Turismo
Bahia ganha mais um voo direto entre Salvador e Buenos Aires
rota Salvador – Buenos Aires – Salvador, primeira linha direta operada pela companhia entre os dois destinos. A cerimônia foi realizada no aeroporto da capital baiana, marcando o início das
A partir desta quarta-feira (2), a distância entre a Bahia e a Argentina será encurtada. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo (Setur-BA), e a Sky Airline lançaram oficialmente a rota Salvador – Buenos Aires – Salvador, primeira linha direta operada pela companhia entre os dois destinos. A cerimônia foi realizada no aeroporto da capital baiana, marcando o início das operações. O receptivo turístico incluiu apresentação cultural e distribuição de presentes aos passageiros.
O secretário de turismo do Estado, Maurício Bacelar, afirmou que essa nova conexão operada pela Sky Airlines consolida a Bahia como destaque no país na atração de turistas estrangeiros. “Isso demonstra a força que o turismo da Bahia tem hoje no mercado internacional. A Sky chega para se somar a mais outras duas empresas que fazem essa conectividade direta com a Argentina, consolidando a Bahia como líder na atração de turistas estrangeiros no Brasil, gerando emprego e renda no setor”, disse.
Os voos, com cerca de 4 horas de duração, serão disponibilizados duas vezes por semana, às quartas-feiras e domingos. Chegarão em Salvador às 12h20, com retorno previsto para 13h20. A expectativa é de que a rota transporte cerca de 2,4 mil passageiros por mês. Os voos desta quarta-feira, tanto no trecho de ida quanto no de volta, estão com taxa de 85% de ocupação.
O diretor de networking da Sky Airlines, Julio Solar, explicou porque a empresa escolheu a capital baiana para esse primeiro voo direto com Buenos Aires. “É uma cidade que realmente gostamos e que nos fez muito bem, onde queremos continuar promovendo o turismo, dessa vez por Buenos Aires. Já operamos com os voos Salvador a Montevidéu e Santiago e temos muitos projetos para continuar expandindo a nossa presença em Salvador”, garantiu.
Pela segunda vez, o empresário argentino, Alberto Pelossi, veio à Bahia para conhecer a diversidade cultural e os principais destinos turísticos do estado. Ele é um dos passageiros que realizaram o check-in para o voo inaugural nesta quarta-feira e foi recepcionado pela Setur-BA. “É muito bom ter um voo direto, com poucas horas para estar em um lugar tão bonito como a Bahia. Estive aqui na Copa América e retornei para conhecer Morro de São Paulo e Boipeba. Já tenho dez dias curtindo esse litoral incrível”, comentou.
Turismo
Bahia ocupa 3º lugar em ranking de reputação entre estados brasileiros
Levantamento global aponta força cultural e turística do estado, que lidera entrada de estrangeiros no Nordeste
A Bahia é um dos estados brasileiros mais bem avaliados em reputação e imagem junto ao público internacional, segundo estudo divulgado pela empresa global OnStrategy, especializada em gestão de valor de marcas. No ranking nacional, o estado ocupa a terceira posição, atrás apenas de Rio de Janeiro e São Paulo, e à frente do Distrito Federal e do Paraná.
A avaliação levou em conta critérios como cultura, tradição, relevância internacional, segurança e qualidade de vida, com base em entrevistas realizadas com cidadãos das Américas do Norte e do Sul, Europa, África e Ásia.
O bom desempenho também se reflete nos dados do Ministério do Turismo e da Polícia Federal, que apontam a Bahia como líder na chegada de turistas internacionais no Nordeste. Entre janeiro e abril, o estado recebeu 95.397 estrangeiros, enquanto o segundo colocado, Pernambuco, registrou cerca de 65 mil visitantes. O crescimento baiano foi de 13,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando cerca de 84 mil turistas desembarcaram no estado.
O secretário de Turismo da Bahia (Setur-BA), Maurício Bacelar, comemorou o resultado e destacou os investimentos realizados para fortalecer o setor. “São ações em infraestrutura, segurança, promoção, captação de voos e qualificação profissional que, somadas às riquezas naturais, culturais e históricas e à hospitalidade do povo baiano, qualificam o destino Bahia perante os estrangeiros”, afirmou.
Entre as obras em andamento estão a construção do Terminal Turístico Rodoviário da Chapada Diamantina, em Lençóis, e a requalificação da Feira de São Joaquim, importante espaço comercial, cultural e turístico de Salvador. A Setur-BA também tem investido na estruturação da Baía de Todos-os-Santos, com a implantação de equipamentos náuticos, além de ações de sustentabilidade e impacto social.
O estado também atrai investimentos privados, como os do grupo Prima, no setor hoteleiro da localidade de Baixio, na Costa dos Coqueiros, reforçando o potencial turístico regional.
Repercussão no setor
Para o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens da Bahia (Abav-BA), Rogério Ribeiro, a posição de destaque reforça a visibilidade do estado no mercado internacional. “Quando alcançamos boas posições em rankings, ampliamos nosso alcance global, atraindo mais visitantes e investidores”, destacou.
Na mesma linha, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-BA), Wilson Spagnol, ressaltou a integração entre setor público e iniciativa privada. “A Bahia tem um produto turístico diferenciado, uma rede hoteleira diversificada e um trade engajado. A união desses fatores impulsiona o crescimento do estado”, avaliou.
Para a empresária do setor de receptivo internacional Tercia Vasconcelos, o diferencial baiano está na diversidade de atrativos e na hospitalidade local. “São praias, cultura, história e serviços variados, que, aliados ao jeito acolhedor do baiano, encantam os visitantes”, afirmou.
Turismo
Parque Estadual das Sete Passagens completa 26 anos como referência em conservação na Bahia
Unidade entre Miguel Calmon e Jacobina se destaca na proteção de recursos hídricos, biodiversidade e na gestão participativa com comunidades locais
O Parque Estadual das Sete Passagens completa, neste domingo (24), 26 anos de criação, consolidando sua trajetória como uma das principais unidades de conservação da Bahia. Localizado entre os municípios de Miguel Calmon e Jacobina, na região da Chapada Norte, o parque se tornou referência na proteção de recursos hídricos, na conservação da biodiversidade, na educação ambiental e no fortalecimento da participação comunitária na gestão ambiental.
Criado no ano 2000, por meio do Decreto Estadual nº 7.808, o parque possui uma história marcada pela mobilização social. Diferentemente de muitas unidades de conservação implantadas a partir de iniciativas exclusivamente técnicas e governamentais, o PESP surgiu da articulação de moradores, ambientalistas e lideranças locais, preocupados com a preservação de uma área considerada estratégica para a proteção ambiental e hídrica da região.
“A mobilização contribuiu para o reconhecimento da importância ecológica da área pelo Estado, resultando na criação da unidade de conservação. Desde então, o parque passou a desempenhar papel relevante na proteção de nascentes, remanescentes de Mata Atlântica de altitude, campos rupestres e espécies da fauna e flora típicas da região”, destaca José Manoel Zélis Pereira, gestor do parque.
Com área estimada em 2.821 hectares, o parque está inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Itapicuru e possui importância estratégica por abrigar diversas nascentes que alimentam riachos responsáveis pelo abastecimento do Rio Itapicuru-Mirim, afluente da bacia principal. A preservação desses recursos se torna ainda mais relevante diante das características climáticas do território, situado no chamado polígono das secas.
“Ao longo desses 26 anos, o Parque Estadual das Sete Passagens se consolidou como uma importante unidade de conservação da Bahia, tanto pela proteção dos recursos hídricos quanto pela preservação da biodiversidade regional. Além do papel ambiental, o parque também fortalece ações de educação ambiental, pesquisa científica e participação social, aproximando as comunidades do entorno das estratégias de conservação e do uso sustentável do território”, afirma Jeanne Florence, diretora de Sustentabilidade e Conservação do Inema.
Biodiversidade e patrimônio natural
A unidade abriga vegetação típica de campos de altitude, também conhecidos como campos cerrados, além de remanescentes de Mata Atlântica considerados importantes para a conservação ambiental. A diversidade de habitats favorece a ocorrência de diferentes espécies da fauna regional, incluindo aves como araponga, seriema, tucano e codorna.
O parque também reúne atrativos naturais que impulsionam o turismo ecológico e de aventura na região. Entre os principais pontos visitados estão cachoeiras, mirantes naturais e trilhas ecológicas distribuídas em áreas de serras e vales. Entre as cachoeiras catalogadas estão a do Jajai, “S” Verde, do Espirro, do Coração, do Sinvaldo, Bico do Urubu, Encontro das Águas, Cadeiras da Natureza, do Tucano e do Portal.
A abertura oficial para visitação pública ocorreu em 1º de janeiro de 2001. Atualmente, o parque recebe mais de 22 mil visitantes por ano. As atividades realizadas na unidade seguem as diretrizes estabelecidas no Plano de Manejo, documento que orienta o uso público e as ações de conservação ambiental.
Além das trilhas e cachoeiras, o parque também recebe atividades de esporte de aventura, como rapel, caminhadas ecológicas e voo livre, associando lazer ao contato com a natureza e à sensibilização ambiental dos visitantes.
Educação ambiental e gestão participativa
Ao longo de mais de duas décadas, o Parque Estadual das Sete Passagens ampliou sua atuação para além da conservação da biodiversidade. A unidade desenvolve ações permanentes de educação ambiental junto às comunidades do entorno, escolas, universidades e visitantes. As iniciativas incluem orientações preventivas em comunidades rurais, atividades educativas, ações de fiscalização com caráter pedagógico e incentivo ao uso sustentável do território.
O parque mantém integração contínua com instituições de ensino e pesquisa, recebendo aulas de campo, estudos científicos e projetos de extensão universitária. Os resultados das pesquisas autorizadas são compartilhados com instituições locais, contribuindo para a produção de conhecimento científico regional e para a formação ambiental de estudantes, professores e pesquisadores.
Outro aspecto marcante da trajetória do Sete Passagens é o modelo de gestão participativa desenvolvido ao longo dos anos. A unidade mantém diálogo permanente com associações comunitárias, produtores rurais, representantes de comunidades tradicionais, instituições de ensino, organizações da sociedade civil e prefeituras da região.
“O Sete Passagens é um exemplo de como a gestão participativa contribui para fortalecer a conservação ambiental. O conselho gestor ativo, o diálogo contínuo com comunidades, instituições e produtores rurais, além das atividades de visitação e educação ambiental desenvolvidas na unidade, ajudam a consolidar o sentimento de pertencimento e ampliam o compromisso coletivo com a preservação desse patrimônio natural da Bahia”, destaca Mateus Camilo Leite, coordenador de Gestão de Unidades de Conservação do instituto.
O parque conta com um Conselho Gestor ativo, formado por representantes do poder público e de diferentes segmentos sociais locais. O colegiado participa das discussões relacionadas à gestão da unidade, acompanha ações de conservação e contribui para o debate de demandas regionais ligadas ao território.
Com isso, o Parque Estadual das Sete Passagens mantém sua atuação voltada à preservação ambiental, à proteção dos recursos hídricos e ao fortalecimento de ações educativas e participativas com as comunidades locais. Ao completar 26 anos, a unidade reafirma seu papel como patrimônio ambiental da Bahia e espaço dedicado à conservação da natureza, à produção de conhecimento e à promoção da participação social na gestão ambiental.
Turismo
Requalificação do Balneário do Tareco avança e anima moradores na Chapada Diamantina
Obra conduzida pela Conder alia recuperação do espaço turístico a ações sociais e geração de oportunidades para a comunidade
Em encontro com moradores do povoado do Tareco, equipe da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) apresentou as ações previstas no projeto social associado à obra de requalificação do Balneário do Tareco, conhecido por suas piscinas naturais de águas límpidas e termais.
Além das iniciativas voltadas ao fortalecimento do potencial turístico da região, o momento foi marcado pela demonstração de entusiasmo dos moradores diante do avanço da obra, que já se encontra em fase final. A reativação do ponto turístico, que fez parte da infância de muitos moradores, passa a ser vista como realidade próxima.
“É um lugar muito bonito e que tem muita história. Já foi palco de muitos eventos, e muitas famílias passavam as férias desfrutando desse espaço. Desde a primeira visita técnica, identificamos o potencial turístico e ambiental do balneário. Buscamos dotação orçamentária, elaboramos um projeto conceitual e conseguimos viabilizar os recursos”, afirma Larissa Britto, diretora de Equipamentos e Qualificação Urbanística da Conder e responsável pela obra.
Localizado a cerca de 30 km da sede de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, o Balneário do Tareco ganhou notoriedade pela abundância de nascentes, incluindo águas termais. Essas características naturais tornaram o espaço um destino procurado tanto para lazer quanto para fins terapêuticos, em função do pH alcalino, considerado adequado para o tratamento de doenças de pele.
Na década de 1990, o chamado “Oásis do Tareco” foi estruturado com infraestrutura de apoio, incluindo duas piscinas para adultos e uma infantil. Com o passar dos anos, entretanto, o espaço foi abandonado e deixou de integrar o circuito turístico da região.
“Como filho do Tareco, era angustiante ver esse balneário fechado. Agora, com o avanço da obra, essa sensação está passando. Agradecemos o olhar diferenciado e o diálogo com a comunidade, que inclui cursos de educação ambiental e qualificação profissional para moradores locais e comunidades vizinhas”, destaca José Ricardo Garcia, presidente da Associação de Moradores do Vale do Tareco.
Morador do povoado, André Ferreira também ressalta os impactos positivos da intervenção. Atualmente empregado na obra, ele projeta novas oportunidades com a retomada das atividades turísticas. “Ver essa requalificação acontecendo por meio da Conder e do Governo do Estado é muito gratificante. A expectativa é que o turismo volte a movimentar a comunidade de forma sustentável”, afirma.
Mais sobre a obra
O projeto prevê investimentos de aproximadamente R$ 6 milhões e contempla a implantação de uma ampla estrutura voltada ao lazer, esporte, convivência e incentivo ao turismo. Com área total de 15.985,34 m², a intervenção inclui pavimentação, áreas verdes e 31 edificações, como quiosques, piscinas, espaços de convivência e coworking, quadras esportivas, campo society, palco, bar/restaurante, sanitários, área para eventos e equipamentos de apoio.
De acordo com o engenheiro Lucas Araújo, responsável pela fiscalização da obra pela Conder, o projeto prioriza a acessibilidade, com atenção especial a pessoas com mobilidade reduzida, especialmente idosos, além de medidas voltadas à segurança de crianças.
A requalificação deve contribuir para a valorização da localidade, reconhecida como geossítio de relevância nacional. A área se destaca pelo seu potencial hidrogeológico, caracterizado como aquífero surgente e termal, e integra uma paisagem mais ampla com potencial turístico, científico e didático, associada à proposta de criação do Geoparque Morro do Chapéu.
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