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Meio Ambiente

El Niño pode atingir 82% de probabilidade em 2026 e acende alerta para segurança hídrica na Bahia

Seminário da Embasa discute impactos do fenômeno e estratégias de prevenção diante de possíveis extremos climáticos

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As chances de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 chegam a 82%, segundo projeções do Instituto Nacional
Barragem da Juliana, Mulungu do Morro. Foto: Thiago Vasconcelos

As chances de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026 chegam a 82%, segundo projeções do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Embora sua intensidade ainda esteja sendo monitorada por centros especializados em clima, a possibilidade de um evento forte reforça a necessidade de ações preventivas na gestão dos recursos hídricos.

O tema será debatido durante a palestra “Super El Niño: eventos extremos e segurança hídrica”, que integra seminário promovido pela Embasa em alusão ao Dia do Meio Ambiente. O evento acontece nesta quinta-feira (11), a partir das 8h, no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), no Stiep.

Além dos possíveis impactos do fenômeno climático, o seminário reunirá especialistas para discutir outros temas da agenda ESG (Ambiental, Social e Governança), como inovação sustentável na área de água, esgotamento sanitário e automação, gerenciamento de resíduos e inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE). A programação terá transmissão pelo canal da Embasa no YouTube (@embasaoficial).

Extremos climáticos

Causado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical, o El Niño altera padrões de vento e chuva em escala global. Na Bahia, os principais efeitos esperados são temperaturas mais elevadas e estiagens prolongadas.

“A possibilidade de um super El Niño tende a reduzir a disponibilidade hídrica, aumentar o consumo da população e pressionar os sistemas de abastecimento. Além disso, a diminuição do volume dos mananciais pode comprometer a qualidade da água, exigindo monitoramento mais rigoroso e tratamentos mais complexos”, explica o gerente de Sustentabilidade da Embasa, Fabrício Tourinho.

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Segundo ele, diante das mudanças climáticas e dos eventos hidrológicos cada vez mais extremos, a companhia tem ampliado as ações voltadas à gestão dos mananciais utilizados para o abastecimento humano. Atualmente, a estratégia de segurança hídrica da Embasa reúne investimentos de cerca de R$ 23 milhões em monitoramento e gestão de recursos hídricos.

Antecipação de impactos

Entre as iniciativas em andamento está a modelagem hidrodinâmica dos reservatórios de Pedra do Cavalo e Joanes II, responsáveis pelo abastecimento de parte da Região Metropolitana de Salvador. O projeto, com investimento de aproximadamente R$ 790 mil, é resultado de cooperação técnica entre a Embasa, o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE).

A tecnologia utiliza simulações computacionais para representar o comportamento da água em diferentes cenários climáticos e ambientais, permitindo antecipar impactos de eventos como chuvas intensas, episódios de poluição, estiagens e proliferação de algas. O estudo resultará em um modelo matemático capaz de apoiar decisões operacionais e prever alterações na qualidade da água. Os trabalhos encontram-se em fase final de desenvolvimento, com treinamento de equipes previsto ainda para este mês.

Ações semelhantes estão sendo realizadas nos reservatórios de Pedras Altas (em Capim Grosso), Aracatu e Floresta Azul, com investimento de R$ 140 mil. O estudo avalia a qualidade da água e dos sedimentos, identifica fatores relacionados à eutrofização e propõe medidas de prevenção e controle. Juntos, os três reservatórios abastecem aproximadamente 350 mil pessoas.

Para o diretor de Sustentabilidade e Tecnologia da Embasa, Jazon Junior, a integração entre planejamento, sustentabilidade e operação fortalece a gestão hídrica diante dos desafios ambientais e climáticos.

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“Nossa expectativa é consolidar uma cultura de decisão baseada em dados e evidências, assegurando o abastecimento em quantidade e qualidade para as populações atendidas pela Embasa”, ressalta.

Meio Ambiente

Zoo Bahia registra mais de 11 mil participações em ações de educação ambiental 

Projetos desenvolvidos pelo Parque Zoobotânico da Bahia promoveram visitas guiadas, exposições e atividades inclusivas para aproximar o público da fauna e estimular a conservação da biodiversidade

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conservação da natureza é uma das propostas do trabalho de educação ambiental desenvolvido pelo Parque Zoobotânico da Bahia (Zoo Bahia).
Fotos: Ascom Inema

Transformar o interesse pelos animais em conhecimento sobre a conservação da natureza é uma das propostas do trabalho de educação ambiental desenvolvido pelo Parque Zoobotânico da Bahia (Zoo Bahia). Entre janeiro e setembro de 2026, as atividades realizadas em seis projetos do setor registraram 11.762 participações, por meio de visitas guiadas, exposições educativas e ações voltadas a diferentes públicos. 

As iniciativas buscam aproximar os visitantes da fauna e estimular reflexões sobre a importância da preservação da biodiversidade e dos ecossistemas. 

Entre as ações desenvolvidas pelo Parque, o projeto Zoo Educar registrou 6.213 participações no período, com atividades voltadas principalmente para estudantes das redes pública e privada de ensino. A iniciativa também contempla o Zoo Vai à Escola, que leva ações educativas às unidades escolares utilizando materiais como animais taxidermizados para despertar o interesse dos alunos pela fauna e pelos ambientes naturais. Essa modalidade contabilizou 2.267 participações. 

As visitas guiadas também se destacam como uma oportunidade para que os visitantes conheçam melhor os animais e compreendam as funções desempenhadas pelo zoológico. No projeto Zoo Guia, foram registradas 582 participações nos nove primeiros meses de 2026. As visitas diurnas atendem grupos de até 50 pessoas por vez e são destinadas a participantes com idade a partir de cinco anos. 

Já o Zoo Noturno, uma das atividades mais procuradas pelo público, oferece uma experiência diferenciada ao apresentar a rotina dos animais em período noturno. Até setembro, o projeto recebeu 243 participantes. Durante o percurso, grupos de até 25 visitantes conhecem espécies de hábitos noturnos e crepusculares, além de informações sobre comportamento, alimentação e características que nem sempre podem ser observadas durante o dia. 

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Outra iniciativa é o Zoo Inclusão, que registrou 614 participações no período. O projeto promove experiências educativas acessíveis por meio de abordagens sensoriais, culturais e lúdicas, estimulando a participação e a interação de diferentes públicos com o ambiente. 

O Zoo Galeria, realizado no Galpão Ambiental, somou 4.063 participações. A atividade apresenta exposições educativas relacionadas à biodiversidade e a temas ambientais, especialmente em datas comemorativas. 

Educação ambiental aproxima público da fauna 

As ações também promovem discussões sobre temas que impactam diretamente a fauna, como o tráfico de animais silvestres, a perda de habitats naturais e os efeitos das atividades humanas sobre os ecossistemas. 

Nesse contexto, o Zoo Bahia desempenha papel importante na conscientização sobre a realidade de animais que, por condições físicas ou comportamentais, não podem retornar à natureza e dependem de cuidados permanentes sob responsabilidade humana. 

Além de acolher esses animais, o Parque oferece ao público a oportunidade de conhecer suas histórias e compreender os desafios relacionados à conservação da fauna. Para a bióloga e educadora ambiental Samantha Grimaldi, essa atuação reflete a transformação do papel dos zoológicos ao longo do tempo. 

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“Há muitos anos, zoológico era um centro de exposição e entretenimento. Compravam-se animais para exibição, que eram mantidos em espaços limitados. Com o passar dos anos, houve uma mudança na forma de cuidar dos animais. Atualmente, os zoológicos no Brasil e no mundo estão conectados em prol da conservação da fauna”, afirma. 

Segundo a educadora, essa mudança também influencia a forma como os visitantes compreendem o trabalho realizado nas instituições. Ao conhecer os bastidores dos cuidados com os animais e entender por que alguns deles não podem retornar ao ambiente natural, o público amplia sua percepção sobre a importância dos zoológicos na pesquisa, conservação e educação ambiental. 

“Esse trabalho ajuda a desconstruir a ideia de que os animais estão no Parque apenas para serem observados e reforça a importância de reconhecer o zoológico como um espaço de educação ambiental, conservação, bem-estar animal e pesquisa. Afinal, conhecer é também uma forma de compreender e reconhecer a responsabilidade coletiva na conservação da biodiversidade”, destaca Samantha. 

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Meio Ambiente

Inema alerta para chuva forte e rajadas de vento em regiões da Bahia no fim de semana

Previsão indica mudança no tempo a partir de domingo (25), com risco de temporais no Oeste, Sudoeste e litoral sul do estado

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(Inema), por meio da Coordenação de Estudos de Clima e Projetos Especiais (Cocep), áreas do litoral devem registrar chuvas fracas
Foto: Matheus Lemos/Ascom Sema

O fim de semana será marcado por variações nas condições meteorológicas em diferentes regiões da Bahia. De acordo com a previsão do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), por meio da Coordenação de Estudos de Clima e Projetos Especiais (Cocep), áreas do litoral devem registrar chuvas fracas e isoladas no sábado (24). Já no domingo (25), há previsão de pancadas de chuva moderadas a fortes, acompanhadas de raios e rajadas de vento em municípios do Oeste, Sudoeste e litoral sul baiano.

Para o sábado (24), a tendência é de chuvas fracas em trechos do litoral e em áreas do centro-sul baiano, onde podem ocorrer volumes um pouco maiores. Salvador, Região Metropolitana e Recôncavo seguem com possibilidade de precipitações isoladas. Enquanto isso, o interior permanece sob influência do calor intenso, especialmente nas regiões Oeste e Norte.

O domingo (25) exige atenção redobrada. A previsão aponta risco de pancadas de chuva moderadas a fortes, acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento em áreas do Oeste, Sudoeste e litoral sul. Em Salvador, na Região Metropolitana e no Recôncavo, são esperados ventos entre 40 km/h e 50 km/h.

Apesar da possibilidade de chuva em algumas regiões, a umidade relativa do ar deve permanecer baixa em pontos do interior, com índices entre 21% e 30%, cenário que mantém preocupação com a saúde da população e com o risco de incêndios florestais.

Queimadas seguem em nível de alerta

O índice de queimadas permanece elevado em boa parte do estado. A condição de emergência é observada principalmente no Oeste, no Vale do São Francisco e em outras áreas do interior. Já regiões do centro-sul e parte da faixa litorânea permanecem em estado de alerta.

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Tendência para segunda-feira

Na segunda-feira (26), a previsão indica pancadas de chuva em áreas do Oeste, Centro-Oeste, Chapada Diamantina e centro-sul da Bahia. Em Salvador, Região Metropolitana e Recôncavo, há possibilidade de chuvas fracas e isoladas.

As temperaturas seguem elevadas no interior, com máximas entre 30°C e 36°C e mínimas variando de 18°C a 24°C.

Extremo Sul registra maiores volumes de chuva

O monitoramento realizado pelo Inema apontou os maiores acumulados de chuva no Extremo Sul baiano entre as 9h de quinta-feira (22) e as 9h desta sexta-feira (23).

Os principais registros foram:

  • Prado: 45 mm;
  • Alcobaça: 39 mm;
  • Teixeira de Freitas: 23,8 mm;
  • Mucuri: 21,2 mm.
  • Nos demais pontos monitorados, os volumes ficaram abaixo de 18,2 milímetros.

A população pode acompanhar atualizações meteorológicas e a previsão do tempo por meio do portal oficial do Inema.

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Meio Ambiente

Ronda Verde intensifica fiscalização de áreas atingidas por incêndios na Chapada Diamantina

Ação coordenada pelo Inema, no âmbito do Programa Bahia Sem Fogo, reúne instituições estaduais e federais para identificar causas, apurar responsabilidades e avaliar danos ambientais provocados por incêndios florestais na Bahia

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O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) iniciou, na quinta-feira (15), as atividades de campo da operação Ronda Verde
Foto: Divulgação

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) iniciou, na quinta-feira (15), as atividades de campo da operação Ronda Verde na Chapada Diamantina. A iniciativa integra as ações do Programa Bahia Sem Fogo e tem como objetivo vistoriar áreas de vegetação nativa atingidas por incêndios florestais, identificar a origem das ocorrências e avaliar possíveis danos ambientais. 

Antes do início das vistorias, representantes dos órgãos envolvidos participaram, na quarta-feira (14), de uma reunião de planejamento para definir as áreas prioritárias a serem inspecionadas nos próximos dias. 

A operação reúne equipes do Inema, por meio da sede e da Unidade Regional (UR) de Seabra, do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Lençóis), do Departamento de Polícia Técnica (DPT), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por meio do Prevfogo. 

As primeiras inspeções ocorreram na quinta-feira (15), com a participação de técnicos da Unidade Regional de Seabra e da Coordenação de Análise Remota e Fiscalização (Coarf), além de representantes do Corpo de Bombeiros, do DPT e do ICMBio. Uma das áreas vistoriadas foi atingida por um incêndio que alcançou parte do Parque Nacional da Chapada Diamantina e da Área de Proteção Ambiental (APA) Marimbus-Iraquara, unidade de conservação estadual. 

De acordo com o diretor de Fiscalização do Inema, Miguel Calmon, a atuação integrada dos órgãos amplia a capacidade de investigação das ocorrências e fortalece a apuração de responsabilidades. 

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“A participação dos órgãos de fiscalização, dos peritos do DPT e do Corpo de Bombeiros é fundamental para identificar a origem dos incêndios e seus responsáveis, avaliando também os danos causados ao meio ambiente. Com essas informações, podemos avançar na apuração de eventuais responsabilidades e na adoção das medidas administrativas previstas na legislação ambiental”, destacou. 

Também presente nas atividades iniciais da operação, a coordenadora da Unidade Regional da Chapada Diamantina, Simone Sodré, ressaltou a importância da atuação conjunta das instituições envolvidas. Segundo ela, o apoio pericial do Corpo de Bombeiros e do DPT representa um avanço para as ações de fiscalização desenvolvidas pela Ronda Verde. 

“O trabalho permitirá aprofundar a investigação das ocorrências e a identificação de possíveis responsáveis pelos incêndios, em uma região que registra anualmente casos de vegetação atingida pelo fogo”, afirmou. 

O planejamento da operação prevê a realização de novas vistorias nos próximos dias, com possibilidade de ajustes nas localidades inicialmente definidas, conforme as condições encontradas pelas equipes em campo. O trabalho conta com o suporte de peritos do DPT e do Corpo de Bombeiros, responsáveis por auxiliar na análise técnica das áreas afetadas. 

A Ronda Verde integra as ações permanentes de fiscalização desenvolvidas pelo Inema no âmbito do Programa Bahia Sem Fogo, com foco na prevenção, no monitoramento e na responsabilização por infrações ambientais relacionadas aos incêndios florestais.  

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