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Papo de Quinta

Os bárbaros “estão chegando”

A tirania de quem domina sempre será no desejo de controle totalitário, lhe fazendo entender que você tem escolha, mas que nunca poderá escolher

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Alex Curvello é advogado @alexcurvello

Grande parte da humanidade vive uma eterna exploração da natureza do poder, em confronto com a ética e o conflito entre opressores e oprimidos. 

O título do nosso Papo de Quinta de hoje, faz referência ao Livro “À Espera dos Bárbaros” do autor J.M. Coetzee que justamente aprofunda essa abordagem sinistra que perpetua no mundo há séculos. 

Outra referência alinhada com o que vamos falar um pouco é a música de Caetano Veloso, “Podres Poderes” quando ele diz; “A incompetência da américa católica. Que sempre precisará de ridículos tiranos”. 

E no que esses dois exemplos convergem? 

É que em quase toda nossa vivência humana, até que consigamos enxergar isso, não conseguiremos nos livrar do medo, para tentar viver de forma mais serena e tranquila. 

Ou seja, a grande maioria daqueles que comandam as operações que fazem a humanidade se movimentar, anseiam pelo temor eterno, guerras, conflitos, discussões, imposições e o medo constante dos “bárbaros” que estão chegando, que podem invadir e dominar tudo, quando na maioria das vezes, esses que bravejam o medo do que virá são os próprios “bárbaros” que amedrontam as pessoas. 

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O conceito de felicidade, de diálogo, de entendimento, de compreensão e compaixão não podem nem ser mencionados e quando são lembrados querem nos fazer entender que são sentimentos de fraqueza. 

E tudo começa desde criança, os pais que impõem aos filhos que sejam altivos e impositivos, os adolescentes que “se apanhar na rua, apanha em casa”, na idade adulta os patrões que mentem sobre condições financeiras para pagar um salário indigno e até aos idosos com o eterno temor de que a sua aposentadoria pode faltar e que são um estorvo para o país. 

Sempre o mesmo argumento, que desejam uma tranquilidade, mas que os “bárbaros” estão chegando e podem acabar com tudo, então tem que ficar preparado para o temor que nunca chega, até porque em muitos casos ele já se faz presente, mas a escravidão do sistema não nos faz enxergar. 

A tirania de quem domina sempre será no desejo de controle totalitário, lhe fazendo entender que você tem escolha, mas que nunca poderá escolher. 

E mesmo se um dia escolher o controle total de forma consciente, sabendo que será um preso, um escravo, aceitará pelo argumento do “bárbaro” que é para o seu bem e para sua segurança. 

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Não é fácil perceber a brutalidade dos que querem impor sua vontade para questionar suas convicções e assim ter empatia pelas vítimas dos tiranos. 

Cada povo tem suas culturas e fronteiras para que ao cruzarmos aquela linha imaginária a gente possa entender que eles aceitam viver daquela forma, ou não tiveram força o suficiente para não deixar a tirania tomar conta. 

Tais fronteiras não ficam apenas no território de outros países, vivemos com obstáculos mentais, limites pessoais, religiosos, culturais, políticos e muito mais, mas que sempre são colocados a prova por “verdades” pré-estabelecidas daquela pessoa que achou que sua imposição deve prevalecer sobre os demais. 

Para conseguirmos enxergar um mínimo do que se entende por verdade ou até a busca do conhecimento, temos que ter coragem de sair da caverna, ao lembrar o “Mito da Caverna” de Platão, ou seja, sair dela e enfrentar qualquer “bárbaro” que apareça no caminho, inclusive a nós mesmo. 

Fica o questionamento de quem são os verdadeiros “bárbaros” da humanidade, aqueles que apontam sobre o temor do que virá ou os que são apontados? 

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E nós, como fugimos de nossos “bárbaros internos” de pensamentos negativos, julgamentos dos outros de forma imprecisa, medo do que não acontece mais? 

É simples, compreensão da sua realidade e aplicação do que entende ser o correto para sua vida, sem interferência na vida dos outros.  

A colonização é constante, sempre vai chegar alguém com uma ideia de que se for executada vai acabar por impor a vontade de poucos sobre muitos, o livro, a canção e o sábio Platão nos levam a reflexão que mesmo diante de diferentes conceitos históricos e culturais, não devemos nos entregar ao temor do que virá ou até do que se mostra presente, mas sim termos força de vontade e fé para superar e suportar qualquer adversidade. 

Apenas o enfrentamento do desconhecido e a real percepção do que é ser o outro, respeitando sua liberdade individual, nos torna capazes de evitar conflitos, mesmo que para isso tenhamos que compreender o lado dos “bárbaros” que estão chegando. 

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Papo de Quinta

Quando você poderá se aposentar?

Entenda as regras atuais da aposentadoria, as transições em vigor e porque o planejamento previdenciário é essencial para garantir o melhor benefício 

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Alex Curvello é advogado @alexcurvello

Estamos vivenciando, nos últimos tempos, as inconstâncias de aplicações em instituições financeiras que, ao mesmo tempo em que alcançam o topo da pirâmide, podem despencar sem que se saiba ao certo para onde foi aquele monte de dinheiro. 

O que permanece sólido, mesmo diante de inúmeras falcatruas e sustentando milhões de pessoas no Brasil, é a nossa Previdência Social. Mesmo passando por constantes alterações — muitas delas equivocadas — ela se mantém firme em seu propósito. 

Fato é que a aposentadoria no nosso país, em 2026, exige, na regra geral, idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com pelo menos 15 anos de contribuição ao INSS para quem já contribuía antes da Reforma da Previdência de 2019. Para os homens que começaram a contribuir após a reforma, o tempo mínimo subiu para 20 anos; para as mulheres, permanece em 15 anos. 

Pela regra de pontos — que soma idade e tempo de contribuição — exige-se, em 2026, um total de 93 pontos para mulheres, com no mínimo 30 anos de contribuição, e 103 pontos para homens, com no mínimo 35 anos de contribuição. A pontuação aumenta um ponto por ano até atingir o limite de 95/105, quando deixa de aumentar. 

A sua aposentadoria sempre levará em consideração a média das suas contribuições, para que você saiba qual será o valor a receber quando se aposentar. 

Por isso, é fundamental contribuir para o INSS dentro da sua realidade financeira, garantindo que, quando você precisar de um auxílio por incapacidade temporária, uma eventual pensão ou da própria aposentadoria, o benefício seja compatível com o seu padrão de renda. 

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Não adianta ser autônomo, ganhar R$ 5.000,00 por mês e contribuir como MEI sobre apenas um salário mínimo — ou ter carteira assinada com registro de um salário mínimo e receber R$ 5.000,00 de comissão por fora. Quando você precisar de um benefício do INSS, receberá apenas um salário mínimo. 

Há ainda a regra de transição com pedágio de 50% ou 100%, aplicável para quem estava perto de se aposentar em 2019, dependendo do caso. 

Em 2025, a idade mínima da transição passou a ser 59 anos para mulheres e 64 anos para homens. Ao consultar o Meu INSS, você pode verificar quais regras de transição se aplicam ao seu caso específico. 

Não entre para a estatística de milhares de brasileiros que deixam de receber valores que têm por direito por falta de contribuição adequada ou de orientação especializada. 

Nosso papo de quinta desta semana aborda a pergunta que mais escuto no ramo previdenciário: “Quando poderei me aposentar?” 

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A melhor forma de saber quanto tempo falta para sua aposentadoria é fazendo um Planejamento Previdenciário com um advogado especialista, que analise cuidadosamente suas contribuições no CNIS e na Carteira de Trabalho. 

A aposentadoria é um direito importante para quem paga o INSS e cumpre os requisitos exigidos, mas as regras de transição introduzidas pela reforma podem tornar o processo complexo sem ajuda profissional. 

Conte com orientação técnica e especializada para garantir contribuições corretas e segurança no recebimento do melhor benefício, sempre de acordo com seu histórico contributivo. 

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Papo de Quinta

E se você recebesse a chave da cela?

O Papo dessa semana aborda as amarras invisíveis que aprisionam a mente e defende a força interior como caminho para viver em plenitude

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Alex Curvello é advogado @alexcurvello

A conversa de que muitas vezes vivemos presos a inúmeras questões não é atual, ela se mostra ao longo dos anos e desde que por assim dizer; o mundo é mundo.  

Poucos são aquelas pessoas livres de pensamentos, de atitudes, de amarras e de padrões impostos por quem não tem nenhum padrão.  

Para alguns permanece a ideia ilusória de que continuamos a nadar para alcançar algo, sendo que só ficamos ainda mais sufocados de tanta pressão.  

O mais importante é que; “seja forte e corajoso” que as grades invisíveis que persistem em nos bloquear tendem a se dissipar e a felicidade chegar.  

Não são só palavras, se houver atitude de tentar.  

Deus criou tudo o que há nesse mundo, inclusive a liberdade de todos nós e não existe homem ou mulher no planeta que possa ir de encontro ao que Ele determinou, cabe a cada um de nós ter força para viver essa realidade.  

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Fato é que tudo começa a se destravar quando começamos a nos conscientizar sobre as forças controladoras e por vezes maquiavélicas que dominam parte da humanidade. 

Elas existem e não querem que saibamos de sua existência. 

Aí que começa a liberdade, é o recebimento da chave da cela, mas temos ainda que ter a força de levantar, abrir as grades que nos aprisionam para ter coragem de viver em liberdade.  

Porque existirão aqueles que tentarão lhe manter dentro da cela, por “segurança”, “conforto” e para que você não viva o “desconhecido”, mas não há segredo algum porque foi determinado por Ele e está dentro de cada um de nós.  

A liberdade é o lugar que nenhuma força maligna alcança, está na nossa alma. 

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Quase que como um mantra, a grande maioria tenta nos distanciar do que é importante que é, adquirir o conhecimento e aplicar para a vida.  

É algo parecido com um ensinamento da minha mãe, Eliane Curvello; “A qualidade não retroage” e assim, tudo com equilíbrio e maturidade emocional faz com que uma mente expandida, dificilmente voltará a pequenez em que vivia.  

 Aniquilar a mentira, demonizar a injustiça, extirpar as mazelas e destruir as maldades que habitam em nós, é por onde deveríamos começar para termos uma revolução interna e sabermos viver quando vier a revolução externa em busca do que de fato vale a pena viver.  

Tudo nesse mundo é maravilhoso demais, em relação ao que foi arquitetado pelo Criador, para que parte dos humanos vivam em guerras, conflitos, discussões e pieguices de defender o indefensável. 

A Justiça Divina sempre irá superar os tiranos que aprisionam parte da humanidade.  

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Todo o dito até o momento, não significa que eu seja um liberto ou que eu tenha recebido a chave da cela, mas apenas que tento constantemente e cada vez mais, viver de maneira mais tranquila e serena.  

E por óbvio, que muitas vezes ele precisa ser dito, isso é para quem acredita e quem deseja ter essa visão da vida e do mundo, com todo respeito para aqueles que pensam diferente.  

Importante esclarecer que não só seres que regem parte das estruturas do mundo que tem a capacidade de nos aprisionar, por vezes até uma pessoa próxima consegue essa atrocidade, e aí temos que ter a sabedoria de não nos deixar influenciar por nada e nem por ninguém de forma densa e negativa.  

Não há de ficar nenhum ser opressor e nenhuma força tirânica no mundo se assim não quisermos, a Compaixão e Sabedoria do Criador faz com que cada um de nós tenhamos a força de superar essas mazelas que ainda permanecem por aqui.  

A Luz é e sempre será mais forte que as trevas. 

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Papo de Quinta

O dia é Dele e não dele

Natal é mais do que presentes: é sobre fé, união e a luz que transforma vidas

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Alex Curvello é advogado @alexcurvello

Dias atrás, eu e minha esposa ficamos assustados com a quantidade enorme de pessoas ao andarmos por um certo shopping na cidade de Fortaleza, impressionados com tanta criança e nos questionando o porquê daquilo tudo.

Fato é que não perguntamos a ninguém; resolvemos o que tínhamos para resolver no shopping e fomos embora. Dias depois, uma amiga em comum nos confidenciou que tinha ido no mesmo dia, em horário parecido, ao mesmo shopping para a “Chegada do Papai Noel”.

De forma instantânea, eu e ela nos olhamos e pensamos algo bem parecido:

“Se fosse para a chegada de Jesus, será que teria a mesma quantidade de pessoas, com a mesma alegria?”

Apesar da dúvida, ficou uma certeza: deturparam o real significado do Natal. Trocaram o nascimento de uma criança pura pela chegada de um senhor que não existe, com intenções consumistas e egoístas.

A pureza de uma criança é a força norteadora que a humanidade deveria viver, e não ser identificada ou ludibriada pelo que o sistema impõe, principalmente quando é no sentido de modificar para pior.

Irei tentar minimamente demonstrar algo que, em verdade, nem precisaria ser dito: o nascimento de Jesus, o Cristo, deve ser o único e verdadeiro significado do dia 25 de dezembro.

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Imagine que nasceu uma criança no interior da Amazônia, sem que quase ninguém soubesse. Poucos foram avisados e, dentre esses, vieram para o seu nascimento o Rei da Inglaterra, o Rei de Montecarlo e o Rei da Espanha.

Entretanto, nenhum desses reis comunicou ao presidente do Brasil que chegariam ao país sob seu comando. Vieram única e exclusivamente para o nascimento desta criança, trouxeram-lhe presentes e retornaram ao seu país de origem, encantados com aquela cena.

E foi assim, há mais de 2025 anos: o Ser mais puro que a humanidade já presenciou, nascido em um local inóspito, cercado de animais, apenas com seu pai e sua mãe como testemunhas, recebendo a visita de grandes homens que foram Lhe reverenciar.

Agora reflitam um pouco mais: atualmente, em 2025, o nascimento desta criança, além de seus atos, irá perpetuar no mínimo até o ano 5000 e muito mais além, posto que seus ensinamentos, durante seus 33 anos de vida, se mostram eternos.

Impressionante, não é?

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Pois bem, é sobre isso: o dia vinte e cinco de dezembro, como já antedito, é o dia de Jesus, o Cristo, e não de Papai Noel. E isso é tão evidente quanto um gato preto na neve.

O que Papai Noel fez pela humanidade para ser festejado? Eu respondo: nada. Principalmente em comparação ao Homem mais extraordinário que a humanidade já presenciou, ou simplesmente pelo fato de que ele, Papai Noel, não existe — tal qual a ideia que ele representa, uma ilusão implementada na mente humana que em nada favorece o crescimento das pessoas.

Ainda mais quando efetivamente observamos o que de fato Papai Noel representa: um consumismo exagerado, encontros efêmeros e, em algumas ocasiões, discussões sem sentido na noite do nascimento de Jesus, o Cristo — que seria o dia de agradecer a oportunidade que Ele nos deu de tentar evoluir através do que Ele ensinou.

Isso significa que não deveríamos celebrar o Natal? Muito pelo contrário, como já ensinado em Mateus 18:20:

“Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

Trata-se de uma mensagem para o encorajamento que garante que Jesus, o Cristo, estará presente onde quer que Seus seguidores se reúnam com fé, independentemente do tamanho do grupo.

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Entendo de todo coração que uma das representações do que significa o nascimento de Jesus, o Cristo, pode ser compreendida na parte final de uma linda música (De Onde Vem a Calma) de Los Hermanos:

“Deus vai dar aval sim – O mal vai ter fim – E no final assim calado – Eu sei que vou ser coroado rei de mim.”

Tudo isso vem de uma mãe dedicada que sempre tentou perpetuar o verdadeiro significado do Natal, uma esposa que compactua comigo e se alinha ao que acredito, ao tentarmos passar essa ideia às nossas meninas e à maioria da minha família, que compreende ser esse o verdadeiro sentido do nascimento de Jesus.

Por fim, acredito de todo coração que, mais do que palavras, o Universo entende de energia — que a energia de Cristo possa transcender as barreiras do orgulho e de todos os egos que habitam em nós, para que possamos cultivar amor e compaixão universal.

Um Feliz Natal!
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