Economia
Bahia avança na liderança em energias renováveis com nova fábrica da Windey
Unidade em Camaçari vai produzir sistemas de armazenamento de energia e reforça posição estratégica do estado na transição energética
A Bahia deu mais um passo para consolidar sua posição como referência nacional em energias renováveis e inovação tecnológica. Nesta terça-feira (9), o governador Jerônimo Rodrigues participou, no Polo Industrial de Camaçari, da cerimônia de lançamento da pedra fundamental da primeira fábrica brasileira da Windey Energy, uma das maiores fabricantes de equipamentos para energia renovável do mundo.
“Minha alegria é saber que a Windey realizou estudos sobre os melhores lugares para instalar uma planta industrial e escolheu o Nordeste, a Bahia, que possui terras com elevado potencial de vento, sol e biomassa. O complexo que está sendo implantado aqui para baterias não diz respeito apenas a uma fonte de energia, mas a um conjunto capaz de garantir o armazenamento”, ressaltou o governador.
O empreendimento representa a segunda etapa da instalação da Windey no Brasil, após a inauguração, em 2025, de seu escritório nacional e de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento, em parceria com o Senai Cimatec, em Salvador. A nova unidade posiciona a Bahia de forma estratégica no mercado latino-americano de armazenamento energético, considerado um dos segmentos mais promissores da transição energética global.
Desenvolvimento do projeto
Na unidade, será realizada a produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), tecnologia utilizada para ampliar a segurança energética, aumentar a eficiência do sistema elétrico e fortalecer a integração das fontes renováveis à matriz energética nacional.
Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Aécio Moreira, a escolha da Bahia reforça a capacidade do estado de atrair investimentos de alto valor agregado e gerar novas oportunidades para a população.
“O Governo do Estado lançou um programa de atração de investimentos nessa área de energia renovável, e as próprias condições do estado já o consolidam como polo atrativo. Trata-se de um investimento robusto, em um segmento que tem gerado muitos empregos, não apenas no polo regional, mas em toda a Bahia, tanto na fase de implantação quanto na operação dos sistemas”, destacou.
Geração de emprego qualificado
Segundo o presidente da Windey Energy Brasil, Ricardo Galvão, a unidade deverá impulsionar a geração de emprego e renda na região.
“Vamos investir, nos próximos anos, cerca de R$ 100 milhões nesta fábrica, incluindo aquisição de máquinas, importações e recursos humanos. Trata-se de uma unidade trazida da China, com um alto nível de automação — em alguns casos, chegando a 98%. A expectativa é contar com entre 70 e 120 profissionais quando estivermos em plena operação”, afirmou.
Ele acrescentou que a empresa pretende firmar parcerias com o Senai Cimatec e outras instituições para capacitar trabalhadores em diferentes níveis de formação, desde funções operacionais até áreas técnicas e de ensino superior, contribuindo para atender à demanda por mão de obra especializada.
“Estamos falando da criação de soluções e do fortalecimento de uma indústria de energia que aproveita o vento abundante na Bahia para produção elétrica. Também se trata de criar condições para atender às demandas do setor econômico, onde ainda há espaço para crescimento”, concluiu o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Henrique Passos.
Economia
Lucas Reis defende venda de participação minoritária da Bahiagás e rejeita tese de privatização
Deputado federal eleito afirma que Estado manterá controle acionário da companhia e seguirá responsável pelas decisões estratégicas
O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) se manifestou sobre a venda de uma participação acionária minoritária da Bahiagás e rebateu críticas que classificam a operação como um processo de privatização da companhia. Segundo ele, é necessário diferenciar a alienação de ações sem poder de controle da transferência do comando de uma empresa pública.
“Privatização é uma coisa, venda de participação minoritária é outra. O Estado da Bahia não está abrindo mão do controle da Bahiagás. Continuará com a maioria das ações com direito a voto e com o poder de conduzir as decisões estratégicas da companhia. É importante que esse debate seja feito com responsabilidade e com base nos fatos”, afirmou.
Lucas Reis, que atuou como conselheiro da Bahiagás, destacou que as ações colocadas à venda integram um lote adquirido pelo governo estadual em 2022, sem comprometimento da participação acionária original do Estado na empresa.
“Defender o patrimônio público também é tratar o assunto com seriedade. A Bahiagás continuará sob controle do Estado, com seus investimentos e seu papel estratégico no desenvolvimento da Bahia preservados”, completou.
O parlamentar eleito ressaltou ainda que a manutenção do controle acionário garante ao Governo do Estado a prerrogativa de indicar o diretor-presidente da companhia e continuar conduzindo os investimentos previstos para a ampliação da rede de distribuição de gás natural.
Segundo Lucas Reis, a operação não altera a capacidade do Estado de definir os rumos da empresa nem compromete a continuidade dos serviços prestados à população. Ele argumenta que a preservação da maioria das ações com direito a voto assegura a condução dos projetos estratégicos e o desenvolvimento do setor de gás natural na Bahia.
Economia
Desemprego cai para 5,2% e Brasil registra recorde de ocupação no terceiro trimestre
Pesquisa do IBGE aponta a menor taxa de desocupação para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, com recordes também na população ocupada e na massa de rendimentos
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período de 2025 havia sido de 5,6%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 4% em relação ao trimestre de abril a junho deste ano, equivalente a menos 234 mil pessoas. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a queda foi de 6,9%, ou cerca de 417 mil pessoas a menos em busca de trabalho.
Ocupação bate recorde
A população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da pesquisa.
O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a geração de aproximadamente 581 mil ocupações, e alta de 1,2% na comparação anual, o equivalente a mais 1,2 milhão de trabalhadores ocupados.
Outro indicador recorde foi o nível de ocupação, que alcançou 59% da população em idade de trabalhar. O índice avançou em relação aos 58,8% registrados no trimestre anterior e ficou estável na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu 58,7%.
Informalidade permanece estável
Segundo o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.
No trimestre anterior, o indicador era de 37,4% (38,6 milhões de pessoas), enquanto no mesmo período de 2025 alcançava 37,8% (38,7 milhões).
Renda e massa salarial também avançam
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.790, mantendo estabilidade na comparação trimestral e crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, um aumento de R$ 131.
Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador registrou alta de 1,5% frente ao trimestre anterior, o equivalente a R$ 5,6 bilhões, e avanço de 4,7% na comparação anual, com acréscimo de R$ 17,5 bilhões.
Economia
Missão à China abre novas oportunidades para a construção civil baiana
Comitiva da Coopercon-BA visitou feiras, empresas de tecnologia e projetos construtivos na China para prospectar soluções inovadoras voltadas à produtividade e à industrialização do setor
A Cooperativa da Construção do Estado da Bahia (Coopercon-BA) concluiu, nesta semana, uma missão empresarial à China com avanços na agenda de inovação e novas perspectivas de negócios para a construção civil baiana. Realizada entre os dias 17 e 26 de outubro, a programação incluiu visitas à Canton Fair, em Guangzhou, à Huawei Ark One e a empresas de tecnologia em Dongguan, além de empreendimentos construtivos em Foshan e Hong Kong.
A iniciativa contou com a participação da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) e apoio do Sindicato da Indústria da Construção do Estado da Bahia (Sinduscon-BA).
Durante a missão, a comitiva teve contato com soluções de inteligência artificial, automação, conectividade e sistemas construtivos industrializados. Entre os destaques esteve a visita a uma obra residencial de alto padrão em Foshan, que apresentou modelos de construção baseados em sistemas pré-fabricados, ainda pouco utilizados no Brasil.
Segundo os participantes, as tecnologias observadas demonstram potencial para ampliar a produtividade, reduzir custos e aumentar a eficiência da construção civil brasileira.
A agenda também contemplou encontros com representantes da Bahia Eventos, promovendo uma troca de experiências que poderá contribuir para o fortalecimento da ConstruNordeste, feira voltada ao setor da construção civil realizada na Bahia.
“Essa missão aproxima empresas, desafios e parceiros tecnológicos, criando oportunidades para desenvolver soluções e gerar resultados para a construção civil. A visita mostra como inteligência artificial, conectividade e automação podem ser aplicadas a espaços mais inteligentes”, afirmou o presidente da Coopercon-BA, Ângelo Simões.
Para Ângela Márcia Andrade, curadora do HUB da Construção e assessora técnica do Sinduscon-BA, a iniciativa reforça a força do associativismo empresarial.
“Quando 41 empresários atravessam o mundo unidos por um propósito, o associativismo revela sua força transformadora. Esse movimento começou com o Sinduscon-BA em 2025. O sucesso daquela iniciativa inspirou a Coopercon-BA a dar o próximo passo e liderar esta nova missão. Foi uma verdadeira busca por tecnologias e soluções para o futuro da nossa indústria”, destacou.
Já André Burgos ressaltou que a missão amplia o acesso a fornecedores e tecnologias capazes de gerar ganhos competitivos para o mercado baiano.
“Voltamos da China com um repertório grande de tecnologias e fornecedores mapeados, da pré-fabricação modular à automação residencial. Agora começa a segunda etapa: avaliar a viabilidade, os custos e a aplicação de cada solução para o mercado baiano. A Coopercon-BA nasceu para isso, unir força de compra com inteligência de mercado, e essa missão fortalece exatamente essa atuação internacional”, afirmou.
A programação contou ainda com a participação do brasileiro Mauro Resnitzky, residente em Hong Kong, e despertou interesse da imprensa chinesa, que entrevistou integrantes da delegação baiana.
Expansão dos negócios
A Coopercon-BA informou que já realizou sua primeira importação de 2026, ampliando o acesso dos cooperados a fornecedores e soluções internacionais para o setor.
No primeiro semestre deste ano, a cooperativa movimentou cerca de R$ 200 milhões em compras. Após registrar R$ 267 milhões em 2025, a projeção é alcançar R$ 400 milhões em 2026. Atualmente, a entidade reúne 127 cooperados.
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