Meio Ambiente
Caravana da Reserva da Biosfera chega a Ibicoara
A iniciativa busca envolver gestores públicos e sociedade civil na ampliação do diálogo sobre sustentabilidade
A Caravana da Reserva da Biosfera da Chapada Diamantina (RBCD) chegou ao município de Ibicoara, nesta quarta-feira (20), dando continuidade ao processo de mobilização que percorre diferentes territórios da região. A iniciativa busca envolver gestores públicos, sociedade civil e representantes de diversos setores no debate sobre a criação da primeira Reserva da Biosfera totalmente baiana.
A proposta da RBCD pretende reconhecer o patrimônio natural e cultural da Chapada, incentivando ações de preservação alinhadas aos modos de vida da população local. Para o superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema), Luiz Araújo, o diálogo com a comunidade é essencial.
“Hoje tivemos mais um momento de escuta em Ibicoara, extremamente importante. Contamos com a participação do IBAMA, por meio do Prevfogo – Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, além do forte engajamento do município, representantes da Câmara de Vereadores e das comunidades da região. Isso é fundamental, compreender o território e mostrar que nosso objetivo é proteger a Chapada Diamantina e fortalecer a região como um todo”, destacou.
Após já ter passado também por Lençóis, Andaraí, Mucugê e Rio de Contas, a Caravana reforça seu papel de sensibilização, informação e escuta regional. Para Avezeny Araújo, engenheira ambiental e técnica do consórcio Chapada Forte, o processo é enriquecedor.
“A Caravana da Reserva da Biosfera é uma oportunidade de diálogo com a sociedade que vive de fato no território da Chapada Diamantina. É um momento de escuta, de apresentação da proposta e de construção coletiva para a delimitação da área. Trata-se de um passo importante para a biodiversidade e para a preservação dos saberes tradicionais, conciliando o modo de vida local com o desenvolvimento sustentável”, avaliou.
A agenda segue até o próximo sábado, com passagens por Seabra (21), Morro do Chapéu (22) e Miguel Calmon (23), onde será realizado o encerramento no Parque Estadual das Sete Passagens.
O que é uma Reserva da Biosfera?
As Reservas da Biosfera (RBs) são reconhecidas internacionalmente pela Unesco, por meio do Programa Homem e a Biosfera (MaB), e têm como objetivo integrar políticas públicas, setores produtivos e comunidades, conciliando proteção ambiental e práticas sustentáveis. Atualmente, o Brasil conta com sete RBs: Amazônia Central, Caatinga, Cerrado, Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (SP), Mata Atlântica, Pantanal e Serra do Espinhaço (MG).
A proposta para a Chapada Diamantina prevê o reconhecimento de uma área de quase 4 milhões de hectares, abrangendo 42 municípios e cinco territórios de identidade. O território inclui ainda 15 unidades de conservação de proteção integral, 16 unidades de uso sustentável e 16 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
Inspirada no Programa MaB da Unesco e respaldada pela Lei nº 9.985/2000, a iniciativa busca consolidar a Chapada Diamantina como um território de relevância ambiental e cultural, alinhado às três funções fundamentais estabelecidas pelo programa: conservação da biodiversidade, promoção do desenvolvimento sustentável e fortalecimento da gestão participativa. O objetivo é garantir uma convivência harmoniosa entre natureza e comunidades locais.
Meio Ambiente
Bahia se consolida como maior potência em energia limpa do Brasil durante gestão Jerônimo Rodrigues
Estado alcança matriz elétrica com 96% de fontes renováveis, atrai mais de R$ 170 bilhões em investimentos e projeta liderança internacional na transição energética
A Bahia já figurava entre os destaques nacionais em energia renovável quando o governador Jerônimo Rodrigues tomou posse, em janeiro de 2023. No entanto, ao longo de seu primeiro mandato, o estado deu um salto sem precedentes, consolidando-se como a maior potência em energia limpa do Brasil e referência internacional na transição energética.
Com uma matriz elétrica composta por 96% de fontes renováveis, a Bahia passou a liderar o país na geração de energia limpa e praticamente dobrou a capacidade de produção eólica e solar desde o início da atual gestão. Atualmente, o estado reúne centenas de empreendimentos em operação e segue ampliando investimentos estratégicos em diversas regiões.
Esse avanço está diretamente relacionado à prioridade dada pelo governador Jerônimo Rodrigues ao setor de energias renováveis, eixo central da construção da chamada Nova Bahia. Nos três primeiros anos de governo, foram viabilizados mais de 140 protocolos de intenções, com previsão de investimentos superiores a R$ 170 bilhões, voltados principalmente à implantação de novos parques no semiárido baiano.
Os impactos também se refletem no campo social. O setor de energia limpa já gerou mais de 201 mil empregos diretos e indiretos no estado, com oportunidades concentradas em municípios como Caetité, Morro do Chapéu, Campo Formoso e Sento Sé. Paralelamente, o governo estadual investe em qualificação profissional e inclusão produtiva, buscando garantir que o crescimento econômico alcance diferentes territórios e segmentos da população.
Outro marco estratégico foi a instalação da maior fábrica de veículos elétricos da América Latina, da empresa BYD, no município de Camaçari. O empreendimento reforça a estratégia do governo de integrar energia limpa, mobilidade sustentável e uma nova industrialização verde, fortalecendo o papel da Bahia como polo nacional de inovação energética.
“Estamos construindo uma nova Bahia, com planejamento, geração de empregos e investimentos que transformam a vida das pessoas. A energia limpa é um dos pilares desse projeto e garante um futuro mais justo e promissor para todos os baianos”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.
Com novos projetos aprovados e expansão prevista para os próximos anos, a Bahia consolida sua liderança nacional no setor e projeta um crescimento sustentável de longo prazo, alinhado às agendas global e ambiental de desenvolvimento.
Meio Ambiente
Bahia avança na gestão das águas e reforça compromisso com a segurança hídrica
No Dia Mundial da Água, Estado destaca investimentos, planejamento estratégico e monitoramento para garantir uso sustentável dos recursos hídricos
No Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, a Bahia destaca os avanços na gestão dos recursos hídricos e reafirma o compromisso com a segurança hídrica, a preservação ambiental e o uso sustentável da água. As ações são conduzidas pela Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que vêm fortalecendo políticas públicas e instrumentos de gestão em todo o estado.
A gestão de recursos hídricos na Bahia é baseada em um modelo integrado, participativo e descentralizado, que reconhece a água como bem público essencial à vida e ao desenvolvimento. O sistema envolve planejamento, regulação, monitoramento e fiscalização, além da participação ativa da sociedade e dos usuários.
Entre os principais avanços está a elaboração, pela Sema, do novo Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH 2026–2040), que irá orientar as políticas públicas do setor nos próximos anos. O plano contempla ações voltadas à integração entre águas superficiais e subterrâneas, ao enfrentamento das mudanças climáticas e à mediação de conflitos pelo uso da água.
“A elaboração do novo Plano é uma grande oportunidade de ajustar a gestão de recursos hídricos do Estado, considerando os inúmeros desafios impostos pelo novo contexto climático que vivemos”, destacou a coordenadora de Recursos Hídricos da Sema, Larissa Cayres.
A Bahia também avança na elaboração e execução dos Planos de Bacias Hidrográficas, instrumentos fundamentais para assegurar o uso equilibrado da água nas diferentes regiões. Ao longo dos anos, já foram investidos mais de R$ 23 milhões em planos e estudos estratégicos em diversas bacias do estado. O fortalecimento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Ferhba) tem contribuído para esse avanço, com o desembolso de quase R$ 4 milhões, apenas em 2025, destinados à elaboração dos planos de bacias.
O monitoramento da qualidade da água é outro pilar da gestão hídrica. Por meio do Programa Monitora, são acompanhados atualmente 332 rios e reservatórios, com 637 pontos de amostragem em corpos hídricos e 147 pontos de balneabilidade ao longo do litoral baiano.
Outro destaque é a atuação da Sala de Situação do Inema, sob a gestão da Coordenação de Estudos de Clima e Projetos Especiais (Cocep). O espaço realiza o monitoramento em tempo real das condições hidrológicas, acompanhando chuvas, níveis de rios e reservatórios em diferentes regiões do estado.
“Nesta sala são emitidos boletins hidrometeorológicos e avisos sobre a ocorrência de eventos críticos, que subsidiam as ações das defesas civis do Estado e dos municípios. Também é realizado o monitoramento em tempo real das condições hidrometeorológicas, com a operação de 252 estações em rios e reservatórios e 193 estações de medição de chuvas”, explicou Rosane Aquino, especialista em Meio Ambiente e Recursos Hídricos.
Fiscalização e controle do uso da água
O trabalho de fiscalização inclui o atendimento a denúncias, vistorias técnicas e a aplicação de penalidades, assegurando o uso justo e equilibrado dos recursos hídricos. As ações foram intensificadas no último ano, com operações planejadas para apurar captações e barramentos irregulares.
Outro instrumento fundamental é a outorga de uso da água, que regula o acesso ao recurso e garante sua utilização sustentável. Em 2025, milhares de processos foram analisados, reforçando o controle e a organização do uso hídrico na Bahia.
Programas e ações estruturantes
Diversos programas vêm fortalecendo a gestão das águas no estado. Além do Programa Monitora, destacam-se o Programa Água Doce, que amplia o acesso à água potável no semiárido, e o Programa de Consolidação Nacional do Pacto das Águas (Progestão), que já destinou mais de R$ 10 milhões ao fortalecimento da gestão hídrica na Bahia.
Meio Ambiente
Planejamento das bacias hidrográficas ganha protagonismo diante dos extremos climáticos na Bahia
No Dia Mundial da Água, especialistas destacam o papel dos comitês de bacias e dos planos estratégicos para garantir segurança hídrica em um cenário de mudanças climáticas
Em meio ao aumento de eventos climáticos extremos — como períodos prolongados de seca e episódios de chuvas intensas — o planejamento das bacias hidrográficas tem ganhado relevância na gestão da água. Estudos do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas indicam que o Nordeste brasileiro está entre as regiões mais vulneráveis à variabilidade climática, o que amplia os desafios relacionados à disponibilidade e à gestão dos recursos hídricos.
O tema ganha destaque no Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo (22), data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para estimular a reflexão sobre o uso sustentável da água. O debate também se intensifica em um país que concentra parcela significativa dos recursos hídricos do planeta. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Brasil abriga cerca de 12% da água doce superficial do mundo, distribuída em diferentes bacias hidrográficas. No entanto, essa disponibilidade é desigual entre as regiões, o que exige planejamento estratégico para garantir o abastecimento, a produção agrícola e a preservação ambiental.
Nesse contexto, a gestão territorial das bacias hidrográficas desempenha papel central na organização do uso da água. No Brasil, os Comitês de Bacias Hidrográficas, previstos na Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997), reúnem representantes do poder público, dos usuários da água e da sociedade civil para discutir prioridades de uso e estratégias de gestão.
Na Bahia, existem atualmente 14 Comitês de Bacias Hidrográficas, que atuam em diferentes regiões do estado na construção de soluções voltadas à gestão sustentável dos recursos hídricos.
“A gestão da água exige planejamento, participação social e visão de longo prazo. Os comitês de bacias são espaços fundamentais para construir soluções coletivas para os desafios da segurança hídrica”, explica Ana Odália Sena, coordenadora do Fórum Baiano de Comitês de Bacias Hidrográficas (FBCBH).
Entre as iniciativas recentes de planejamento hídrico no estado, destaca-se o trabalho desenvolvido na Bacia do Recôncavo Norte e Inhambupe, que abrange Salvador e a Região Metropolitana. No final de 2025, foram aprovados o Plano de Bacia e o Enquadramento dos Corpos d’Água, instrumentos que estabelecem metas de qualidade da água e orientam ações de gestão e investimentos voltados à conservação e ao uso sustentável dos recursos hídricos da região.
Outro processo em andamento ocorre na Bacia do Rio Paraguaçu, que concentra o maior número de municípios em sua região de planejamento no estado, o que demanda um plano estratégico robusto. O Plano de Bacia e o Enquadramento dos Corpos d’Água estão em fase de elaboração, com previsão de conclusão até o final de 2026. A bacia abrange uma extensa porção do território baiano, e a implementação do plano deverá impactar diretamente a gestão dos recursos hídricos de diversas cidades, considerando as demandas de abastecimento humano, agricultura e preservação ambiental.
“O Plano de Bacia é um instrumento essencial para orientar decisões sobre o uso da água e garantir que diferentes setores possam conviver de forma equilibrada dentro da mesma bacia hidrográfica”, observa Ismael Medeiros, vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraguaçu.
No oeste da Bahia, região marcada pela forte presença da produção agrícola irrigada, a gestão das bacias hidrográficas também é considerada estratégica para conciliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental.
“A água é um recurso fundamental para diferentes atividades econômicas e para o abastecimento das populações. O papel dos comitês é promover o diálogo entre os diferentes usuários e buscar soluções sustentáveis para o seu uso”, comenta Lia Dugnani, presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande.
A implementação dos Planos de Bacia, além de orientar a gestão dos recursos hídricos, consolida-se como uma ferramenta essencial para garantir a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável das diversas regiões da Bahia, especialmente diante dos desafios impostos pelos eventos climáticos extremos.
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