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Economia

MOVE Agroindústria Familiar da Bahia discute oportunidades para o setor

Evento em Feira de Santana promove troca de experiências e capacitação para impulsionar o setor agroindustrial

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MOVE – Agroindústria Familiar da Bahia, que reúne especialistas, autoridades e técnicos do setor, até quinta-feira (14), no Centro
Foto: Wuiga Rubini/GOVBA

Com o objetivo de discutir inovação, sustentabilidade e oportunidades para as agroindústrias familiares baianas, o Governo do Estado promove o MOVE – Agroindústria Familiar da Bahia, que reúne especialistas, autoridades e técnicos do setor, até quinta-feira (14), no Centro de Convenções de Feira de Santana. Realizado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), com investimento de R$550 mil, o evento conta com uma programação que inclui mais de 20 oficinas temáticas, painéis de discussão e o Salão de Negócios, criando um ambiente de troca de experiências e parcerias entre cooperativas, associações e instituições.

O governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado da primeira-dama, Tatiana Velloso, participou da abertura do evento, nesta quarta-feira (12), e destacou a importância das agroindústrias familiares como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento econômico e social do estado.

“Elas não apenas geram emprego e renda, mas também fortalecem a identidade de nossos territórios, preservando nossa cultura e promovendo a sustentabilidade. Que essas cooperativas dialoguem com os prefeitos para que a gente possa fortalecer a produção. Estamos investindo em tecnologias, capacitação e financiamento para que nossas agroindústrias possam crescer, inovar e levar a Bahia ainda mais longe”, explicou.

A agroindustrialização tem se destacado como uma das principais ações do Governo da Bahia para fortalecer a produção e a geração de renda para os agricultores familiares. Mais de 400 agroindústrias foram implantadas ou requalificadas, ampliando a capacidade dos produtores de agregar valor à produção, gerar novos produtos e acessar mercados mais exigentes.

De acordo com Jeandro Ribeiro, “o investimento não acontece só agora, nesse momento, esses R$123 milhões, que se soma e ultrapassa R$ 2 bilhões em equipamentos agroindustriais. Todos os 400 equipamentos agroindustriais têm mudado a vida de cada um que está lá. É um modelo mais acertado de distribuição de renda a partir de um equipamento agroindustrial liderado por uma cooperativa e por uma associação”.

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Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, “o que nós estamos fazendo hoje é, de fato, garantir que um profissional acompanhe essa dinâmica toda. Seja do processo em si, da comercialização, de entender dessa burocracia, para que solte o nosso agricultor, a nossa agricultora, para reproduzir com qualidade e obviamente ter uma renda melhorada, para que ele possa ter dignidade no campo e isso é um grande desafio”.

Com o objetivo de ampliar esse modelo produtivo sustentável, a CAR lançou a ação Agroindústria Familiar da Bahia, que oferece apoio técnico, infraestrutura e soluções para gestão, produção e comercialização das agroindústrias. O evento será também um importante espaço para discutir temas como certificação orgânica, rastreabilidade, estratégias fiscais e como aumentar a competitividade das agroindústrias familiares.

Salão de Negócios

Uma das grandes novidades do MOVE é o Salão de Negócios, que traz empresas apresentando tecnologias, equipamentos, serviços financeiros e soluções em contabilidade com a participação de 10 empresas. Além disso, órgãos do Governo do Estado, como a Secretaria de Educação (SEC), a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), também estão presentes, oferecendo informações sobre alimentação escolar, inovações tecnológicas e incentivos fiscais.

O Senai/Cimatec, o Sebrae e os Correios também participam oferecendo soluções para fortalecer as agroindústrias e viabilizar a logística de comercialização dos produtos da agricultura familiar. O representante da Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (COOPIATÃ), Rodolfo Moreno ressalta a experiência e reconhecimento de participar de eventos como o Move.

“É uma grande experiência acumulada. O que precisamos agora é criar esse ecossistema cooperativista, estreitar o diálogo, trabalhar ombro a ombro. É importante visitar, expandir e, mais do que isso, conhecer os pacotes tecnológicos e os serviços disponíveis aqui, e outros dispositivos que estão sendo criados para superar as dificuldades do dia a dia e, assim, conquistar o mundo. Vejo esse momento de encontro e troca de saberes com ótimos olhos”, completou.

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O MOVE se configura como uma grande oportunidade para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade das agroindústrias familiares da Bahia, criando um ambiente favorável à inovação e à expansão dos negócios no setor. O diretor-geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Sérgio Luz, fala da contribuição do órgão ao evento. “Estamos aqui com uma equipe muito grande esclarecendo e tirando dúvidas dos pequenos empreendedores da agricultura familiar no que se refere aos seus produtos, que nós certificamos com selos de inspeção federal, municipal e estadual para que eles possam ser vendidos totalmente certificados e com garantia para o Brasil inteiro”, pontuou.

Desenbahia

A Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) também marcou presença no MOVE, com oferta de crédito às Organizações Produtivas da Agricultura Familiar da Bahia. Por meio da linha de crédito COOPERGIRO+, o Governo do Estado oferece recursos do Fundo de Desenvolvimento Social e Econômico (FUNDESE) para financiar a produção e comercialização de produtos das agroindústrias da agricultura familiar baiana. A iniciativa visa apoiar projetos e programas executados pela SDR/CAR, promovendo o fortalecimento e a sustentabilidade dessas agroindústrias. As condições de elegibilidade e as orientações sobre como acessar a linha de crédito estão disponíveis no site da CAR: www.car.ba.gov.br

Economia

Receita Federal libera consulta ao último lote da restituição do Imposto de Renda 2026

Mais de 521 mil contribuintes serão contemplados; pagamento será realizado em 31 de agosto, com prioridade para idosos, pessoas com deficiência, professores e usuários da declaração pré-preenchida com Pix 

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A Receita Federal libera, nesta segunda-feira (24), a consulta ao quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda 2026.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal libera, nesta segunda-feira (24), a consulta ao quarto e último lote de restituição do Imposto de Renda 2026. Ao todo, 521.935 contribuintes serão contemplados, com o pagamento de R$ 1,24 bilhão, incluindo restituições residuais de exercícios anteriores. 

A consulta pode ser feita no portal da Receita Federal, na opção “Meu Imposto de Renda”, seguida do botão “Consultar a Restituição”. O serviço também está disponível no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones. 

Do montante total liberado, R$ 704,12 milhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal ou preferência definida pelos critérios adotados pelo Fisco. 

A distribuição das restituições será a seguinte: 

  • 338.912 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber a restituição via Pix; 
  • 86.873 contribuintes com idade entre 60 e 79 anos; 
  • 43.502 contribuintes sem prioridade legal; 
  • 26.769 contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério; 
  • 16.850 contribuintes com mais de 80 anos; 
  • 9.029 contribuintes com deficiência física ou mental ou portadores de doença grave. 
Menos lotes em 2026 

Neste ano, a Receita Federal reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituição, com pagamentos realizados nos meses de maio, junho, julho e agosto. 

Segundo o órgão, os dois primeiros lotes concentraram cerca de 80% das restituições previstas para 2026, tanto em valores quanto em número de beneficiários. A medida foi possível graças à maior agilidade no processamento das declarações e ao avanço dos sistemas de automação. 

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Pagamento será feito em 31 de agosto 

O crédito será efetuado em 31 de agosto, na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte na declaração. 

Quem não estiver contemplado neste lote deve acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para verificar o extrato da declaração. Caso exista alguma pendência, é possível enviar uma declaração retificadora e aguardar os próximos lotes residuais. 

Se a restituição não for depositada por motivo como conta desativada, o valor ficará disponível para resgate por até um ano no Banco do Brasil. O agendamento do crédito poderá ser feito pelo Portal BB ou pelos canais de atendimento da instituição. 

Após um ano sem resgate, o contribuinte deverá solicitar o valor por meio do Portal e-CAC, acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, na opção “Meu Imposto de Renda”, e selecionando “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”. 

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Economia

Cira recupera mais de R$ 12 milhões e amplia ações contra sonegação fiscal na Bahia em 2026

Comitê interinstitucional avalia resultados do primeiro semestre e define novas estratégias para fortalecer a arrecadação estadual e a recuperação de ativos

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O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) realizou, nesta terça-feira (18), uma reunião na sede do Tribunal de Justiça
Foto: Filipe Nobre/Ascom SefazBa

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) realizou, nesta terça-feira (18), uma reunião na sede do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), em Salvador, para avaliar os resultados das ações desenvolvidas ao longo de 2026 e definir novas estratégias para intensificar o enfrentamento à sonegação fiscal e ampliar a recuperação de ativos até o fim do ano.

No primeiro semestre, a força-tarefa do Cira deflagrou duas grandes operações, denominadas Ágora e Khalas, e recuperou diretamente mais de R$ 12 milhões para o fisco estadual. O grupo atuou em 58 novas notícias-crime, além das que já estavam sob sua competência, envolvendo valores superiores a R$ 431,9 milhões. As notícias-crime resultam na instauração de procedimentos investigatórios criminais ou inquéritos policiais, que podem originar novas ações de combate à sonegação fiscal.

No mesmo período, foram instaurados 16 Procedimentos Investigatórios Criminais (PICs) e oito inquéritos policiais, além da proposição de 21 medidas cautelares. A atuação integrada também resultou na realização de 23 oitivas conjuntas. Segundo o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal e aos Crimes contra a Ordem Tributária, Econômica e Conexos do Ministério Público da Bahia (Gaesf), promotor de Justiça Alex Neves, essa estratégia deverá ser ampliada nos próximos meses. Durante o encontro, ele apresentou os resultados alcançados e destacou o potencial de expansão das ações no segundo semestre.

A reunião contou com a presença do presidente do TJBA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano; do procurador-geral de Justiça, Pedro Maia; do secretário estadual da Fazenda e presidente do Cira, Manoel Vitório; do secretário-geral do Comitê, promotor de Justiça Hugo Casciano Sant’Anna; dos desembargadores Geder Gomes, Lidivaldo Reaiche e Maria de Lourdes Pinho Medauar; do juiz assessor da Presidência II do TJBA para Assuntos Institucionais, Sadraque Oliveira Rios Tognin; além dos secretários estaduais Marcelo Werner (Segurança Pública) e Rodrigo Pimentel (Administração), entre outras autoridades e representantes das instituições que integram o Comitê.

Entre os temas debatidos estiveram o desempenho da arrecadação estadual, as medidas administrativas voltadas ao enfrentamento da omissão de pagamento do Diferencial de Alíquota do ICMS (Difal), a adoção de Regime Especial de Fiscalização em casos de débito declarado e o fortalecimento das oitivas integradas promovidas pelo Cira. A expectativa é de que novas operações sejam deflagradas nos próximos meses.

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Durante a reunião, o superintendente de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda, José Luiz Santos Souza, apresentou os resultados da arrecadação estadual entre janeiro e julho, além das ações adotadas para combater a omissão de pagamento do Difal e de débitos declarados.

Para o presidente do TJBA, desembargador José Edivaldo Rocha Rotondano, os resultados demonstram a relevância da atuação conjunta entre os órgãos públicos. “Recuperar ativos significa recuperar a capacidade do Estado de investir em saúde, educação, segurança, infraestrutura e em tantas outras áreas essenciais à população”, afirmou.

O supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), desembargador Geder Gomes, ressaltou a importância da participação do Judiciário nos trabalhos do Comitê. “É muito importante a participação do Poder Judiciário nas definições da política de Estado que diz respeito à recuperação de ativos”, pontuou.

O procurador-geral de Justiça Pedro Maia destacou os resultados alcançados e defendeu a intensificação das atividades do Cira nos próximos meses, combinando medidas repressivas e consensuais para fortalecer a arrecadação estadual.

Já o presidente do Cira e secretário da Fazenda, Manoel Vitório, afirmou que o trabalho do Comitê tem sido fundamental para a Administração Pública Estadual há mais de uma década. Segundo ele, as ações contribuem para intensificar o combate à sonegação, garantir a concorrência leal entre as empresas e preservar o equilíbrio das contas públicas.

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Por sua vez, o secretário-geral do Comitê, promotor de Justiça Hugo Casciano Sant’Anna, destacou a necessidade de ampliar as estratégias de transação fiscal para alcançar contribuintes cujos gestores respondem a ações penais relacionadas a créditos fiscais de difícil recuperação.

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Economia

Bahia amplia política de Economia Solidária com adesão de 27 municípios 

Estratégia fortalece parceria entre Estado e prefeituras para ampliar geração de renda, inclusão social e desenvolvimento sustentável 

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A política de Economia Solidária ganhou novo impulso na Bahia com a adesão de 27 municípios à estratégia de municipalização. Prefeitos,
Foto: Jeane Abreu/GOVBA

A política de Economia Solidária ganhou novo impulso na Bahia com a adesão de 27 municípios à estratégia de municipalização. Prefeitos, secretários municipais e representantes da sociedade civil participaram, nesta sexta-feira (14), de um ato realizado em Salvador que marcou a ampliação da atuação conjunta entre o Governo do Estado e as administrações municipais. 

A iniciativa tem como objetivo fortalecer ações voltadas à geração de trabalho e renda, à inclusão social e ao desenvolvimento sustentável nos territórios baianos. 

Com a adesão, os municípios passam a integrar a estratégia estadual e terão acesso a iniciativas destinadas ao fortalecimento de cooperativas, associações, grupos produtivos, empreendimentos da agricultura familiar, bancos comunitários e espaços de comercialização solidária. 

Atualmente, a política estadual de Economia Solidária já beneficiou mais de 23 mil baianos. A rede conta com 23 Centros Públicos de Economia Solidária (Cesol), distribuídos em 24 territórios de identidade, prestando atendimento a cerca de 2,5 mil empreendimentos em todo o estado. 

A municipalização também amplia o alcance de ações de qualificação profissional, assistência técnica e apoio à comercialização, além de contribuir para o fortalecimento da organização coletiva dos trabalhadores. 

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A estratégia está alinhada à Lei Paul Singer, que institui o Sistema Nacional de Economia Solidária, e busca promover o desenvolvimento econômico aliado à inclusão social, à preservação ambiental e à valorização dos direitos dos trabalhadores. 

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