Agricultura
Agricultura familiar avança na Bahia a partir de investimentos do Governo do Estado
O Jornal Nacional destacou as transformações no Nordeste, em especial na Bahia, a partir da adoção de políticas públicas
A história da família Silva-Alves, de Salvador, que repercutiu nacionalmente na edição desta terça-feira (22) do Jornal Nacional (JN), da Rede Globo, destacou as transformações que houve na agricultura familiar no Nordeste, em especial na Bahia, nas últimas décadas, a partir da adoção de políticas públicas no setor.
Parte da apresentação do telejornal, comandada pela jornalista Renata Vasconcellos, foi transmitida na casa da família de Maria do Carmo da Silva Alves, mais conhecida como Dona Duca.
Uma das filhas da matriarca é a agronônoma Helca Lícia Silva Alves, 51 anos, que participou do telejornal. Ela comentou o tema terra e água, abordado em reportagem especial, com a propriedade de quem há 15 anos se dedica a projetos envolvendo comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas da Bahia, por meio da Companhia de Ação Regional (CAR), órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR).
Com a missão de impulsionar a agricultura familiar e levá-lá à alta gastronomia nacional e internacional, Helca, enquanto assessora especial da CAR, viu de perto o quanto as transformações que as políticas públicas do Governo do Estado beneficiaram essas famílias, quando no ano passado, acompanhou a exportação de 12 mil toneladas desses produtos para a Europa.
“Visitei comunidades que viviam numa situação de pobreza extrema e hoje quando as revisito, vejo como elas cresceram, expandiram. Tudo fruto de muito esforço de homens e mulheres do campo e que não sucumbiram diante da seca e da atuação forte do Estado, através de programas como o Bahia Produtiva, o Pró-semiárido, Mais Água para Todos. Essas famílias não tinham nem água para sobreviver, muito menos para colocar a agricultura para funcionar. E as cisternas, por exemplo, mudaram a vida da agricultura”, contou.
A Bahia possui o maior número de estabelecimentos da agricultura familiar do Brasil, com cerca de 665 mil propriedades, representando mais de 80% dos estabelecimentos rurais do estado, e 400 agroindústrias produzindo os mais variados produtos. Essa força produtiva é composta, majoritariamente, por comunidades tradicionais, povos originários, mulheres e jovens rurais, e é a base da produção de alimentos que chegam à mesa dos baianos.
De acordo com Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR, entre 2015 e 2025, o Governo do Estado investiu mais de R$ 4 bilhões na agricultura familiar, por meio de programas e ações executadas pelo órgão. “O estado é o terceiro maior produtor de café conilon, o quarto maior de café arábica, o quinto maior produtor de mel e o sexto maior de mandioca. 80% dos estabelecimentos que produzem cacau tem origem na agricultura familiar, por isso, hoje, temos grandes marcas de chocolate produzidas pela agricultura familiar. Fruto do nosso olhar para o potencial desses pequenos produtores”, avaliou.
Mais Água para Todos
Com foco no fortalecimento da agricultura familiar, o Programa Água para Todos investe em tecnologias sociais de captação e armazenamento de água da chuva para ampliar a produção da agricultura familiar e a dessedentação animal no semiárido, beneficiando mais de 9 mil famílias.
Financiado por recursos federais e estaduais, o programa inclui a construção de cisternas, barreiros, trincheiras e limpeza de aguadas, beneficiando famílias rurais de baixa renda e promovendo segurança alimentar por meio do cultivo de hortaliças e frutas, além da criação de pequenos animais.
Agricultura
Agricultura familiar da Bahia leva chocolates e derivados do cacau ao Salon du Chocolat em Paris
Doze empreendimentos baianos participam da principal feira internacional do setor na França e ampliam a visibilidade dos produtos às vésperas da edição brasileira, em Salvador
Às vésperas da realização do Salon du Chocolat Brasil, em Salvador, a agricultura familiar da Bahia ganha destaque na edição internacional do evento, realizada em Paris, na França. Até este domingo (1º), 12 empreendimentos baianos participam do Salon du Chocolat 2026, apresentando chocolates e derivados do cacau no Empório da Agricultura Familiar e em estandes da Expo Porte de Versailles.
A participação fortalece a promoção dos produtos baianos no mercado internacional e amplia as oportunidades de negócios para os empreendimentos da agricultura familiar. A iniciativa também cria uma conexão estratégica com a edição brasileira do evento, que será realizada entre os dias 10 e 13 de dezembro, no Centro de Convenções de Salvador.
A presença baiana em Paris conta com o apoio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).
Reconhecido como um dos principais eventos mundiais do segmento, o Salon du Chocolat é considerado uma importante vitrine para divulgação de produtos, prospecção de negócios e ampliação de mercados.
Para o gerente comercial da Unicafes Bahia, Josivaldo Dias, a participação reforça a diversidade e a qualidade da produção baiana.
“Estamos com quatro marcas de chocolate e outros produtos derivados de umbu, licuri, castanhas, mel, entre outros. A ideia é mostrar a diversidade do que a Bahia tem de melhor para apresentar ao mundo e demonstrar que estamos preparados para comercializar os produtos da agricultura familiar e contribuir para o desenvolvimento socioeconômico dos nossos municípios”, destacou.
Marca baiana apresenta bebida gaseificada à base de cacau
A Natucoa Chocolates está entre os empreendimentos participantes e apresenta novidades voltadas ao mercado internacional.
Segundo a cofundadora e presidente da empresa, Carine Tavares, o Salon du Chocolat tem sido um espaço importante para a trajetória da marca, que participa da feira desde 2019, quando conquistou um prêmio com seu chocolate 70% cacau.
Nesta edição, a empresa apresenta a Nuvi, bebida gaseificada à base de cacau desenvolvida com foco no mercado de exportação. O produto pode ser comercializado em temperatura ambiente, sem necessidade de refrigeração, ampliando seu potencial de distribuição internacional.
“Para mim, o Salon du Chocolat é como um laboratório de novidades. É uma oportunidade de conhecer o que está acontecendo no mercado, descobrir novos produtos, embalagens e tecnologias que podemos levar para a nossa fábrica e para a Bahia. Este ano, estamos apresentando a Nuvi, uma bebida gaseificada à base de cacau que desenvolvemos pensando também na exportação. É uma honra representar as marcas de chocolate do nosso estado em uma feira tão importante e buscar novos mercados para os nossos produtos”, afirmou.
Salvador sediará a edição brasileira em dezembro
Entre os dias 10 e 13 de dezembro, Salvador receberá o Salon du Chocolat Brasil, no Centro de Convenções da capital.
A programação contará com:
- Feira de produtos e negócios;
- Cozinha-show com chefs renomados;
Degustações;
- Esculturas de chocolate em tamanho real;
- Desfile de moda com peças produzidas a partir de cacau e chocolate;
- Palestras e workshops;
- Painéis e experiências interativas;
- Rodadas de negócios.
O evento busca fortalecer a cadeia produtiva do cacau e do chocolate, promover intercâmbios comerciais e valorizar o trabalho dos produtores e empreendedores do setor.
Agricultura
Concurso vai premiar os melhores cafés da Chapada Diamantina em Bonito
Evento reconhece a qualidade dos cafés especiais produzidos na região e valoriza o trabalho de pequenos cafeicultores, com apoio da Seagri e de instituições parceiras
Os melhores cafés produzidos na Chapada Diamantina serão conhecidos nesta sexta-feira (30), durante o 2º Concurso de Cafés Especiais da Chapada Diamantina, realizado no município de Bonito. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) participará da cerimônia de premiação ao lado de especialistas responsáveis pela avaliação dos grãos.
A iniciativa tem o objetivo de reconhecer o trabalho dos produtores rurais, especialmente dos pequenos cafeicultores, além de valorizar a qualidade dos cafés produzidos na região, que vem se consolidando como referência na produção de cafés especiais.
Durante a competição, os cafés passam por uma rigorosa avaliação sensorial, conhecida como prova de xícara. Os provadores analisam atributos como aroma, sabor, acidez, corpo, doçura e equilíbrio da bebida, atribuindo notas que definem a classificação final dos participantes.
Além de premiar a qualidade dos grãos, o concurso incentiva a adoção de boas práticas agrícolas, como manejo adequado das lavouras, colheita seletiva e processos de pós-colheita, fatores que influenciam diretamente no resultado final da bebida.
Fortalecimento da cafeicultura baiana
O concurso é promovido pela Aliança dos Cafeicultores da Chapada Diamantina, com realização do Sebrae e parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e da Prefeitura de Bonito.
A participação da Seagri integra as ações do Governo do Estado voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do café na Bahia. Entre as iniciativas estão a articulação das câmaras setoriais, a modernização da produção, a ampliação da assistência técnica, o fortalecimento da infraestrutura de comercialização e o apoio às cooperativas do setor.
A secretaria também coordena o Fórum Baiano de Indicação Geográfica e Marcas Coletivas, responsável por impulsionar o reconhecimento de produtos baianos. A iniciativa já resultou em oito Indicações Geográficas (IGs) concedidas no estado, incluindo a do café produzido na Chapada Diamantina.
Serviço
2º Concurso de Cafés Especiais da Chapada Diamantina
📅 Data: 30 de outubro (sexta-feira)
🕜 Horário: A partir das 13h30
📍 Local: Teatro Municipal de Bonito (BA)
Agricultura
Agricultura familiar baiana ganha destaque em evento do setor gastronômico
Participação no Summit Nexxo 2026 fortaleceu a aproximação entre cooperativas, agroindústrias familiares e empresários dos segmentos de bares, restaurantes e alimentação
A agricultura familiar da Bahia esteve entre os destaques do Summit Nexxo 2026 – Reescrevendo o Código, encerrado nesta quarta-feira (28), no Hotel da Bahia by Wish, em Salvador. Realizado ao longo de dois dias, o evento promoveu a conexão entre cooperativas e agroindústrias familiares e representantes dos setores de bares, restaurantes e alimentação, ampliando oportunidades de negócios e comercialização.
A iniciativa contou com o apoio do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes).
Durante a programação, o coordenador de Comercialização e Acesso a Mercados da CAR, Dailson Andrade, apresentou ações e estratégias desenvolvidas pelo Governo da Bahia para fortalecer a agricultura familiar e ampliar a inserção de produtos das cooperativas em novos mercados.
“A qualidade e a diversidade dos produtos mostram que a agricultura familiar tem muito a contribuir com esse setor, ampliando as oportunidades de comercialização e valorizando a produção dos agricultores e agricultoras familiares”, destacou.
Empório aproxima produtores e compradores
Um dos principais atrativos do evento foi o Empório da Agricultura Familiar, espaço destinado à exposição de produtos de cooperativas e agroindústrias baianas. A iniciativa apresentou a diversidade da produção rural do estado, valorizando a origem dos alimentos e aproximando as organizações produtivas de potenciais compradores.
Para Rodrigo Pinto, coordenador do Empório Itinerante da Unicafes, a participação no Summit Nexxo contribui para ampliar a presença dos produtos da agricultura familiar nos estabelecimentos gastronômicos.
“O evento é uma oportunidade de apresentar os produtos da agricultura familiar aos empresários de bares e restaurantes, ampliando o acesso do público baiano a esses alimentos. A presença do Empório da Agricultura Familiar é fundamental para conectar as cooperativas aos empreendedores do setor e abrir novos mercados para a produção familiar”, ressaltou.
A programação reuniu palestras, painéis, debates e atividades de networking voltadas ao público empresarial. Cerca de 500 participantes, entre proprietários e gestores de negócios, profissionais do segmento de alimentos e bebidas e outros agentes do mercado gastronômico, acompanharam as atividades.
Tecnologia e valorização das conexões humanas
Em sua terceira edição, o Summit Nexxo propôs reflexões sobre desafios e oportunidades para os negócios em um cenário marcado pelas transformações tecnológicas e pela valorização das relações humanas.
Nesse contexto, a participação da agricultura familiar ampliou o debate sobre a origem dos alimentos, os saberes envolvidos nos processos produtivos e as possibilidades de conexão entre os territórios rurais e o mercado consumidor, fortalecendo cadeias produtivas sustentáveis e gerando novas oportunidades para agricultores e agricultoras familiares.
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