Política
Catolândia é contemplada com entrega de estádio e mercado municipal
A comunidade do Assentamento Poção, localizada a 38 quilômetros da sede, passou a contar com um novo Sistema Simplificado de Abastecimento de Água
Menor município baiano em número de habitantes, Catolândia, na região Oeste, viveu uma quinta-feira (8) movimentada e histórica, com a visita do governador Jerônimo Rodrigues. O chefe do Executivo baiano participou de uma série de entregas nas áreas do esporte, saneamento básico e desenvolvimento rural, que mobilizou a cidade e reuniu moradores. A agenda incluiu a inauguração do novo Mercado Municipal de Catolândia. Com recursos da ordem de R$1,1 milhão, a obra de reforma e modernização do equipamento fortalece o comércio local e oferece mais conforto e dignidade aos feirantes e consumidores.
Além da obra do novo mercado municipal, a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), por intermédio da Companha de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) também realizou cessão de 30 barracas de feira livre. O governador ainda inaugurou o estádio municipal Aníbal Teixeira, conhecido como “Teixeirão”. Realizada em parceria entre a Secretaria de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), via Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) e a Prefeitura, a obra contou com um investimento de aproximadamente R$ 419 mil.
A intervenção incluiu a construção de sanitário público, recuperação do gramado, pintura geral, pavimentação dos acessos principais e instalação do totem institucional externo. Para o estudante, João Guilherme Souza, 16 anos, “ficou massa demais. Agora nós vamos treinar direitinho, quem sabe até aparece um olheiro aí. Nunca teve coisa assim aqui”.
“O esporte transforma vidas, e esse estádio é uma vitória para a juventude do município”, afirmou o governador durante a cerimônia. “Já o novo mercado fortalece a economia, os produtos como o leite, pois aqui temos a Catoleite; e ainda valoriza o trabalho de quem vive do comércio. Essas entregas demonstram a nossa preocupação mesmo com os menores municípios, cuidando de gente, de verdade”, completou.
Saneamento Básico
A comunidade do Assentamento Poção, localizada a 38 quilômetros da sede, passou a contar com um novo Sistema Simplificado de Abastecimento de Água, entregue pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs), com obras realizadas pela Cerb. Com um investimento de R$ 600 mil, o sistema inclui 5.088 metros de rede de distribuição e 170 ligações domiciliares simplificadas, garantindo acesso à água de qualidade para as famílias da localidade.
Outras entregas e autorizações
Além das inaugurações, foram entregues ao município um ônibus escolar rural, uma ambulância, um veículo administrativo, um kit de estabilização e um kit para a Unidade Básica de Saúde (UBS), reforçando os serviços públicos e ampliando o atendimento à população. Na ocasião, o governador autorizou a Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra) a elaborar o projeto de pavimentação de nove quilômetros de extensão em Catolândia. A iniciativa contempla o trecho entre a sede do município e o povoado de Areião, e o trecho que liga o povoado de Capivara ao entroncamento com a BA-464.
Com um investimento de R$ 1,3 milhão a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur), por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), foram autorizadas a celebrar convênio com o município de Catolândia para a reforma da Praça Municipal, localizada no centro da cidade.
Além disso, Jerônimo autorizou a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) a adotar as providências necessárias para a cessão de um veículo destinado ao programa Tratamento Fora do Domicílio (TFD), atendendo ao deslocamento de pacientes que necessitam de atendimento em outras localidades.
Política
PEC da Segurança Pública é aprovada no Senado por unanimidade
Proposta agora será promulgada e as emendas que reduziam a maioridade penal foram desmembradas e tramitarão separadamente
O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (3), em dois turnos, a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, proposta que amplia a integração entre os órgãos de segurança, fortalece o combate ao crime organizado e incorpora o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) à Constituição. O texto recebeu apoio unânime dos parlamentares, com 73 votos favoráveis no primeiro turno e 75 no segundo, e seguirá para promulgação.
Durante a votação, as emendas que tratavam da redução da maioridade penal foram retiradas da proposta principal e passarão a tramitar de forma autônoma. O desmembramento foi aprovado por margem estreita, com 38 votos favoráveis e 36 contrários.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), comprometeu-se a garantir celeridade à análise das futuras propostas sobre o tema. Segundo ele, caberá aos parlamentares construir um texto de consenso para ser submetido ao Plenário.
A PEC, encaminhada pelo Poder Executivo, foi apreciada em calendário especial, com dispensa de prazos e sessões de discussão. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou alterações que pudessem obrigar o retorno da matéria à Câmara dos Deputados, evitando atraso na promulgação.
“Isso impediria a promulgação imediata e atrasaria o atendimento de necessidades inadiáveis da população brasileira, que clama por mais segurança pública”, justificou o relator.
Debate sobre maioridade penal dividiu o Plenário
A maior parte da discussão concentrou-se nas propostas de redução da maioridade penal. Rogério Carvalho argumentou que o assunto não fazia parte do escopo original da PEC e deveria ser debatido em proposta específica, devido à sua complexidade jurídica e social.
Uma das emendas, apresentada pelo líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN), previa a redução da idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos em casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
Já a proposta apresentada pelo líder do PT, senador Camilo Santana (PT-CE), limitava a redução para 16 anos apenas nos casos de crimes hediondos.
Parlamentares da oposição criticaram o desmembramento das emendas. Para eles, a maioridade penal está diretamente relacionada ao tema da segurança pública e deveria ter sido apreciada conjuntamente com a PEC.
Por outro lado, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), defendeu a aprovação da parte consensual da proposta e a tramitação separada dos temas que ainda geram divergências.
Principais mudanças previstas na PEC
Entre os principais pontos aprovados estão:
- Inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição;
- Ampliação da cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios;
- Compartilhamento obrigatório de informações e integração dos sistemas de segurança;
- Regras para criação de polícias municipais, condicionadas a critérios de capacitação, fiscalização e capacidade financeira;
- Fortalecimento do combate às facções criminosas, milícias e organizações paramilitares;
- Restrições à progressão de regime e benefícios para integrantes dessas organizações;
- Possibilidade de confisco de bens vinculados ao crime organizado;
- Ampliação da proteção a denunciantes, testemunhas e familiares;
- Garantia de mais direitos e assistência às vítimas de crimes;
- Expansão das atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para atuação em ferrovias e hidrovias federais;
- Criação do Sistema de Políticas Penais;
- Proteção dos recursos dos fundos nacionais de segurança pública e do sistema penitenciário contra bloqueios e desvios de finalidade;
Destinação de 10% do superávit do Fundo Social para investimentos em segurança pública.
Emendas de redação foram incorporadas
O texto final recebeu ajustes considerados apenas de redação. Entre eles, destaca-se a proposta do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que permite o ressarcimento das Forças Armadas, em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.
Outras emendas apresentadas durante a tramitação foram rejeitadas pelo relator, incluindo propostas relacionadas à inclusão dos órgãos socioeducativos e agentes de trânsito entre os órgãos da segurança pública e à autonomia da polícia científica.
Com a aprovação da PEC da Segurança Pública, o Senado conclui uma das principais votações da agenda legislativa voltada ao enfrentamento da criminalidade, enquanto o debate sobre a redução da maioridade penal seguirá em propostas independentes, que deverão ser apreciadas posteriormente pelos parlamentares.
Fonte: Agência Senado
Política
Robinson Almeida rebate críticas de João Roma sobre erosão na BR-324
Deputado afirma que rodovia é de responsabilidade federal, destaca ação do DNIT para recuperação do trecho e acusa adversário de utilizar o problema para ataques políticos
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) reagiu às críticas feitas por João Roma (PL) sobre a erosão registrada em um trecho da BR-324, no município de Simões Filho, e criticou o que classificou como tentativa de politização de um problema que já está sendo enfrentado pelos órgãos responsáveis.
Em resposta às declarações do ex-candidato ao Governo da Bahia, Robinson afirmou que Roma tem utilizado questões pontuais para direcionar ataques ao governador Jerônimo Rodrigues.
“João Roma não tem mesmo o que fazer. Depois de perder a segunda eleição, resolveu virar fiscal de buracos. Deveria explicar os buracos de Flávio Bolsonaro e também de Bruno Reis, seus aliados, já que está com tanta disposição. Ou a fiscalização só funciona quando o buraco rende ataque a Jerônimo?”, provocou o parlamentar.
O deputado ressaltou que a BR-324 é uma rodovia federal e lembrou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já anunciou para esta terça-feira (3) o início das obras de recuperação do trecho afetado em Simões Filho.
De acordo com informações do órgão, as fortes chuvas registradas na região e a obstrução do sistema de drenagem contribuíram para o processo de erosão identificado no acesso ao viaduto localizado no quilômetro 603 da rodovia.
Defesa das ações governamentais
Robinson Almeida também destacou que os governos federal e estadual têm atuado para solucionar demandas da população baiana, inclusive em situações que envolvem responsabilidades de outras esferas administrativas.
“A população precisa das soluções que os governos federal e estadual vêm entregando, inclusive para problemas municipais. O que Roma e seus aliados oferecem à Bahia? A resposta veio das urnas”, afirmou o deputado.
A troca de críticas ocorre após o episódio de erosão na BR-324 ganhar repercussão pública e mobilizar ações emergenciais para garantir a segurança dos usuários da rodovia.
Política
Câmara aprova acordo do Mercosul para ampliar proteção a mulheres vítimas de violência
Medidas protetivas concedidas em um país poderão ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais Estados signatários
A Câmara dos Deputados aprovou o acordo do Mercosul que estabelece o reconhecimento mútuo de medidas de proteção às mulheres em situação de violência de gênero. A proposta consta do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 274/26, de autoria da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, e agora segue para análise do Senado Federal.
O acordo prevê que medidas protetivas concedidas a mulheres em um dos países signatários possam ser reconhecidas e executadas com prioridade nos demais países integrantes. O objetivo é garantir a proteção da vida, da saúde e da integridade física e psicológica das vítimas, independentemente de sua situação migratória.
Relatora da matéria no Plenário, a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) defendeu a aprovação do texto. Segundo a parlamentar, o acordo fortalece princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana, a igualdade de gênero e a prevalência dos direitos humanos nas relações internacionais.
A proposta teve origem na Mensagem 1.873/25, encaminhada pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional. Pela Constituição Federal, cabe ao Congresso aprovar tratados, acordos e atos internacionais que impliquem compromissos para o Brasil.
Ordem Mercosul de Proteção
Assinado em Assunção, no Paraguai, em 20 de julho de 2022, o acordo reúne Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, membros do Mercosul, além de Bolívia, Chile e Equador, países associados ao bloco.
Entre as medidas previstas está a criação da Ordem Mercosul de Proteção (OMP), documento que poderá ser emitido pela autoridade judicial responsável pela concessão da medida protetiva. A comunicação e a cooperação entre os países serão realizadas por meio de autoridades centrais designadas para esse fim.
Mulheres vítimas de violência poderão solicitar a emissão da OMP inclusive quando estiverem visitando ou residindo em outro país signatário. A ordem poderá determinar medidas como a proibição de aproximação e contato do agressor, restrição de acesso a determinados locais frequentados pela vítima e suspensão da posse, do porte e do uso de armas.
O acordo também permite a utilização de dispositivos de geolocalização e monitoramento, como tornozeleiras eletrônicas, desde que a tecnologia esteja disponível no país responsável pela execução da medida.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
-
Economiahá 2 diasLucas Reis defende venda de participação minoritária da Bahiagás e rejeita tese de privatização
-
Agriculturahá 2 diasTeodoro Sampaio e Terra Nova recebem equipamentos para agricultura familiar
-
Serviçoshá 1 diaSimm oferece 508 vagas para esta terça-feira (3)
-
Políticahá 1 diaRobinson Almeida rebate críticas de João Roma sobre erosão na BR-324
