Política
Governo da Bahia mantém entregas simultâneas e investe mais de R$ 6,7 milhões em Mirangaba e Salvador
Ações nas áreas de segurança pública, desenvolvimento rural e segurança alimentar ocorreram enquanto o governador cumpria agenda em Ipirá
O Governo da Bahia deu continuidade, neste sábado (11), à série de entregas simultâneas de obras e equipamentos em diferentes regiões do estado. Enquanto o governador Jerônimo Rodrigues cumpria agenda em Ipirá, com ações nas áreas de educação, saúde e desenvolvimento rural, outras entregas foram realizadas, ao mesmo tempo, nos municípios de Mirangaba e Salvador, somando mais de R$ 6,7 milhões em investimentos.
Em Mirangaba, os recursos foram aplicados nas áreas de segurança pública, saúde e desenvolvimento rural. O principal destaque foi a inauguração da nova unidade integrada de segurança pública, que reúne as sedes da Delegacia Territorial da Polícia Civil e do Pelotão do 29º Batalhão da Polícia Militar. A obra, com investimento de R$ 2,5 milhões, foi entregue pelo subsecretário da Segurança Pública, Marcel de Oliveira.
“Seguimos trabalhando com responsabilidade e planejamento para melhorar a vida das pessoas. As unidades garantem melhores condições de trabalho e mais comodidade para servidores e cidadãos, refletindo diretamente na qualidade do serviço prestado”, destacou o subsecretário.
Com a inauguração dessas duas estruturas, chega a 18 o número de unidades da Secretaria da Segurança Pública (SSP) entregues em 2026. Em três anos e quatro meses, o governo estadual já entregou 255 novos batalhões, delegacias, pelotões e Salas Lilás em todo o estado.
Apoio à agricultura familiar e à saúde
Ainda em Mirangaba, foram entregues o Mercado Municipal com Feira Livre, na sede do município, com investimento superior a R$ 2,1 milhões; 40 bancadas e 40 barracas de feira livre, ampliando a estrutura de comercialização e fortalecendo o apoio à agricultura familiar; além de um veículo para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), no valor de R$ 277,2 mil.
O novo mercado oferece mais conforto, segurança e melhores condições de trabalho aos feirantes, além de garantir à população um espaço adequado para a compra de alimentos. A iniciativa também contribui para a organização da feira livre e para a comercialização da produção agrícola de forma mais segura e higiênica, beneficiando moradores de Mirangaba e de municípios vizinhos.
“Tenho mais de 30 anos como feirante aqui em Mirangaba. Já vivemos tempos difíceis, de lama, de chuva e de sol forte. Hoje, essa é uma grande obra que o governo entrega à cidade, tirando a gente daqueles dias difíceis”, celebrou a feirante e agricultora familiar Fábia Antônia.
“Estamos fazendo uma entrega coletiva em Mirangaba: unidade da Polícia Militar e da Polícia Civil, mas também o Mercado Municipal. É uma grande honra trazer um equipamento como este para o município, representando um avanço na qualidade de vida e de trabalho para os moradores”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Rural (SDR), Bete Costa.
Para o prefeito de Mirangaba, Dirceu Ribeiro, a entrega marca um avanço histórico para o desenvolvimento rural local. “Somos um município produtor, com uma agricultura autossustentável, e não tínhamos um espaço físico adequado para comercializar e escoar a produção da zona rural”, ressaltou.
Salvador
Na capital, Salvador, o Governo do Estado entregou, por meio do programa Bahia Sem Fome, a Cozinha Solidária Rainha das Águas – Maria Anita de Carvalho, localizada no bairro do Calabar. O investimento de R$ 1,716 milhão amplia as ações de segurança alimentar e de fortalecimento comunitário, com uma estrutura voltada ao atendimento da população em situação de vulnerabilidade social.
Política
Avanço do PGP gera reação da oposição na Bahia, avalia presidente do PT
Programa do governo Jerônimo Rodrigues ganha força no interior, enquanto adversários enfrentam críticas por falta de participação popular
O avanço do Programa de Governo Participativo (PGP), liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, e sua repercussão positiva no interior da Bahia têm provocado reação da oposição, que tenta lançar uma versão semelhante da iniciativa. Para o presidente estadual do PT, Tássio Brito, a movimentação, liderada por ACM Neto, enfrenta resistência até mesmo entre aliados, por não manter a principal essência da proposta petista: a escuta popular.
Segundo o dirigente, o histórico político de ACM Neto é marcado por decisões centralizadas, descumprimento de acordos e distanciamento das lideranças do interior. “Enquanto o PGP reúne prefeitos, vereadores, movimentos sociais e milhares de participantes em plenárias regionais, a oposição sofre com a falta de capilaridade no estado”, afirma Tássio.
De acordo com o presidente do PT, lideranças municipais apontam que Neto perdeu espaço no interior ao adotar um modelo político considerado fechado e restrito a grupos de confiança. Para ele, a tentativa de replicar o formato de um programa participativo sem engajamento popular genuíno demonstra oportunismo eleitoral.
Na avaliação de Tássio Brito, o PGP se consolidou como uma das principais ferramentas de construção democrática na Bahia. O programa percorre os 27 territórios de identidade do estado promovendo plenárias, encontros temáticos e escuta ativa da população para definir prioridades em áreas como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento social.
O dirigente destaca que o diferencial do programa está na participação popular permanente. Segundo ele, a gestão de Jerônimo Rodrigues transformou o diálogo com a sociedade em método de governo, aproximando o Estado das demandas reais da população.
“O sucesso do programa está na credibilidade construída junto ao povo baiano. O PGP não é uma ação de marketing, mas um compromisso com a participação popular e a construção coletiva”, afirma.
Para Tássio, a iniciativa da oposição não passa de tentativa de criação de fato político sem conteúdo. “Sem diálogo verdadeiro e sem conexão com o interior, a estratégia promovida por ACM Neto não convence e reforça a percepção de uma ação voltada apenas para propaganda eleitoral”, conclui.
Política
Brasil alcança nível “muito alto” de IDHM pela primeira vez
Índice chega a 0,805 em 2024, impulsionado principalmente pela educação; desigualdades de raça e gênero ainda são desafios
O Brasil ingressou, pela primeira vez, na categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”. Em 2024, o país alcançou índice de 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), ante 0,744 em 2012. A escala de classificação varia de 0 a 1, sendo considerado “muito alto” o patamar acima de 0,800.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, por meio da pesquisa Radar IDHM, que analisa os parâmetros de saúde e longevidade, educação e renda, considerando recortes por cor (negros e brancos) e sexo (mulheres e homens). O levantamento abrange o período de 2012 a 2024.
Quando o índice começou a ser calculado, há cerca de 30 anos, o Brasil apresentava IDHM baixo, inferior a 0,555.
Educação impulsiona avanço
O principal fator de crescimento do IDHM no período foi a educação, que passou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024. A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou o papel de políticas públicas como o Bolsa Família nesse avanço.
“É o programa Bolsa Família que retira uma quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição e a obrigatoriedade de estar na escola. Vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira”, afirmou.
Segundo a especialista, os impactos do programa, criado em 2003, tornam-se mais evidentes cerca de dez anos depois, quando os beneficiários completam etapas importantes da educação básica.
Redução de desigualdades
De acordo com Barbosa, a melhoria nos indicadores educacionais é mais significativa entre famílias de menor renda, especialmente entre a população negra.
“É nesse momento que a população negra passa a apresentar melhores indicadores e desempenho em educação. Trata-se de uma política que inclui um grupo historicamente excluído no processo de desenvolvimento humano”, explicou.
A coordenadora ressalta que a redução das desigualdades raciais e de gênero é essencial para o avanço do país. “Esses são dois entraves sérios para o Brasil”, afirmou.
Saúde e renda avançam mais lentamente
Entre os subíndices, a saúde apresenta o melhor desempenho, já classificado como “muito alto” desde 2012, com 0,829, impulsionado pela consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2024, o índice chegou a 0,860, embora com crescimento mais lento.
Já o indicador de renda evoluiu de 0,732 em 2012 para 0,760 em 2024, mantendo-se na faixa de alto desenvolvimento.
Regiões metropolitanas puxam crescimento
Segundo o Pnud, as regiões metropolitanas têm contribuído para elevar a média nacional, inclusive em áreas antes consideradas menos desenvolvidas.
Um exemplo é a Grande Teresina (PI), que atingiu índice de 0,809. “Territórios que antes puxavam a média para baixo agora contribuem para o país alcançar o nível muito alto”, destacou Barbosa.
Entre os nove estados do Nordeste, sete regiões metropolitanas já apresentam IDHM muito alto, resultado considerado inédito pelo Pnud. São elas: Natal (0,822), Aracaju (0,809), Grande Teresina (0,809), Recife (0,806), São Luís (0,806), Salvador (0,803) e João Pessoa (0,803).
Impactos da pandemia
O relatório também aponta os efeitos da pandemia de covid-19 entre 2020 e 2022, período em que o país enfrentou uma crise sistêmica. Em 2021, o IDHM caiu para 0,757.
Para o Pnud, a demora na adoção de políticas públicas eficazes agravou os impactos da crise. “Ainda não nos recuperamos plenamente, especialmente em relação à expectativa de vida”, alertou Barbosa.
A mortalidade infantil segue como um dos indicadores mais preocupantes, demandando respostas mais rápidas e eficazes do poder público.
Os dados do Radar IDHM foram calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, em parceria com a Fundação João Pinheiro.
Política
Bahia e Índia avançam em parcerias estratégicas após encontro entre Jerônimo e embaixador
Reunião em Salvador reforça cooperação em áreas como indústria, mineração, tecnologia e turismo, com destaque para o projeto Bahia Farma
O governador Jerônimo Rodrigues recebeu, nesta segunda-feira (25), o embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia, para uma reunião voltada ao fortalecimento das relações institucionais, comerciais e culturais entre a Bahia e o país asiático.
O encontro deu continuidade às agendas iniciadas durante a missão internacional realizada pelo chefe do Executivo baiano à Índia, em fevereiro de 2026, quando foram apresentadas possibilidades de cooperação e investimentos em áreas estratégicas, como o projeto Bahia Farma.
Segundo o embaixador, as relações entre Índia e Brasil vêm se fortalecendo de forma acelerada. “No ano passado, em 2025, o comércio bilateral chegou a US$ 15 bilhões. Atualmente, a Índia é o quinto maior parceiro do Brasil na área de combustíveis naturais, e as projeções indicam crescimento entre 20% e 25%”, afirmou Dinesh Bhatia.
Jerônimo destacou a expectativa de ampliar a aproximação entre a Bahia e o governo indiano, além de estimular novas parcerias empresariais. “Esperamos contar com o apoio nessa relação com as empresas e com o governo indiano e, da mesma forma, colocamo-nos à disposição para que as empresas indianas que desejarem investir na Bahia sejam bem acolhidas e acompanhadas no que for necessário”, afirmou o governador.
Na ocasião, também foram debatidos temas como mineração, tecnologia e turismo.
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