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Saúde

Bahia intensifica mobilização contra gripe com Dia D de imunização

Cerca de três milhões de doses foram distribuídas aos municípios baianos para a ação neste sábado (10) 

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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) promove, neste sábado (10), o Dia D de mobilização nacional contra a influenza,
Foto: Thuane Maria/GOVBA

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) promove, neste sábado (10), o Dia D de mobilização nacional contra a influenza, com ações que visam ampliar a cobertura vacinal em todo o estado. Cerca de três milhões de doses foram distribuídas aos municípios baianos para a ação, que contará com postos de saúde funcionando em horário estendido e com pontos estratégicos de vacinação em shoppings centers e com drive-thru. 

Secretária da Sesab, Roberta Santana destacou o esforço logístico para garantir que a vacina chegue aos públicos prioritários de toda Bahia. “A gente tem uma estratégia de diminuir os casos graves de gripe e a vacinação é importante nesse cenário. Os postos de saúde estarão abertos amanhã e, aqui, em Salvador, uma estratégia importante é o drive-thru, que vai facilitar o acesso das pessoas à vacinação”, detalhou a titular da saúde. 

Professora de química na rede privada e estadual da Bahia, Jussara Barreto aproveitou o dia de folga para atualizar sua vacina no drive-thru instalado no Centro de Convenções, em Salvador. Para ela, que se vacina anualmente, um facilitador. “É muito bacana! Eu vi ontem a noite no jornal e facilita a vida de muita gente.  É importante vacinar, sempre me vacinei e estímulo minha filha, meus alunos. Se vacinem, porque tem muita virose por aí”, incentivou. 

A campanha tem como público apto cerca de 3,6 milhões de pessoas. Fazem parte do grupo prioritário nesta fase, gestantes, puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, das forças armadas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário, trabalhadores portuários, trabalhadores dos Correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional. Além de adolescentes e jovens de 12 a 21 anos, cumprindo medida socioeducativa, e pessoas com doenças crônicas não transmissíveis ou condições clínicas especiais, independentemente da idade.  

Liderança baiana 

Segundo a Sesab, mais de 672 mil doses foram aplicadas na Bahia até o momento, colocando o estado na quinta posição no ranking nacional de imunizações contra a gripe e mais de 80% dos municípios baianos aderiram à mobilização deste sábado (10). Diretora de Vigilância Epidemiológica da Sesab, Márcia São Pedro chamou atenção para a prevalência da influenza desde fevereiro. 

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“De fevereiro até março, a gente começou a ver um maior número de casos do rinovírus e da influenza. Quando nós nos vacinamos, conseguimos bloquear a transmissão desse vírus. E o Estado decidiu, por uma ação preventiva, não só vacinar contra a influenza, mas também contra a Covid-19”, enfatizou. 

Em Salvador, a vacinação acontece no formato drive-thru no Centro de Convenções, nesta sexta-feira (9) e sábado (10), a partir das 8h. A vacina contra a influenza pode ser administrada simultaneamente com outros imunizastes, como o da Covid-19. Para se vacinar, basta apresentar documento oficial com foto e carteira de vacinação. O público prioritário também precisa portar documento comprobatório.  

Covid-19

Além da vacinação contra a gripe, o governo baiano também disponibiliza reforço da vacinação contra a Covid-19 nos postos e pontos temporários de vacinação. Maria São Pedro ainda sinalizou que, este ano, a Bahia apresentou 37% de redução nos casos de Covid-19 em relação ao mesmo período de 2024 e de 62% em relação aos óbitos. 

“Mas não é uma posição confortável, porque os casos ainda acontecem. E aí cabe lembrar que 70% dos casos de síndromes respiratórias agudas, graves, no nosso Estado em 2025 foram em crianças e em idosos com mais de 60 anos”, acrescentou. 

Podem se vacinar para Covid-19 crianças de 6 meses a 5 anos e 11 meses, pessoas com 60 anos ou mais, vivendo em instituições de longa permanência, imunocomprometidas, pessoas indígenas, ribeirinhas, quilombolas, gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, com comorbidades, privadas de liberdade, pessoas em situação de rua e adolescentes e jovens cumprindo medida socioeducativa. 

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Saúde

Cegueira avança de forma silenciosa e pode ser evitada na maioria dos casos

A campanha nacional Abril Marrom chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e da prevenção das doenças oculares

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Perder a visão raramente acontece de forma repentina. Na maioria das vezes, a cegueira se instala aos poucos, de maneira silenciosa
Oftalmologista César Sampaio. Foto: Divulgação

Perder a visão raramente acontece de forma repentina. Na maioria das vezes, a cegueira se instala aos poucos, de maneira silenciosa e quase imperceptível, até o momento em que enxergar já não é mais tão simples. Esse é o alerta central do Abril Marrom, campanha nacional dedicada à prevenção, ao combate e à reabilitação das diversas formas de deficiência visual.

Realizado ao longo de todo o mês de abril, o movimento reforça um dado que chama atenção: cerca de 80% dos casos de deficiência visual poderiam ser evitados ou tratados com diagnóstico precoce, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Ainda assim, milhões de pessoas convivem com limitações que poderiam ter sido prevenidas com cuidados básicos.

No mundo, estima-se que mais de 2,2 bilhões de pessoas tenham algum tipo de deficiência visual, sendo que pelo menos 1 bilhão desses casos poderia ter sido evitado ou ainda não foi tratado, de acordo com a OMS. No Brasil, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 6,5 milhões de pessoas possuem algum grau de deficiência visual, incluindo mais de 500 mil cegos.

Doenças comuns

Entre as principais causas de cegueira evitável estão a catarata, o glaucoma, a retinopatia diabética e a degeneração macular relacionada à idade. “Muitas dessas doenças evoluem de forma silenciosa, sem sintomas nas fases iniciais, ou com poucos sinais, como ocorre em algumas doenças reumáticas com acometimento ocular. Quando o paciente percebe a perda visual, muitas vezes a doença já está em estágio avançado. Por isso, o acompanhamento regular com um especialista é fundamental, mesmo na ausência de sintomas”, explica o oftalmologista César Sampaio, coordenador do Serviço de Oftalmologia do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS).

Ele destaca que a catarata, por exemplo, continua sendo a principal causa de cegueira reversível no mundo. “É uma condição com tratamento eficaz e seguro, mas ainda vemos pacientes que chegam tardiamente ao serviço de saúde, o que impacta diretamente a qualidade de vida”, afirma.

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Diagnóstico precoce e prevenção

Outro ponto de atenção é o glaucoma, doença que pode levar à cegueira irreversível se não for controlada. Conhecido como o “ladrão silencioso da visão”, o glaucoma costuma não apresentar sintomas no início. “Exames simples conseguem identificar alterações precoces e evitar a progressão da doença. O problema é que muitas pessoas só procuram atendimento quando já estão com dificuldade para enxergar. A prevenção do glaucoma deve começar a partir dos 40 anos, especialmente em quem tem histórico familiar da doença”, ressalta Sampaio.

A retinopatia diabética também preocupa, sobretudo diante do crescimento dos casos de diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, a doença já atinge milhões de brasileiros e pode comprometer a visão quando não há controle adequado.

Para César Sampaio, campanhas como o Abril Marrom cumprem um papel essencial ao ampliar a conscientização da população. “A informação é uma ferramenta poderosa. Quando as pessoas entendem a importância dos exames regulares, conseguimos reduzir significativamente os casos de cegueira evitável”, pontua o oftalmologista.

Além das consultas periódicas, medidas simples fazem a diferença: controlar doenças crônicas, evitar a automedicação, manter hábitos saudáveis e, em relação à saúde ocular, evitar o uso indiscriminado de colírios à base de corticoides e utilizar óculos com proteção contra raios ultravioleta (UV).

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Saúde

Banco de Leite do HGRS enfrenta estoque crítico e faz apelo por doações em Salvador 

Unidade distribui metade do volume necessário para atender bebês internados, principalmente prematuros e pacientes em estado delicado 

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O Banco de Leite Humano do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, enfrenta uma situação crítica de desabastecimento
Foto: Ascom/HGRS

O Banco de Leite Humano do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, enfrenta uma situação crítica de desabastecimento e está com o estoque muito abaixo do necessário para atender os bebês internados na unidade. 

Atualmente, o banco de leite consegue distribuir apenas 2,5 litros de leite materno por dia, enquanto a demanda mínima diária é de 5 litros, volume essencial para garantir a alimentação adequada dos recém-nascidos, especialmente os prematuros e aqueles em condições clínicas mais frágeis. 

Apelo por doações 

Diante do cenário, a coordenação do banco de leite reforça o apelo à solidariedade das mães lactantes. “O leite materno é vital para os nossos pequenos pacientes, principalmente para os prematuros e os que estão em condições mais delicadas. Cada doação faz a diferença na vida desses bebês”, destaca Nilma Dourado, responsável pelo Banco de Leite do HGRS. 

As mulheres interessadas em doar podem entrar em contato pelo telefone (71) 3117-7532 ou pelo WhatsApp (71) 98225-5493, onde recebem todas as orientações necessárias. Além de contribuir para salvar vidas, as doadoras contam com apoio e assistência técnica, garantindo segurança e bem-estar durante todo o processo de doação. 

Como doar 

Para se tornar doadora, é necessário estar saudável, apresentar os exames do pré-natal, não fazer uso de medicamentos que contraindiquem a amamentação e ter excesso de leite. O banco de leite oferece informações detalhadas, acompanhamento especializado e realiza a coleta dos frascos de leite no domicílio das doadoras, facilitando a participação das mães. 

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Saúde

Investimentos do Estado fortalecem rede de saúde e ampliam acesso em Salvador 

Com quase R$ 800 milhões aplicados desde 2023, Governo da Bahia expande hospitais, melhora a regulação e reduz tempo de espera por atendimento especializado

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Os investimentos do Governo do Estado na área da saúde têm garantido a ampliação da assistência à população baiana e do acesso
Foto: Thuane Maria/GOVBA

Os investimentos do Governo do Estado na área da saúde têm garantido a ampliação da assistência à população baiana e do acesso ao atendimento especializado. Apenas em Salvador, cerca de R$ 800 milhões já foram aplicados em entregas realizadas desde 2023 e em obras atualmente em andamento. 

Entre as unidades que reforçam a rede estadual de saúde na capital estão o Hospital Ortopédico da Bahia, hoje referência nacional e responsável por mais de 20 mil cirurgias realizadas; o Hospital Mont Serrat, primeiro hospital público estadual de cuidados paliativos do Brasil, que oferece acolhimento digno a pacientes em situação de maior vulnerabilidade; e o Hospital 2 de Julho, que dispõe de cerca de 100 leitos de UTI. 

Ainda em Salvador, o Governo do Estado promoveu a modernização do Hospital Octávio Mangabeira, ampliou a estrutura do Hospital da Mulher e segue investindo na expansão de equipamentos estratégicos, como o Hospital Geral do Estado (HGE) e o Centro Estadual de Oncologia (Cican) — unidades fundamentais para o atendimento de casos graves, como traumas e câncer. 

Impactos na regulação 

Os avanços também são percebidos na Regulação Estadual. Em 2022, menos da metade dos pacientes conseguia acesso a uma vaga hospitalar em até 24 horas. Atualmente, esse índice já chega a 71%. Diariamente, entre 800 e 900 pacientes são retirados da fila de espera. 

“Este é um trabalho diário, silencioso e contínuo para reduzir o tempo de espera de quem precisa”, destaca a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana. 

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O conjunto de ações evidencia o esforço do Governo do Estado para fortalecer a rede pública estadual na capital, com foco especial nas áreas de média e alta complexidade. 

“Sabemos que ainda há muito a avançar, especialmente no apoio aos municípios, no fortalecimento da atenção básica e na melhoria do funcionamento dos hospitais de pequeno porte. Mas é preciso dizer com clareza: Salvador só consegue sustentar o funcionamento da sua rede de saúde porque o Governo do Estado está presente”, afirma a titular da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). 

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