Política
CNB de Todas as Lutas reafirma agenda política e convoca seminário estadual na Bahia
Reunião da coordenação estadual reforça mobilização social, apoio às lideranças do PT e investimentos na formação política da militância
A Coordenação Estadual da CNB de Todas as Lutas realizou reunião na Bahia com o objetivo de reafirmar seus compromissos políticos, organizativos e de mobilização social. O encontro também marcou a convocação do seminário estadual da corrente, que acontecerá no próximo dia 30 de abril, reunindo lideranças e militantes de diversas regiões do estado.
A atividade contou com a presença de Tiago Soares, secretário nacional de Combate ao Racismo do Partido dos Trabalhadores (PT), que apresentou uma análise da conjuntura política nacional. Em sua intervenção, destacou a centralidade da organização popular e da continuidade dos projetos políticos em curso no país.
“A reeleição do presidente Lula e o fortalecimento dos nossos projetos estaduais são fundamentais para garantir que o Brasil siga avançando na redução das desigualdades. Isso passa também por pautas concretas da classe trabalhadora, como o fim da escala 6×1, que precisa ser enfrentada com mobilização social e compromisso político”, afirmou.
Durante a reunião, a coordenação reafirmou o compromisso com a luta pelo fim da escala 6×1, destacando a importância de ampliar a presença nas ruas ao lado da classe trabalhadora e de fortalecer o diálogo com a sociedade.
No campo eleitoral, a CNB de Todas as Lutas reiterou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner, além da eleição do ex-governador da Bahia e ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula, Rui Costa. Também foi reafirmado o apoio à reeleição do deputado federal Afonso Florence e da deputada estadual Fátima Nunes.
Outro ponto de destaque foi o compromisso com a formação política da militância. Entre os dias 22 e 23 deste mês, será realizado um curso de formação política em Salvador. A coordenação também reforçou o calendário de atividades da Escola Nacional de Formação Política Luiza Mahin, como parte da estratégia de qualificação permanente da militância.
A reunião contou ainda com informes do coletivo de mulheres, que ressaltaram a participação da CNB de Todas as Lutas na construção dos Programas de Governo Participativo (PGPs) e nas plenárias territoriais, além da atuação em nível nacional na elaboração de uma resolução sobre a conjuntura eleitoral.
Também foi confirmada a participação da corrente no Congresso Nacional do PT, com a defesa do fortalecimento dos setoriais e a proposta de transformação do setorial inter-religioso em secretaria partidária.
No âmbito organizativo, foi reafirmada a estratégia de fortalecimento de diversos setoriais no estado e nacionalmente, com destaque para aqueles dirigidos por integrantes da CNB de Todas as Lutas, como os setoriais de segurança pública, direitos dos animais, segurança alimentar e nutricional, a Secretaria LGBTQIAPN+ e o setorial inter-religioso.
A coordenação também reafirmou seu compromisso com a luta sindical, destacando o fortalecimento da atuação junto ao Sindipoc — Sindicato dos Policiais Civis do Estado da Bahia. Com foco no próximo ciclo político e mirando as eleições de 2028, a corrente avançou no fortalecimento dos diretórios municipais, com destaque para o município de Catu, dirigido por mulheres, onde o Partido dos Trabalhadores deverá lançar candidatura feminina para disputar as eleições majoritárias.
No campo cultural, a CNB de Todas as Lutas convidou a militância e a população em geral para o 4º Arraiá da Associação do Bafava, que será realizado nos dias 6 e 7 de junho, no município de Ibipeba, no território de Irecê, fortalecendo as tradições populares e valorizando a cultura nordestina.
Política
Avanço do PGP gera reação da oposição na Bahia, avalia presidente do PT
Programa do governo Jerônimo Rodrigues ganha força no interior, enquanto adversários enfrentam críticas por falta de participação popular
O avanço do Programa de Governo Participativo (PGP), liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues, e sua repercussão positiva no interior da Bahia têm provocado reação da oposição, que tenta lançar uma versão semelhante da iniciativa. Para o presidente estadual do PT, Tássio Brito, a movimentação, liderada por ACM Neto, enfrenta resistência até mesmo entre aliados, por não manter a principal essência da proposta petista: a escuta popular.
Segundo o dirigente, o histórico político de ACM Neto é marcado por decisões centralizadas, descumprimento de acordos e distanciamento das lideranças do interior. “Enquanto o PGP reúne prefeitos, vereadores, movimentos sociais e milhares de participantes em plenárias regionais, a oposição sofre com a falta de capilaridade no estado”, afirma Tássio.
De acordo com o presidente do PT, lideranças municipais apontam que Neto perdeu espaço no interior ao adotar um modelo político considerado fechado e restrito a grupos de confiança. Para ele, a tentativa de replicar o formato de um programa participativo sem engajamento popular genuíno demonstra oportunismo eleitoral.
Na avaliação de Tássio Brito, o PGP se consolidou como uma das principais ferramentas de construção democrática na Bahia. O programa percorre os 27 territórios de identidade do estado promovendo plenárias, encontros temáticos e escuta ativa da população para definir prioridades em áreas como saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento social.
O dirigente destaca que o diferencial do programa está na participação popular permanente. Segundo ele, a gestão de Jerônimo Rodrigues transformou o diálogo com a sociedade em método de governo, aproximando o Estado das demandas reais da população.
“O sucesso do programa está na credibilidade construída junto ao povo baiano. O PGP não é uma ação de marketing, mas um compromisso com a participação popular e a construção coletiva”, afirma.
Para Tássio, a iniciativa da oposição não passa de tentativa de criação de fato político sem conteúdo. “Sem diálogo verdadeiro e sem conexão com o interior, a estratégia promovida por ACM Neto não convence e reforça a percepção de uma ação voltada apenas para propaganda eleitoral”, conclui.
Política
Brasil alcança nível “muito alto” de IDHM pela primeira vez
Índice chega a 0,805 em 2024, impulsionado principalmente pela educação; desigualdades de raça e gênero ainda são desafios
O Brasil ingressou, pela primeira vez, na categoria de países com desenvolvimento humano “muito alto”. Em 2024, o país alcançou índice de 0,805 no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), ante 0,744 em 2012. A escala de classificação varia de 0 a 1, sendo considerado “muito alto” o patamar acima de 0,800.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, por meio da pesquisa Radar IDHM, que analisa os parâmetros de saúde e longevidade, educação e renda, considerando recortes por cor (negros e brancos) e sexo (mulheres e homens). O levantamento abrange o período de 2012 a 2024.
Quando o índice começou a ser calculado, há cerca de 30 anos, o Brasil apresentava IDHM baixo, inferior a 0,555.
Educação impulsiona avanço
O principal fator de crescimento do IDHM no período foi a educação, que passou de 0,679 em 2012 para 0,798 em 2024. A coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, Betina Barbosa, destacou o papel de políticas públicas como o Bolsa Família nesse avanço.
“É o programa Bolsa Família que retira uma quantidade enorme de crianças do trabalho e dá a elas a condição e a obrigatoriedade de estar na escola. Vejo diretamente o efeito de uma política pública brasileira”, afirmou.
Segundo a especialista, os impactos do programa, criado em 2003, tornam-se mais evidentes cerca de dez anos depois, quando os beneficiários completam etapas importantes da educação básica.
Redução de desigualdades
De acordo com Barbosa, a melhoria nos indicadores educacionais é mais significativa entre famílias de menor renda, especialmente entre a população negra.
“É nesse momento que a população negra passa a apresentar melhores indicadores e desempenho em educação. Trata-se de uma política que inclui um grupo historicamente excluído no processo de desenvolvimento humano”, explicou.
A coordenadora ressalta que a redução das desigualdades raciais e de gênero é essencial para o avanço do país. “Esses são dois entraves sérios para o Brasil”, afirmou.
Saúde e renda avançam mais lentamente
Entre os subíndices, a saúde apresenta o melhor desempenho, já classificado como “muito alto” desde 2012, com 0,829, impulsionado pela consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2024, o índice chegou a 0,860, embora com crescimento mais lento.
Já o indicador de renda evoluiu de 0,732 em 2012 para 0,760 em 2024, mantendo-se na faixa de alto desenvolvimento.
Regiões metropolitanas puxam crescimento
Segundo o Pnud, as regiões metropolitanas têm contribuído para elevar a média nacional, inclusive em áreas antes consideradas menos desenvolvidas.
Um exemplo é a Grande Teresina (PI), que atingiu índice de 0,809. “Territórios que antes puxavam a média para baixo agora contribuem para o país alcançar o nível muito alto”, destacou Barbosa.
Entre os nove estados do Nordeste, sete regiões metropolitanas já apresentam IDHM muito alto, resultado considerado inédito pelo Pnud. São elas: Natal (0,822), Aracaju (0,809), Grande Teresina (0,809), Recife (0,806), São Luís (0,806), Salvador (0,803) e João Pessoa (0,803).
Impactos da pandemia
O relatório também aponta os efeitos da pandemia de covid-19 entre 2020 e 2022, período em que o país enfrentou uma crise sistêmica. Em 2021, o IDHM caiu para 0,757.
Para o Pnud, a demora na adoção de políticas públicas eficazes agravou os impactos da crise. “Ainda não nos recuperamos plenamente, especialmente em relação à expectativa de vida”, alertou Barbosa.
A mortalidade infantil segue como um dos indicadores mais preocupantes, demandando respostas mais rápidas e eficazes do poder público.
Os dados do Radar IDHM foram calculados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, em parceria com a Fundação João Pinheiro.
Política
Bahia e Índia avançam em parcerias estratégicas após encontro entre Jerônimo e embaixador
Reunião em Salvador reforça cooperação em áreas como indústria, mineração, tecnologia e turismo, com destaque para o projeto Bahia Farma
O governador Jerônimo Rodrigues recebeu, nesta segunda-feira (25), o embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia, para uma reunião voltada ao fortalecimento das relações institucionais, comerciais e culturais entre a Bahia e o país asiático.
O encontro deu continuidade às agendas iniciadas durante a missão internacional realizada pelo chefe do Executivo baiano à Índia, em fevereiro de 2026, quando foram apresentadas possibilidades de cooperação e investimentos em áreas estratégicas, como o projeto Bahia Farma.
Segundo o embaixador, as relações entre Índia e Brasil vêm se fortalecendo de forma acelerada. “No ano passado, em 2025, o comércio bilateral chegou a US$ 15 bilhões. Atualmente, a Índia é o quinto maior parceiro do Brasil na área de combustíveis naturais, e as projeções indicam crescimento entre 20% e 25%”, afirmou Dinesh Bhatia.
Jerônimo destacou a expectativa de ampliar a aproximação entre a Bahia e o governo indiano, além de estimular novas parcerias empresariais. “Esperamos contar com o apoio nessa relação com as empresas e com o governo indiano e, da mesma forma, colocamo-nos à disposição para que as empresas indianas que desejarem investir na Bahia sejam bem acolhidas e acompanhadas no que for necessário”, afirmou o governador.
Na ocasião, também foram debatidos temas como mineração, tecnologia e turismo.
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