Agricultura
Cidadania Rural leva serviços e inclusão a trabalhadoras no Litoral Sul da Bahia
Ao todo, foram emitidos mais de 600 documentos, um resultado que reforça o compromisso do Estado com a agricultura familiar e o acesso a direitos
O Litoral Sul da Bahia recebeu, entre os dias 16 e 19 de setembro, mais uma etapa do Projeto Cidadania Rural, da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Realizado nos municípios de Ibicuí (distrito de Água Doce) e Itabuna (bairro de São Caetano), o projeto levou a trabalhadoras rurais e agricultores familiares serviços essenciais, como a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e do CPF, além de acesso ao Selo da Agricultura Familiar, renegociação de dívidas e outras políticas públicas. Ao todo, foram emitidos mais de 600 documentos, um resultado que reforça o compromisso do Estado com a agricultura familiar e o acesso a direitos.
O coordenador da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), Jadson Levi, destacou o impacto da iniciativa. “Os atendimentos realizados em Ibicuí e Itabuna trouxeram um grande diferencial ao priorizar o cuidado com pessoas idosas e com deficiência. Além disso, realizamos cinco atendimentos domiciliares em uma comunidade rural de difícil acesso. É uma ação que reafirma nosso compromisso com a inclusão, a dignidade e a cidadania no campo”, afirmou.
A iniciativa é realizada pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do programa Bahia Sem Fome. A ação também conta com a parceria da Receita Federal, do INCRA, do Instituto Pedro Mello e de bancos públicos.
Agricultura
Bahia celebra avanços na produção de queijos no Dia Mundial do Queijo
Estado conquista reconhecimento nacional e internacional com políticas públicas que fortalecem agricultura familiar e cadeia do leite
A produção de queijos na Bahia vive um momento de destaque e reconhecimento. Neste Dia Mundial do Queijo, celebrado nesta terça-feira (20/02), o estado comemora avanços expressivos no setor, impulsionados por políticas públicas estratégicas voltadas à agricultura familiar e ao sistema produtivo do leite, executadas pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). Nos últimos anos, mais de 90 empreendimentos familiares receberam apoio direto para fortalecer a produção de queijos e outros derivados do leite.
Os queijos baianos vêm conquistando novos mercados e reconhecimento nacional e internacional, com premiações em concursos como o Mondial du Fromage de Tours, na França, e o Concurso Mundial do Queijo, realizado no Brasil. A produção inclui uma ampla variedade: requeijão, queijo coalho de vaca e de cabra, queijos fermentados e maturados, além de receitas autorais e tipos inspirados na tradição europeia, como muçarela, ricota, parmesão e emmental.
Os investimentos do Governo do Estado abrangem assistência técnica, entrega de insumos e equipamentos, implantação e requalificação de agroindústrias familiares, além de ações de comercialização, como feiras e o Festival do Queijo Artesanal da Bahia, realizado em Salvador desde 2024.
Entre os resultados, destaca-se a Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag), em Várzea Nova, que processa 30 mil litros de leite por dia e beneficia cerca de 400 famílias com a produção de queijos, iogurtes e manteiga. “Apesar dos desafios, a produção de derivados tem gerado renda e fortalecido a economia local”, afirma Fred Jordão, diretor comercial da Coopag.
O Festival do Queijo Artesanal da Bahia, em sua segunda edição em 2025, reuniu mais de 40 expositores, atraiu 25 mil visitantes e registrou recorde de vendas: 12 toneladas de queijos comercializadas e cerca de R$ 2 milhões em negócios. Para João Campos, presidente da Associação Queijo Baiano, “o apoio do Estado é essencial para o crescimento da cadeia produtiva”.
Outra iniciativa estratégica é a certificação pelos Serviços de Inspeção Municipal (SIM) e pelo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar (SUSAF-BA), que ampliam o acesso ao mercado e garantem a segurança dos produtos.
Agricultura
Garantia-Safra mantém viva a esperança de agricultores familiares no sertão baiano
Programa federal assegura renda e fortalece a produção diante das perdas causadas pela irregularidade das chuvas
No distrito de Ipuaçu, em Feira de Santana, no Portal do Sertão, a agricultora familiar Amália Jesus Costa construiu sua história a partir da terra. Nascida e criada na região, ela vive da agricultura e trabalha no próprio roçado, enfrentando, ano após ano, os desafios impostos pela irregularidade das chuvas. Entre a esperança da colheita e a incerteza do clima, o Garantia-Safra se tornou um apoio fundamental para manter viva a produção e a dignidade no campo.
“Os anos têm vindo com pouca chuva. A gente planta e, quando está quase chegando a colheita, a chuva falta. Aí perde a roça”, conta Amália. Diante dessas perdas recorrentes, o benefício garantido pelo programa passou a ser um alívio essencial. “O Garantia-Safra tem ajudado muito. Pelo menos ajuda a pagar o dia de um trabalhador, para limpar, capinar, plantar. A gente nem sabia o que era o programa, e hoje ele ajuda demais”, relata.
Política pública federal, o Garantia-Safra garante uma renda de R$ 1.200, em parcela única, para famílias agricultoras que tenham perdido pelo menos 50% da produção devido às condições climáticas adversas. Na Bahia, o programa é executado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e integra o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), funcionando como uma importante ferramenta de segurança alimentar e de proteção da economia rural.
A relação de Amália com a terra é marcada por luta e resistência. Antes de conquistar o próprio lote, sua família viveu por anos como rendeira, morando em fazenda. “A gente veio lá da Santa Luzia. Meu pai era rendeiro. Depois, com muita luta e apoio das entidades de sindicatos, recebemos esse lote na área da Pedra do Cavalo. Daí pra cá, a gente vem cultivando e cuidando da terra”, lembra.
Histórias como a de Amália se repetem em diferentes territórios do interior baiano. Agricultoras e agricultores familiares, muitas vezes separados por quilômetros de distância, compartilham a mesma realidade: dependem do clima para produzir e encontram no Garantia-Safra um suporte essencial para atravessar os períodos de estiagem ou de excesso de chuvas sem perder a capacidade de seguir produzindo.
Desde 2023, o Governo da Bahia já investiu mais de R$ 180 milhões no programa, reafirmando o compromisso com quem vive da produção no campo. O estado participa do Garantia-Safra desde a safra 2003/2004 e hoje lidera a adesão no país, sendo também o único a subsidiar 50% das contribuições municipais e das famílias agricultoras. Até o momento, 330 mil famílias já foram beneficiadas.
Para Amália, mais do que um auxílio financeiro, o Garantia-Safra representa a possibilidade de continuar cultivando a terra e garantindo o sustento da família. “É uma ajuda que faz a diferença quando a gente perde tudo”, resume. Em regiões onde os efeitos da estiagem seguem impactando a produção, políticas públicas como essa permanecem essenciais para fortalecer a agricultura familiar e manter viva a esperança de quem planta, cuida e resiste no campo baiano.
Agricultura
Feira de Santana inaugura primeira horta hidropônica sustentável
Parceria do Governo da Bahia com a Solar Coca-Cola beneficia 40 famílias, promove soberania alimentar e inclusão social
Fruto de uma parceria entre a Solar Coca-Cola e o Governo da Bahia, foi inaugurada nesta segunda-feira (15), em Feira de Santana, a primeira horta hidropônica sustentável implantada por meio de um Termo de Cooperação Técnica entre o Estado e a empresa. A iniciativa, que adota tecnologia de cultivo com uso racional da água, vai garantir soberania alimentar para cerca de 200 pessoas, beneficiando diretamente 40 famílias, além de oferecer ações de educação alimentar, ambiental e capacitação.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Angelo Almeida, destacou que a ação reforça o papel do Estado como indutor do desenvolvimento sustentável. “Essa parceria traduz a visão do Governo da Bahia de integrar desenvolvimento econômico, sustentabilidade e inclusão social. Estamos levando tecnologia, qualificação e oportunidade para quem mais precisa, criando caminhos reais para as comunidades. É um modelo eficiente, sustentável e que pode ser replicado em diversos territórios do nosso estado”, afirmou.
Instalada na Associação RedeSol, no bairro Gabriela III, a horta ocupa uma área de 48 m² e é composta por estrutura modular com capacidade para mais de 700 células produtivas, construída com plástico prensado e garrafas PET recicladas, garantindo destinação adequada a resíduos que seriam descartados de forma irregular. O sistema utiliza casca de arroz carbonizada como substrato inerte, reduzindo a incidência de pragas e doenças, e nutrição balanceada com macro e micronutrientes, além de ferro, para otimizar a produtividade, que pode ser até 50% maior do que a das hortas convencionais.
A Solar Coca-Cola, uma das maiores fabricantes do Sistema Coca-Cola no país, destaca que o projeto integra sua estratégia de responsabilidade social e sustentabilidade, com foco na educação ambiental e impacto positivo nas comunidades onde atua. Representando a empresa, Sandra Sena, supervisora de Sistema de Gestão Integrada (SGI), ressaltou: “Hoje afirmamos esse acordo técnico com a SDE e o Governo do Estado para inaugurar um projeto muito especial de horta hidropônica, realizado junto à associação da comunidade, priorizando o acesso a alimentos saudáveis produzidos localmente, de forma sustentável e com muito cuidado.”
Já Saionara Carvalho, analista de SGI, reforçou a força da parceria: “Estamos reafirmando essa união entre o poder público, a iniciativa privada e a comunidade local em prol da sustentabilidade. É um projeto bonito, que já colhe frutos, e mostra como esse elo de três partes gera resultados concretos para o território.”
Para a comunidade, a chegada da horta é motivo de celebração. Adriano Rafael dos Santos, líder comunitário e presidente da associação, enfatizou os benefícios diretos: “É um projeto sustentável que ajuda na nutrição e na orientação alimentar. Em um momento difícil, ter acesso a hortaliças naturais, com menos agrotóxicos, é fundamental, especialmente para nossa população idosa. Recebemos essa horta com muita alegria e vamos cuidar dela com amor e carinho para toda a comunidade.”
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