Economia
Superbahia 2025 traz novidades para o varejo de alimentos
De inteligência artificial à performance de equipes, a feira reúne especialistas com soluções práticas para o setor supermercadista
Salvador será, mais uma vez, o centro das atenções do varejo de alimentos nacional. De 6 a 8 de agosto, o Centro de Convenções recebe a Superbahia 2025, a maior feira do setor no Norte e Nordeste, reunindo milhares de profissionais em busca de inovação, conhecimento e oportunidades de negócio.
Em sua 14ª edição, o evento promete superar expectativas com o tema Varejo Inteligente: Conectando Tecnologia e Consumo e uma projeção de R$ 650 milhões em negócios gerados, 20% a mais em relação à edição anterior.
Além da feira de expositores, o destaque da programação está na curadoria de palestras e fóruns que abordam os principais desafios e oportunidades do varejo atual, sempre com foco em soluções aplicáveis e conteúdos que falam a língua do empreendedor.
“Queremos entregar ferramentas reais, provocar mudanças e mostrar como o varejo regional pode crescer ainda mais com inovação e gestão inteligente”, afirma Amanda Vasconcelos, presidente da Associação Baiana de Supermercados (Abase), responsável pela organização do evento.
Confira alguns dos destaques da programação de palestras
Quarta-feira (06 de agosto)
- 14h30 – Como o layout da gôndola pode vender mais – Ney Layout
- 15h30 – Inovar sem parar: o desafio real da eficiência no varejo – Rogério Alegrucci
- 15h30 – Como reduzir as notificações da Vigilância Sanitária nas lojas – Priscila M. Aguiar
- 15h30 – RH estratégico em tempos de escassez: como atrair, reter e multiplicar talentos na sua loja – Rafael Haddad
- 16h30 – Como ter o melhor horti – Pietros Schenardi
- 16h30 – Os impactos da reforma tributária no setor supermercadista – William Neves e Antônio Viel
Quinta-feira (07 de agosto)
- 14h30 – O que o supermercadista precisa saber em 2025 – do consignado à reforma tributária – Dra. Lara Britto
- 14h30 – Inteligência Artificial aplicada à precificação – Edmilson Varejão
- 14h30 – Como a inovação pode reduzir os custos de energia da sua loja – Alexandre Gomes
- 15h30 – Mix que vende: a ciência por trás do sortimento – Fátima Merlin
- 15h30 – Não tenha medo de errar: supermercado forte começa com novas escolhas – André Teté
- 16h30 – Marketing digital – Karol Babadeira,16h30
Sexta-feira (08 de agosto)
- 14h30 – Como ter uma equipe de alta performance – Francis Dias
- 14h30 – Capacite sua equipe através dos dados – Ney Layout
- 15h30 – Como aumentar os lucros com ações dentro das lojas – Leandro Rosadas
- 15h30 – A precificação inteligente vai além da gôndola – Paulo Garcia
- 16h30 – Como rentabilizar melhor o seu açougue – Pedro Ruivo
Além das palestras, o evento contará com o XIV Fórum Baiano de Integração Varejo & Indústria, workshops exclusivos e uma área com expositores de todo o Brasil, representando desde grandes indústrias até negócios locais e agricultura familiar.
A Superbahia 2025 é promovida pela Abase e Sindsuper com patrocínio de 24 empresas, entre elas a Secretaria de Turismo – SETUR do Governo do Estado. O evento é voltado para empresas do setor supermercadistas, atacadistas, distribuidores, fornecedores de varejo de alimentos, gestores, empreendedores e profissionais do setor.
Serviço
- O Quê? 14ª edição Superbahia – Feira e Convenções Baiana de Supermercados, Atacados e Distribuidores
- Quando? De 6 a 8 de agosto
- Onde? Centro de Convenções de Salvador, na orla da Boca do Rio
- Inscrições: Através do site abase-ba.org.br/super-bahia ou pelo telefone (71) 3444-2888.
- Entrada: 1 kg de alimento não perecível – Entrada Solidária, doação para o Programa Bahia sem Fome do Governo do Estado.
Economia
Cesta básica em Salvador sobe 1,63% em outubro impulsionada por alta do tomate, macarrão e cebola
Condições climáticas adversas, redução da oferta de hortaliças e oscilações entre oferta e demanda pressionaram os preços dos alimentos e elevaram o custo da cesta para R$ 618,42
A cesta básica de Salvador passou a custar R$ 618,42 em outubro de 2026, segundo levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). O valor representa uma alta de 1,63% em relação a setembro, equivalente a um acréscimo nominal de aproximadamente R$ 9,92.
O resultado foi influenciado principalmente pelas condições climáticas registradas nas regiões produtoras, com ocorrência de chuvas e temperaturas mais amenas, além das oscilações entre oferta e demanda de diversos produtos alimentícios.
Dos 25 itens que compõem a cesta básica, 13 apresentaram aumento de preços, com destaque para:
- Tomate: 25,76%
- Macarrão: 25,11%
- Cebola: 20,95%
- Arroz: 7,08%
- Linguiça calabresa: 6,86%
- Carne de segunda: 5,87%
- Carne de primeira: 5,64%
- Queijo prato: 5,30%
- Frango: 2,82%
- Açúcar cristal: 2,08%
- Óleo de soja: 2,08%
- Pão francês: 0,84%
- Queijo muçarela: 0,09%
Por outro lado, 12 produtos registraram queda, entre eles:
- Flocão de milho: -23,08%
- Batata inglesa: -14,85%
- Banana-prata: -11,25%
- Café moído: -5,57%
- Maçã: -5,00%
- Cenoura: -4,93%
- Farinha de mandioca: -3,53%
- Leite: -2,74%
- Feijão: -1,94%
- Carne de sertão: -1,86%
- Manteiga: -0,55%
- Ovos de galinha: -0,14%
Clima e oferta reduzida explicam pressão sobre os preços
De acordo com o economista da SEI, Denilson Lima, os fatores climáticos tiveram papel decisivo no comportamento dos preços. O tomate, que liderou as altas do mês, sofreu impacto da redução da oferta disponível.
Segundo o especialista, o aumento ocorreu em razão do esgotamento das áreas em fase de colheita, situação agravada pelas chuvas e pelas temperaturas mais baixas, que retardaram a maturação dos frutos. Já o flocão de milho apresentou forte recuo, acompanhando a desvalorização do milho em grão, resultado de uma oferta superior à demanda no mercado interno durante parte de outubro.
O conjunto de alimentos tradicionalmente associado ao almoço dos soteropolitanos, formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola, registrou alta de 7% no mês e passou a responder por 39,88% do valor total da cesta básica.
Em contrapartida, o grupo de produtos consumidos no café da manhã, composto por café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho, apresentou queda de 0,49%, representando 34,61% do valor da cesta.
Em outubro, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 90 horas e 44 minutos de trabalho para adquirir uma cesta básica. O valor corresponde a 41,24% do salário mínimo líquido, considerado o rendimento de R$ 1.499,43 após o desconto de 7,5% referente à contribuição previdenciária.
O boletim completo da pesquisa está disponível no portal da SEI.
Economia
Lucas Reis defende venda de participação minoritária da Bahiagás e rejeita tese de privatização
Deputado federal eleito afirma que Estado manterá controle acionário da companhia e seguirá responsável pelas decisões estratégicas
O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) se manifestou sobre a venda de uma participação acionária minoritária da Bahiagás e rebateu críticas que classificam a operação como um processo de privatização da companhia. Segundo ele, é necessário diferenciar a alienação de ações sem poder de controle da transferência do comando de uma empresa pública.
“Privatização é uma coisa, venda de participação minoritária é outra. O Estado da Bahia não está abrindo mão do controle da Bahiagás. Continuará com a maioria das ações com direito a voto e com o poder de conduzir as decisões estratégicas da companhia. É importante que esse debate seja feito com responsabilidade e com base nos fatos”, afirmou.
Lucas Reis, que atuou como conselheiro da Bahiagás, destacou que as ações colocadas à venda integram um lote adquirido pelo governo estadual em 2022, sem comprometimento da participação acionária original do Estado na empresa.
“Defender o patrimônio público também é tratar o assunto com seriedade. A Bahiagás continuará sob controle do Estado, com seus investimentos e seu papel estratégico no desenvolvimento da Bahia preservados”, completou.
O parlamentar eleito ressaltou ainda que a manutenção do controle acionário garante ao Governo do Estado a prerrogativa de indicar o diretor-presidente da companhia e continuar conduzindo os investimentos previstos para a ampliação da rede de distribuição de gás natural.
Segundo Lucas Reis, a operação não altera a capacidade do Estado de definir os rumos da empresa nem compromete a continuidade dos serviços prestados à população. Ele argumenta que a preservação da maioria das ações com direito a voto assegura a condução dos projetos estratégicos e o desenvolvimento do setor de gás natural na Bahia.
Economia
Desemprego cai para 5,2% e Brasil registra recorde de ocupação no terceiro trimestre
Pesquisa do IBGE aponta a menor taxa de desocupação para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, com recordes também na população ocupada e na massa de rendimentos
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. No trimestre anterior, a taxa era de 5,4%, enquanto no mesmo período de 2025 havia sido de 5,6%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A população desocupada foi estimada em 5,6 milhões de pessoas, o que representa uma redução de 4% em relação ao trimestre de abril a junho deste ano, equivalente a menos 234 mil pessoas. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, a queda foi de 6,9%, ou cerca de 417 mil pessoas a menos em busca de trabalho.
Ocupação bate recorde
A população ocupada atingiu 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da pesquisa.
O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a geração de aproximadamente 581 mil ocupações, e alta de 1,2% na comparação anual, o equivalente a mais 1,2 milhão de trabalhadores ocupados.
Outro indicador recorde foi o nível de ocupação, que alcançou 59% da população em idade de trabalhar. O índice avançou em relação aos 58,8% registrados no trimestre anterior e ficou estável na comparação com o mesmo período do ano passado, quando atingiu 58,7%.
Informalidade permanece estável
Segundo o IBGE, a taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.
No trimestre anterior, o indicador era de 37,4% (38,6 milhões de pessoas), enquanto no mesmo período de 2025 alcançava 37,8% (38,7 milhões).
Renda e massa salarial também avançam
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.790, mantendo estabilidade na comparação trimestral e crescimento de 3,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, um aumento de R$ 131.
Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 387,5 bilhões, o maior valor da série histórica. O indicador registrou alta de 1,5% frente ao trimestre anterior, o equivalente a R$ 5,6 bilhões, e avanço de 4,7% na comparação anual, com acréscimo de R$ 17,5 bilhões.
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