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Saúde

Governo da Bahia amplia investimentos em saúde e reforça apoio aos municípios

O balanço apresentado pela titular da Sesab evidencia a prioridade do Estado na expansão da rede de alta complexidade e no fortalecimento dos municipais

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Mais de R$ 29,81 bilhões foram aplicados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) desde 2023 em obras, serviços,
Foto: Doris Queiros / Saúde GovBA

Mais de R$ 29,81 bilhões foram aplicados pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) desde 2023 em obras, serviços, equipamentos e veículos. O balanço apresentado pela secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, nesta segunda-feira (1º), durante o 11º Congresso do Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde da Bahia (Cosems-BA), em Salvador, evidencia a prioridade do governo estadual na expansão da rede de alta complexidade e no fortalecimento das estruturas municipais de saúde.

Santana ressaltou que o estado mantém aplicação superior ao mínimo constitucional exigido para saúde (12%). Em 2023, foram 15,32% e, em 2024, 15,37%. “Os recursos do tesouro estadual não apenas asseguram a manutenção dos serviços existentes, mas viabilizam a expansão da rede própria, novos credenciamentos, além de cofinanciamentos, convênios e cessão de equipamentos aos municípios”, afirmou. A secretária também destacou o empenho das prefeituras, que em média aplicaram 23% de suas receitas no setor, bem acima do piso de 15%.

Entre 2023 e 2025, o governo estadual entregou 986 veículos às prefeituras, sendo 767 ambulâncias, 141 vans de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), 68 veículos administrativos e 10 micro-ônibus, totalizando um investimento de R$ 256,77 milhões. Em paralelo, foi feita a cessão de R$ 53 milhões em equipamentos e ampliada a política de convênios de infraestrutura para apoiar a rede municipal.

O cofinanciamento estadual também ganhou fôlego. Na Atenção Primária, o repasse mensal por equipe passou de R$ 1.500 para até R$ 5 mil, com adesão de 100% dos municípios. Na Atenção Psicossocial, 135 serviços foram aprovados, com aporte mensal total de R$ 894 mil. Já o programa Mãe Bahia, voltado à saúde materno-infantil, assegura R$ 183,83 milhões anuais para as 164 unidades que fizeram adesão. O estado também apoia serviços para pessoas com deficiência, que somam R$ 512,6 mil mensais em cofinanciamento e mantém investimentos de R$ 21,1 milhões anuais na rede de hemodiálise e oxigenoterapia, em parceria com os municípios.

Na assistência farmacêutica, os números também cresceram. Apenas em 2025, até junho, o estado empenhou R$ 277,4 milhões na compra de medicamentos e destinou R$ 250,75 milhões a tratamentos de caráter especial. No componente básico, a contrapartida estadual terá aumento de 17,43%, passando de R$ 36,79 milhões para R$ 43,18 milhões a partir de outubro. E para otimizar compras e reduzir custos de medicamentos e insumos, o Registro de Preço Compartilhado já reúne 397 municípios (95% do estado), com movimentação de R$ 45,4 milhões somente neste ano.

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A rede complementar ao SUS também tem sido fortalecida. Hoje, 23 editais em vigor contemplam desde leitos de UTI e serviços de hemodiálise até transplantes, cirurgias eletivas e atenção domiciliar, com orçamento anual superior a R$ 2,2 bilhões.

Outro eixo estratégico é a transformação digital. Entre 2023 e 2025, os investimentos em tecnologia da informação saltaram de R$ 61 milhões para R$ 100 milhões. A agenda inclui a implantação do sistema AGHUse nas unidades estaduais e sua cessão a 80 municípios, além de soluções para integrar dados da rede estadual com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), ampliando a interoperabilidade e a gestão inteligente da rede.

A titular da pasta estadual da Saúde também destacou a importância da parceria com o governo federal. O teto da Média e Alta Complexidade (MAC) da Bahia saltou de R$ 3,324 bilhões em 2022 para R$ 4,510 bilhões em 2025, o que permitiu ampliar serviços hospitalares e especializados. “Esse incremento tem dado fôlego à rede, mas ainda não é suficiente diante da crescente demanda. O SUS se sustenta com corresponsabilidade da União, dos estados e dos municípios”, avaliou.

Nos últimos anos, as emendas parlamentares também viraram forma de financiamento, mas o deputado federal Jorge Solla, presente ao evento, fez um alerta: “a abertura de novos serviços precisa estar vinculada a um financiamento contínuo, já que as emendas parlamentares não conseguem garantir sustentabilidade, nem regularidade. Elas não substituem uma fonte planejada de custeio. Apesar do aumento no volume de emendas trazer mais recursos para o SUS, a ausência de um plano estratégico central pode gerar ineficiências e desigualdades, uma vez que a distribuição dessas verbas segue, muitas vezes, interesses político-eleitorais em vez de critérios técnicos e parâmetros transparentes e democráticos entre os gestores do sistema”, avalia o parlamentar.

No campo das obras, a Bahia também vem avançando em parceria com o governo federal. Pelo Novo PAC Saúde, foram aprovadas 475 propostas para construção e renovação de UBS, CAPS, policlínicas e frota do Samu, somando R$ 142,8 milhões já contratados em benefício de 91 municípios.

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Saúde

Anvisa aprova cinco novas canetas de semaglutida e amplia oferta de medicamentos

Decisão representa a maior aprovação simultânea da categoria no país e pode fortalecer a produção nacional, além de ampliar o acesso ao tratamento para diabetes e obesidade 

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Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida,
Foto: divulgação Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na última quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos à base de semaglutida, princípio ativo popularmente associado às chamadas “canetas emagrecedoras”. A medida ocorre após o Ministério da Saúde solicitar, em agosto de 2025, prioridade na análise desses produtos, com o objetivo de ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer a concorrência no mercado e subsidiar futuras avaliações sobre a incorporação desses medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

Esta é a maior quantidade de registros de medicamentos com semaglutida aprovados de uma só vez pela agência reguladora. Os produtos pertencem à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, indicada principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e amplamente utilizada no controle da obesidade. 

Entre os cinco medicamentos aprovados, dois possuem perspectiva de produção nacional após a conclusão dos processos de transferência de tecnologia para empresas brasileiras. 

Medicamentos aprovados 
  • Owozy – Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda. 
  • Seemasun – Sun Farmacêutica do Brasil Ltda. 
  • Zempneo – Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A. 
  • Semavy – Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A. 
  • Orsema – Ranbaxy Farmacêutica Ltda. 

Os medicamentos Zempneo e Semavy são os que possuem expectativa de fabricação em território nacional após a finalização dos acordos de transferência tecnológica. 

Redução da fila de registros 

Em 2025, a Anvisa implementou um plano de ação voltado à redução da fila de análises para medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. O processo de avaliação inclui a análise de estudos clínicos, da documentação técnica apresentada pelos laboratórios e a inspeção das linhas de produção estéreis. 

Com as aprovações mais recentes, a agência já contabiliza oito registros desses medicamentos somente em 2026, ampliando significativamente a oferta de produtos da categoria no mercado brasileiro. 

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Ministério da Saúde avalia uso da semaglutida no SUS 

Paralelamente ao processo regulatório, o Ministério da Saúde iniciou um estudo para acompanhar o uso de medicamentos da classe GLP-1 em pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre. 

A iniciativa prevê o acompanhamento de cerca de 250 pacientes com obesidade grave ou associada a outras comorbidades, especialmente aqueles com indicação para cirurgia bariátrica. A expectativa da pasta é que os primeiros resultados sejam divulgados em 2027 e contribuam para a definição de estratégias de implementação desses tratamentos na rede pública. 

Atualmente, os medicamentos da classe GLP-1 ainda não são disponibilizados pelo SUS. Entretanto, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analisa um pedido para a incorporação da semaglutida ao sistema público de saúde. 

Estímulo à indústria nacional 

Além de ampliar as opções disponíveis para pacientes e profissionais de saúde, os novos registros podem impulsionar a indústria farmacêutica brasileira. 

Atualmente, dois medicamentos com semaglutida já são produzidos no país pelas empresas EMS e Germed Farmacêutica. O aumento da produção nacional tende a ampliar a oferta, reduzir a dependência de importações, estimular a concorrência entre fabricantes e contribuir para uma possível redução dos preços ao consumidor. 

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A expectativa é que a entrada de novos produtos no mercado torne o acesso aos tratamentos mais amplo nos próximos anos, especialmente diante do crescimento da demanda por terapias voltadas ao controle do diabetes e da obesidade. 

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Saúde

Inteligência Artificial reduz tempo de ressonância magnética e amplia suporte ao diagnóstico

Tecnologia acelera a realização dos exames, melhora a experiência dos pacientes e auxilia médicos na análise das imagens, sem substituir a avaliação especializada

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A Inteligência Artificial (IA) está transformando a realização dos exames de ressonância magnética, reduzindo o tempo de aquisição
Foto: Divulgação

A Inteligência Artificial (IA) está transformando a realização dos exames de ressonância magnética, reduzindo o tempo de aquisição das imagens sem comprometer a qualidade diagnóstica. Além de tornar o procedimento mais ágil, a tecnologia contribui para uma experiência mais confortável para os pacientes e fortalece o suporte à tomada de decisão médica.

Com exames realizados em menos tempo, a ferramenta otimiza o fluxo de atendimento, reduz a necessidade de repetição de sequências e amplia a capacidade de realização de exames, beneficiando tanto pacientes quanto profissionais de saúde.

Essa realidade já faz parte da rotina do Grupo Meddi, que conta com 24 equipamentos de ressonância magnética distribuídos em unidades na Bahia e vem investindo em soluções baseadas em Inteligência Artificial para fortalecer a qualidade assistencial e oferecer uma experiência cada vez mais eficiente aos pacientes.

De acordo com Lucas Almeida (CRTR nº 00817N), tecnólogo em radiologia e supervisor técnico do IHEF, empresa do Grupo Meddi, a Inteligência Artificial atua tanto na aquisição quanto no processamento das imagens, acelerando as sequências do exame e permitindo uma reconstrução mais eficiente do material obtido.

“O principal ganho proporcionado pela IA na ressonância magnética foi a redução significativa do tempo de exame, sem comprometer a qualidade das imagens. Pelo contrário, em muitos casos, houve aumento da qualidade diagnóstica”, afirma.

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Lucas destaca que, além de reduzir o tempo de realização dos exames e melhorar a qualidade das imagens, a Inteligência Artificial também funciona como uma importante ferramenta de apoio ao médico radiologista. Na clínica, a tecnologia é utilizada para aprimorar a reconstrução das imagens, reduzindo ruídos e aumentando a nitidez, o que permite obter exames de alta qualidade em menos tempo.

Além disso, a instituição conta com plataformas de análise avançada capazes de realizar medições automáticas de estruturas cerebrais, comparar os resultados com bancos de dados de referência e gerar informações quantitativas que auxiliam na identificação e no acompanhamento de doenças neurológicas. Essas ferramentas tornam a avaliação mais objetiva, padronizada e eficiente, contribuindo para a elaboração dos laudos.

Apesar dos avanços, a Inteligência Artificial não substitui a atuação médica. A tecnologia fornece informações e análises complementares que apoiam o especialista, mas a responsabilidade pela interpretação das imagens, pela correlação com a história clínica do paciente e pela conclusão diagnóstica permanece sob a responsabilidade do radiologista.

Mais conforto e agilidade para os pacientes

Para Thatiane de Oliveira (COREN-BA 542392), enfermeira de ressonância magnética do Grupo Meddi, o principal benefício da tecnologia é percebido diretamente na experiência dos pacientes.

“Ao adquirir imagens de excelente qualidade em um tempo menor, o paciente permanece menos tempo dentro do aparelho, tornando o exame mais confortável”, explica.

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A redução do tempo de permanência no equipamento contribui para diminuir o desconforto físico, o cansaço e a ansiedade durante o procedimento, beneficiando especialmente pessoas com dor, limitações de mobilidade ou dificuldade para permanecer imóveis por períodos prolongados.

“Os idosos e as pessoas com limitações físicas permanecem menos tempo na mesma posição, reduzindo o desconforto. As crianças têm mais chances de concluir o exame sem interrupções, e os pacientes com claustrofobia ou ansiedade costumam se sentir mais seguros ao saber que o tempo dentro do aparelho será menor”, destaca a enfermeira.

Com a incorporação dessas soluções, a Inteligência Artificial consolida seu papel como aliada da radiologia moderna, contribuindo para diagnósticos mais precisos, maior eficiência operacional e uma experiência mais humanizada para os pacientes.

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Saúde

Ministério da Saúde cria comitê para negociar preços e ampliar acesso a medicamentos de alto custo no SUS

Nova estrutura buscará reduzir gastos com remédios e abrir espaço no orçamento para incorporar tratamentos inovadores, incluindo terapias contra câncer e doenças autoimunes 

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O Ministério da Saúde instituiu, nesta quinta-feira (23), um Comitê de Negociação de Preços para a compra de medicamentos destinados
Foto: Marcello Casal/Arquivo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde instituiu, nesta quinta-feira (23), um Comitê de Negociação de Preços para a compra de medicamentos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem como objetivo ampliar o poder de negociação do governo na aquisição de remédios, permitindo a obtenção de preços mais baixos e a liberação de recursos para incorporar novas tecnologias e tratamentos à rede pública. 

A medida busca aumentar as chances de inclusão no SUS de medicamentos de alto custo, especialmente aqueles destinados ao tratamento de câncer, doenças autoimunes e outras condições complexas. 

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, a proposta moderniza os processos de negociação da pasta e estabelece critérios mais claros para a definição de preços. 

“Estamos modernizando a forma como o Ministério da Saúde faz a negociação de preços, dando regras mais claras e garantias para o ministério obter um preço melhor e mais justo, para sobrar orçamento para outros investimentos e para a incorporação de outras tecnologias”, afirmou. 

O novo comitê poderá ser acionado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão responsável por avaliar e recomendar a inclusão de medicamentos, equipamentos e procedimentos na rede pública. 

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Negociação para medicamentos sem concorrência 

Uma das principais funções do comitê será atuar em negociações envolvendo medicamentos produzidos por apenas um laboratório, situação em que não há concorrência e, portanto, não é possível realizar licitação. 

Nesses casos, o governo pretende usar seu poder de compra para negociar valores mais vantajosos. Atualmente, o SUS movimenta cerca de R$ 31,3 bilhões por ano na aquisição de vacinas, medicamentos e insumos, o que amplia a capacidade de barganha da administração pública. 

O colegiado também poderá intervir quando medicamentos já incorporados ao SUS registrarem aumentos expressivos de preço. Nessa hipótese, a área responsável pela gestão da demanda dentro do ministério será encarregada de acionar o comitê. 

Modelo já adotado em outros países 

De acordo com o Ministério da Saúde, mecanismos semelhantes de negociação de preços já são utilizados em mais de 40 países, entre eles Canadá, Inglaterra, Austrália e França. 

Embora a proposta esteja em discussão há anos dentro da pasta, a formalização do comitê transforma a estratégia em uma política permanente do governo federal. 

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Com caráter técnico e atuação contínua, a expectativa do ministério é obter descontos superiores a 50% nas negociações de medicamentos novos ou recentemente incorporados ao SUS, ampliando o acesso da população a tratamentos de alto custo sem pressionar ainda mais o orçamento da saúde pública. 

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