. Foto: Matheus Landim/GOVBA

Yuri Almeida é professor, estrategista político e especialista em campanhas eleitorais

O cenário político no território do Médio Rio de Contas desenha um tabuleiro de forças opostas, mas com uma dominância clara. De um lado, a figura de Zé Cocá (PP), prefeito de Jequié, que obteve uma votação histórica no município. Do outro, uma estrutura governista liderada por Lula e Jerônimo Rodrigues que, por meio de alianças estratégicas e de uma série histórica de invencibilidade, mantém o prefeito da cidade-polo em um estado de isolamento regional.

A força de Zé Cocá é, inegavelmente, um fenômeno local. Com uma reeleição de 91,97% em 2024, ele transformou Jequié no principal reduto da oposição na região. No entanto, ao cruzar as fronteiras do município, essa influência encontra uma barreira de contenção.

O histórico demonstra que, mesmo em Jequié, o chamado “voto casado” com o projeto federal é resiliente. Em 2022, enquanto Jerônimo teve seu desempenho mais baixo no território (51,4%), Lula manteve uma liderança sólida, com 64,5%. Esse “descolamento” de 13 pontos revela que, para 2026, Zé Cocá terá a hercúlea tarefa de converter o eleitor que confia em sua gestão municipal, mas que preserva uma fidelidade ideológica ao PT nos planos estadual e federal.

O dado mais contundente do atual cenário é o domínio territorial da base governista. Das 16 cidades que compõem o Médio Rio de Contas, 12 prefeituras estão oficialmente alinhadas a Jerônimo Rodrigues. A oposição real fica restrita a apenas quatro municípios: Jequié, Dário Meira, Manoel Vitorino e Itagi.

Esse “cerco” foi consolidado por adesões estratégicas de prefeitos do próprio partido de Zé Cocá, o PP. As gestoras de Ipiaú (Laryssa Dias) e Aiquara (Valéria), apesar da sigla, caminham com o governo estadual. Ao garantir Ipiaú — a segunda maior economia do território —, o governo Jerônimo neutraliza o efeito de “onda” que a oposição pretendia exportar a partir de Jequié.

A análise dos dados das últimas eleições permite projetar as margens para 2026 com base na força dos prefeitos eleitos em 2024:

ANÚNCIO

Jerônimo Rodrigues: a votação média dos prefeitos da base aliada foi de 62,12%. Esse número funciona como um “piso” de transferência de votos. Considerando que Jerônimo obteve 61,8% nas cidades da base em 2022, a projeção para 2026 aponta para uma margem segura entre 62% e 65%.

Lula: o lulismo no território é um traço cultural consolidado e menos dependente das máquinas municipais. Mesmo onde a oposição venceu, Lula manteve médias elevadas, como os 83,9% registrados em Manoel Vitorino.
A expectativa é que o presidente mantenha uma votação entre 70% e 74% em 2026.

O que Zé Cocá enfrenta não é apenas um grupo político, mas uma série histórica que já ultrapassa duas décadas. Desde 2002, o PT apresenta uma curva de crescimento constante no Médio Rio de Contas. Em 2018, o auge foi atingido com Haddad (73,6%) e Rui Costa (68,1%).

Em 2022, a resiliência foi novamente comprovada: mesmo com a candidatura de ACM Neto e a força política de Zé Cocá, o território permaneceu “blindado”, garantindo a vitória majoritária do grupo governista.

O papel de Zé Cocá para 2026 será o de tentar furar esse bloqueio. No entanto, os dados indicam que ele está politicamente “ilhado”. Com 75% das prefeituras do Médio Rio de Contas sob influência direta de Jerônimo Rodrigues e um eleitorado que mantém uma conexão umbilical com a figura de Lula, o cenário aponta para a manutenção da hegemonia petista.

ANÚNCIO

A estratégia governista de isolar Jequié e assegurar as cidades periféricas e polos secundários — como Ipiaú e Jaguaquara — se consolida como um movimento decisivo para garantir que, em 2026, o Médio Rio de Contas e o Vale do Jiquiriçá continuem sendo o “Cinturão Vermelho” da Bahia.

Continue Lendo

Política

”São 20 que fez contra quase 16 que nada fez”, responde Loyola a Neto 

Secretário de Relações Institucionais afirma que obras e políticas públicas explicam apoio popular ao grupo governista e aponta falhas da administração municipal em Salvador 

Publicado

em

O secretário de Relações Institucionais do Governo do Estado, Adolpho Loyola, afirmou que os 20 anos de gestões do PT na Bahia
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

O secretário de Relações Institucionais do Governo do Estado, Adolpho Loyola, afirmou que os 20 anos de gestões do PT na Bahia deixaram um amplo legado de realizações em benefício da população. Segundo ele, a continuidade do projeto político se sustenta em resultados concretos e não em discursos. 

“Com sua contumaz soberba, o ex-prefeito ACM Neto subestima a inteligência do povo baiano, cuja escolha pelo PT nessas duas décadas se baseia em fatos: hospitais, policlínicas, escolas em tempo integral, geração de emprego e renda, a chegada da BYD e milhares de quilômetros de estradas em todo o estado, além do metrô e, agora, o VLT em Salvador”, declarou. 

Para Loyola, o histórico das gestões é decisivo no debate político. “São 20 anos de quem fez, contra quase 16 de quem nada fez”, afirmou. O secretário também questionou os resultados da administração de ACM Neto e de seu grupo à frente da Prefeitura de Salvador nos últimos 14 anos. 

“O que se constata em Salvador é a perda de protagonismo no Nordeste, o IPTU mais caro do país, a menor taxa de alfabetização de crianças entre as capitais brasileiras e o maior índice de desnutrição infantil do país. Se não fosse o governo do estado com o metrô, o que seria do transporte público na capital baiana?”, questionou. 

Adolpho Loyola reiterou ainda que ACM Neto segue sem apresentar propostas concretas para o estado e insiste, segundo ele, em críticas sem fundamento. “É a mesma ladainha sobre empréstimos e aprovação automática, quando ele deveria ter vergonha de não ter construído creches para a educação na primeira infância em Salvador, o que resulta em milhares de crianças que não conseguem sair das escolas municipais alfabetizadas no segundo ano”, afirmou. 

ANÚNCIO

Na avaliação do secretário, o grupo liderado por ACM Neto não conseguiu resolver problemas básicos da capital, apesar de quase 16 anos de gestão. “Agora, acham que vão solucionar os problemas da Bahia com conversa fiada. O povo baiano não quer saber disso e dará a resposta nas urnas, em outubro”, concluiu. 

Continue Lendo

Política

Rui enterra especulações sobre racha no grupo governista 

Encontros reservados e discursos afinados marcaram a visita do presidente, com sinais de coesão política e confiança eleitoral entre aliados 

Publicado

em

foi recebido na Base Aérea de Salvador pelo governador Jerônimo Rodrigues, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelos senadores
Foto: Feijão Almeida/GOVBA

Ao contrário do que se especulou nos últimos dias, a passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Bahia foi marcada por um clima de intimidade e unidade entre os principais integrantes do grupo governista. Lula desembarcou na quarta-feira (1º) e foi recebido na Base Aérea de Salvador pelo governador Jerônimo Rodrigues, pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, e pelos senadores Jaques Wagner e Otto Alencar. 

Mais tarde, o presidente recebeu Jerônimo, Rui e Wagner no quarto do hotel onde ficou hospedado na capital baiana. O encontro se estendeu até altas horas da noite, com discussões sobre o cenário político local. Segundo interlocutores, o tom da conversa foi de entendimento e de avaliações positivas sobre a força do grupo para as eleições de outubro. 

Durante o evento de lançamento do VLT, no bairro da Calçada, Lula e Jerônimo fizeram discursos afinados, destacando avanços de políticas públicas e comparando ações do Governo do Estado e da Prefeitura de Salvador em diferentes áreas. “Não precisa xingar ninguém, basta comparar”, resumiu o presidente da República. 

Coube ao ministro Rui Costa a demonstração mais explícita da unidade do grupo. “Esse cabra que começou a nossa história na Bahia, que iniciou a caminhada”, disse, ao se referir ao senador Jaques Wagner. Em seguida, elogiou o governador Jerônimo Rodrigues: “Esse jovem aqui está correndo a Bahia feito um cão. Andou, em quatro anos, mais do que eu e Wagner corremos juntos. Ele é um foguete”. 

Rui concluiu destacando a diversidade interna como fator de fortalecimento político. “Cada um tem seu estilo, cada um tem sua forma, isso é da natureza humana. Um time se faz de pessoas diferentes. É a soma das diferenças que nos faz mais fortes”, afirmou. 

ANÚNCIO
Continue Lendo

Mais Lidas