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Cultura

Feira de Caxixis, em Nazaré, é tradição, é arte, é cultura

O evento tricentenário é reconhecido como a maior feira de artesanato ao ar livre da América Latina

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Reunindo arte e cultura, a tradicional Feira de Caxixis, em Nazaré, é considerada um marco da cultura baiana, com a participação
Fotos: Joá Souza/GOVBA

Reunindo arte e cultura, a tradicional Feira de Caxixis, em Nazaré, é considerada um marco da cultura baiana, com a participação de 250 expositores de artesanato de cerâmica locais e da região e deve receber cerca de 90 mil visitantes, dentre eles o governador Jerônimo Rodrigues, que prestigiou o evento neste sábado (19).

“É uma alegria estar aqui, dia em que celebramos nossas homenagens às lutas pelos povos indígenas e ao mesmo tempo, uma festa muito importante para a cultura e para o turismo no estado da Bahia, que é a Feira de Caxixis. Uma feira que se apresenta para Salvador e para todo o Brasil, através da exposição de artesanatos em cerâmica, encontrados em igrejas, terreiros e outras feiras culturais”, ressaltou o governador.

Na feira, Jerônimo Rodrigues percorreu diferentes espaços, que contam com investimentos do Governo do Estado, como as feiras AfroBahia, iniciativa da Secretaria da Promoção da Igualdade Social (Sepromi), a de Economia Solidária do Recôncavo – Cesol, a de Artesanato da Bahia, e a de Agricultura Familiar, além da feira dos Oleiros de Maragogipinho. São diversos produtos em exposição, como roupas, acessórios, turbantes, artesanatos confeccionados a partir do barro.

Os expositores passam o ano inteiro se preparando para a festa e mostrando a qualidade das suas peças. Como o oleiro de Maragogipinho e expositor, David dos Santos Almeida, 37 anos. Ele disse confeccionar em apenas um mês, mais de duas mil peças. Uma linha decorativa para diversos ambientes, como casas, trabalho. “Faço vários modelos de jarras, tenho um famoso burrinho, a girafinha que está sendo um sucesso. Como a feira é só uma vez por ano, a expectativa de conseguir novos clientes, fazer novos contatos, é toda dela. É um espaço muito importante para a divulgação do nosso trabalho também”, disse.

As secretarias de Turismo (Setur-BA), do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Cultura (Secult) também estão envolvidas, revelando a importância da feira para todo o território baiano. “A presença do Governo do Estado representa o fortalecimento do apoio que damos às manifestações, à produção cultural em toda a Bahia. Mas aqui, é o investimento nessa inteligência ancestral que transforma um conhecimento, a partir da criação com o barro, que nos caracterizam tão bem no Brasil e no mundo. Investir nessa feira e no artesanato da Bahia é uma forma também de nós mostrarmos esse potencial que a cultura tem de gerar renda, emprego e desenvolvimento”, pontuou o secretário de cultura, Bruno Monteiro.

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Para o secretário do Turismo, Maurício Bacelar, o evento impulsiona o aumento do fluxo turístico na região. “A Feira de Caxixis é uma herança que nós temos da nossa cultura indígena e africana. Há muitos anos, os oleiros, oriundos de Maragogipinho, se deslocam no “Sábado de Aleluia”, aqui para Nazaré, para expor os seus produtos. Ao longo desse tempo, nós transformamos essa feira no maior evento a céu aberto da América Latina. Com isso, chamamos a atenção de turistas do Brasil e do mundo”.

Até este domingo (20), haverá apresentações culturais e shows de artistas locais e nacionais, como Jorge Vercillo, Xanddy Harmonia, Tayrone, Filhos de Jorge e Vijal, ampliando as opções de entretenimento para o público.

Sobre a feira

A Feira de Caxixis é um evento tricentenário e reconhecido como a maior feira de artesanato ao ar livre da América Latina. Realizada anualmente na cidade de Nazaré, durante a Semana Santa, a feira celebra a tradição, a arte e a cultura, atraindo milhares de visitantes de diversas regiões do Brasil e do exterior.

Sua origem remonta a um oleiro chamado Patrício, natural da Vila de Maragogipinho, um dos principais polos de cerâmica do país. Segundo registros históricos e relatos populares, Patrício navegou pelo Rio Jaguaripe transportando uma canoa carregada de pequenas peças artesanais de barro – conhecidas como “louça miúda” – para comercializá-las em Nazaré. O sucesso das vendas o incentivou a retornar no ano seguinte, trazendo consigo outros artesãos. Ao longo dos anos, a feira cresceu e se consolidou como um importante evento cultural, reunindo tradição e entretenimento.

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Cultura

Festa de Iemanjá tem grande operação do Estado no Rio Vermelho

Com ações integradas em segurança, cidadania, turismo, cultura e meio ambiente, governo garante estrutura reforçada para receber milhares de devotos no 2 de fevereiro

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Sob o cheiro de alfazema, flores brancas e barcos levando pedidos para a Rainha do Mar, o bairro do Rio Vermelho, em Salvador,
Fotos Wuiga Rubini/GOVBA

40Sob o cheiro de alfazema, flores brancas e barcos levando pedidos para a Rainha do Mar, o bairro do Rio Vermelho, em Salvador, amanheceu nesta segunda-feira (2) em clima de fé e devoção para saudar Iemanjá. O Governo do Estado montou uma ampla operação integrada, com ações de segurança, cidadania, cultura, turismo e meio ambiente, reforçando o atendimento, ampliando serviços e garantindo suporte à celebração. 

“Tudo isso sem deixar de lado o respeito às tradições e à cultura, garantindo uma festa segura, organizada e tranquila para todos”, destacou o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola. 

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) mobilizou 1.152 profissionais — entre policiais militares, civis, equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e bombeiros — para o policiamento ostensivo em todo o entorno da festa. A operação conta com tecnologia de ponta, como câmeras com reconhecimento facial, drones, aeronave, plataformas elevadas e monitoramento em tempo real pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que reúne 20 órgãos atuando de forma conjunta. 

“O investimento inclui reforço no policiamento para garantir a tranquilidade de quem vai ao Rio Vermelho demonstrar sua devoção”, afirmou o secretário da SSP, Marcelo Werner. 

O DPT opera com duas unidades móveis equipadas para realizar exames no local, agilizando resultados. O Corpo de Bombeiros Militar conta com cerca de 200 profissionais distribuídos estrategicamente, além de 12 viaturas, incluindo ambulâncias de resgate, moto aquática, bote rígido e caminhão de combate a incêndio. A estrutura ainda inclui dois postos de comando e seis pontos elevados de observação, facilitando a visualização da área e o atendimento às demandas. 

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Igualdade Racial e Turismo 

A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) realiza ações de acolhimento e conscientização. A unidade móvel do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela funciona em frente ao Sesi Rio Vermelho como ponto de apoio para orientações e registro de denúncias. A secretaria também reforça o apoio aos blocos afro por meio do programa Ouro Negro, fortalecendo a cultura, a ancestralidade e o respeito às religiões de matriz africana. “É uma festa que reforça o combate ao racismo e à intolerância religiosa e só existe graças às religiões de matriz africana”, afirmou a secretária Angela Guimarães. 

A Secretaria do Turismo (Setur-BA) marca presença com o bloco Agô, Iemanjá!, que une celebração e consciência cultural. A iniciativa valoriza tradições afro-brasileiras, movimenta a economia local e estimula um turismo mais responsável, incentivando práticas sustentáveis e o respeito ao território do Rio Vermelho. Para o secretário do Turismo, Maurício Bacelar, o projeto contribui para atrair visitantes interessados na cultura baiana, fortalecendo a imagem da festa como um patrimônio vivo da cidade. 

Cultura e Meio Ambiente 

A programação cultural do 2 de fevereiro ganha destaque com apoio da Secretaria de Cultura (Secult-BA). Na Praia da Paciência, a banda Ministéreo Público Sound System anima o público ao longo do dia, reforçando o caráter plural e artístico da celebração. “A cultura preserva essa devoção, e o Governo do Estado reforça o apoio à tradição que marca a memória da Bahia”, ressaltou o secretário Bruno Monteiro. 

Fechando o conjunto de ações do Estado, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), em parceria com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), realizou um mutirão de limpeza na praia do Rio Vermelho na véspera do evento. Voluntários participaram da coleta e do descarte correto de resíduos, contribuindo para reduzir impactos e manter a orla limpa para moradores, pescadores e devotos. 

“Foram recolhidos 250 quilos de resíduos para receber o público com cuidado. A orientação é oferecer presentes de forma sustentável, sem plástico, metal ou vidro, reforçando o respeito ao meio ambiente”, explicou o secretário Eduardo Sodré. 

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Cultura

Fé, tradição e cuidados ambientais marcam a Festa de Iemanjá no Rio Vermelho 

Como acontece a cada 2 de fevereiro, o bairro do Rio Vermelho se encheu de fé, tradição e devoção com a celebração da Festa de Iemanjá, uma das mais emblemáticas

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Como acontece a cada 2 de fevereiro, o bairro do Rio Vermelho se encheu de fé, tradição e devoção com a celebração da Festa de Iemanjá
Foto: Amanda Ercília/GOVBA

Como acontece a cada 2 de fevereiro, o bairro do Rio Vermelho se encheu de fé, tradição e devoção com a celebração da Festa de Iemanjá, uma das mais emblemáticas manifestações religiosas e históricas da Bahia, que reuniu milhares de pessoas em Salvador nesta segunda-feira (2). Logo nas primeiras horas da manhã, flores, oferendas e cânticos marcaram a homenagem à Rainha do Mar, com a entrega do tradicional presente, confeccionado com materiais ecológicos, em respeito ao meio ambiente e à preservação do mar. A cerimônia contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, que acompanhou o ritual. 

Durante a celebração, o governador destacou o significado espiritual da festa para os baianos. “A Festa de Iemanjá é um momento de fé profunda, em que o povo se conecta com a ancestralidade para pedir proteção, saúde, paz e dias melhores. Estar aqui é reafirmar o respeito às religiões de matriz africana e o compromisso do Governo do Estado com a valorização dessas tradições, que fazem parte da nossa identidade”, afirmou. 

Para o povo de terreiro e os pescadores, a data vai além da celebração e simboliza fé, resistência e continuidade. A ialorixá Camila ressaltou a força espiritual do ritual: “Iemanjá é mãe, é cuidado e acolhimento. Essa festa reafirma nossa ancestralidade e a permanência das religiões de matriz africana”. Já o pescador Ribeiro lembrou a origem da homenagem: “O presente lançado ao mar é um gesto de gratidão e um pedido de proteção para quem vive da pesca”. 

A celebração também emocionou visitantes que acompanharam a festa. Ingridy Simas, turista de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, destacou o sentimento de pertencimento: “Mesmo sendo da Bahia, cada vez que participo me emociono. É uma festa que renova a fé e reforça nossa identidade”. Danila Koch, de São Paulo, que participou pela primeira vez, se disse encantada: “É uma experiência única. Nunca tinha vivido algo assim, com tanta fé, respeito e beleza”. 

Segurança e apoio do Estado 

O Governo do Estado garantiu uma ampla operação integrada para a realização da Festa de Iemanjá. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) atuou com reforço policial, uso de tecnologia e uma operação especial para assegurar a tranquilidade do evento. Foram mobilizados 1.152 policiais, peritos e bombeiros, com apoio de câmeras com reconhecimento facial, drones, embarcações, aeronave, Plataforma de Observação Elevada e ativação do Centro Integrado de Comando e Controle. “É uma operação planejada para um evento de grande importância cultural e religiosa, garantindo segurança, organização e resposta rápida para fiéis, moradores e turistas”, afirmou o secretário Marcelo Werner. 

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A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) atuou com atendimento e orientação contra o racismo e a intolerância religiosa, além de apoiar blocos afro. A Secretaria de Cultura (Secult-BA) e a Secretaria de Turismo (Setur-BA) fortaleceram a programação cultural e a valorização das tradições de matriz africana. Já a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) promoveu ações de limpeza e conscientização ambiental, assegurando que a celebração ocorresse com respeito à cultura, às pessoas e ao mar.  

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Carnaval 2026

Polícia Civil realiza culto ecumênico para marcar início das ações de paz na festa

Celebração na sede da SSP reúne forças de segurança e líderes religiosos em pedido de proteção e harmonia para o período festivo

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A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira (30), um culto ecumênico com o tema “Sob a proteção divina, unidos para viver o
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

A Polícia Civil realizou, na manhã desta sexta-feira (30), um culto ecumênico com o tema “Sob a proteção divina, unidos para viver o amor e semear a paz”, no prédio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), no Centro Administrativo da Bahia. A celebração reuniu representantes das forças de segurança e líderes religiosos de diferentes denominações. 

O culto teve como objetivo principal a celebração religiosa e a promoção da paz durante o Carnaval 2026, reforçando valores como harmonia e amor ao próximo, além de reafirmar o compromisso das instituições com a convivência pacífica e a segurança da população. O ato foi conduzido pelo delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, juntamente com comandantes e líderes de segmentos religiosos diversos, em um gesto de união e respeito entre as instituições e a pluralidade de crenças. 

Segundo André Viana, a iniciativa busca fortalecer valores essenciais para a sociedade. “Este momento de fé e reflexão tem como objetivo pedir proteção divina e paz para Salvador, especialmente neste período de festas e do Carnaval, além de promover a união entre as forças de segurança e a sociedade”, destacou. 

Se quiser, posso também criar uma versão mais enxuta, mais formal ou mais narrativa. Quer adaptar para algum formato específico? 

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