Eleições 2026
Urnas eletrônicas ampliam acessibilidade e orientação ao eleitor em 2026
Mudanças na interface foram inspiradas em estudos e propostas da USP e incluem novos recursos voltados à inclusão e à facilidade de uso
Segundo o chefe da Seção de Voto Informatizado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rodrigo Coimbra, a ferramenta torna o processo mais intuitivo, especialmente em eleições com vários cargos em disputa.
“A barra de progresso funciona como um guia visual. Ela permite que o eleitor saiba exatamente em que etapa da votação está e quais cargos ainda serão apresentados”, explica.
Soluções inspiradas em propostas da USP
Parte das mudanças implementadas na nova interface teve origem em propostas elaboradas por estudantes da Universidade de São Paulo (USP), durante um concurso voltado ao aperfeiçoamento da acessibilidade e da experiência de uso da urna eletrônica. As sugestões apresentadas serviram de base para estudos conduzidos pela Justiça Eleitoral e contribuíram para o desenvolvimento de algumas das melhorias que estreiam nas Eleições 2026.
Segundo a professora Lucia Vilela Leite Filgueiras, da Escola Politécnica da USP, recursos voltados à legibilidade, à organização visual das informações e à orientação do eleitor durante a votação tendem a beneficiar todo o eleitorado.
“Recursos como maior legibilidade, melhor organização visual das informações e mecanismos mais claros de acompanhamento do processo de votação contribuem para uma experiência mais simples e compreensível para qualquer pessoa”, afirma.
Os benefícios, destaca a pesquisadora, são especialmente relevantes para grupos que podem enfrentar mais dificuldades durante a votação, como pessoas idosas, pessoas com baixa visão e eleitores com menor familiaridade com tecnologias digitais.
Mais recursos de acessibilidade
Para as Eleições 2026, também foram ampliados os recursos de acessibilidade já disponíveis na urna eletrônica. Além de informar o cargo em votação, os intérpretes de Libras passarão a indicar situações como voto em branco, voto nulo e voto de legenda.
As novidades reforçam o compromisso da Justiça Eleitoral com a acessibilidade e o aperfeiçoamento contínuo da experiência de votação.
Fonte: TSE
Eleições 2026
Band Bahia transmite debate ao Governo da Bahia neste domingo (9)
Cobertura especial terá pré e pós-debate, além de transmissão para mais de 300 municípios
A Band Bahia promove neste domingo (9) um dos momentos mais relevantes do calendário eleitoral de 2026: o tradicional debate entre os candidatos ao Governo da Bahia. Neste ano, além da transmissão pela TV Band Bahia e pelo canal oficial da emissora no YouTube, o encontro será veiculado em cadeia de rádios com cobertura em mais de 300 municípios baianos, alcançando potencialmente mais de 12 milhões de pessoas.
O debate terá início às 20h e será mediado pela jornalista Carolina Rosa. Participam do encontro os candidatos ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL), que apresentarão propostas e discutirão temas considerados prioritários para o futuro do estado.
A participação dos candidatos segue os critérios estabelecidos pela legislação eleitoral para debates realizados por emissoras de rádio e televisão, que assegura presença aos representantes de partidos ou federações com, no mínimo, cinco parlamentares no Congresso Nacional. Os demais concorrentes ao cargo também terão espaço na programação da emissora por meio de sabatinas que serão realizadas posteriormente.
A cobertura especial da Band Bahia terá início às 17h, com um pré-debate apresentado pelos jornalistas Maria Lorena Alves, Victor Pinto e Luís Filipe Veloso. A programação acompanhará a movimentação nos estúdios, a chegada dos candidatos e suas equipes, além dos bastidores da preparação para o confronto e análises sobre o cenário político baiano.
Entre os destaques da transmissão está a Sala Digital, projeto desenvolvido em parceria entre o Grupo Bandeirantes e o Google. A ferramenta permitirá acompanhar, em tempo real, os assuntos mais pesquisados pelos baianos relacionados ao debate, aos candidatos e às propostas apresentadas ao longo do programa. A iniciativa busca oferecer uma leitura instantânea dos temas que despertam maior interesse da população e contribuir para o aprofundamento da cobertura jornalística.
Após o encerramento do debate, a programação especial continuará com uma análise dos principais momentos do encontro. Victor Pinto e Luís Filipe Veloso conduzirão o pós-debate, destacando o desempenho dos candidatos, os temas que dominaram as discussões e a repercussão do evento nas plataformas digitais, com o suporte dos dados coletados pela Sala Digital.
Reconhecido como um dos eventos mais tradicionais das disputas eleitorais brasileiras, o debate da Band Bahia, sob direção de Zuleica Andrade, oferece aos eleitores a oportunidade de comparar propostas e posicionamentos em um ambiente de confronto direto de ideias, fortalecendo o processo democrático e contribuindo para uma decisão mais consciente nas urnas.
Onde assistir
A transmissão ao vivo estará disponível no canal oficial da Band Bahia no YouTube: Band Bahia Oficial – Transmissões ao Vivo
Serviço
Debate Band Bahia – Eleições 2026
- Data: Domingo, 9 de agosto
- 17h – Pré-debate exclusivo no YouTube Oficial da Band Bahia, com Maria Lorena Alves e Luís Filipe Veloso
- 18h – Pré-debate no rádio e no YouTube Oficial da Band Bahia, com Victor Pinto e Luís Filipe Veloso
- 19h45 – Pré-debate na TV, no rádio e no YouTube Oficial da Band Bahia, com Victor Pinto e Luís Filipe Veloso
- 20h – Debate entre os candidatos ao Governo da Bahia, mediado por Carolina Rosa
- Após o confronto – Pós-debate com análises, bastidores e repercussão da Sala Digital.
Eleições 2026
Jerônimo, Wagner e Rui reúnem mais de 70 prefeitos em Salvador
Encontro com lideranças municipais reforça mobilização da base após convenção e destaca a unidade da base governista
Cinco dias após a convenção que reuniu mais de 30 mil pessoas no Parque de Exposições, em Salvador, o grupo político liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues promoveu, nesta quinta-feira (6), um encontro de mobilização com mais de 70 prefeitos e prefeitas de diversas regiões da Bahia.
Realizada no Hotel Fiesta, na capital baiana, a reunião contou com a participação do candidato a vice-governador Geraldo Júnior, além dos candidatos ao Senado Jaques Wagner e Rui Costa.
O encontro marcou o primeiro movimento de articulação com lideranças municipais após a oficialização das candidaturas e teve como objetivo fortalecer a mobilização da base para os próximos compromissos da campanha.
Ao discursar para os gestores, Jerônimo Rodrigues destacou a importância do contato direto com a população e o papel das lideranças municipais no processo eleitoral.
Segundo o governador, nenhuma tecnologia substitui a escuta e a proximidade com quem vive a realidade dos municípios. Ele também agradeceu a presença dos prefeitos e prefeitas na convenção realizada no último sábado (1º), que reuniu mais de 300 gestores municipais.
Candidato à reeleição para o Senado, Jaques Wagner afirmou que o grupo chega à disputa eleitoral respaldado por resultados e por um projeto consolidado em todas as regiões do estado.
Já o ex-governador e também candidato ao Senado Rui Costa ressaltou a importância dos prefeitos e prefeitas na construção do processo eleitoral e defendeu a atuação conjunta entre as lideranças para ampliar o diálogo com a população.
Entre os participantes do encontro estavam os prefeitos Caetano (Camaçari), Augusto Castro (Itabuna), Keinha (Araci), Nelson Portela (Maracás), Mário Galinho (Paulo Afonso), Sivaldo Rios (Capim Grosso), Edione Agostinone (Jaguaquara) e Wilson Cardoso (Andaraí), além de ex-prefeitos, presidentes de consórcios municipais e outras lideranças políticas do interior baiano.
A reunião reforçou a estratégia de mobilização da base governista para os próximos meses, fortalecendo a articulação entre o grupo político e os municípios baianos.
Eleições 2026
TSE e AGU firmam acordo para regulamentar uso de inteligência artificial nas eleições de 2026
Parceria prevê criação de guia de boas práticas para combater desinformação, deepfakes e uso indevido de IA durante a campanha eleitoral
Em uma iniciativa voltada à proteção da integridade do processo democrático, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Advocacia-Geral da União (AGU) firmaram um acordo de cooperação técnica para regulamentar e fiscalizar o uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas eleitorais. A medida busca prevenir abusos, combater a desinformação e garantir maior segurança às Eleições 2026.
O termo de cooperação foi assinado nesta segunda-feira (3) pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques; pelo advogado-geral da União, ministro Jorge Messias; e pelo presidente do Observatório da Democracia da AGU, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski.
Segundo Nunes Marques, o avanço tecnológico traz benefícios à participação cidadã, mas também impõe desafios relacionados à circulação massiva de conteúdos sem critérios de confiabilidade.
“Vivemos uma época em que a produção e a circulação de informações ocorrem em velocidades sem precedentes. Se, por um lado, essa realidade amplia o acesso ao conhecimento e fortalece a participação cidadã, o excesso de informações muitas vezes desprovidas de critérios de confiabilidade, contextualização ou verificação pode favorecer a disseminação da desinformação e prejudicar o exercício livre e consciente do voto”, afirmou.
Guia de boas práticas
O principal resultado da parceria será a elaboração de um guia de boas práticas sobre o uso da inteligência artificial no processo eleitoral.
O documento reunirá orientações destinadas a partidos políticos, candidatas e candidatos, plataformas digitais, órgãos públicos e organizações da sociedade civil. Entre os temas abordados estarão medidas para reduzir riscos relacionados à desinformação sintética, ao uso de deepfakes, à automação ilícita e ao microdirecionamento de conteúdos manipulados.
Neutralidade e isenção
O acordo estabelece regras de governança para assegurar a independência técnica do material produzido. As ações desenvolvidas em conjunto deverão observar os princípios da neutralidade institucional e da isenção político-partidária.
Além disso, o guia deverá seguir critérios de rigor técnico e pluralidade de visões, sendo vedada qualquer referência que possa ser interpretada como promoção pessoal de autoridades ou propaganda eleitoral disfarçada.
Para Ricardo Lewandowski, o uso inadequado da inteligência artificial representa uma ameaça à livre manifestação da vontade do eleitor.
“A inteligência artificial usada para o mal, sobretudo na época das eleições, para influir na vontade soberana do eleitor e, principalmente, com o auxílio de robôs que multiplicam e replicam informações distorcidas de forma quase indefinida, afeta sobremaneira a vontade do eleitor”, destacou.
Cronograma de elaboração
O cronograma do projeto prevê a formalização do grupo de trabalho em até 30 dias. Em seguida, uma minuta elaborada pelo Observatório da Democracia será analisada e revisada pelas equipes técnicas em até 40 dias.
Após consulta pública, a versão final do guia deverá ser publicada em até 45 dias.
A coordenação dos trabalhos ficará sob responsabilidade do secretário-geral da Presidência do TSE, Murilo Salmito Nolêto, e do advogado-geral da União adjunto, Paulo Ronaldo Ceo de Carvalho.
Capacitação e intercâmbio científico
Além da elaboração do manual, a cooperação entre TSE e AGU prevê a realização de cursos, oficinas, workshops e seminários voltados à integridade da informação, cidadania digital e combate à violência política.
Para o advogado-geral da União, Jorge Messias, a iniciativa contribuirá para ampliar o acesso da população a informações confiáveis.
“É muito importante que nós ofereçamos à sociedade informação de qualidade para que o eleitor possa tomar sua decisão de forma livre e desimpedida. O guia de boas práticas em inteligência artificial oferecerá ferramentas e instrumentos a partir de uma compreensão simplificada de uma tecnologia extremamente importante”, afirmou.
Os direitos intelectuais sobre o guia e os estudos produzidos serão compartilhados entre o TSE e a AGU. O material poderá ser reproduzido para fins educacionais e de conscientização pública, enquanto eventual exploração comercial ou utilização político-partidária dependerá de autorização prévia das duas instituições.
O acordo terá validade de 12 meses, não prevê transferência de recursos financeiros entre os órgãos e estabelece que cada instituição será responsável pelos seus próprios custos operacionais.
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