Cultura
Daniela Mercury leva multidão ao Farol da Barra
Com apoio do Governo do Estado, 25º Pôr do Som teve grandes nomes da música para celebrar o primeiro entardecer de 2025
O primeiro entardecer de 2025, no Farol da Barra, em Salvador, foi embalado por grandes nomes da música baiana e nacional. Estamos falando do projeto Pôr do Som, criado pela cantora Daniela Mercury, e que esse ano recebeu o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult-BA).
“É a recepção de um novo ano em que a Bahia reafirma a sua mensagem de esperança também, de esperança no Brasil, com essa grande celebração da cultura, e com essa grande apresentação, com tantos convidados, com essa valorização da nossa cultura recebendo esse ano de 2025”, reafirmou o secretário Bruno Monteiro, da Secult-BA.
Com essa iniciativa, a gestão baiana reforça o papel fundamental no apoio a ações culturais e sociais, que promovem o desenvolvimento e a valorização da arte.
“Estou agradecidíssima, porque é um presente para a cidade que o Governo pode dar, porque essa é uma festa para a cidade. E poder proporcionar essa celebração dos 40 anos do Axé nesse lugar, com um palco lindo, do jeito que todos esses artistas e tudo que nós contribuímos ao longo desses anos para a prosperidade da cidade, para a economia da cidade, para a vida da cidade, para a disseminação da cultura, para as lutas sociais”, comentou Daniela Mercury, destacando a importância do apoio estadual para a realização do evento.
O suporte também se estendeu à estrutura. Aproximadamente 300 policiais militares, distribuídos em posto elevado, três postos de abordagem e patrulhas garantiram o clima de tranquilidade da festa.
O projeto acontece há 25 anos, todo 1º de janeiro, no Farol da Barra. Esta edição também marca os 40 anos do Axé Music, 75 anos do trio elétrico e os 40 anos de carreira da artista. O nome do evento é uma homenagem à canção “Farol da Barra”, de Caetano Veloso e Luiz Galvão. Daniela Mercury cantou diversos sucessos da carreira com Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Pierre Onássis, Márcio Victor, Rachel Reis, Banda Mel, Banda Didá e Márcia Freire, e a participação especial de Gabriel Mercury, filho da cantora.
Erick Soares veio do bairro de São Cristóvão, na capital, para curtir as atrações. Ele chegou cedo e ficou pertinho do palco, montado no Farol da Barra, para ouvir e dançar todas as músicas.
“A gente ficou com muito medo de não ter acontecido esse evento, mas graças a nossa mamãe Oxum, deu tudo certo e a gente tá aqui”.
A gaúcha Damiane Nachtigal já morou em Salvador e, atualmente, reside no Rio de Janeiro. Fã de Daniela Mercury e contente com o retorno do Pôr do Som, celebrou. “Já tinha que ter acontecido muito antes, foi muito tempo sem. Eu vim de Copacabana, de madrugada, pra cá. Tá lindo. Parabéns para a gente, até que enfim voltou”.
As apresentações foram transmitidas para todo o estado pela TVE Bahia. Além disso, iniciativas como essa têm um impacto positivo na economia local, atraindo visitantes e incentivando o turismo cultural. Uma forma de gerar emprego e renda, como comemorou a vendedora Marli Barros. “Maravilha! Muito bom! Trabalhar e ter uma rendazinha a mais”.
Entretenimento
Parque Miraculous é opção de lazer para as férias escolares
Espaço inspirado na animação oferece atividades lúdicas para crianças de 2 a 14 anos até 28 de fevereiro
Durante o período de férias, o Shopping Piedade recebe o Parque Miraculous, atração infantil inspirada no universo da animação Miraculous, que segue em funcionamento até o dia 28 de fevereiro de 2026. O espaço é voltado para crianças e famílias que buscam opções de lazer durante o recesso.
O Parque Miraculous funciona de segunda a sábado, das 9h às 20h, e é indicado para crianças de 2 a 14 anos. Entre as atrações disponíveis estão brinquedão, piscina de bolinhas, escorregador e jogo da memória, proporcionando atividades lúdicas e interativas ao público infantil.
O ingresso custa R$ 40,00, com tempo mínimo de permanência de 25 minutos. O tempo excedente é cobrado à parte, no valor de R$ 1,00 por minuto adicional. O controle do tempo de permanência no espaço é de responsabilidade do cliente.
Os ingressos são individuais e devem ser adquiridos diretamente na bilheteria do parque. São aceitas as formas de pagamento em dinheiro, cartões de débito e crédito, além de Pix.
Por questões de segurança, crianças de 2 a 5 anos e pessoas com deficiência (PNE) devem estar acompanhadas por um responsável maior de 18 anos.
A atração integra a programação especial do Shopping Piedade para o período de férias, ampliando as opções de entretenimento infantil e oferecendo uma alternativa de lazer para toda a família.
Cultura
Cachoeira e Aného podem se tornar cidades-irmãs em projeto que fortalece laços afro-diaspóricos
Proposta apresentada à prefeita Eliana Gonzaga prevê intercâmbio cultural, educacional e comercial entre Bahia e Togo
Integrantes do Fórum de Entidades Negras da Bahia (FENEBA) participaram, em dezembro, da 9ª Conferência Pan-africana, no Togo, e voltaram com a ideia de um intercâmbio entre Aného, antiga capital togolesa, e Cachoeira, uma das principais portas do Recôncavo Baiano. A proposta evoluiu para um projeto de cidades-irmãs, apresentado nesta quinta-feira (8) à prefeita Eliana Gonzaga, em reunião com secretários municipais e lideranças do movimento negro, como Raimundo Bujão (Feneba), Antônio Carlos Vovô (Ilê Aiyê), Gutierres Barbosa (PT), Samuel Azevedo (África900) e Ivan Alex (assessor do governador Jerônimo Rodrigues).
Segundo Samuel Azevedo, assessor de relações internacionais do Feneba, a ideia surgiu em Lomé, durante conversa com o prefeito de Aného, Alexis Coffi Aquereburu. “Eles fizeram a proposta, mas evoluímos para o projeto de irmanamento, porque promove desenvolvimento mútuo, acordos em educação, cultura, ciência, artes e comércio, além de facilitar transações como emissão de vistos”, explicou.
A prefeita Eliana Gonzaga demonstrou receptividade e estabeleceu prazo até o fim do mês para que o setor jurídico providencie a documentação necessária. “Esse é um trabalho que pode ser o começo de um novo conceito de relações entre os dois países e as duas cidades”, avaliou Azevedo.
Situada no Golfo da Guiné, Aného tem cerca de 30 mil habitantes e sobrevive da agricultura e pesca artesanal. Para Raimundo Bujão, presidente do Feneba, o projeto marca “o início de uma nova era”, justamente no ano em que a entidade celebra 25 anos de fundação.
Cultura
Itaparica celebra 203 anos da Independência da Bahia com ritos e tradições
Evento reafirma protagonismo popular na luta contra forças portuguesas e mantém viva a memória histórica do estado
A Ilha de Itaparica voltou a ocupar o centro da história baiana nesta quarta-feira (7), ao dar início às celebrações pelos 203 anos da Independência do Brasil na Bahia. Ruas, praças e espaços sagrados foram tomados por ritos, manifestações culturais e encenações que reafirmam a importância do território itaparicano na luta que garantiu a expulsão das forças portuguesas da Baía de Todos-os-Santos.
O governador Jerônimo Rodrigues destacou o caráter pedagógico e simbólico da celebração. “Itaparica ensina que a Independência não foi um gesto isolado, mas o resultado da mobilização popular, da coragem e da ancestralidade. Celebrar aqui é reafirmar que a história da Bahia foi escrita pelo povo”, afirmou.
A programação começou com a recepção das autoridades pelo prefeito Zezinho, seguida pelo ato simbólico de entrega da imagem do Caboclo aos Guaranis, após permanecer um ano na prefeitura. Carregado pelo cacique Emanuel Pita, o Caboclo iniciou o cortejo até a Fonte da Bica e, depois, seguiu em carro aberto até a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, onde foi realizada a cerimônia do Te Deum. Em seguida, o cortejo percorreu ruas do Centro Histórico até o Campo Formoso, encerrando na aldeia Guarani com o espetáculo cultural “Auto da Roubada da Rainha”.
Para quem acompanhou, a experiência foi marcante. A arquiteta pernambucana Luiza Moraes, visitante na ilha, se emocionou: “É uma história que não fica distante. A gente caminha junto, escuta, participa. Dá para sentir que essa Independência ainda pulsa”, relatou.
Segundo o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, a força da celebração está na permanência da tradição aliada à participação popular. “A Independência da Bahia se mantém viva porque é celebrada nos territórios onde ela aconteceu. Em Itaparica, cultura não é espetáculo: é pertencimento, memória e transmissão entre gerações”, avaliou.
As atividades seguem até sábado (11), com uma programação que reafirma Itaparica como território de memória viva, onde passado e presente se encontram para celebrar identidade, resistência e cultura do povo baiano.
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